quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Crônicas


....Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.

...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.

Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.

Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que? Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.

Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.

... e é assim que se rouba um coração, fácil não?

Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!

E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples...

é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

Por Luiz Fernando Veríssimo

Simplicidade



Cada semana, uma novidade.
A última, foi que pizza previne câncer do esôfago.
Acho a maior graça.
Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí, não exagere…

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha.

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não me incham as pernas;
incham-me o cérebro, volto cheio de idéias!

Brigar, me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez, me embrulha o estômago!
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro, me faz perder toda a fé no ser humano…

E telejornais…
Os médicos deveriam proibir… como doem!

Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.

Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna!

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!

Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.

Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!

Por, Luís Fernando Veríssimo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

As grandes vitórias merecem Boas Festas! Por, Adalberto Monteiro

A terceira grande vitória do povo
Faz nascer um Ano Novo
De um ovo do tamanho da lua!
E nas ruas as bandeiras vermelhas
Entrelaçadas com tantas outras
Bem ao alto comemoram a boa nova:
É a vez primeira que a nação brasileira
Será governada por uma mulher.
Do povo ela recebeu um mandato:
Tornar o Brasil cada vez mais
Soberano, forte, solidário e democrático.

Rompe 2011
Da placenta da esperança
Do tear da luta
Da teimosia de uma gente
Persistente que não abre
Mão de ser feliz!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Motivos para no enamorarse

As sem-razões do amor de Drummond


Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Esse Natal

Num começou bem não! Meu filho perdeu o ano escolar ficamos sem conversar e declarei: - Este ano não quero ceia de natal aqui! Rompi com amor presente, ou melhor, ausente, perdi a paciência com alguns amigos meio egocêntricos, não no sentido ruim, do “egocêntrico”, mas no sentido que às vezes a gente perde a paciência mesmo.

Seguindo o trajeto que coisas ruins nunca vêm desacompanhadas, o banco me cobrou uma dívida no dia 20 dezembro, que pra mim seria em 20 de janeiro, e assim comecei a semana do Natal com cartão de crédito bloqueado, dinheiro aprisionado e coisa e tal.

Bom, então a gente pensa: Vou me enterrar na cama e não quero saber de Natal. Diz ai se não to certa? Seu filho perde o ano, você descobre que seu namorado não é tão legal como achava, briga com os amigos e na semana do natal sua conta é bloqueada! Putz, se mata né!?

Pois é, mas este foi o melhor natal desde criança! Comemoramos em família e só a nossa família, nada de extensões. Fizemos uma ceia meio em cima da hora por decisão minha e assumi a responsabilidade do Menu que foi com assados, queijos e vinhos, ouvimos Adoniran Barbosa, Milton Nascimento, Simone, enfim um festival de música belíssima. Dormi no meio da minha mãe e do meu filho como não fazia há tempos, não trocamos presentes e nem montamos árvore. No dia 25, enquanto preparávamos o peru e a minha farofa especialíssima, bebi cerveja com meu pai no balcão da cozinha e ficamos horas conversando. Foi muito bom! Para que mais?

A certeza de estar cercada por pessoas que te amam é o melhor natal que se pode ter. Não tem festa, viagem ou presente que substitua a paz de estar em família. Sabia disso quando era criança, mas havia me esquecido como era sentir isso lá dentro. Não quero outro natal que não seja esse!

Se as dificuldades do inicio da semana foram lições, foi a melhor das lições que recebi em minha vida. Nunca foi consumista, sou marxista! Não no sentido puramente racional, mas no sentido da valorização das pessoas. Sempre quando falo ou penso em Natal nunca me agradou aquela obrigação de ser feliz, dar vários presentes, ficar mostrando os dentes e dizer feliz Natal a cada segundo, mas sempre penso no sentido de gostar por gostar sem pedi nada que não seja gostar tanto quanto, e estar sempre presente principalmente no Natal, este foi assim, especial e cheio de amor!


Sumayra está muito feliz por ter uma família linda que não é comercial da Doriana!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Começando o exercício de fim de ano. Bem vinda reflexões

Todo fim ano faço uma análise (como boa parte das pessoas) do que termina e reflexões futurísticas, nada de futurologia apenas pensamentos. Este ano começo mais cedo com  recortes de tudo que respira em mim e na minha volta.
Vamos lá... Que venha 2011!

O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim, esquenta e esfria, aperta e depois afrouxa e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.
O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre e amar, no meio da alegria.
E ainda mais alegre no meio da tristeza.
Todo caminho da gente é resvaloso, mas cair não prejudica demais, a gente levanta, a gente sobe, a gente volta.

João Guimarães Rosa

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tudo de uma vez no fim

Ausência tranquila na saudade, presença com aflição, reunião de novidades iguais, seminário na chuva, cerveja com amigos, papos desestabilizam anseios, ligações que dizem inteiro, metade que não saceia, cachoeira com adeus, sol com ardência, ponte que desliga, espera que não liga, mensagem não resolve, não entende, não sensibiliza, só materializa a ironia, o sentimento vira angustia, vida aprisionada nas cifras. Se passar por este exame no final, passo por montanhas e vales do mar de Mariana. Sempre!

Porque Deus nunca chegaria a professor titular ou pesquisado da CAPES ou CNPq

http://www.posgraduando.com/humor/porque-deus-nunca-chegaria-a-professor-titular-ou-pesquisador-da-capes-ou-cnpq

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Estado é condenado no caso da Guerrilha do Araguaia

Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), responsabilizou o Brasil pelo desaparecimento forçado de 62 pessoas da Guerrilha do Araguaia.

A sentença "Caso Gomes Lund e Outros (‘Guerrilha do Araguaia’) VS. Brasil", divulgada nessa terça-feira (14), refere-se às ações de detenção arbitrária, tortura e desaparecimento forçado praticadas pelo Exército brasileiro contra integrantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e camponeses. As operações militares, realizadas entre 1972 e 1975 - durante a ditadura militar - tinham o objetivo de acabar com a Guerrilha do Araguaia.

Na sentença, a Corte destaca que a Lei de Anistia do Brasil não pode continuar a atrapalhar as investigações do caso nem representar obstáculo para a identificação e punição dos responsáveis pelas violações de direitos humanos. Além disso, condena o Estado como responsável, entre outras, pelas "violações dos direitos ao reconhecimento da personalidade jurídica, à vida, à integridade pessoal e à liberdade pessoal" de 62 pessoas durante o período da ditadura.

Por conta disso, a Corte estabelece que o Estado: investigue o caso, determine as responsabilidades penais e aplique as devidas sanções; esforce-se para descobrir o paradeiro das vítimas, identificá-las e entregar os restos mortais a seus familiares; ofereça tratamento médico e psicológico às vítimas; realize ato público de reconhecimento de responsabilidade no caso;  promova curso ou programa sobre direitos humanos para integrantes das Forças Armadas; e adote medidas para tipificar o delito de desaparecimento forçado de pessoas de acordo com os parâmetros interamericanos.

De acordo com o documento, um ano após a notificação da condenação, o Estado brasileiro terá de apresentar ao Tribunal um relatório sobre as ações realizadas para o cumprimento da sentença.

Leia a sentença na íntegra em: http://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_219_por.pdf

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Boa noite com Vinicius

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete.

Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Boa tarde 16 de dezembro como vai? Eu vou Cecília

Inscrição na Areia
O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!

Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?

O meu amor não tem
importância nenhuma.

Cecília Meireles.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Dessassossego


As meias sem par, a negação à rotina, à obediência e à normatização. A inconstância, a descerimônia, a ausência presente e a ausência definitiva. A vadiagem, o desapego, a preguiça, o sono. A solidão, a dúvida, o questionamento. A alienação, o esquecimento, a busca e minha ingenuidade de sempre. O dinheiro não poupado, o tempo gasto até o último vintém. O quarto do avesso, as diferenças acertadas, as áreas comuns, o rompimento. As disciplinas pessoais, os limites, as forças. Os desentendimentos, os diálogos, a impermanência, a partida. A insegurança, a carência. O teto, o cobertor, a geladeira, o café. Os incontáveis passados, o único presente, o futuro impensado. As possibilidades, o anonimato. Os projetos, crenças, aspirações e frustrações tão sortidas quanto pessoais. O tempo livre, a fadiga, a tosse. As contas, a roupa de cama e banho, a louça. A arte, o medo e a coragem, as paredes sem acabamento. A experiência, o cansaço, o abatimento. A fuga, a fugacidade, o desassossego. A vida que me pertence no presente momento.

Num mundo paralelo, tão meu quanto de ninguém, tão sem dono como todos, ando assim ultimamente, só na multidão.

sábado, 27 de novembro de 2010

PCdoB reafirma que transição deve enfrentar desafios - Portal Vermelho

Um dos meus maiores orgulhos é ser do PCdoB, um partido diferente de conteúdo e ética, que tem como base à solidariedade. Antes mesmo de ter título de eleitor fundei o PC em Uberaba (MG), na época uma turma de jovens sonhadores, chamanos nossos pais para assinar a ata de fundação. Hoje Lênim faz sentido é preciso sim sonhar e lutar para o futuro ser socialista. O Brasil vai bem precisa avançar e estamos no rumo certo PCdoB reafirma que transição deve enfrentar desafios - Portal Vermelho

terça-feira, 9 de novembro de 2010

SOCIEDADE DE AMIGOS: POESIAS DE VIDA do Blog do Jorge Bichuetti

Se você percebe que ela o olha pelo menos uma vez por dia, como se olhasse o horizonte, permaneça.

Se ela lhe chama para olhar a chuva. Ponha a mão no seu ombro. Vá com ela à despensa. Faça pipoca. Observe com ela a chuva que lava as dores, e prepara os dias azuis.

Se ela encosta-se a você, e nada diz, permaneça assim. O silencio fará com que você e ela sejam um.

Se ela puxa conversa, converse todas as horas possíveis. O tempo perde o sentido e ganha virtude.

Se ela se queixa, ouça atentamente. Se não se queixa, descubra o que a incomoda. Conforte-a você, que conhece o tempo. Diga-lhe que amanha será um dia azul, e que você caminhará com ela pelo cheiro de novembro...

Se você fizer tudo errado, peça desculpas. Mande uma carta. Tente. Se nada funciona, tente de novo.

Mas, se você não encontra mais seu olhar, seu toque, seu tempo, se a chuva atrapalha, é tempo de partir. É tempo de adeus.

Se ninguém te aguarda, se não tem para onde ir, deixe seu corpo, para que não pereça, e abra a gaiola da alma. Meia alma fica. Meia alma voa. Bem Longe, para que quando vierem às lágrimas, o seu amor não veja...

sábado, 6 de novembro de 2010

Consultoria de Butequim - By MSN

Para viver o amor que você deseja, as experiências que sempre quis e conseguir aproveitar o melhor da vida, você precisa, antes de mais nada, saber o que quer. Refletir, questionar-se, perceber-se, aprender a diferenciar o que são seus verdadeiros sentimentos e o que não passa de ecos gritantes de sua ansiedade é fundamental para desenhar o mapa que o levará até o seu tesouro mais precioso. Em vez de desperdiçar seus dias e suas flechas atirando para todos os lados, pare! Aquiete-se! Ouça seu coração, sua intuição. Olhe para os lados e vá descobrindo o que realmente faz sentido para você, o que realmente te faz feliz. O resto são apenas armadilhas. Mantenha-se atento e focado naquilo que quer e desvie dos perigos que, na maioria das vezes, são nossos próprios medos transformados em dificuldades.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Todo Errado

"Eu não peço desculpas e nem peço perdão
Não, não é minha culpa
Essa minha obsessão
Já não aguento mais ver o meu coração
Como um vermelho balão
Rolando e sangrando
Chutado pelo chão
Psicótica, neurótica, todo errado
Só porque eu quero alguém que fique
Vinte e quatro horas do meu lado
No meu coração eternamente colado."

Caetanos Veloso e Jorge Mautner

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Suprema Felicidade.

O que é felicidade?

Como todo pensador da esquerda neste país, adianto que não gosto do Arnaldo Jabor pelas suas posições reaças na política, mas adorei o filme, “Suprema Felicidade” e separo bem os fatos e atos, portanto não vai interferir em minha opinião de telespectadora.

Suprema Felicidade é tão leve e ao mesmo tempo tão intenso e delicado, trata de passagens sutis da vida, sem exageros e melodramas, mas de sentimentos que a gente se esquece ao longo da jornada que nos endurece. Tem uma pergunta que o ator principal faz pro seu avô, Marco Nanini que é pra respirar, e refletir um bocado: A felicidade existe; o que existe é a alegria, teve um único momento em que foi feliz, esperando um bonde, por 10 minutos,a vida gosta de quem gosta dela. um personagem diz a outro.

Claro! o mundo capitalista nos obriga a ser produtos extremanete felizes, impossível pensar a existência como estado de felicidade plena – a não ser que você seja um viciado em um tipo de droga, que de deixa longe da realidade e beatificado ao longo do dia.

A vida é cheia de altos e baixos e convém aproveitar os mais alegres e melhores para cada um de nós. O mesmo pode ser dito do novo filme de Arnaldo Jabor – ele próprio é formado por momentos, uns que seguram mais a gente e nos fazem voar, e outros que fazem a gente voltar para a terra, em meio ao espírito nostálgico de um filme de memória, o longa possui cenas de fazer respirar fundo e se você for como eu, chorar baixinho, como a interpretação de Marco Nanini é simplesmente sensacional e extraordinária, são as melhores cenas. Nanini se apresenta como um homem moderno e que está “antenado” com as transformações da época acompanhando, assim, as descobertas do seu neto, Pualinho- o ator principal, que é uma das passagem nem tão fascinante assim.

O filme aspira alguns amores e desamores, tem duas falas que foram importantes dentro do meu conceito, e do momento em que estamos vivendo no Brasil com a ascenção da mulher: Um diálogo do pai com o filho Paulinho: Sua mãe era tão alegre quando a conheci, hoje ela é triste, não sei porque, mas gosto disso, quanto mais triste, mais sei que ela é minha. Há um debate do desejo da mãe de trabalhar e o pai não permitir, passando longas noite no bordel Eldorado, onde a próprio filho experimenta um amor. Ha outra mais divertida de Marco Nanni: Meu neto preste muito atenção no que vou te falar, o amor... É foda!

Apesar das duras críticas que li a respeito do filme, lembro aqui de “Lisbela e o Prisioneiro” que também sofreu com as críticas e ADOREI! Eu recomendo Suprema Felicidade, tem um bom elenco, uma boa trilha sonora e uma belíssima fotografia, que se utiliza de uma tonalidade amarela durante praticamente toda a projeção para dar significado e destaque ao Rio de Janeiro da época imaginada por Arnaldo Jabor.

Não opino se o filme se pinta de cinema novo, neo- realismo ou surrealismo, não sou da área, fico fascinada com o debate posto, mas sei que é um filme de memória, que me deixou mais leve e um pouca nostálgica com a minha eterna vontade de ter vivido os anos 50 e 60, respirando romantismo, delicadeza e com a certeza  que mudariamos o mundo.


P.s: no site oficial do Filme existe um teste o felizmetro. Uma brincadeira comercial para promover o filme, criativo e divertido. http://www.paramountpictures.com.br/asupremafelicidade/

Vitória contundente para avançar nas mudanças - Portal Vermelho

José Reinaldo: Vitória contundente para avançar nas mudanças - Portal Vermelho

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Bem melhor depois dos trinta, com pinga ou sem?

Um dia nem tão atípico, mas cheios de comentários diferentes no mesmo sentido. Dá pra entender? Bem começou assim. Acordei atrasada não fui pra academia, saí no meio da manhã direto pro trabalho, aérea, culpada por não malhar e acordar tarde.

No caminho que faço sempre, tenho à sorte de morar próximo ao centro da cidade e do meu emprego, me para um carro de Brasília e surge uma voz:

- Sempre te encontro, mas ta sempre acompanhada, posso falar com você?

Jurei que era um tipo de calango tarado matinal. Fiquei morrendo de medo e pensando porque nunca mudo o caminho! Bem, era apenas um paquerador que realmente tá sempre nos mesmos lugares que frenquento. Mas de qualquer forma dá uma volta há mais, e mudar o caminho de vez enquando, num faz mal a ninguém.

No meio da tarde foi atender um convite do meu antigo emprego, e assistir a formatura de uma turminha muito especial  que estava concluindo um projeto de educação não-formal. No encontro com os alunos, os meninos ficaram me olhando com cara de espanto e diziam:

- Tia, você mudou tá mais bonita.

Quando cheguei à empresa o comentário era geral:

- Você tá bem melhor mais bonita e jovem!

Uau! Num faz nem três anos que mudei de emprego. Fiquei super contente! O dia fui de elogios que alma agradece. E cheguei a conclusão, to realmente melhor depois dos trinta, mas isto não significa que um dia fui um trapo mulambento, certo? Depende da ótica.

Na caminho de volta pra casa, no mesmo da manhã, o bêbado mais histórico do bairro me pára pergunta do meu filho, e solta um comentário:

- Nunca te achei bonita, mas ultimamente você ta muito gata!


Sumayra se sente bem mais segura depois dos trinta! E agora sabe que beleza é se sentir confiante.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sistematização das Leis é discutida na CMU

Durante a reunião ordinária de hoje (07/10), foi apresentado aos vereadores, pela Comissão Especial de Sistematização das Leis Municipais, o trabalho que tem sido desenvolvido desde março deste ano. A diretora do departamento de Documentação e Pesquisa, Sumayra Oliveira, juntamente com o representante da empresa Sonner, Rodrigo Caetano, explicou as ações implementadas.


Com foco na gestão em documentação, informação e pesquisa, a comissão levantou a existência de cerca de 17 mil normas municipais e também a carência de informações sobre a localização dos arquivos históricos da Câmara. “Existem documento históricos da Câmara, no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, no Governo do Estado, no Arquivo Público e isso não é o correto. A Câmara tem que manter a sua história, que é uma parte da história da cidade. Por isso uma das ações, será uma campanha institucional e convênios para tentar reaver estes documentos”, destacou.

As diretrizes do trabalho, segundo a diretora, passam por leis aplicáveis por meio de amplo trabalho que identifique o que existe e o que realmente é necessário para evitar a confusão de textos. Também é necessário facilitar a consulta às fontes de informação legislativa e padronizar a apresentação dos textos (tem vereador denominado de duas maneiras diferentes: Tony Carlos ou Antônio Carlos, o que dificulta a pesquisa). Outra diretriz é ter acesso à informação, preservar a memória histórica do CMU, democratizar o patrimônio documental e contribuir para uma consciência superior da cidade sobre identidade.

Diretrizes - Cada diretriz terá uma linha de ação desenvolvida pela comissão. No caso das Leis aplicáveis, haverá a compilação das mesmas. Esta compilação tem por objetivo a “reunião e seleção de textos legais, com o fito de ordenar o material, limpando as leis revogadas ou caducas, abreviando e facilitando a consulta às fontes de informação legislativa”.

Em relação à consulta, as leis passarão por uma consolidação. Esta consolidação tem por objetivo reunir os documentos em um único diploma legal, de toda a legislação pertinente a um mesmo assunto. A consolidação evita a confusão de textos contraditórios, elimina os preceitos ultrapassados, revisa e organiza as normas existentes sobre um mesmo assunto e condensa em uma só lei.

No que diz respeito à democratização do patrimônio histórico, a linha de ação focará na gestão da informação e preservação deste material. Será feito um conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de informações, cujo objetivo será o de preservar os arquivos da CMU e padronizar a gestão junto ao CONARQ (Conselho Nacional de Arquivos).

Metas – De acordo com a diretora Sumayra Oliveira, a comissão está perseguindo algumas metas, sendo elas:

• Para Gestão de Informação e Documentos históricos a meta é a aprovação de Resolução; Tabela de Temporalidade; Campanha Institucional; Reconstituição do acervo histórico da CMU, especialmente das histórias de vida de todos que passaram pelo Legislativo, sobretudo os Vereadores; Resgatar documentos oficiais e não-oficiais, que possam estar nas residências da população (campanha); Salvaguardar a memória da CMU; Realizar convênios com órgãos afins para pesquisa, tendo assim um inventário completo dos documentos históricos, que estão sob a guarda de outras instituições.

• No que tange a consolidação das Leis: o grupo de trabalho da CMU fará a agrupamento de matérias conexas ou afins, em códigos e consolidações integradas por volume, constituindo na totalidade a Consolidação da Legislação Municipal.

• A meta em relação à compilação, também faz parte do grupo de trabalho que está reunindo em único texto todas as alterações ocorridas nas Leis.

O presidente da CMU, vereador Lourival dos Santos revelou que, até o momento, 480 Leis Complementares foram compiladas e outras 1.500 Leis Ordinárias. “Este trabalho é de suma importância para o Legislativo. Já tivemos caos de alterar Lei que estava revogada, mas o sistema existente não mostrava. Vamos dar um salto de eficiência com este novo modelo de gestão”, destacou o vereador explicando que sem qualquer tipo de custo, a CMU tem convênio com o Senado Federal, na implementação deste projeto
 
Fonte: http://www.camarauberaba.mg.gov.br/site/noticias/ler/cod/771

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CURSO DE HISTÓRIA DE MUSEUS – ARQUIVOS DE ARTE E PODER

Acontecerá nos dias 25, 26, 27 e 28/10/10 das 13 às 17 horas, na Biblioteca Municipal- Sala de Multimeios, o Curso de História de Museus - Arquivos de Arte e Poder, ministrado pela Professora Daniela Viana Leal, mestre em História da Arte pela Unicamp.

O curso é destinado a historiadores, artistas plásticos, professores, colecionadores e estudantes. Nele será discutidas as diferentes facetas dos espaços museológicos, suas motivações e direcionamentos através da análise comparativa de quatro instituições representativas, o Museu do Louvre em Paris (França), o Museu do Prado em Madri (Espanha), o Art Institute em Chigaco (Estados Unidos) e o Museu de Arte de São Paulo (Brasil).

As inscrições serão gratuitas e feitas no Museu de Arte Sacra na Praça Manoel Terra, S/N (Igreja Santa Rita), a partir do dia 13 de outubro das 13 às 17 horas com Hélio Siqueira, Adriana Cristina ou Ozana Durão. O Museu de Arte Sacra oferecerá atestado aos que comparecerem em todas as aulas.

domingo, 5 de setembro de 2010

Sem história

Não tenho nenhuma boa história pra contar. Minha vida que é tudo agora ao mesmo tempo tornou-se uma atividade só, agora e ao mesmo tempo. Que até tem fatos engraçados, estranhos e interessantes, mas por impaciência num dá para expor! Campanha Eleitoral, só depois de 3 de outubro dá pra soltar o Marginárias News. A verdade é que me afastei do meu emprego que adoro, minha faculdade que amo e minha Pós que gosto muito, e isso, tem me deixando sem poesia para captar as histórias que aparecem. Só consigo pensar nos filmes do Mazzaropi e como até hoje a gente encontra essa manipulação senil, compra de voto, voto de cabresto e um monte de gente que vê nessa época de “política”, um motivo para se dar bem. Isso me deixa muito chateada e sem nenhuma história para contar.

domingo, 22 de agosto de 2010

MUDAR DE OPINIÃO

Opinião é feito navio: a gente não abandona, afunda com ele se for preciso. Foi o que pensei desde criança, desde quando me convenceram de que assim estava certo. Agarrada naquele ponto de vista, fazendo da manutenção da opinião uma questão de honra, quando honra ainda era fundamental.


Foi isso que me disseram, e foi nisso que acreditei até certa hora. Depois pulei fora. Agora convivo serenamente com a evidência de que as minhas opiniões não são definitivas. E como o poeta americano Walt Whitman, tenho repetido frequentemente: “ você diz que eu me contradigo. Sim, eu me contradigo mesmo”.

Temos por hábito gostar da nossa cabeça bem arrumada. Opiniões já conhecidas, nos seus conhecidos lugares. Pensar parece assim mais fácil, viver parece mais seguro. Basta estabelecer os parâmetros iniciais, e tocar o bonde.

Os trilhos da vida, porém, não são tão paralelos. Crescemos, aprendemos, e de repente aquela bitolinha fica estreita demais, e o caminho traçado, que acreditávamos tão exclusivo, revela-se apenas um, entre tantos. É hora de mudar de opinião.

É hora, mas hesitamos: é? Seria? A incerteza nos pega pelo pé, o medo nos abocanha pelo estômago. E os preconceitos cravados na nuca, no pé do ouvido, murmuram que mudar de opinião é sinônimo de inconstância, que o bonito é manter-se firme nas próprias opiniões.

Mas, o mundo não se fez ficando parado e infelizmente, qualquer mudança de opinião encontra grandes resistências. Resistências de fora, em primeiro lugar. Os outros, ou seja, a sociedade como um todo não costuma gostar de pessoas questionadoras.

Mas a pessoa questionadora, a que está sempre repensando as coisas e procurando novos ângulos de visão, esta não é uma mobília bem comportada, um sofá em esquadro, é um ponto de interrogação no meio da sala, a exigir dos outros idêntica dinâmica. E esta dinâmica, a maioria, não têm, e não querem ter. Porque esta dinâmica assusta.

Mas antes de vermos por que assusta, quero fazer um desvio e dizer que, se todos sofrem violenta repressão às suas mudanças, nós mulheres sofremos muito mais. A mudança é logo vista como futilidade, como falta de segurança. “la donna è mobile, qual piuma al vento”, diz a ária de ópera ( “ a mulher é móvel, como pluma levada pelo vento”). Ou seja, vai onde o vento sopra, onde é levada e não onde deseja ir.

Mudanças de opinião, em nós mulheres, são vistas com maior espanto, porquanto é tido como certo que não temos opinião alguma, e então, como mudar o que não existe? Hoje até o fato de reivindicarmos o direito de ter opiniões aparece como uma mudança.

Feito o desvio, vamos voltar ao medo que mudar de opinião desperta em todos nós. Sim, todos nós temos dificuldade em pegar uma idéia que já tínhamos e esquartejá-la, minuciosamente estudar-lhe as víceras, para depois decidir se é o caso de recompô-la ou de transformar o exame em autópsia e enterrar logo o cadáver. Todos nós hesitamos. Por quê?

a - Porque poucas coisas são tão confortáveis quanto uma idéia velha. Não precisamos quase raciocinar para defendê-la, basta desfiar o rosário das frases com que a estruturamos ao longo dos anos, ou repetir os conceitos de que ela veio acompanhada quando nos foi vendida. Uma idéia já conhecida e explorada não nos causa ansiedade, não nos ameaça, vem mansamente ao trote quando a convocamos, dócil cavalo de batalha, e se insere sem alarde entre as outras rotinas da nossa vida. Uma idéia velha não nos exige.

b - Abrir mão seja do que for sempre é difícil. E mais difícil, fica no caso das opiniões, quando, sobre elas outras coisas foram construídas. Abrir mão de uma opinião significa abrir mão dela e de outras que lhe são ligadas, e, em cadeia, de um determinado comportamento. Abrir mão de uma opinião é, em última análise, abrir mão de um pedaço de si e nada mais natural do que hesitar diante dela.

c – Toda mudança causa conflito. Isto porque toda mudança implica em avaliação e julgamento. Para trocar uma opinião por outra, preciso confrontar as duas, julgar sua validade decidir qual me parece melhor. Esse julgamento, essa decisão ao salto, assusta.

d – Se hoje penso de um jeito a respeito de determinada coisa e amanhã decido mudar, será necessário reconhecer que meu pensamento estava errado, ou que, pelo menos, tornou-se errado em determinado momento. Será preciso reconhecer meu próprio erro. E quantos gostam disso?

e – Uma opinião importante é um modo de ser e de viver. Nossos amigos, nosso grupo, nossos parentes estão acostumados com nossas opiniões. Mudar uma opinião significa muitas vezes ter que enfrentar o nosso grupo. E sabemos que o grupo tudo fará para nos manter como éramos, do jeito que já nos conheciam, nos aceitavam, do jeito que tornou possível nosso entrosamento. A mudança de um dos elementos do grupo é vivida pelo grupo como ameaça de desintegração, de modificação generalizada, e é consequentemente combatida. Sabemos, portanto que mudar de opinião nos exigirá trabalho, explicações, discussões. Uma luta, enfim, pequena ou grande, mas uma luta de oposição às pessoas que mais queremos.

f - E numa luta, por menor que seja, temos sempre duas possibilidades: ganhá-la ou perdê-la. Podemos, por causa de uma opinião, perder o afeto ou até a estima de pessoas a nós ligadas. Podemos dialogar convencer, mas corremos sempre o risco de subitamente perder a aceitação do outro e abrir distâncias insuperáveis. O medo dessa possível perda está presente, ainda que nem sempre conscientizado, ao enfrentarmos o processo de uma mudança de opinião.

g – E outro medo se engancha no nosso pé. O medo do desconhecido. Abro mão da idéia velha, meu confortável chinelo, em troca de uma idéia nova. Não só terei que amaciá-la, e a mim com ela, mas terei que reorganizar minhas idéias todas, rever o resto. E certamente sairei mudada, ainda que pouco apenas, ainda que parcialmente. Que eu mudada serei então? Não sei, não tenho como saber. E o não saber me assusta.

De tanto falar em medos, estou aqui quase espalhando o pânico. Que essa conversa sirva para o entendimento, mas não nos assuste. São vários medos, mas enfeixados em um só, e não tão forte a ponto de impedir que as opiniões mudem constantemente.

Enfim, a nossa história é a história das nossas mudanças de opinião. “Quem pretende uma felicidade e uma sabedoria constante deveria acomodar-se a frequentes mudanças”.

Esquecidas das enormes mudanças de que fazemos parte relutamos às vezes em mudar uma pequena opinião. Mas por que estaríamos condenadas à prisão de idéias gradeadas, se tudo ao redor anda?

Porque mudamos individualmente, e individualmente corremos os riscos da mudança, mas nosso comportamento e nossa escolha se inserem no conjunto mais amplos. Podemos viver nossa mudança em solidão, precisando de mais energia para derrubar a reação ainda compacta contra nosso gesto. Ou, mais prudentes, chegamos à mudança quando um maior número de evidências se acumula e já encontramos vozes em que nos apoiarem. Tempo e momento, cada um faz o seu. Importante é a convicção.

Taí uma palavra sem a qual se invalida tudo o que dissemos: convicção. Esta é alavanca fundamental para qualquer, verdadeira, mudança de opinião. Mudar de opinião por insegurança, para acompanhar os outros, para não ficar por fora, pode fazer de nós figuras patéticas.

Mas opinião não é honra, opinião não é jura, opinião não é sobrenome, carga genética, nada que não se possa mudar. Se hoje você diz uma coisa, e amanhã percebe que não concorda mais com o que disse, pode não se tratar de inconstância, mas de lucidez. Isso é claro, se depois de amanhã você não pensar de outra maneira, e no dia seguinte tornar a mudar, como uma ventoinha.

O normal, o saudável é mudar. Assim, também no amor nos tornamos mais acessíveis na medida em que somos capazes de rever nossas posições, e de mudá-las quando necessário. Temer que o outro enxergue nossas mudanças como fraquezas e delas se aproveite contra nós ou contra a relação, subjugando-nos, é não ter confiança no outro, nem em nós mesmas. E, nesse caso, tampouco adiantaria cravarmos os pés irredutivelmente numa única posição.

Mas, para mudar, é conveniente fazê-lo com justeza. E a justeza, onde está?

Não sei, nem ninguém sabe, pois é preciso desencavá-la a cada vez, entre pedras, cactos e tantos arremedos de justeza. Sei, talvez, como me armar para procurá-la melhor. É meu armamento individual, mas talvez sirva a outros.

Preciso, eu sei, ter confiança em mim, na minha capacidade de ver, no meu discernimento. Sempre haverá quem queira me demover, e com belos argumentos, cantos de sereia. Ao contrário de Ulisses que botou cera nos ouvidos para não ouví-los, eu deverei abrir bem os meus e deixar que entrem os cantos todos, para sopesá-los. A fé na minha balança, a mim cabe.

Sei que até o fato de eu ser mulher será em algum momento usado, direta ou indiretamente, para me demover. Tentarão me convencer de que sou fraca, mais suscetível a engodos, inocente. Mas exatamente o fato de ser mulher me servirá de fortalecimento. Pois sei que por ser mulher que tenho que ser mais aguerrida, e por ser uma mulher que questiona sou mais lúcida do que tantos.

Preciso, eu sei, de dados. É com o conhecimento que consolido e comprovo minha sensibilidade. É com o conhecimento que construo argumentos.

E tendo os dados, preciso do hábito da análise para saber interrogá-los. Se me acostumo a aceitar tudo o que me dizem, sem questionar, sem elaborar, será difícil, impossível quase, encontrar caminhos novos, que sejam os meus. A análise se afia na prática, no exercício diário, na observação de análises alheias. A análise é pôr em dúvida, submeter a exame, comparar. A análise é o jogo que realizamos entre a tese e antítese, para chegarmos à sintese. A análise é um dos mais comoventes exercícios da mente.

Tendo fé em mim, tendo os dados e a capacidade de análise, que não me falte ainda assim a humildade de pedir explicações. Não entender, ou entender mal, é direito do qual não abro mão. E é contingência da qual não devo me envergonhar. Quando alguma verdade ou suposta verdade me for servida em belo prato, nunca começar a comê-la sem antes verificar os ingredientes de que se compõe.

Assim talvez seja mais possível o acerto nessa galeria de espelhos que o mundo se esmera em fabricar para nós. Assim, pelo menos, mesmo errando, poderei chegar a uma conclusão que seja a minha, e que eu tenha não só forças como prazer em defender.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Paixões desiguais

Hoje ouvi essa frase sobre o romance do Rodin com Camille Claudel e resolvi vim aqui, nesse mini e-book mesmo morta de cansaço, falar um bocadim. Pra mim Camille Claudel foi o melhor filme que já vi até hoje, é lindo! Escrevi sobre ( achei que tinha publicado aqui, mas não. Se quiser envio do e-mail)


Paixões desiguais! Porque Camille tinha um amor muito maior que o do Rodin por ela. Quantas histórias são assim, um gosta mais que o outro. Quem gosta mais sempre sofre e o outro lado nunca entende ou fingi que não entende os motivos das dores de amor. A mais dolorida dor, que num tem remédio nenhum, (indico as moças imersões em Clarice Lispector, que ameniza).

Pois bem, como sou comunista (PCdoB), quero declarar que precisamos de um novo projeto nacional de desenvolvimento pelo fim das desigualdades nas paixões, pelo bem comum! Se Descartes escreveu sobre a paixões como fórmulas precisas. Podemos pensar filosoficamente e sociologicamente em um projeto pela igualdade nas paixões.

Eu declaro o fim das Paixões desiguais. Realizemos uma grande campanha pela igualdade no amor.

Sumayra surta uma vez ou outro e morre de rir depois

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Do Blog do escrevinhador: Célio, Newton, Jô, Nilmário e Protógenes; em quem votar para deputado

O título desse post parece escalação de ataque nos anos 50. Não acompanhei aquela época, obviamente. Mas sei que os times eram escalados assim: com cinco no ataque. Por exemplo, o Santos de Pelé: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Outro exemplo, o Corinthians: Cláudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Mario.

Mas voltemos à turma do título, ali em cima: Celio, Newton, Jô, Nilmário e Protógenes. Do que se trata?

É resultado de um post que escrevi dia desses sobre a eleição para a Câmara dos Deputados. Falava sobre a possibilidade de a centro-esquerda (com o PT à frente) eleger a maior bancada da história. E, de forma despretensiosa, listei nomes de candidatos em alguns Estados brasileiros. Pedi que os leitores comentassem, e sugerissem outros nomes. Os cinco que eu “escalei” no título foram os nomes mais citados pelos leitores.

Um rápido perfil de cada um:

- Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) – ex-delegado da Polícia Federal, comandou a Operação Satiagraha e teve peito pra encarar um dos maiores esquemas já montados nas sombras do mundo dos negócios; afastado da PF, passou a ser perseguido pela instituição, de forma lamentável; é um nome importante, pelo conhecimento que tem sobre os bastidores do capitalismo e da politica no Brasil;

- Newton Lima (PT-SP) - duas vezes prefeito de São Carlos (cidade de porte médio no interior paulista), com vários projetos premiados internacionalmente (especialmente no atendimento a jovens e adolescentes), é também um especialista em Ciência e Tecnologia; conseguiu eleger o sucessor; antes, tinha sido reitor da UFSCar (a Universidade Federal de São Carlos); homem preparado para construir um grande mandato; nunca foi deputado federal, é dos poucos candidatos fortes do PT no interior paulista;

- Celio Turino (PCdoB-SP) – foram muitos os leitores que sugeriram o nome de Celio Turino, outro que nunca foi deputado federal; construiu sua reputação como coordenador dos Pontos de Cultura, durante a gestão de Gil no Ministério da Cultura; veterano militante das causas culturais, depende do voto pulverizado em todo o Estado para se eleger;

- Nilmário Miranda (PT-MG) – foi também um dos “campeões” nas sugestões dos leitores; eu havia deixado de incluir Minas em meu primeiro texto (por desconhecer o quadro de candidatos naquele Estado); mas Nilmário é um nome conhecido nacionalmente, com militância na defesa de Direitos Humanos, foi secretário de Lula nessa área; tem experiência, é ponderado e firme ao mesmo tempo.

- Jô Moraes (PCdoB-MG) – mais uma na lista das mulheres candidatas pelo PCdoB, partido em que a representação feminina parece ser a mais forte entre os partidos de esquerda; veterana militante de esquerda, foi candidata a Prefeita de BH; é respeitada pela experiência institucional (já foi deputada estadual) e pelo compromisso com os movimentos sociais.

Bem, como eu escrevi no primeiro texto, essa é uma lista sempre aberta. Uma sugestão pessoal e despretensiosa, que se constrói com as sugestões que chegam dos leitores.

Por favor: opinem, corrijam, acrescentem nomes!

Fonte: Blog Escrevinhador

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

No embalo da Capoeira, Hip-Hop e Samba, Wadson Ribeiro lança sua Campanha em Uberaba.

Por, Sumayra Oliveira




O Berimbau, o Rap e o Tamborim encontraram-se na noite de quinta-feira (12) para festejarem o lançamento da Campanha de Wadson Ribeiro, um jovem mineiro com referências constituídas no movimento estudantil, foi do Diretório Acadêmico de Medicina da UFJF, chegando à presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE) e, também, da União da Juventude Socialista (UJS).

Em 2007, quando tinha apenas 30 anos, Wadson foi convidado pelo presidente Lula para ser o secretário-Executivo do Ministério do Esporte. Com isso, Lula apostou na juventude com esse convite. No ministério, Wadson cumpriu papel fundamental para trazer para o Brasil a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Ainda coordenou a implementação de importantes programas sociais que incluíram milhões de crianças e adolescentes através do esporte, como o Programa Segundo Tempo, onde Uberaba foi atendida pelo Wadson enquanto secretário, com a ampliação do programa a 6 mil crianças.



Estiveram presentes no Lançamento da campanha, o Grupo de Copeira Águia Branca, um importante Ponto de Cultura na cidade de Uberaba, que encabeçam a movimento da Capoeira ser um esporte olímpico. Segundo o Mestre Café; “Wadson Ribeiro é a pessoa certa para a capoeira ter seu lugar ao pódio, ele (Wadson) como o Lula fizeram muito pela capoeira, reconhecendo-a como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.”

Ainda o grupo de Samba e Hip-Hop da comunidade do Residencial 2000 também fizeram presentes, juntamente com União da Juventude Socialista (UJS) que é a maior força organizada de jovens no bairro, onde o Presidente David Silva, que é do local, afirma: “Se depender da juventude do 2000, Wadson está eleito”. Mais de 200 pessoas circularam nessa festa de diversidade cultural, esportiva, e como diz Wadson Ribeiro; de política com P maiúsculo.

Wadson Ribeiro diz estar confiante no eleitor de Uberaba, e que ser de Juiz de Fora não atrapalha, afirma que essa história de candidato ter que ser da cidade, é da política passada: “Em Minas Gerais temos 853 municípios e são eleitos 53 deputados no Estado, então 800 cidades ficariam sem representação?” Wadson aposta na vitalidade da sua juventude, na força de ser mineiro e no apoio do Presidente Lula e da candidata à Presidência da República Dilma Roussef.



O jovem mineiro de 33 anos começou bem sua campanha em Uberaba, e pode ser uma grande surpresa nas urnas da terra de Major Eustáquio. Lideranças como, o Presidente da Câmara Municipal de Uberaba o vereador Lourival dos Santos, o representante do Ministério dos Esportes, Samir Messias e o Presidente do PCdoB de Uberaba, Zuzu, foram os ciceronimos do candidato no lançamento, e pelo que tudo indica serão sua voz em Uberaba durante campanha. Ainda estiveram presentes no evento, o Presidente do PT de Uberaba, Fábio Maciotti, o Presidente do PRB, Eurípedes Craide e o Presidente da Fundação Maurício Grabois e secretário de Formação do Comitê Central do PCdoB Adalberto Monteiro.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Convite para dia 12/8

Nesta quinta-feira (12 ) o candidato a Deputado Federal – Wadson Ribeiro 6510 – estará em Uberaba para inauguração do seu comitê eleitoral, e outras atividades.

Confira Agenda do Candidato:

13h Almoço Beira de Estrada
15h – Reunião com segmento do Esporte – PROETI.

Local: Clube Sírio Libânes

17h – Reunião com Organizações não-Governamentais – ONG’s.

Local: Sede do João de Barro

18h – Inauguração do Comitê Eleitoral

Local: Rua Bernardo Guimarães, 61 - centro

19h30 – Saída da Comitiva

20h - Reunião com Lideranças Comunitárias


À Coordenação de Campanha Uberaba Precisa Avançar!
Telefone: 34 3336 88 65

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Revendo objetivos

Muito cansada. Não to reclamando! Gosto de trabalhar e agradeço por ter várias funções e me sentir útil ajudando um tanto de gente. Gosto disso e de desafios profissionais, fazer o que nunca fiz e fazer bem feito. Ser sempre solicitada receber novas demandas de trabalho.

Mas to muito cansada e com dor no corpo de estresse. Disso eu não gosto. Ninguém gosta eu sei, mas o que me deixa assim não é o trabalho, mas inércia ou aquela perversidade competitiva, a maldade, o puxar o tapete, a incerteza da ação humana, a vaidade, a arrogância. Comigo até hoje nada disso  aconteceu em via de fato, acho que a lei do retorno ou coisa assim.

Antes que acontece, não quero respirar essa atmosfera. Por isso  to começando a rever meus objetivos de vida. Que eram coisas assim: tornar-me uma professora e cientista universitária super conceituada, ser a mais requisitada em convenções e palestras, ser uma espécie de conselheira para segmentos importantes da sociedade na área da política, sociologia, antropologia e memória.

Mas hoje o que eu mais quero é o amor simples e puro, dos meus amigos, dos meus pais, do meu filho, dos meus irmãos e se puder de alguém que me ache sensacional sem maquiagem, salto e roupas elegantes. O mar, uma cabana, peixe e o amor... Podem rir e achar que é filme da sessão da tarde. Mas digam se esse não é o verdadeiro sucesso da vida?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Depois da imersão, vem a emersão

Gente isso aqui ta parecendo a cada da mãe Joana. Sem Dono! Depois de imergir em Clarice Lispector minha vida foi reedita pelas circunstâncias externas, como é engraçado nem bem consegui terminar de ler o segundo livro e foi sugada por mais compromissos profissionais/políticos.

Como enforquei minha agenda hoje de noite e to aqui degustado um CD da Miúcha, que ganhei em alguma promoção que nem sem bem qual é, fiquei pensando em o quê escrever;  o encontro de blogueiros, a Dilma, o Lex-ML, o Cd da Miúcha, a campanha do Wadson 6510, retorno da pós...

Mas, num vou escrever sobre nada.

Reservo-me ao direto de deixar a Casa ser da Joana e de valorizar o nada. Tão precioso que recebeu teses e teses, que muita gente (como eu) lê e num entende patavina. Mas, pensando sobre o nada e depois da imersão, quero dizer uma coisa: re-começar é ótimo, sempre! Reedita a vida e é coisa de gente corajosa,  bota a estima lá em cima e faz a gente vê que como é especial e merecedora desse sol lindo que brilha nesse país maravilhoso. É preciso imergir para emergir!

Sumayra não liga de a casa ser da Joana e se sente muiiiiiiiiiiiiiiiiiito especial.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Minha Preferida. +Imersões em Clarice

"As pessoas que se comprazem no sofrimento, que gostam de sentir-se infelizes e fazer aos outros infelizes, jamais poderão orgulhar-se de sua beleza. O mau humor, o sentimento de frustração, a amargura marcam a fisionomia, apagam o brilho dos olhos, cavam sulcos na face mais jovem, enfeiam qualquer rosto. Essa é a razão porque a mulher, que cultiva a beleza, deve esforçar-se para ser feliz. Felicidade é estado de alma, é atmosfera, não depende de fatos ou circunstâncias externas.”

Clarice Lispector

Temperamento impulsivo - Imersão em Clarice Lispector

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.

Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

Clarice Lispector

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Com esperança ardida

Ando com uma esperança que chega a doer no peito. Uma dor ardida que nem o tile de pimenta malagueta do Restaurante da Dona Lucinha em Beagá.Com esperança que tudo vai melhorar.

O Brasil será governado por uma mulher de essência mineira, gaúcha, paulista e brasileira. A reforma do código florestal não é de todo ruim, o Lula ficará por perto pra ajudar, as notas do meu filho irão melhorar, o Galo vai se dar bem no brasileirão, minhas amigas realizarão seus sonhos, as pessoas se convencerão que valores humanos é melhor que valores capitais.

E a solidariedade passará a existir de verdade e o mundo será mais justo. Vou sonhando, não sonho de gente dormindo, sonho de gente acordada que me faz ter motivos para acreditar nas pessoas, que tem um monte de gente bacana, honesta, verdadeira que se unem as outras porque conseguem ver qualidades antes de apontar defeitos.

Que o efeito estufa vai diminuir, Barack Obama não declarará guerra ambiental, as pessoas deixarão de jogar lixos nas ruas, as mulheres não sofrerão mais agressões físicas nem psicológicas, nem crianças e idosos, o preconceito vai diminuir e a tolerância entres os povos será unidade internacional.

Sumayra acredita no amor mesmo quando ele brinca pregar peças sem graças e de pique-esconde.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Serra pode responder a outro processo

José Serra (PSDB/SP), após sair de uma entrevista para um programa de TV, nesta segunda-feira, tentou defender seu vice das declarações delinquentes, e cometeu um novo crime.


O demo-tucano declarou:

- “Ele [Indio] deu declaração e me disse que foi mal interpretado e deve esclarecer, dizer algo a esse respeito hoje. Mas o importante é o seguinte: declarações são opiniões. Você pode gostar ou não gostar. Quebra de sigilo é crime. E o que nós estamos hoje assistindo é a revelação de uma quebra de sigilo fiscal com relação a contas fiscais de dirigentes do PSDB. Foram quebradas pelo PT. Isto é crime”, atacou.

Serra cometeu crime de calúnia ao acusar "o PT" de cometer crimes, que sequer sabe se existe, e mesmo que existisse, ainda assim, estaria caluniando o PT como um todo, por atos individuais de terceiros (isso, se fosse verdade).

Não há sequer comprovação de que o sigilo fiscal do amigo de José Serra (PSDB/SP), Eduardo Jorge Caldas Pereira, que estava sendo investigado pelo Ministério Público no ano passado, tenha de fato tido seu sigilo fiscal violado. O que existe são acusações de parte dos tucanos, que fazem tabelinha com o jornal Folha de São Paulo, dizendo que existe, mas não apresentam provas.

José Serra precisa receber mais um processo por calúnia contra o Partido dos Trabalhadores, para aprender a fazer política de forma decente e civilizada, sem recorrer a mentiras nem a acusações mentirosas.
 
Fonte: Amigos do Presidente Lula

domingo, 18 de julho de 2010

Quando Chego é hora de partir

Nem bem voltei a re-encontrar minha amigas e fazendo novas nessas férias de julho já chegou à hora de partir de novo. Essa semana sai na segunda, quarta, quinta e sábado bem clube da luluzinha e muitas risadas. Papo de tudo sobre e nada e de nada sobre tudo. Mas nem bem cheguei e já vou partir de volta ao trabalho, não posso deixar a agenda se enrolar, a ansiedade aumentar, o rendimento de trabalho cair e a conta bancaria ir junto.

Apesar da minha ½ férias que me permite essas coisas boas de ficar de papo pro ar, esse tal de tempo sempre bate a porta. Hoje domingueira fiquei em casa (se bem que prefiro) para fazer tarefas domésticas, e trabalhos que tenho que entregar amanhã antes de viajar na terça, onde só volta na quinta para uma reunião.

Ihhhh e tem sexta de manhã outra reunião! E não posso esquecer das escolas do meu filho, tem duas reuniões: dá que ele ta saindo e da outra que ta entrando. E a cirurgia do meu pai, academia para num deixar o tempo dos 30 chegar, o artigo para escrever, e o Partido para cuidar em meio ao turbilhão de campanha, as pesquisa e os convênios à fechar, os e-mail para responder ih... o meu filho ta me gritando para pagar pizza....


Sumayra nem bem chegou para escrever e hora de ir pagar a pizza.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mais um dia que se foi

E o dia passou, correndo, voando, enquanto eu pensava nas férias, nos vários trabalhos, nas aulas, nas provas,  nas folgas. Enquanto eu olhava os minutos sem jeito, sumindo de mim. E nem bem cheguei em casa, telefone, provas, agenda, a mochila de amanhã e no meio uma torrada, um chá frio mesmo que não dá tempo de esquentar, não posso parar. E fui passando desembolada, amanhã o dia é cheio, quase como se eu não existisse, mais um trabalho, eu aceito e tô pegando, afinal um dinheirinho a mais sempre vai bem. Mas vou passando em revoada, sem pensar realmente no que farei com ele, fazendo tudo ao mesmo tempo, sonhando com as férias, se vou ou não viajar, mas sonho mesmo em dormir. Agosto já está aqui, na beirada me espreitando. E vai passando a vida numa correria danada como um trem que passa e a gente sem querer não vê.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Na escolinha do Professor Serra, alunos pagam por prova*

Dinheiro é cobrado por escolas sob justificativa de falta de verba para papel sulfite; estudante que deixa de pagar R$ 1 para receber cópia xerográfica da avaliação tem que transcrever todas questões

Bruna Campos, 11 anos, estudante do 5º ano do ensino fundamental da rede estadual de São José dos Campos, precisa contar as moedas que tem no bolso antes de ir ao colégio em época de prova. Isso porque tem que pagar R$ 1 para receber o teste em cópia xerográfica, caso contrário é obrigada a copiar toda avaliação à mão.

O dinheiro é cobrado sob a justificativa de falta de verba para fornecer papel sulfite, segundo os pais e alunos. Por frequentar uma escola mantida pelo Estado, Bruna estaria livre de qualquer ônus para fazer o curso, mas desde o ano passado tem que desembolsar R$ 1 por bimestre para realizar as provas se não quiser perder tempo transcrevendo as questões.

Maria Cláudia mãe de Bruna, que estuda na escola estadual Euclides Bueno Miragaia, na Vila Nair, na região sudeste, disse que a prática da cobrança é recorrente e o valor seria usado para custear a compra de papel. “Pode parecer pouca coisa, mas tenho três filhos na escola, ai já são R$ 3 que tenho que pagar. Esse dinheiro dá para comprar outras coisas, como pão e leite. A escola disse apenas que era para a compra de papel. A máquina para fazer cópia eu sei que eles têm”, afirmou

* Do blog Os Amigos do Presidente Lula

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dilma daqui a pouco no RODAVIVA

Do blog Amigos do Presidente Lula:

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) mentiu e perdeu o discurso de que Dilma Rousseff estaria "evitando" entrevistas, por estar na frente nas pesquisas.

Ontem foi ao ar entrevista dela na Rede TV, e hoje (28) será a vez do programa Roda Viva, da TV Cultura (do governo demo-tucano de São Paulo), entrevistá-la.

Horários do programa:

18 Horas - transmissão ao vivo pela internet, na hora da gravação do programa. Os internautas podem enviar perguntas.

http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/programa/1210

22 horas - Transmissão pela TV Cultura de São Paulo

24 horas - Transmissão pela TV BRASIL ou emissoras públicas estaduais.

O pelotão de fuzilam..., quer dizer, de entrevistadores, será composto pelos jornalistas do PIG:

- Do Jornal O Globo: Germano Oliveira;

- Do Estadão: Luiz Fernando Rila;

- Da "Folha": Sérgio Dávila;

- Do jornal Valor Econômico: Vera Brandimarte.

domingo, 27 de junho de 2010

Para que serve uma relação?*

Logo após o que postei abaixo, recebi este e-mail. Bem acho que as coisas ficaram um pouco piores!

Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?

"Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil".

Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido.

Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.


*Dr. Drauzio Varela

Odeio que duvidem de mim

Na boa tem coisa, mas chata! Dizer ou insinuar que fez uma coisa que num fez. E passar a ser a malzinha da história sem motivo algum. Nunca gostei de fazer julgamentos, então não façam comigo! Sempre tomei a decisão de tentar evitar julgar aos outros, né? Pra não fazer nada de que eu fosse me arrepender depois. Mas parece que uma praga me persegue por conta disto!! Vira e mexe gente que eu gosto muito me julga sem nem me dar chance de falar nada!

Já fui julgada e condenada sem nem saber porquê! Ahhh e como isso incomoda muito. E me magoa profundamente quando sou julgada por quem eu amo sem chance de dar minha versão dos fatos. Sempre quis ouvir tudo antes de começar a falar. Olha não conheço nenhuma mulher, a não ser as profissionais do sexo que tenho o maior respeito, que fiquei com um homem e vá dormir com outro na mesma noite.

Aí foi num churrasco com um casal de amigos e voltei para casa para que meu “...” me buscasse, tava num lugar longe e meio esquisito e achei melhor ele me pegar em casa, bebi um pouco além. Pronto! Foi o suficiente pra insinuar coisas e jogar dúvidas no ar. Fiquei me sentindo uma caquinha. Sinceramente passar pela cabeça de alguém que convivo há 9 meses que faria uma coisa desta! Não recebo o valor que mereço, não faria isto com o meu corpo a qual eu respeito mais do que qualquer homem. Sou marxista e acredito na monogamia. Pode parecer idiota, mas sou assim!

Eu fico mesmo chateada com estas situações. Porque eu não julgo ninguém assim. E se quem faz isto comigo é gente que eu gosto muito, aí é que é complicado mesmo. A pessoa devia me conhecer o suficiente pra saber que eu mereço muito respeito, por que acima de tudo eu me respeito e assim a todos que convivo.


Sumayra está chateada e com vontade de não falar mais com quem não merece.

sábado, 26 de junho de 2010

Sozinha

Engraçando como são as coisas que nem sempre são. Moro com meu filho, minha mãe, meu pai, meu irmão do meio e o fluck. Tem dias que desejo do fundo da minha alma ficar sozinha com meu pequeno enorme filho de 13 anos (coisa mais linda da mamãe. Quem ama quem ama? É a mamãe) Sabe quando todos falam juntos ao mesmo tempo inclusive o fluck um cocker spaniel (tchuco tchuco) Nossa,  surge um desejo insano pela solidão, a volta pro cariri.

Hoje todos se foram por um final de semana. Eu com minhas 594 coisas que faço não pude ir. Estou sozinha em casa. Yes!!!! Enfim o cariri!

Mas as coisas nem sempre são como são. To aqui sozinha com medo até do barulho da água pingando do chuveiro! Querendo minha mãe me chamado para mostrar as coisas bobas da novela, meu filho me gritando para arrumar ou ajudar em alguma coisa, meu pai me alugando com minhas péssimas escolhas de relacionamento e o mal-humorado do meu irmão enchendo o saco.

Voltem logo! Com toda aquela barulheira o barulho do pingo do chuveiro não vai me atormentar mais.

Sumayra diz para todos o barulhim do água pingando ta virando barulhão.

sábado, 12 de junho de 2010

Homenagem ao dia de hoje

Conseiêiro de Deus*

Vou fazer a minha reza
Em forma de poesia
De um devoto que muito presa
O pudê da Criação
E que Deus num interprete
Que tô lhe dando consêio
E se os pecado são sete
Eu não quero me enquadrá
Nos pecado capitá
Ou em outro tipo quarqué

Deus quando fez o universo
Fez o home e a muié
Sem pedir pra quem quer que fosse
Ajuda ou opinião
E o mundo então mostrou-se
Do jeito que ele é
E não há de ser agora
Que eu vou ser parpitêro
Me metendo a conseiêro
De um ser que em sete dia
Fez as sete maravia
E o resto do mundo intêro

Cada coisa em seu lugar
Fez o rio, fez o mar
A canoa e o canoeiro
Fez as planta, fez os bicho
Passarinho cantador
Os espinho e as flor
Tudo ali bem juntinho
Borboleta colorida
Também fez a margarida
Fez o cravo e a rosa
Cada uma com seu cheiro
Mas todas são perfumosa

A rapidez do beija flor
A astúcia da abêia
Morcego que chupa vêia
Com os seus vôo rasante
A pulga e o elefante
Cada um com seu tamanho
Ornitorrinco, bicho estranho
Mas de muita boniteza
No peixe, a ligerêza
Garante a sua vida
No verão fez dia longo
No inverno noite comprida

Mas que Deus não me castigue
Pelo que eu vou falá
Ele deixou ficá faltando
O que não devia faltá
Esqueceu de avisá
Que não tem remédio pra dô
A mais dilurida
A dô do amô
Que pode inté matá
 
*Música de Luiz Salgado

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Doce pimenta azeda

Não sei explicar, mas é assim comigo; quem me conhece da rua, coisas de Damatta, diria: Dura como uma rocha. Quem me conhece de casa, coisas de Damatta, diria: frágil e boba! Chegou à hora de saber; frágil como flor ou dura como mineral, azeda como um limão ou doce como a limonada lá do Rio Negro, ardida que nem pimenta ou necessária que nem a feijoada da Luzia na sexta-feira.

Sempre acreditei em pessoas, contos, estórias, espíritos, intuição, oração, tem até quem me mande fazer simpatia para arrumar homem bão, sempre do risada, mas hora outra me pego pensando, tudo, em tudo mesmo, e pra mim a maldade é coisa de um tempo que nem sei qual é. Parece que o mundo fica mais bonito e prefiro ele assim. Sei que tem um bocado de gente que acorda e dorme pensando em fazer coisas que acham certas e prejudicam um tantão de pessoas. Mas sinceramente nem conheço ninguém assim, e às vezes ate penso que isso é mais coisas de novela da bobo.

Bom, de qualquer maneira, sempre fui assim nem doce nem azeda, vejo que todas as pessoas têm um lado bom, que sonhos se realizam e que tem sofrimento sim, mas que é coisa boa para fazer a gente perder certezas. . Coisa de gente boba né! É o que dizem alguns. Mas sou assim, fazer o quê. As vezes tenho medo, muito mesmo. Me consome e não consigo dormir. Acendo uma vela e peço proteção dos anjos da guarda, do coelhinho da Páscoa, do Papai do Céu, de Batman e Robin também, em fim de quem estiver por perto que me façam fechar os olhos e os ouvidos, pois preciso dormir, amanhã tenho que acordar cedo. Nem sempre funciona, mas nem sempre acredito e a gente tem que acreditar né, tanto pro bem vir quanto pro mal sumir.

Fazer o quê né, nasci e permaneci assim, a doce pimenta azeda que no fundo tem medo até de mula sem cabeça, mas o que não tem explicação, nem pra sim nem pra não, ihhhh. Vai saber.


Sumayra acredita que a verdade é o caminho mais curto para a felicidade.


quinta-feira, 10 de junho de 2010

treinamento em Uberaba do Fundo Estadual de Cultura

Diretor do Fundo Estadual de Cultura, Sr. Flávio de Tarso, é o palestrante do treinamento que será realizado no próximo dia 11 de junho, das 14h às 17h no Mezanino da Prefeitura Municipal.

O objetivo, segundo ele, é ampliar o acesso aos recursos do Fundo Estadual de Cultura (FEC), da Secretaria de Estado de Cultura- “Fiz questão de vir pessoalmente a Uberaba para o treinamento tendo em vista a importância dele para região”.

Os slides em power point foram enviados pelo Diretor e estão à disposição dos interessados.

Faça sua inscrição através do email: www.culturauberaba@gmail.com ou pelo telefone 34- 3331 9206 (Karla ou Lisete).

Local:

Mezanino (da Sec.Fazenda) na Prefeitura Municipal de Uberaba

Endereço: Av Dom Luiz Maria Santana, 141 - Bairro Santa Marta

Horário: 14h às 17h.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Acertei ou errei?

Nem bem começou a vida
E necessita em sangue e alma
De anéis que o prendam

Pede respeito à dupla parterna-maternidade
Mas não compreende a modernidade
Acusa o trabalho e a intelectualidade
Pela ausência pátria

Quando será que saberei?
Acertei ou errei?

O que me resolve à ética e honra

Estou a debulhar trigos de individualidade, no sentido contrário a liberdade
Essa que me acompanha pela minha honra e ética
Estou em mim implorando pessoalidade
A quem em me determine seu alvedrio e me castre a respiração, o coração e minha determinação em brasa e cinza.

O que adianta ética, honra e essa LIBERDADE?
Qual tanto arrestou?
Estou a carpir sozinha em copo de La Mota.
Será que é verdade?
Amor não é para libertarias, defensoras de coisa e tal
È isso!
Não vêem acompanhados de amor
Como moda, ninguém sabe bem o que é.

O que adianta ética, honra, liberdade e poema?
Estou a ser mais uma abaixo de Machado.
E como Camille águem para meu espaço e tempo, e a além do meu espaço e tempo
Os idiotas se perdem em definição
Morram!
Não desisto
da ética
da honra
da liberdade
do poema e do amor.

Poema de presente

Poema ganhando ou forçado é melhor que poema feito ou desfeito engavetado:

"Preguiça
olha que muquiça
eu deitado, cansado de olho quase fechado
de repente uma luz
não
não era jesus
era um brilho no olho
e sorriso doce
estáticos todos eles
fotografia velha
a modelo me queima como vela
de sete dias?
não
de sete noites
mas enfim:
ela manda e eu obedeço
escrevi os versos
agora só quero o meu berço
sono demais
macunaíma obrigado pelo:
ai que preguiiiiiiiiiiiiiça!"

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Minha nova /antiga descoberta e paixão*

Tem sempre presente, que a pele se enrruga, que o cabelo se torna branco, que os dias se convertem em anos, mas o mais importante não muda !Tua força interior e tuas convicções não tem idade.Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.Atrás de cada trunfo, há outro desafio.Enquanto estiveres vivo, sente-te vivo.Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo.Não vivas de fotografias amareladas.Continua, a pesar de todos esperarem que abandones.Não deixes que se enferruje o ferro que há em você.Faz com que em lugar de pena, te respeitem.Quando pelos anos não consigas correr, trota.Quando não possas trotar, caminha.Quando não possas caminhar, usa bengala. Mas nunca te detenhas.

*Camile Claudel

domingo, 30 de maio de 2010

Cultura é gênero de primeira necessidade, diz Lula

O país não pode prescindir de um metro quadrado de espaço cultural, porque é exatamente por meio da cultura que vamos construir uma sociedade mais justa e humanista”, afirmou.


De acordo com o presidente, a reabertura do Municipal, depois de dois anos de uma ampla reforma, reflete um momento de consolidação de políticas culturais no país. Lula lembrou de programas do governo com objetivo de facilitar o acesso à cultura, como o vale-cultura, e ressaltou as mudanças na Lei Rouanet para a expansão da produção artística no país.

“A cultura deve ser entendida como gênero de primeira necessidade porque assistir a um espetáculo num local tão maravilhoso e singular, como este teatro, alimenta tudo aquilo que nos é caro: nossos sonhos”, disse.

Lula destacou ainda a importância do Municipal para os cariocas, e para os brasileiros em geral, e criticou as administrações anteriores que não se responsabilizaram pela conservação e reforma do teatro. “Todo brasileiro é um pouco carioca. Vocês restauraram não apenas o teatro, que não tem preço, o preço está na autoestima”, afirmou.

Por, Agência Brasil

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Premiação nas áreas de teatro, circo e dança

Projetos para realização de festivais que estejam pelo menos em sua segunda edição e que promovam mostras de espetáculos e outras atividades de formação artística e reflexão crítica nas áreas de teatro, circo e dança podem receber apoio financeiro de até R$ 100 mil.


Os interessados podem enviar suas propostas até dia 24 de maio.

Confira informações mais detalhadas no link: www.cultura.gov.br/site/wpcontent/uploads/2010/04/premiofestartescenicas_2010_edital.pdf.

Programa Rede do Ministério da Cultura

Projetos que promovam oficinas artísticas, palestras, atividades pedagógicas, atividades integradas, exposições, oficinas de qualificação e seminários podem ser contempladas com o apoio financeiro de R$ 30 mil pelo Programa Rede do Ministério da Cultura.


Os interessados devem enviar suas propostas até dia 24 de maio.

O edital está disponível no link: www.cultura.gov.br/site/wpcontent/uploads/2010/04/redenacional_2010_edital1.pdf.

Prêmio Myriam Muniz 2010 com inscrições até dia 24

Montagens e circulação de espetáculos podem ser contempladas com o apoio financeiro de até R$ 150 mil do Prêmio Myriam Muniz 2010.
Os interessados podem inscrever suas propostas de projetos até dia 24 de maio de 2010.
Obtenha informações mais detalhadas no link: www.cultura.gov.br/site/wpcontent/uploads/2010/04/premiomyriammuniz_2010_edital.pdf.

domingo, 2 de maio de 2010

Museu do Clube da Esquina

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, está entusiasmado com a ideia de ajudar a viabilização da proposta da sede do Museu do Clube da Esquina, de Belo Horizonte. Na manhã desta terça-feira, 27 de abril, em Brasília, ele recebeu Márcio Borges e Cláudia Brandão, diretores do Clube da Esquina, que vieram acompanhados do chefe da Representação Regional do MinC no Rio de Janeiro, Adair Rocha.

Na ocasião, foi apresentado ao ministro o projeto, que inclui museu virtual, museu vivo (itinerante) e museu físico, sendo este último o principal motivo da audiência. “Apesar de desenvolver várias atividades, o museu ainda não tem sede própria, dificultando, por exemplo, a ministração de cursos, oficinas, palestras e outras atrações direcionadas à música”, disse o compositor e escritor mineiro.
“O MinC quer ajudar, sou fã dessa ideia”, expressou Juca Ferreira, acrescentando que “música é a arte mais bem desenvolvida no Brasil, reconhecida no mundo inteiro”. Durante a reunião, chegou a telefonar para o prefeito Marcio Araujo de Lacerda a fim de propor uma parceria com o objetivo de viabilizar a iniciativa.
“A Prefeitura entraria com a casa e o Ministério com a adaptação do imóvel para o museu”, disse o ministro da Cultura ao chefe de gabinete que o atendeu, já que o prefeito de Belo Horizonte não se encontrava.

Ainda foi levantada a possibilidade do antigo Cine Pathé, localizado na Savassi, região nobre da capital de Minas Gerais, tornar-se a sede da instituição. “O Clube da Esquina agrega o que há de melhor da música mineira, e é excelente a ideia de fazer um centro, de onde pode haver a dinamização dessa música. O MinC tem o maior interesse”, acentuou o ministro Juca Ferreira.

Clube da Esquina

Como movimento musical, o Clube da Esquina nasceu nos Anos 60, a partir da amizade do cantor, compositor e instrumentista Milton Nascimento com os irmãos Borges - Lô, Marilton e Márcio. O primeiro LP, intitulado com o mesmo nome do grupo, foi gravado em 1972 e logo chamou a atenção pela riqueza das letras e a mistura de sons. Dentre as músicas, Tudo o que você podia ser, Um girassol da cor de seu cabelo, ambas de Lô Borges e Márcio Borges, e Nada será como antes, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.

Juca Ferreira e Adair Rocha receberam das mãos dos diretores suas carteirinhas de sócios honorários da Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina. Atualmente, a entidade conta com 154 integrantes e vem sendo mantida com a promoção de eventos, como apresentações musicais e palestras em outras cidades brasileiras, encontros nos quais a parte histórica do movimento é enfatizada.

Saiba mais sobre o Clube da Esquina: www.museudapessoa.net/clube.

(Texto: Gláucia Ribeiro Lira)

(Comunicação Social/MinC