quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Novo indicador fornece dados para políticas públicas

Novo indicador social, elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea). Divulgado esta semana, o índice de desenvolvimento familiar (IDF) é baseado em informações do Cadastro Único (Cadúnico), que reúne dados sobre 13 milhões de famílias brasileiras, sendo 11,1 milhões assistidas pelo Bolsa-Família. Para calcular o IDF, são usadas seis variáveis: vulnerabilidade familiar, escolaridade, acesso ao trabalho, renda, desenvolvimento infantil e condições de habitação.
De acordo com a secretária nacional de renda de cidadania, Lúcia Modesto, o objetivo do novo indicador é viabilizar políticas públicas focadas nas famílias. "É uma forma de governos municipais, estaduais e federal enxergarem qual é a real necessidade da população pobre em seu município", diz, afirmando que todos os dados estarão disponíveis, a partir de hoje, para as cidades brasileiras. "O grande mérito do IDF é que ele possibilita a visualização local do problema e, dessa forma, temos um novo direcionamento dos programas sociais".
Fonte: www.uai.com.br

sábado, 22 de novembro de 2008

Eu Voltarei. Cora Coralina

Meu companheiro de vida será um homem corajoso de trabalho, servidor do próximo, honesto e simples, de pensamentos limpos.
Seremos padeiros e teremos padarias. Muitos filhos à nossa volta. Cada nascer de um filho será marcado com o plantio de uma árvore simbólica. A árvore de Paulo, a árvore de Manoel, a árvore de Ruth, a árvorede Roseta.
Seremos alegres e estaremos sempre a cantar. Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas, teremos uma fazenda e um Horto Florestal.
Plantaremos o mogno, o jacarandá, o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro. Plantarei árvores para as gerações futuras.
Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros. Terão moinhos e serrarias e panificadoras. Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens e mulheres, ligados profundamente ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.
E eu morrerei tranqüilamente dentro de um campo de trigo ou milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros. Eu voltarei... A pedra do meu túmulo será enfeitada de espigas de trigo e cereais quebrados minha oferta póstuma às formigas que têm suas casinhas subterra e aos pássaros cantores que têm seus ninhos nas altas e floridas frondes. Eu voltarei...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Museu da Pessoa lança o livro "Memória de Brasileiros - Uma história em todo canto"

O título apresenta uma visão renovada e inspiradora sobre o Brasil, ao registrar mais de 100 fragmentos da memória nacional, retirados das histórias de vida de brasileiros de todos os tipos, origens e perfis, durante mais de 15 anos de trabalho do Museu da Pessoa, responsável pela organização do livro. O jovem que deixou de ser escravo, o sobrinho da rainha, o pedreiro bibliotecário, a bonequeira que lembra o barro da infância, o poeta que aprendeu a costurar palavras com a avó materna. Índios de mil povos, imigrantes dos quatro cantos do mundo e seus descendentes.

Cuidadosamente escolhidos a partir de um acervo com mais de 10 mil depoimentos. Este livro de memórias traz a graça de conhecer o outro, a intimidade de uma roda de conversa e a possibilidade de entender como a sua própria história também se conecta à de todos. Cada história surpreende, ora pela realidade que desvela, ora pela incrível capacidade que cada ser humano guarda em si de modificar sua trajetória.
Durante a viagem, o leitor encontrará grandes “Histórias de Vida”, que abrem os cinco capítulos correspondentes a cada região do Brasil. Já as “Caravanas”, que fecham três deles são como um entreposto de estrada – quando se pára, sem pressa, para olhar com profundidade o que há. Afora as “Histórias de Vida” e as “Caravanas”, é possível seguir uma rota geográfica proposta pelo livro com as “Pequenas Histórias”, que emendam um Estado ao outro, uma região a outra.
“Memórias de Brasileiros – Uma história em todo o canto” é uma parceria entre o Museu da Pessoa e a Editora Peirópolis e conta com o patrocínio da AmBev, Avon, Toyota e Ministério da Cultura. Já a receita arrecadada com os direitos autorais da obra será 100% revertida à sustentabilidade do Museu da Pessoa, uma vez que sua publicação tem como objetivo primeiro disseminar a um público cada vez mais amplo essas histórias de vida.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Verba da Cultura pode dobrar em 2009

O Ministério da Cultura deverá ter seu orçamento duplicado em 2009, saltando de R$ 1 bilhão para R$ 2,1 bilhões, valores que chegam perto daquele que era considerado um patamar “razoável” pelo ex-ministro Gilberto Gil, e do recomendado pelas Nações Unidas, 1%.
O aumento da verba se deverá a duas emendas ao Orçamento propostas na última quarta-feira, dia 12, pelas Comissões de Educação e Cultura do Senado e da Câmara. A aprovação das quantias passa agora pelas mãos do relator setorial, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), e segue finalmente para o relator-geral, senador Delcídio Amaral (PT-MS).
Além disso, os deputados, por consenso, resolveram destinar R$ 500 milhões (R$ 400 milhões para investimento e R$ 100 milhões para custeio) para instalação de espaços culturais em projetos do Ministério da Cultura. A comissão do Senado também aprovou uma quantia extra de R$ 600 milhões para a pasta. A emenda está prevista na rubrica Fomento a Projetos em Arte e Cultura. Ficou acertado entre os senadores que subscreveram a proposta, que 20% do valor da emenda irá para a Fundação Nacional de Artes (Funarte), com destinação específica ao prêmio Miriam Muniz, que fomenta a produção teatral em todo o País.
Porém o Ministério da Cultura informou que, no total, destinará R$ 300 milhões para o aumento do orçamento da Fundação Nacional de Artes (Funarte), que acaba de ser assumida pelo ator Sérgio Mamberti.
* Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O novo capitalismo do capital social (Parte I)

1 - Os grandes empresários tradicionais e o capitalismo
Tem gente que acredita que grandes empresários tradicionais gostam do capitalismo.
Assim como tem gente que acredita em vida após a morte e paixão (com “sexo animal”) após o casamento...
Mas grandes empresários tradicionais não gostam muito do chamado livre mercado. Eles gostam mesmo é de Estado (a seu favor).É por isso que, via de regra, apóiam os governos, sejam eles quais forem, inclusive os que praticam corrupção e banditismo. Não estão nem aí se isso acaba corroendo sua capacidade de inovar para se desenvolver. E que, como conseqüência, em vez de investirem em pesquisa e desenvolvimento para enfrentar saudavelmente a concorrência, as empresas fiquem seduzidas pelo ganho fácil que pode advir da sua associação com os poderosos. Ou fiquem tentando influir para reduzir seus riscos, obter garantias, concessional loans, às vezes, privilégios, reservas e outras proteções estatais que falsificam as regras de mercado.
Por que deveriam arriscar dinheiro com dispendiosas explorações prospectivas se já têm o mapa do tesouro nas mãos? Na sua visão torta, dinheiro público é sinônimo de dinheiro sem dono. No Brasil e em vários países com índices semelhantes de desenvolvimento humano e social, boa parte da engenhosidade empresarial se esgota na urdidura de meios para se apropriar desses recursos. As folhas corridas dos negócios de nossas grandes empresas revelarão, em algum momento, aquela mãozinha enrugada – nesse caso, nem sempre tão invisível – de uma decrépita, porém generosa, Viúva.
Quem gosta de exalçar as capacidades autoreguladoras do mercado são os economistas (uma parte deles, pelo menos). Empresários tradicionais já estabelecidos, que têm como preocupação central garantir a qualquer custo a sua posição no mercado para galgar posições cada vez mais altas, não caem nessa conversa. Eles não são – nunca foram – ideólogos do capitalismo, do liberalismo econômico ou neoliberalismo.
Há quem goste, realmente, de livre mercado: os empreendedores emergentes. Mas eles gostam do livre mercado não em razão de alguma conversão ao credo econômico liberal e sim porque precisam de fato da liberdade do mercado para poder entrar no mercado. Quem já está dentro, em geral, não gosta dessa liberdade porque encara a concorrência como uma ameaça às posições que conquistou.
Políticas estatais no campo econômico voltadas ao empresariado, como as chamadas políticas industrial, agrícola, comercial ou bancária, envolvem quase sempre uma dose de oferta estatal de subsídios (direta ou indiretamente, por meio de regulação favorável e quase sempre casuística, incentivos e renúncia fiscal), quer dizer, de valor que não foi gerado diretamente pela atividade econômica empresarial, mas adveio da transferência de recursos fiscais. Em outras palavras, o modelo transfere recursos públicos (da sociedade) para a atividade privada (dos empresários). Tudo é sempre uma variação do protecionismo, muitas vezes não de caráter nacional, mas setorial. Os burocratas estatais escolhem então alguns setores que deverão ser protegidos do livre mercado, seja em nome de um suposto interesse estratégico nacional, seja em nome da segurança nacional, seja em nome da necessidade de distribuir renda ou de gerar mais empregos ou mais superávits para financiar direta ou indiretamente algum sistema de proteção social.
O fato é que os assim chamados “grandes capitalistas” tradicionais não gostam muito do capitalismo. Eles até aceitam as políticas governamentais de distribuição de renda, mas ficam com um pé atrás quando se trata da distribuição de riqueza (propriedade produtiva). Querem, sim, mais consumidores (com renda suficiente para comprar seus produtos e serviços), mas não mais empreendedores (que são vistos como potenciais competidores). No limite, se todos forem capitalistas, o capitalismo – tal como o concebem – desmonta. Capitalismo bom, para eles, é o capitalismo em que só alguns são capitalistas. Se todos se dedicarem à atividade empresarial, correndo atrás da realização dos seus próprios sonhos, quem se disporá a alugar sua força de trabalho para realizar o sonho alheio? Sem poder se apropriar de um sobrevalor gerado pelo trabalho coletivo daqueles que renunciaram – ou não tiveram condições de – ter seu próprio negócio (isto é, os empregados, eufemística e incorretamente chamados de “colaboradores”), os grandes empresários tradicionais perderiam o estímulo para manter seus negócios.
Uma sociedade de empreendedores não seria uma sociedade capitalista; não, pelo menos, tal como o capitalismo foi praticado até aqui: concentrando riqueza ou estabelecendo condições diferenciais de acesso à propriedade produtiva e aos recursos humanos e sociais necessários para dinamizá-la.
Os empresários tradicionais dirão que as coisas não são assim no mundo real. Alguns alegarão que nem todos são empreendedores (como se o empreendedorismo dependesse da presença de um gene). Outros argumentarão que o empreendedor é estimulado a sê-lo em virtude de uma herança cultural adquirida a partir do berço, no meio familiar ou social em que nasceu ou foi educado, e que, infelizmente, nem todos têm tal oportunidade na sociedade em que vivemos. Outros, ainda, dirão que essa condição ideal só se materializaria em sociedades igualitárias e/ou ricas o suficiente para proporcionar a todos o capital inicial necessário para investir em um negócio próprio. Por último, haverá os que levantam – com certa razão – que ainda que todos tivessem as mesmas condições econômicas, humanas e sociais para empreender, só uma parte da população se dedicaria à atividade empresarial, em virtude da saudável diversidade de vocações, gostos e preferências pessoais. Tem gente que não quer viver uma aventura desse tipo, seja porque não suporta psicologicamente os riscos que lhe são inerentes, seja porque quer se dedicar às artes, à ciência, à política, à vida comunitária, à espiritualidade ou à contemplação. Além disso, há várias formas de empreendedorismo – social, cultural, político – e não apenas a forma econômica empresarial.
Por, Augusto de Franco

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O PIB está para o FIB assim como o FIB está para o PIB ou não.... E a Justiça Social onde está?

Um país monárquico chamado Butão, localizado no Himalaia, entre a China e a Índia, tem capturado a atenção mundial por que mede o FIB (Felicidade Interna Bruta) e afirma que este índice é mais importante que o PIB (Produto Interno Bruto). O Rei do Butão, afirma que o FIB é o alicerce de todas as políticas do seu governo. Sinceramente tem haver, para eles, é claro!
PIB mede o valor de toda a produção de bens e serviços finais de um país. É uma espécie de termômetro que indica “a febre” da produção. De forma que, quanto maior o valor do PIB maior é o nível de crescimento, envolvendo empresas nacionais e transnacionais.
No entanto, o rei do Butão insatisfeito com o materialismo do Produto Interno Bruto, criou em 1972 o conceito da FIB.
O modelo da Felicidade Interna Bruta - FIB, baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana se dá quando o desenvolvimento espiritual e o material acontecem lado a lado, complementando e reforçando um ao outro.
Em meio ao simples desejo de ficar sorrindo à toa, é que o Butão está criando toda essa onda mundial! Olha realmente nessa dada conjuntura, Se o Butão quer o FIB e resto do mundo o PIB, eu quero justiça social! O PIB ou o FIB só terão bons índices quando houver igualdade de renda, acesso a educação e à cultura, consciência ambiental, humana e social dentro de um princípio mínimo de solidariedade. O resto é balela acadêmica, longínqua da realidade do planeta. Aff, que falta faz uma inchada, uma foice ou um martelo!

sábado, 8 de novembro de 2008

Roberto Damatta garoto propaganda do Programa TIM Grandes Escritores.

No último dia 5 Uberaba recebeu no Teatro Experimental, mais uma edição do Programa TIM Grandes Escritores. O evento trata-se de uma iniciativa que visa oferecer aos professores e alunos das escolas e universidades, e ao grande público em geral, a oportunidade ter um maior contato com o trabalho de grandes nomes da literatura brasileira, através de conversas oferecidas pelos próprios escritores. O objetivo do Programa é levar autores consagrados a municípios do interior para conversar e trocar idéias com as comunidades locais. Além disso, em parceria com a Superintendência de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais, o Programa promove a doação de livros para as bibliotecas públicas municipais e cria parcerias com prefeituras e universidades para a viabilização de políticas públicas relacionadas à leitura.

Apoiado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o programa é coordenado pela ONG Humanizarte e patrocinado pela empresa de telefonia TIM e pelo jornal Estado de Minas, que insere a iniciativa nas suas comemorações de 80 anos. Segundo Marcelo Andrade, presidente da ONG Humanizarte e idealizador do projeto, estimular novos leitores é o grande objetivo do Programa que vem sendo alcançado desde sua criação. “Esperamos que em sua sétima edição o projeto continue realizando sua missão, que é a de formar novos leitores a partir do encantamento do público com as palestras dos escritores, que geralmente falam sobre sua vida e obra. E realizamos a doação de livros, esses novos leitores terão à disposição as obras não só do autor convidado, mas também de outros grandes escritores da literatura brasileira”, afirma Andrade.

Como acontece há cinco anos, as cidades que integram o Programa receberão doações de livros dos autores convidados e de importantes escritores mineiros e brasileiros. Essa iniciativa enriquece o acervo disponível para os leitores que freqüentam as redes municipal e estadual de ensino e espaços públicos de leitura do interior de Minas. O Programa já realizou a doação de mais de 13.600 publicações a 40 municípios mineiros. "A cada nova iniciativa o Programa vai se completando e ampliando o acesso à leitura em novas cidades. Isso comprova seu crescimento ano a ano e amplia sua importância no processo de formação de novos leitores", ressaltou o diretor da TIM em Minas Gerais, Luiz Gonzaga Leal.

Nesta edição Uberaba, recebeu o antropólogo Roberto Damatta, um autor que literalmente ultrapassa a fronteira da antropologia ao retratar o Brasil com foco nos dilemas e ambigüidades sociais. Livros como A bola corre mais do que os homens: duas copas, treze crônicas e três ensaios sobre futebol, publicado em 2006; e Águias, burros e borboletas: um ensaio antropológico sobre o jogo do bicho, de 1999, demonstram perfeitamente o perfil do pesquisador, que sabe como ninguém explicar o Brasil para os próprios brasileiros.

Em outro trabalho muito citado de sua obra, a partir do carnaval, festa mais popular da cultura brasileira, DaMatta deixa de lado o Brasil oficial e lança um novo olhar sobre o país, colocando em foco elementos geralmente deixados à margem dos estudos antropológicos. Publicações como Carnavais, Malandros e Heróis e O que faz o brasil, Brasil? E “A Casa e a Rua” são referências na Antropologia, Sociologia e Ciência Política, abro aqui um parêntese pessoal; estou lendo estes dois últimos livros depois do último dia 5, para renovar minha crença, afinal esperarava escutar o Professor Emérito da Universidade de Notre Dame, EUA, professor visitante nas universidades norte-americanas de Winsconsin-Madison e Califórnia-Berkeley e da universidade inglesa de Cambridge. Conferencista nos principais centros de pesquisa e ensino de antropologia social da América, Europa, Ásia e África. Professor associado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro é o quarto autor mais citado em trabalhos acadêmicos em Ciências Sociais no Brasil, ficando atrás apenas de três pensadores estrangeiros: Karl Marx, Max Weber e Pierre Bourdieu, e ouvir por 60min, um garoto propaganda do Programa TIM Grande Escritores, repetindo leiam, leiam, leiam, como aquela “Comprem Batom, comprem batom”.

Uma decepção! Nas poucas vezes, durante a palestra, que Roberto Damatta foi Roberto Damatta, ele ponderou sobre algumas de suas teorias como; o estranhamento enquanto instrumento de compreensão do mundo; falou da vez que coordenou uma Pesquisa Social no interior de São Paulo, onde a abordagem inicial em pesquisa de campo deve ser sempre na defensiva, no sentido de Rousseau em o Contrato Social, com a solidariedade de se colocar no lugar do outro; pincelou a Sociedade Relacional uma obra prima teórica de Damatta, que expõe uma sociedade que se preocupa mais com as relações do que com a sociedade em si. Realmente uma pena para Uberaba, teve que se contentar com apenas mais um garoto propaganda sem fronteriras.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sérgio Mamberti assumi a presidência da Funarte

Sérgio Mamberti assumiu a presidência da Funarte com uma missão: dialogar. Artistas, servidores da Fundação, usuários da Lei Rouanet, todos precisam de uma voz conhecida, com passado, compromisso e credibilidade comprovados. E Sérgio tem tudo isso. Mamberti é um sobrevivente. Desde a primeira reformulação do MinC ele estava na mira de Juca Ferreira, que o colocou como coordenador de Artes Cênicas da Funarte. Foi preciso a intervenção do presidente Lula para colocá-lo na Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural, criada para garantir a presença de alguém de confiança do gabinete.

Juca Ferreira, declarou na posse: “o Sérgio é um nome que dispensa apresentações, é uma pessoa da área e precisamos de um presidente com muita legitimidade para prosseguir a política de diálogo com artistas e produtores culturais e revitalização dessa instituição nesses dois últimos anos que faltam”. O ministro adiantou que o colegiado de diretores será fortalecido no processo de gestão da Funarte. Nesse sentido, os diretores de Arte Visuais, de Música, de Artes Cênicas precisam ter uma importância que não vêm tendo na visão do ministro, admite. “A Funarte não pode ter uma estrutura presidencialista, piramidal, mas sim colegiada, pois cada setor possui sua complexidade e os diretores precisam ganhar destaque na condução e criação dessas políticas”, completou.
Um outro ponto destacado pelo ministro é a criação de um conselho nos moldes da Fundação Cultural Palmares e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Um conselho, segundo ele, composto por pessoas de conhecimento notório nas áreas de atuação da Funarte, que terá o papel de aconselhamento, fiscalização e aprovação dos projetos relacionados com a instituição.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Filme do MASP.

A polêmica atual da vazia Bienal de São Paulo, não é nada, perto da vez que o MASP resolveu sair andando pela Av. Paulista em plenos anos 80. Não lembra mais dessas coisas? Ou não era nem nascido? Confira então essa animação conceitual até a medula do pincel!
Quem gosta de passeio é museu!