quarta-feira, 30 de março de 2011

Presidente Dutra cumpre agenda em Brasília-DF pela efetivação do Centro de Memória da Câmara.

O Presidente Luiz Humberto Dutra e a Diretora de Documentação e Pesquisa Sumayra Oliveira, estiveram em uma extensiva agenda de compromissos na capital federal para a criação do Centro de Documentação e Memória no prédio histórico da Câmara Municipal de Uberaba.

Pela manhã o Presidente e a Diretora estiveram no Centro de Documentação e Informação (CEDI) da Câmara de Deputados, onde se reuniram com o Diretor Adolfo Furtado, O Diretor do Arquivo (Coarq) Frederico Santos e a com Coordenação de Relacionamento, Pesquisa e Informação (Corpi), Cristiane Maia.

O Centro de Documentação e Informação (CEDI) compete coordenar, controlar e dirigir as atividades de documentação, informação e pesquisa legislativa, bibliográfica, arquivística e museológica da Câmara dos Deputados. A ele cabe, ainda, a edição de publicações, a preservação dos bens culturais e da memória legislativa nacional e a padronização da linguagem documentária da Casa, subsidiando todas as fases do processo legislativo no âmbito de suas atribuições.

Vários documentos da Câmara Municipal de Uberaba referente ao século XIX encontram-se sob a guarda do CEDI, com indicativo da primeira ata desaparecida de instalação da Câmara Municipal de Uberaba. “Há um ano vem sendo realizado um trabalho de detetive em busca dos documentos, aqui em Brasília descobrimos um acervo importante e estamos perto de achar à primeira da Câmara de Uberaba.” Afirma Sumayra.

Uma segunda agenda aconteceu no Ministério da Cultura em uma visita de cortesia ao senhor Elder Vieira chefe de gabinete do Secretário de Articulação Institucional José Roberto Peixe e após com o Chefe de Gabinete do Ministério do Esporte, Fernando Máximo.

Por último realizou-se uma audiência com o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, para a criação de Centro de Documentação e Memória . Segundo Dutra, além de recuperar a memória e cultura do município, a idéia é também transformar o prédio de 1836 em atração turística. “Ao entrar no paço municipal, a pessoa fará uma viagem no tempo pela história da cidade”, ressaltou Dutra. Colbert, ao ressaltar a atenção que o MTur tem dado ao município, citou algumas obras apoiadas pelo ministério na região, como o Museu Chico Xavier, o Museu Paleontológico, o centro de informação ao turista e ações de sinalização turística. E ainda comprometeu-se em dar encaminhamento ao projeto da Câmara Municipal de Uberaba para avaliação de viabilidade técnica.

De Brasília, Sumayra Oliveira

terça-feira, 22 de março de 2011

Fundação Cultural e MAS promovem “Recital Após a Missa” nesta terça-feira‏

Nesta terça-feira (22), o Museu de Arte Sacra promove mais uma edição do projeto "Recital após a Missa". O projeto visa valorizar a música erudita em Uberaba, além de abrir espaço para divulgação do trabalho dos cantores e instrumentistas da cidade e região.

O “Recital após a Missa” acontece uma vez por mês, sempre após a missa mensal na Igreja Santa Rita. O recital desta terça-feira receberá Washington Silva, cantor e produtor do CD “Paz e Bem”. Inspirado na saudação franciscana, a edição musical procura resgatar o sentido da experiência do “Pobrezinho de Assis”, numa leitura atualizada da fé cristã diante dos vários desafios aos quais ela deve responder. A obra está em plena sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade lançada pela Igreja Católica neste ano: “Fraternidade e a Vida no Planeta”.

A inspiração franciscana não podia deixar de fora a temática ambiental. As músicas “Eco e Silêncio da Vida”, “Jesus, Francisco e o Amor” e “Louvação Franciscana” são hinos de amor apaixonados pelos seres da Natureza, nossos irmãos e irmãs – como diria Francisco!

Em algumas músicas há pequenos trechos em latim, grego ou hebraico. As linguagens diferenciadas manifestam a crença de que a linguagem universal há de ser o amor, a paz, a fraternidade, isto em um contexto de uma discussão interna da Igreja Católica a respeito da utilização do latim na liturgia.

O “Recital após a Missa” acontece no Museu de Arte Sacra na Igreja Santa Rita, às 19h45 e tem entrada franca.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Diversidade cultural constrói rico patrimônio

Tudo que foi construído pelo povo, como obras, edificações, objetos, documentação, constitui o patrimônio brasileiro.

TV Faz Bem à Memória

"Televisão Faz Bem à Memória é um conjunto de programas que tem como objetivo levar ao conhecimento do público momentos históricos da televisão brasileira. São imagens inesquecíveis para quem teve a oportunidade de conhecer artistas como Maysa, Elis Regina, Angela Maria, Clara Nunes, entre outros, além de constituir uma oportunidade de descoberta desses antigos talentos para as novas gerações."

A Cultura e os Valores Humanos*

A cultura como sabemos não se manifesta apenas nas produções materiais. As formas de comportamento, os usos e os costumes, os sistemas de valores, as formas de expressão, as normas políticas, religiosas e morais, a concepção de mundo e de morte, o conjunto dos saberes organizados nas ciências, a organização social constituem a cultura. É na capacidade de o ser humano se adaptar ao meio e de transmitir à gerações seguintes as suas conquistas, é na sua capacidade de aprender que reside a linha que distingue o ser humano do animal.

Edgar Morin diz que Cultura não é um mero suplemento de que usufruem as sociedades humanas por contraste com as sociedades animais. É ela que institui as regras - normas que organizam a sociedade e governam os comportamentos dos indivíduos; constitui o capital coletivo dos conhecimentos adquiridos, dos saberes práticos aprendidos, das experiências vividas, da memória histórico-mítica, da própria identidade de uma sociedade.

Assim, cultura é um conjunto de formas de comportamento adquiridas por um grupo, transmitidas através da educação e interiorizadas ao longo da vida. Logo podemos afirmar que não existe homem sem cultura, pois a cultura engloba tudo aquilo que movimenta sua consciência real: crenças, valores, rituais, regras; e é ela que molda o Homem. Assim o homem só consegue desenvolver-se por meio da cultura. Então concluímos que a Cultura não é senão a realização dos valores, afirmamos que toda a cultura é os valores humanos em praticas.

Os seus principais elementos são: as crenças (religião, ideais políticos, etc.); os valores (educação, respeito, etc.); normas (regras) e tabus. O processo de aculturação (transformação cultural por meio de influências de outras culturas) permite-nos evoluir na mudança da nossa cultura. Recebemos informações de culturas diferentes, um dos fatores preponderante nos tempos atuais desde processo é a comunicação unipolar que devido á facilidade de comunicação (televisão, Internet, rádio…).

A cultura varia de sociedade para sociedade. Não temos todos os mesmos ideais, as mesmas crenças, valores e padrões de comportamento. As várias e diferentes culturas permitem-nos ter uma grande diversidade cultural. Assim somos relativistas culturais, contrapondo o etnocentrismo que é a tendência para sobrevalorizar uma dada cultura, considerando os seus padrões culturais como medida daquilo que é desejável e estimável para todos, onde pode-se conduzir facilmente ao racismo, á xenofobia e ao genocídio. Encontra-se na maioria dos indivíduos quer estes mostrem ou não, e é resultado do processo de enculturação. É considerado como um fator de ajustamento e de integração do individuo, por reforçar a sua identificação com o grupo do qual faz parte, com as formas de conduta aprovadas e consideradas como boas por esse mesmo grupo.

E o relativismo cultural é a atitude de respeito pelas outras culturas, aceitando cada forma própria de entender e relacionar-se com o mundo. Defende que os padrões de comportamento e os sistemas de valores dos povos com os quais se entra em contacto sejam julgados e avaliados sem referência a padrões absolutos; defende a necessidade de tolerância pelas diferenças e de respeito pelas outras culturas; critica a tendência para julgar como inferior, irracional e bizarro tudo o que é diferente dos próprios costumes.

Mesmo assim indicamos limites ao relativismo cultural. o primeiro é que para o relativismo tudo é cultura, desde que pertença a um determinado povo, e apareça como uma expressão da cultura dele. O segundo limite é que tudo se equivale, porque se faz parte da tradição de um povo, então é uma boa maneira de defendê-la. O relativismo cultural leva ao relativismo moral que por sua vez leva ao relativismo político, porque não se pode agir contra algo de uma determinada cultura, já que faz parte da cultura deles. O terceiro limite é que o relativismo cultural não leva em conta que em qualquer sociedade, em qualquer momento da história, existem contradições dentro dessa sociedade dentro dessa cultura.

O valor supremo que pode permitir ultrapassar os limites do relativismo é a dignidade humana. Devemos respeitar todas as culturas, mas não podemos aceitar práticas culturais que não respeitem a dignidade humana, porque primeiro somos seres humanos e só depois é que somos europeus, asiáticos, brancos, negros, cristãos, judeus. Assim a hiper valorização dos valores humanos, que é cultura propriamente dita, é o indicativo de exercício que compreende a diversidade cultural e é a saída para um mundo que caminha, com o avanço das repressões psíquicas a partir de um comportamento padronizado midiático, para o respeito às diferenças, para construção da paz e de uma sociedade mais justa.

*Sumayra Oliveira



REFERÊNCIAS

BERGER, Peter Berger. Perspectivas Sociológicas. Petrópolis:Vozes, 1977.

BOURDIEU, Pierre. Meditações Pascalianas. São Paulo: Bertrand Brasil, 2001.

BRYM, Robert J. et alli. Sociologia: sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Thompson, 2006.

ELIAS, Nobert. A Civilização como Transformação do Comportamento Humano. O processo civilizador: uma história dos costumes. V. 1. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1994. p. 65-202.

FALCON, Francisco José Calazans. “Tempos Modernos: a cultura humanista”

In:_________ e RODRIGUES, Antônio Edmilson M. Tempos modernos: ensaios de história cultural. Rio de Janeiro: Civ. Brasileira, 2000. p. 21-48.

MORIN, Edgar. Sociologia. Tradução Maria Gabriela de Bragança. Portugal: Publicações Europa-América, 1984.

______. et al. O Problema Epistemológico da Complexidade. Lisboa: Publicações Europa-América, 1983.

______. Introdução ao Pensamento complexo. Lisboa: Instituto Piaget, 1991.


_____. A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.

quinta-feira, 10 de março de 2011

I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea

O Ministério das Relações Exteriores recebe, até 25 de março, inscrições para o I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea. Serão concedidos prêmios de até R$ 20 mil, em quatro áreas: pintura, escultura, fotografia e obras em papel.

O artista deve ser brasileiro e só pode inscrever uma obra. Para participar, é preciso enviar para artecontemporanea@itamaraty.gov.br os documentos: ficha de inscrição; currículo, com dez imagens de obras dos últimos dois anos; imagem da obra a ser inscrita (resolução de 300 dpi, em formato JPG ou TIFF); e declaração de autoria e propriedade dessa obra.

Outras informações estão disponíveis no site do Ministério e no edital. O objetivo do concurso é incentivar a produção artística brasileira e ampliar sua divulgação no exterior. Inscrições até 25 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Marcha De Quarta-Feira De Cinzas

Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar
Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz
Seu canto de paz

terça-feira, 8 de março de 2011

Para os homens: Eu não sou machista, e daí?

Todos podiam ser assim! Um sonho de um mundo que desejo:



“Eu lavo e cozinho, e daí? Eu não bebo, e daí? Eu às vezes choro, e daí? Eu sou carinhoso com meus filhos, e daí? Eu não sou machista, e daí?”.

Recomendo neste dia 8

Artigo de Luiz Muller. Um boa leitura a todos:
Mulheres, estas bruxas revolucionárias – Sobre o 8 de março

domingo, 6 de março de 2011

Sibila

Sou Sibila me comunico com a natureza.
Sou triste, chove!
Sou feliz, arde sol sobre montanhas.
Sou insegura e acuada caem raios e trovões. Libertam!
Sou sem esperança, granizos batem em suas janelas.

Sou Sibila convenço os Deuses
Peço licença e entro no mar
Os que me jogam para trás convenço-os até me deixarem reinar em seus deuses.
Tomo banho de tempestade, renovam meu corpo.
Brinco de abrir cachoeiras
Faço brotar flores e fechar estradas em relvas
Profetizo o amanhã

Sou Sibila me comunico com os oráculos
Descubro verdades pelo toque
Descubro mentiras no vento
Vejo o amanhã no céu
Sinto chegadas e partidas, desejo permanências e ausências
Profetizo o futuro
Redescubro passados

Sou Sibila, Deuses falam:
Sou bondade e sou maldade,
Força e fraqueza
Dou vida eterna e retiro-as
Faço brilhar estrelas e desfaço-as
Sou Sibila sou eterna, sou estrela, fada e feiticeira, bruxa e profetiza.


Sumayra não acredita em nada disso, mas gosta de se sentir Sibila, só que gosta muito mais de leite quente com café e canela, em xícara grande de elefante.

sábado, 5 de março de 2011

Vontade de te ver aqui!

Linda descrição!

 "...Sou ventania delicada, sou trovoada silenciosa, sou pura fortaleza. Verdadeira defensora da paz e da justiça social. Sensível, faceira e arteira... Faço algumas travessuras nos palcos da vida. Abomino a falsidade e refuto a maldade. Comunico os meus devaneios pela escrita. É por meio dela que eu registro as minhas inquietudes e a grande alegria que mora dentro de mim. Danço no papel o ritmo da minha existência."

Por, Tânia Marques

Claúdio Manuel Costa

Acabei de ler uma matéria sobre o Inconfidente, onde consta que nada até hoje, foi pesquisado a seu respeito. Fico espantada! Mas, uma historiadora da USP desafiou a falta de rota e desbravou o caminho e compôs uma biografia que sairá pela “Perfis Brasileiros” , da Companhia das Letras. Aos pesquisadores mineiros um alerta de continuidade e aprofundamento à pesquisa.

Quem foi Cláudio Manuel da Costa?

Poeta mineiro nascido nas proximidades da Vila do Ribeirão do Carmo, atual cidade de Mariana, MG, considerado o introdutor do arcadismo no Brasil, tornou-se mais conhecido por seu envolviment no movimento de revolta contra a coroa portuguesa, denominado de Inconfidência Mineira, chefiada por Tiradentes. Após cursar o Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro, estudou direito em Coimbra. Retornando ao Brasil, exerceu a advocacia em Mariana e Vila Rica (1753-1758), hoje Ouro Preto, MG, onde se estabeleceu definitivamente. Por duas vezes foi secretário do governo da capitania de Minas Gerais. Respeitado por sua cultura, era um liberal, que se deixara influenciar pelos filósofos do Iluminismo e pelas teorias econômicas inglesas. Era também adepto da política reformista do déspota português Marquês de Pombal. Foi um poeta de transição, pois como ele próprio afirma no prólogo das Obras, sofreu influência do Barroco, mas abraçou a causa árcade.. Muitos dos participantes da Conjuração Mineira foram poetas árcades. Era grande amigo de Tomás Antônio Gonzaga, e usou o pseudônimo de Glauceste Satúrnio. Suas principais obras foram Obras Poéticas (1768) e a épica Vila Rica, publicado postumamente (1839). Entre seus versos o citam-se o Munúsculo métrico, o Epicédio em memória de frei Gaspar da Encarnação, o Labirinto do amor, o Culto métrico e os Números harmônicos e a narrativa Fábula do Ribeirão do Carmo e o poema Vila Rica. Acusado de reunir os conjurados na devassa sobre a Conjuração Mineira (1789), preso e interrogado, foi encontrado enforcado, na Casa dos Contos de Vila Rica, sendo aceita a hipótese do suicídio, após ter deletado seu companheiros.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Morreu aos 98 anos a comunista Lucilia Rosa‏

A "comunista convicta" - como sempre fazia questão de reafirmar - Lucilia Soares Rosa, 98 anos, morreu de
causa natural, ontem, às 18h30.

Lucilia deixa dois filhos dentistas: Calixto Rosa Neto, que foi vereador pelo PSD em Campo Florido (MG), de 1963 a 1964, e depois em Uberaba, de 1983 a 1988, pelo PMDB, e Moizés Soares Rosa, diretor a cooperativa Uniodonto, além 13 netos, oito bisnetos e uma trineta.

Ela será homenageada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, no final deste mês, juntamente com nove mulheres, entre elas Clara Charf, ex-mulher do deputado baiano constituinte de 1946 e guerrilheiro, Carlos Marighela.

Lucilia Rosa, aos 35 anos, foi uma das 17 primeiras vereadoras eleitas em Minas. Ela era de Uberaba, mas morava em Campo Florido, a 70km, onde conquistou, em 1947, uma cadeira da Câmara Municipal. Foi escolhida pelo PSD, porém era militante do PCB (Partido Comunista do Brasil) desde os 18 anos, quando filiou-se e foi batizada como "Lucrécia", seu "nome de guerra".

Ousou e enfrentou preconceitos ao ligar as trompas, em 1939, depois de ter dois filhos. Essa operação somente realizava-se na Europa. Foi presa duas vezes. Em 1949, ao cuspir no rosto do delegado, em Campo Florido. Ficou detida por 13 dias ao participar de manifestação contra o envio de jovens brasileiros para a Guerra na Coreia. Foi em 1951, em Uberlândia. Morou, em São Paulo, durante 15 anos, de 1958 a 1972, quando trabalhou como doméstica, entre outras patroas, para a deputada federal Ivete Vargas (PTB), sobrinha do presidente Getúlio Vargas, que conseguiu-lhe emprego na Caixa Econômica e nos Correios. Rejeitou e manteve-se na profissão que possibilitou-lhe as formaturas, em odontologia, dos dois filhos.

Ela chegou aos 98 anos, em agosto de 2010, e tinha memória extraordinária. Deixou um acervo rico de documentos, entre eles, correspondências que manteve com Luiz Carlos Prestes, secretário-geral do PCB entre os anos de 1930 e 1980, e com Anita Leocádia, filha dele com Olga Benário, morta em campo de concentração nazista, na Alemanha. Lucilia mantinha contato permanente com ela há mais de 30 anos. Moraram juntas durante dois anos e meio, entre 70 e 72, clandestinamente, durante os mais sangrentos da ditadura militar, em São Paulo. Passava-se por tia de "Alice Nascimento", codinome de Anita. Residiu também, durante três meses, em 1962, com a família de Prestes, a quem ajudava a cuidar de seis dos sete filhos.

Sua vida foi egistrada em livro: Lucilia - Rosa Vermelha. Ainda não publicado por falta de verba. O projeto de pesquisa sobre sua história surgiu durante visita do presidente da Câmara de vereadores de Uberaba, Lourival dos Santos (PC do B), a ela. Estava, em 2006, com a saúde debilitada após 25 dias em coma. Ao ser indagada sobre seu sonho, disse que gostaria de ter sua trajetória publicada em livro. A partir daí  historiadora Luciana Maluf Vilela e o jornalista Luiz Alberto Molinar.

O Capital e a Bíblia

Lucilia era filha de anarquista. Não foi batizada na igreja. Nunca pintou as unhas e nem se maquiou. Namorou muitos. Dois primos a pediram em casamento. Foi costureira de vestido de noiva. Casou por contrato com homem casado. Foi professora, faxineira, doméstica e cozinheira de 'mão cheia'. Ateia desde criancinha. Espiritualista aos 90 anos: "Há algo mais. Eu não acredito em Deus, mas alguns amigos acreditam e eu acredito neles".

O Capital - principal livro sobre as ideias socialistas - foi sua cartilha durante décadas, mas agora gosta que leiam a Bíblia para ela. Dedicou toda sua vida à causa revolucionária. Lutou por uma sociedade justa para todos. Lucilia significava solidariedade, sinceridade. Disciplinadora, porém doce, amável, às vezes, até angelical. Gostava muito de conversar. De contar causos seus e dos outros. Todos sem censura.


Conheça a irreverente e revolucionária Lucilia Rosa

quinta-feira, 3 de março de 2011

Vontade de te ver

Procura-se um animador!

A Rede Mineira de Cultura está a procura de Animador para produção de 02 VTs. Os candidatos devem encaminhar o currículo para: redemineiradecultura@gmail.com

Cidade do Saber seleciona educadores/instrumentistas de música

A partir da tarde de 02 de março, seguindo até o dia18 do mesmo mês, estão abertas inscrições do processo seletivo simplificado para contratação de 34 educadores/instrumentistas musicais para a Cidade do Saber. A carga horária varia entre 10 e 20 horas semanais, e os salários vão de R$ 800 a R$ 1.600,00.

Dentre os pré-requisitos para preenchimento das vagas estão idade mínima de 21 anos e experiência comprovada no ensino de música. Maiores detalhes do processo podem ser obtidos por meio do Manual do Candidato disponível na Cidade do Saber e no site www.cidadedosaber.org.br

As inscrições serão realizadas mediante envio de currículo e formulário de inscrição (disponível no site da Instituição) por e-mail gestaodepessoas@cidadedosaber.org.br , identificando o campo assunto com: “Seleção Projeto Música”. O material também pode ser enviado pelos Correios ou ser entregue presencialmente na unidade de Gestão de Pessoas da Cidade do Saber, das 8h30 as 11h30 e das14h às 17h.

Os candidatos selecionados participarão nos dias 21 e 22/03 de entrevista e prova prática no Teatro Cidade do Saber. O resultado do Processo Seletivo será divulgado em 23 de março de 2011 no mural interno da Instituição e através do site institucional: http://www.cidadedosaber.org.br/

terça-feira, 1 de março de 2011

Site brasileiro mapeia arte de rua no mundo

No início deste mês o Google lançou o Art Project – site que oferece visitas virtuais de 17 dos principais museus do mundo a partir do Google Street View. Agora, em colaboração com o Google Street View, a Red Bull Brasil e a agência de publicidade Loducca criaram uma ferramenta para que o internauta conheça as principais manifestações de arte de rua do mundo sem sair de casa. No Street Art View estão obras de Banksy, Os Gêmeos – várias delas em São Paulo – e Keith Haring, entre outros.

A navegação e a interface, segundo a Red Bull, permitem que os visitantes conheçam o contexto onde a arte está inserida e como ela interage com a paisagem urbana. Clicando em um trabalho específico, aparecem fotos do Flickr ou do Picasa, automaticamente integradas ao site, que sobrepõem a imagem original na perspectiva correta, o que possibilita que o internauta veja a obra de diferentes perspectivas. Eles também podem colaborar, compartilhando seus achados de arte de rua pelo próprio site.

Sesc/Senac seleciona textos para laboratório de roteiros

Estão abertas até 4 de março as inscrições para o Laboratório Novas Histórias, parceria entre Sesc/Senac e Esmeralda Produções que vai selecionar 10 roteiros de longa-metragem de ficção para participar de um laboratório intensivo, em Campos do Jordão, com a participação de consultores internacionais e brasileiros.

O objetivo é oferecer a oportunidade de encontro entre reconhecidos roteiristas do cinema nacional e internacional e os autores dos roteiros selecionados para a troca criativa de ideias, impressões, experiências e técnicas sobre a arte de escrever uma história para cinema.

O encontro será realizado entre os dias 10 e 13 de maio e faz parte do Programa Sesc/Senac de Desenvolvimento de Roteiros. Entre os roteiros que fizeram parte desse projeto e foram para as telas estão: Cidade de Deus (Braulio Mantovani), O Invasor (Beto Brant, Marçal Aquino e Renato Ciasca), Ódiquê (Gustavo Coelho), Olhos Azuis (Paulo Halm e Melanie Dimantas), Redentor (Claudio Torres, Elena Soárez e Fernanda Torres) e Serras da Desordem (Andrea Tonacci).

As inscrições devem ser feitas no portal http://www.sescsp.org.br./

RioContentMarket reúne profissionais do audiovisual no RJ

De 16 a 18 de março, no Rio de Janeiro, acontece a primeira edição do RioContentMarket. O evento internacional sobre produção de conteúdo multiplataforma será aberto a toda a indústria de televisão, cinema e mídias digitais com participação de profissionais das áreas de produção, distribuição, comunicação e tecnologia.

Serão três dias de atividades, com troca de experiências, apresentações de modelos de negócios e de financiamento, desenvolvimento de parcerias e coproduções nas indústrias que mais crescem no mundo: informação e entretenimento. Outro objetivo é a aproximação de potenciais parceiros internacionais e brasileiros, para analisar o impacto que a revolução tecnológica tem causado no setor audiovisual nacional e internacional.

O evento é promovido pela Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPI-TV), com apoio do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual.

Programação completa no site http://www.riocontentmarket.com.br/