quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Pesquisa SINPRO MINAS

Uma pesquisa inédita - divulgada ontem, 24, pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG) mostra que ataques verbais e ameaças também fazem parte da realidade das escolas privadas, da educação infantil ao ensino superior. Foram entrevistados 686 professores de todo o estado, dos quais 62% disseram ter presenciado agressão verbal em estabelecimento de ensino, quase um terço revelou ter visto agressão física e mais de um terço já viu situações de intimidação e ameaças. A pesquisa "Rede particular de ensino: vida de professor e violência na escola" também aponta supostas causas para o problema. Para a maioria dos professores (75%), a omissão familiar é uma das principais responsáveis por atitudes violentas de alunos. O presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, destaca que o fenômeno tem se aprofundado ao longo da década. "Desde então, a relação cliente-serviçal está se sobressaindo à relação professor-aluno. Vemos também que a família transfere completamente para a escola a educação dos filhos. Percebemos, entretanto, que este problema ainda está muito internalizado, pois as instituições escondem casos de violência e professores ficam intimidados, temendo perder o emprego", afirma. A pesquisa foi elaborada entre 2007 e 2008, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-Minas.
(Estado de Minas, p.21 - Flávia Ayer; Hoje em Dia, p. 25 - Renata Galdino; O Tempo, p. 24 - Andréa Silva, 25/11/2009)

Informe do 12ª Congresso do PCdoB e Conjuntura Nacional

Resumo do Informe do 12ª Congresso do PCdoB e Conjuntura Nacional, proferido pelo Presidente Nacional do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, com grifo, em 5 de novembro de 2009 – Centro de Convenções do Anhembi - São Paulo.
*Sumayra Oliveira
O 12ª Congresso do PCdoB foi o maior de sua longa história de 87 anos, em virtude das vitórias obtidas em vários terrenos, da síntese programática alcançada, produto da evolução do pensamento teórico e político do Partido e pela dimensão mobilizadora, em função do número de militantes envolvidos e de delegados provindos de Conferências em todos os Estados do país e no Distrito Federal, correspondendo a uma base de 1700 municípios.
O NOVO PROGRAMA SOCIALISTA
Diante do período histórico insólito que vivemos – vai chegando ao limite de um tempo em que pode nascer à transição para uma nova época civilizatória. O desfecho que tomará essa transição, com o aprofundamento da crise do capitalismo, resultará da luta ideológica e política contemporânea, que na atualidade, converge no embate por uma alternativa. E a questão está ai, na escolha da alternativa, na construção de um Programa que indique e desbrave o avanço civilizacional para os trabalhadores, nações e povos, e um reordenamento mundial que proporcione relações solidárias e justas. Em face dessas exigências da atual quadra histórica, tornou-se imprescindível a atualização do Programa do Partido, resultando um novo Programa aprovado no 12ª congresso, apreciado desde a base até as Conferências Estaduais que contribuíram com 168 emendas.
Em quase nove décadas de existência, este é o quinto Programa do Partido. Ele segue uma estrutura programática decorrente da evolução da história. O Programa propriamente dito está modelado em duas partes: o rumo a ser atingido e o caminho a ser seguido. O rumo, que define o objetivo estratégico, portanto, dá o seu caráter – é um Programa Socialista para o Brasil; o caminho, sua tática geral em desenvolvimento, consiste no esboço para aplicação imediata, de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. Assim, neste Programa, aprovado no 12ª congresso, fez uma correção metodológica, o caminho é descrito e desenvolvido orientando os passos atuais, e a sociedade socialista futura é apenas situada em traços gerais.
O Programa proposto se pauta por sua natureza revolucionária e classista. O rumo se mantém igual ao Programa anterior – “transição do capitalismo ao socialismo nas condições do Brasil e do mundo contemporâneo”. Entretanto, não estão presentes na atualidade no Brasil, as condições políticas para a conquista imediata do socialismo. Assim, é preciso percorrer um caminho que nos leve a esse objetivo maior. O caminho é a luta desde agora pelo delineamento e execução de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, destinado a começar a superação das principais contradições e impasses acumulados no decorrer da trajetória do país, sendo esse o caminho brasileiro para o socialismo.
O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento parte das condições atuais, mas se compromete com um patamar superior ao alcançado no período do governo Lula. Este projeto de desenvolvimento nacional inserido no Programa tem essência antiimperialista, antilatifundiária e antioligarquia financeira e se destina a suplantar a fase neoliberal. Procura combinar o avanço da luta nacional, democrática e popular, porque a liberdade política mais ampla para o povo no contexto da luta nacional e democrática se aproxima da via para o socialismo.
GOVERNO LULA – continuidade e aprofundamento
O Brasil já inicia a superação da crise global capitalista através de medidas que visam sustentar o emprego e a renda, reforçando os investimentos no PAC, Pré-Sal e na área social. O presidente Lula goza hoje de incomparável prestigio popular, assumindo uma posição de destaque entre os maiores lideres nacionais na história política brasileira. Seu prestigio se estendeu além das fronteiras do país, se projetando como um importante líder progressista internacional, elevando o papel do Brasil no cenário mundial. A história política do Brasil demonstra que quando se impõe uma liderança política capaz de unir a maioria da nação, o país pode avançar em grandes empreendimentos, descortinando novos horizontes para o povo.
Mas, estas importantes posições alcançadas - que favorecem o campo patriótico, democrático e popular – enfrentam resistência das forças reacionárias e conservadoras. A oposição de direita, expressando-se através do poderoso monopólio midiático, em seu genético viés golpista, chegou a armar uma conspiração para cassar o mandato do presidente, no pior momento de crise política do governo em 2005. As eleições gerais de 2010 prenunciam um confronto exacerbado. A oposição neoliberal que adotou todos os meios para impedir que Lula se elegesse - depois que governasse -- agora recorre a todas as formas que permitam a qualquer custo retomar o governo da República. A oposição conta com forte poder econômico, reúne importantes apoios nos maiores colégios eleitorais do país e conta com o respaldo da grande mídia monopolizada, que direta e ostensivamente tonou-se um partido oposicionista.
PSDB, partido estruturante da oposição, encontra-se metido em intricado dilema que é unir os dois governadores, dos dois maiores colégios eleitorais, com idêntica pretensão de concorrer à presidência da República, podendo acarretar fortes seqüelas aos propósitos oposicionistas. Por outro lado, os êxitos do governo Lula e o fracasso do neoliberalismo deixaram a oposição sem discurso, sem projeto, sem iniciativa política. Entretanto, é a primeira vez que Lula não será candidato ao pleito presidencial tendo que apresentar e lutar pela vitória de seu sucessor.
Para isto, ele trabalha por uma aliança ampla, cuja base é PT e PMDB - mantendo o segmento de centro político no seu campo, assegurando a sustentação dos partidos de esquerda e confirmando a presença de partidos de um campo político intermediário que participam do governo -- e buscará amplo apoio popular com a força do seu prestigio e dos movimentos sociais de maior expressão.
A tendência mais provável é que o pleito de 2010 vá se desenrolar numa polarização centrada na disputa entre dois blocos políticos predominantes: o liderado por Lula e a candidata do campo governista, versus o liderado pelo candidato dos tucanos. A existência de mais de uma candidatura no campo lulista tenderá a ser efêmera sem o seu apoio. A candidatura de Marina Silva, pelo PV, terá mais influencia em setores das camadas médias, podendo subtrair votos nos dois lados, sem alcançar a dimensão de uma terceira via.
Em qualquer circunstância dada, o PCdoB não deve perder de vista seu objetivo maior - a transição para o socialismo. Contudo, no curso do caminho para alcançar esse objetivo, ou seja, a aplicação e impulso do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, nos encontramos hoje diante do grande embate, cujo desfecho se dará em finais de 2010, que pode permitir esse impulso, ou truncá-lo, retardando e modificando nossa caminhada. Como precisamente discorre nossa proposta programática; “A vitória das forças democráticas, progressistas e populares em eleições presidenciais impulsionará a luta pela aplicação do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento". Em sentido contrário, a derrota vai influir determinantemente, impondo condições de luta mais adversas.
Na perspectiva do PCdoB, O Partido procurará eleger uma bancada mais numerosa de deputados federais que permita elevar o nível de intervenção partidária nacional a um patamar superior. Também, é possível ampliar a bancada comunista no Senado Federal e até disputar a eleição para governador de Estado. Na ótica do Partido Comunista é fundamental para o êxito do empreendimento liderado por Lula o protagonismo crescente dos movimentos sociais e, a estes, o interesse da vitória desse bloco político. Nesse sentido, merece nossa atenção e redobrado apoio as articulações unitárias das centrais sindicais dos trabalhadores em torno das suas bandeiras mais candentes, como a diminuição da jornada de trabalho sem redução do salário, formalização plena do mercado de trabalho, e da proposta da CTB da convocação de uma Conferencia Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), na perspectiva de consolidação dessa unidade.
PARTIDO REVOLUCIONÁRIO E RENOVADO – para a nova luta pelo socialismo
Nosso Partido vive hoje uma fase de vigor e dinamismo na ação política e na edificação partidária. Estendeu sua intervenção e inserção nas lutas sindical e social em geral, e ampliou sua estruturação em todo país. Amadureceu o pensamento programático e estratégico dando concretude à nova luta pelo socialismo e à definição hoje de um novo projeto nacional de desenvolvimento.
Para a dimensão continental do Brasil, ainda temos pequena força eleitoral, mas que está em expansão. Na situação imposta pela realidade da sociedade capitalista ainda não chegamos com nossas idéias e políticas para todos os trabalhadores e todo o povo. No terreno da organização e estruturação partidária ainda é inconstante e instável a composição de uma militância mais permanente e com maior organicidade, sendo essa uma condição essencial para a identidade comunista na relação com os demais partidos, o que exige uma atitude consciente e persistente para manter e elevar o nível da estruturação orgânica partidária desde a base.
O 12º Congresso ocorreu em um momento que o partido que vem alcançando expressivos êxitos, ampliando sua influência política, numa situação favorável inédita em sua extensa história, resultado disso, por exemplo, foi o Ato Político, com a presença do Presidente Lula com sua equipe de ministros, que modificou sua agenda em Londres, para estar no 12 ª congresso. Partido tem sido forjado diante das novas e complexas exigências de nosso tempo, procurando reunir num imenso esforço a inteligência coletiva, para tornar contemporâneo o nosso grande empreendimento revolucionário, sacudindo a poeira e a ferrugem do pensamento fossilizado, cultivando a concepção dialética, construindo defesas contra o afrouxamento das nossas convicções revolucionarias de transformar o Brasil.
O 12º Congresso realizou-se em data comemorativa à vitória da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917, na Rússia. Este extraordinário feito do proletariado foi o começo de uma grande época revolucionaria os primeiros passos do jovem sistema na cena da história. Somos os seus continuadores para a nossa época. Somos integrantes da corrente marxista, revolucionária, mundial. Mais uma vez foi reafirmado: Não percamos de vista o nosso grandioso ideal socialista. Estamos convencidos mais ainda de que o tempo nos dará razão.
*Sumayra Oliveira Secretária de Organização do Comitê Municipal de Uberaba do Partido Comunista do Brasil Intervenção durante a 2º reunião do Pleno da Direção Municipal de Uberaba Sede do PCdoB Uberaba, 21 de novembro de 2009.

Pesquisa SIMPRO Minas

Uma pesquisa inédita - divulgada ontem, 24, pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG) mostra que ataques verbais e ameaças também fazem parte da realidade das escolas privadas, da educação infantil ao ensino superior. Foram entrevistados 686 professores de todo o estado, dos quais 62% disseram ter presenciado agressão verbal em estabelecimento de ensino, quase um terço revelou ter visto agressão física e mais de um terço já viu situações de intimidação e ameaças. A pesquisa "Rede particular de ensino: vida de professor e violência na escola" também aponta supostas causas para o problema. Para a maioria dos professores (75%), a omissão familiar é uma das principais responsáveis por atitudes violentas de alunos. O presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, destaca que o fenômeno tem se aprofundado ao longo da década. "Desde então, a relação cliente-serviçal está se sobressaindo à relação professor-aluno. Vemos também que a família transfere completamente para a escola a educação dos filhos. Percebemos, entretanto, que este problema ainda está muito internalizado, pois as instituições escondem casos de violência e professores ficam intimidados, temendo perder o emprego", afirma. A pesquisa foi elaborada entre 2007 e 2008, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-Minas.
(Estado de Minas, p.21 - Flávia Ayer; Hoje em Dia, p. 25 - Renata Galdino; O Tempo, p. 24 - Andréa Silva, 25/11/2009)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sabe aquela máxima: Aqui se faz aqui se paga....

Oh coitado:Caetano Veloso leva tombo no palco

Caetano Veloso, que recentemente destilou veneno e atacou o Presidente Lula, pagou o maior mico durante o show Zii e Zie, no Citibank Hall, em São Paulo (8/11). Caetano levou um tombo, caiu de bunda no chão do palco.

Muito sem graça, Caetano chegou a ficar algum tempo desnorteado (mais do que já é), mas, em seguida, arrumou os óculos, pôs o cabelo no lugar e voltou a cantar.Já tem gente dizendo que foi a KGB Lulista que passou energia negativa para o ccantor. Acredita nisso?

Em maio deste ano, durante um show em Brasília, Caetano também caiu do palco. veja o vídeo

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Melhor Ato Político que já participei!

Lula: “Política exige mais inteligência que conhecimento”

Aclamado de pé pelos participantes do12º Congresso do PCdoB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu ao partido pelo apoio e lealdade e destacou a contribuição dos comunistas para o seu governo e o país. No discurso, ele aproveitou para responder às recentes críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à sua gestão e às declarações do cantor Caetano Veloso, que o chamou de analfabeto. “Na mesma semana em que fui tachado de analfabeto, ganhei o título de estadista do ano”, disse.
Lula, que discursou por mais de uma hora, começou sua intervenção resgatando a histórica relação entre PT e PCdoB, que já dura mais de 20 anos. Comparando a aliança ao convívio de um casal, ele lembrou que nunca houve brigas ou rompimento entre as duas legendas. Ressaltou que a sigla comunista esteve ao seu lado nos momentos bons e ruins, citando o apoio que recebeu desde a eleição de 89.
“Quando as pesquisas de opinião tiravam tanto voto meu que pensava que ia terminar a eleição devendo pontos ao Ibope, conversei com (João) Amazonas que era a hora de pensar a candidatura”, contou, com humor. Segundo Lula, ele ouviu do líder comunista que não era possível fazer a candidatura de um operário querendo agradar a todos os setores e que a campanha deveria ser dirigida aos trabalhadores.
“O Amazonas era o homem que apaziguava as brigas, as divergências, entre Brizola, eu e Arraes”, elogiou, ao mencionar a capacidade do PCdoB de construir a unidade. “Definimos então que as relações entre PCdoB e PT deveriam ser uma coisa mais profunda, que, respeitando as soberanias de cada partido, estivéssemos juntos na maioria das lutas. E não poderia deixar de agradecer ao PCdoB”, colocou, lembrando as eleições de 94, 98 e 2002.
“Dentro do PT teve gente que achava que eu não devia mais ser candidato. Mas, no PCdoB, não havia ninguém que dissesse isso”, afirmou, agradecido também pelo fato de o partido não “ter abandonado o barco” na crise de 2005.
Diante de uma plateia repleta de integrantes de movimentos sociais, o presidente falou sobre a época de sindicalista e defendeu: “Deus queira que muitos operários cheguem à presidência, por que aí a gente descobre a responsabilidade do cargo quando quer fazer um governo sério. (...). Na oposição, a gente diz que acha isso e aquilo. Na cadeira, você decide ou não decide, não tem trelelé. E tem que olhar a correlação de forças e as instituições”, discursou, rendendo loas também aos movimentos sociais e, em especial, à UNE.
Dirigindo-se à mesa, o presidente destacou as qualidades dos comunistas que ocuparam ministérios em seu governo, “por que tiveram caráter e lealdade”. Segundo ele, o “PCdoB foi exemplar nesses sete anos de governo”.
Continuidade
Brincalhão, Lula falou de certa “tristeza” em, pela primeira vez, não ter seu nome na cédula da disputa presidencial. “Vai ter um vazio na minha cabeça”, brincou, mencionando a pré-candidata e ministra Dilma Rousseff como a possibilidade de “continuidade de um projeto”.
Referindo-se à juventude presente no Congresso, Lula também brincou com a possibilidade de se candidatar a uma vaga no Prouni quando não estiver mais na presidência. “Talvez a UNE me aceite (...), mas acho mais fácil a UJS me aceitar”, divertiu-se.
“Prestem atenção que esta coisa é muito séria. Quem é prefeito, governador, sabe perfeitamente que um estranho no ninho pode desmontar tudo que foi feito em apenas dois anos (...). Por isso a continuidade é extremamente importante”, disse.
Recado a Caetano e FHC
Com ironia e sem citar nomes, o petista respondeu críticas sobre a sua falta de formação universitária e mandou recados ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Se tem uma coisa inteligente é a classe operária. Tem muito intelectual no Brasil que pensa que não. (...) Essa semana eu fui chamado de analfabeto (...) e nessa mesma semana eu ganhei o título de estadista do ano”.
A declaração foi uma referência ao fato de que, no último dia 5, em uma entrevista, o cantor Caetano Veloso chamou o presidente de analfabeto e disse que, ao contrário da Marina Silva e do Barack Obama, Lula não saberia falar e seria cafona e grosseiro.
“Tem gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos no colégio. Não tem nada mais burro que isso. A universidade dá conhecimento. Inteligência é outra coisa. E a política é uma das ciências que exigem mais inteligência do que conhecimento. Inteligência para saber montar equipe, tomar decisões, não está nos livros, mas no caráter e na sensibilidade”, completou. Com ironia, ele conclui: “mas não importa. As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura”.
Soltando indiretas para Fernando Henrique Cardoso, que no último domingo divulgou artigo falando de um “subperonismo” no governo petista, Lula alfinetou: “Compreendo o ódio, porque um intelectual ficar assistindo um operário que só tem o quarto ano primário ganhar tudo que ele imaginava que ele pudesse ganhar e não ganhou...”, disse Lula, interrompido por palmas e gritos de guerra.
“Tem presidente que foi estudar dois, três anos lá fora. Eu não”, disse o presidente, afirmando que, diferente de outros presidentes, ele precisou provar desde o dia que nasceu que tem competência. “Tinha clareza, e o PCdoB sabe disso, de que se fracassássemos, levaria mais 150 anos para outro operário ser presidente”, colocou.
Ainda fazendo referência a Caetano, Lula declarou, com graça, que “um país governado por um analfabeto vai terminar realizando um governo que mais investiu em educação”. E reposicionou o alvo no ex-presidente tucano: “Estamos fazendo uma vez e meia o que eles não fizeram em um século. (...) O Fernando Henrique Cardoso achava que nós seríamos um fracasso e que ele poderia voltar”.
O precedente Lula e as instituições poderosas
O petista contou ter participado recentemente de uma reunião com catadores de papel, na qual teve “a coragem de dizer para um catador: você pode ser presidente da república desse país, porque vamos deixar um legado”. Lula, contudo, afirmou que chegar ao governo não é o mesmo que chegar ao poder, “Há instituições poderosíssimas”, colocou.
O presidente citou, então, exemplos em que houve pressão contrária às suas posições quanto à política internacional do Brasil. “Queriam que eu batesse no Evo Morales. O Evo queria o gás que era dele. Eu poderia ter feito uma bravata com ele, já que a Bolívia é um país menor. Mas eu não conseguia enxergar como é que um metalúrgico de São Bernardo ia querer brigar com o presidente da Bolívia. Queria brigar era com o Bush, mas ele virou meu amigo e nunca precisei brigar com ele”, brincou.
Sobre as críticas acerca da revisão do tratado de Itaipu, Lula lembrou que houve quem dissesse que o presidente não iria entrar em briga com o Paraguai por ser “frouxo”. “Como é que um país do tamanho e com as riquezas do Brasil vai brigar com o Paraguai? Preferi construir um acordo que vai dar chance de o Paraguai se desenvolver”.
Sob o olhar atento da militância comunista, Lula falou também sobre o papel do Brasil na região e as dificuldades de construir a Unasul. “O Brasil não pode se comportar como se tivesse a hegemonia. Tem que ser como um companheiro mais velho, contemporizar”. E divertiu-se ao dizer que propôs a criação dos Conselhos de Defesa e de Combate ao Narcotráfico na Unasul, para poder dizer: “Obama, não precisamos de bases militares. Vamos cuidar nós mesmos do combate ao narcotráfico e você vá cuidar dos consumidores”.
Manipulação da informação
Embora não tenha feito questionamentos diretos a veículos de comunicação, o presidente por várias vezes mencionou o fato de as informações importantes sobre o país não chegarem à população. E chegou a dizer que, se dependesse de alguns meios de comunicação, ninguém saberia de nada.
O presidente citou manchetes de jornais. “Uma delas, dizia: contra Lula, o PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste. Ou seja, é um pouco o que os alemães faziam com os judeus. Ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam”, comparou o presidente.
Ele mencionou ainda uma matéria cujo título se referia à uma cobrança da ONU à meta brasileira de emissão de gases. “A ONU não tem condições de cobrar um milésimo do Brasil”, respondeu.
De São Paulo, Joana Rozowykwiat Foto: Maurício Moraes

domingo, 1 de novembro de 2009

Quem sou eu?

Resolvi num sei porquê mas resolvi:
Mãe, mineira, aprendiz de socióloga. Adora aprender: sobre as coisas, sobre as pessoas e não cansa de se surpreender, nem sempre de forma positiva. Ama cheiros gostosos (chuva, comida boa, flores e gente perfumada), música (as de dançar e as de cantar), rir (sozinha e acompanhada, de si mesma também), ouvir mais do que falar e falar mais do que ouvir, de ser uma pessoa muito séria, viajar (mental e fisicamente). Além de tudo isso, ama seu filho, que são os olhos do mundo e ama a si mesma, embora tenha que lembrar-se de fazer isso valer, mesmo sim, tem uma auto-estima elevadíssima, um bom humor atípico e uma versatilidade ímpar.
Gosto de se comunicar, ligar as coisas, conceituar o mundo, relacionar, idealizar, entender e explicar. Amante da lua e de um bom livro, se de bagagem houver uma "boa companhia", melhor ainda. Ficaria entusiasmadamente um dia inteiro assistindo a uma série sobre política, Apreciadora nata de uma boa gastronomia. O mais afrodisíaco de todos os ingredientes é a inteligência; são nesses momentos que aprendo a praticar a arte da audição que ainda me falta (falar e ouvir e ouvir falar, ainda faço um poema disto). Nos braços de quem amo me descubro, sensível, cambiante, intensa e ainda uma doce criança.
Fruto de mel da jataí, leite de cabra e muito pequi, vinda da mistura de um intelectual virginiano com uma romântica limbrana, criada para o mundo, com uma autodefesa espetacular e base de muita pimenta. Pronto: explicado, o porquê sua mãe a chama de pimenta com limão e seus amigos de Stalina.
Uma mulher de trinta anos tentando encontrar a própria verdade, buscando o conhecimento, tentando entender o mundo e as pessoas. Assim, também gosta de samba, futebol, teatro, livros, fotografia, flores, amigos e botecos. Feliz, acorda de bom humor, anda menos anti-social. Tem uma TPM mortal e como arma, uma doçura brava que floresce em sua alma de mulher.