quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Atritos eleitorais em Uberaba (MG) vão além do que se vê


A terra da Princesa do Sertão ocupou nos últimos dias as pautas do noticiário nacional, envolvendo o Prefeito Anderson Adauto. E não me refiro, apesar de óbvio, ao julgamento do STF.  Ontem o prefeito chamou uma coletiva local para anunciar sua saída do PMDB, motivado pela perda política em fazer a sucessão ao seu modo, e distante dos interesses nacionais do seu então partido.

O que virou sensação em coluna de sites e blogs, de diversos veículos nacionais.

Mas, a questão é que sua desfiliação do PMDB e possível ida para o PT, apesar dá imprensa nacional colocar como questão fechada, o próprio prefeito optou por ficar sem partido. Entrará de “cabeça” na campanha petista local, mas espera uma autocrítica do PMDB nacional.

Lembro-me das lições de Marcos Coimbra, cientista político e diretor do Vox Populi , diante do momento eleitoral atípico que estamos vivendo em Uberaba.

Enquanto algumas lideranças só têm olhos para os recentes atritos locais, as eleições municipais avançam, tensionando toda a estrutura partidária nacional.

Isso acontece por diversas razões. A mais importante é que a escolha de prefeitos e vereadores tem consequências diretas nas eleições para o Legislativo Federal. Já se foi o tempo em que bancadas estritamente “localistas” dominavam o Congresso.

Ter um deputado a mais pode garantir a Presidência da Câmara ou de comissões importantes. A mesma coisa no Senado. Na base governista, pode significar um (ou mais de um) ministério. Por esses motivos, é natural que as relações entre os partidos e lideranças fiquem tensas na véspera de eleições municipais. O que está em jogo é o futuro da maioria dos parlamentares e o poder na legislatura seguinte.

Por motivos óbvios, essas tensões não se manifestam apenas entre os partidos que formam a base do governo. Na oposição são iguais, e entre lideranças também.

Apesar da discussão de uma crise entre a base do governo federal em Uberaba, que estaria “rachada”, fenômenos parecidos ocorrem em outras cidades e também nas relações do PSDB com seus irmãos, o DEM e o PPS. Para não falar na briga do PSD com os tucanos em Belo Horizonte e outras cidades. E o nós, do PCdoB com PT, aqui em Uberaba, em Porto Alegre e outras tantas.

O DEM é o mais sofrido desta relação. Embora tenha candidatos bem colocados nas pesquisas em cidades importantes, como Fortaleza e Recife, os tucanos resolveram lançar candidatos próprios, reduzindo-lhes as possibilidades. No Rio, fizeram a mesma coisa, enfraquecendo os dois partidos. Está tão magoado que anda pensando em uma fusão com o PMDB.

Em suma: quando chegam as eleições municipais, é “cada um por si e Deus por todos!” E. Quando terminam as eleições, com os ânimos serenados, tudo volta ao normal.

E será assim mesmo, dependendo do resultado eleitoral macro, tudo voltará às boas entre o Anderson Adauto e o PMDB.  Caso o resultado eleitoral seja outro, para além do PMDB, aí sim, poderemos vê-lo assinando à ficha de filiação ao PT. Mas, independente do  resultado em 07 de outubro, as relações partidárias se estabilizaram para o bem da nação!

Moral da história: a celeuma eleitoral em Uberaba e para além do que se vê!

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