quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Retrospectiva dos últimos cinco dezembros do Blog

Ao final de 2008 estava mudando de emprego e refletindo muito, inclusive sobre filhos ,afirmei que queria mais!!! Em 2012, tenho certeza que não quero mais filhos! Mas o legal nessa postagem é o olhar do fim de um ciclo, e o começo de outro: Lançamento do livro “Meu bairro tem história, eu tenho futuro”

O dezembro de 2009 estava apaixonada! Mas quero dividir parte de uma passagem reflexiva, sobre a conduta humana que fiz em meio aos sentimentos ainda não decifrados, que gosto muito (logo abaixo). E  os links da difícil e sofrida arte de amar - de dar algumas boas risada hoje em dia: Visões e Mafalda nos 30, não entende mais nada!

“A natureza humana não é humana o bastante. As minhas ações visam à liberdade, sem dogmas nem fé, em favor de outros fins que o poder, a riqueza ou o puro prazer. O homem que age pensando somente nestes objetivos, não escolhe e não faz sua história, estaria apenas seguindo sua natureza, deixando de ser humano, e isso, é passividade de reflexão, que por sinal, diminui a ação, porque afeta a interrogação que o homem traz em si próprio e sobre si próprio, seguindo o que é determinado e não agindo com liberdade" -  Texto é borboletas em 2010


2010 foi o dezembro do rompimento que nunca se rompeu. O Mês começa com Regra 3 de Vinicius de Morais e segue para um poema de criar um  Dessassossego e outro de Tudo de uma vez no fim que além do amor, falo da minha prova de mestrado, mas tudo uma tristeza de dar !


2011 é bem parecido com 2012, mais marcantes foram meus cartões de natais de 2011 e 2012 - que faço com carinho para meu amigos. Foram anos sensatos, leia-se sem grandes aventuras amorosas, que até existiram sim! Mas, como aquela música do Chico: "... dou risada do grande amor...Mentira..." A verdade é que  vida profissional vai tomando espaços, e mesmo que tenham encontrado outro grande amor, "ando mudando de calçada." O importante nesses dois últimos anos, foram minha vida profissional e política - o que têm me feito muito feliz! Mas, nada como o outro dezembro para saber melhor! Que venha 2013.






quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Série: Livros que foram bíblias em minha vida


                     Marcos Alvito Pereira de Souza em “As cores de Acari”, 2001, vivenciou a rotina da comunidade de Acari e registrou, em detalhes, a chamada zona vermelha, expressão usada por policiais na década de 1990, em referência a Acari, considerada pelas autoridades uma favela de alta periculosidade à época. A estrutura do trabalho tem inicio a partir de uma frase ouvida pelo autor em Acari: “a favela é bicho-de-sete-cabeças”, como simplificou um morador, serviu como pano de fundo para o estudo de Marcos Alvito. As sete cabeças seriam; a mídia, a polícia, políticos e autoridades, as organizações não-governamentais, as igrejas, a comunidade e o tráfico, bem como a atuação de cada um deles, com o objetivo de elaborar uma interpretação dos símbolos acarianos.

Alvito mostra a problemática da “ilusão” dos territórios, pois de fato Acari não existe, o que é veracidade neste interior do universo da favela são três diferentes localidades, cada qual com seu nome, demarcação espacial e associação de moradores, que no processo cotidiano são bem distintas e jamais confundidas entre seus residentes, que fazem questão de se distinguir e não circulam de uma favela para outra, tratam como o lado de lá, expondo uma enorme distância, sendo o que distancia é apenas uma rua. O autor retratar um profundo processo de transformação da visão de mundo que estilhaçou as redes de sociabilidade, construindo uma realidade marcada por oposições: o branco e o negro, policiais e bandidos, o Bem e o Mal, e Deus e o Diabo. As cores de Acari, na verdade, nos serve como espelho de tantas outras comunidades brasileiras que sobrevivem à sua complexidade.

Esta obra trata-se de tentar identificar, na favela de Acari, um conjunto de planos organizacionais, que possa ser encontrado, com outras ênfases e com outros arranjos, em diferentes favelas, nesse sentido Alvito pretende avançar na sua teoria sobre a favela carioca em dois níveis: o nível macrosociologico das relações entre favela e instituições supralocais e o nível microsociologico focalizando as microáreas de vizinhanças existentes em cada favela.  As localidades como aborda o autor, é onde se constituem os pontos nodais de interação e há uma rede altamente complexa de diversos tipos de analogia, abolindo a palavra comunidade, por ser uma transposição mecânica dos métodos utilizados no estudo de tribos, e muitas vezes utilizados para determinar um microcosmo isolado e autônomo. Destacando que o objetivo deste trabalho, portanto selecionado a esta pesquisa, é considerar as diversas relações existentes em uma localidade. 

REFERÊNCIA

SILVA, Sumayra de Oliveira. As Vilas e o São Cristóvão.  Monografia apresentada ao Instituto Federal Triângulo Mineiro Campus Uberaba, como requisito para obtenção do título de Graduação de Tecnologia em Desenvolvimento Social. Uberaba, 2009.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Começo essa semana a série: Livros que foram bíblias em minha vida!



E como não poderia deixa de ser o primeiro - 
“Os Estabelecidos e os Outsiders”


A obra de Nobert Elias em “Os Estabelecidos e os Outsiders: sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade”, 2000 - Como o título assinala, trata-se de um estudo de poder em uma comunidade na Inglaterra. As palavras establishment e established são utilizadas em inglês, para designar grupos e indivíduos que ocupam posições de prestigio e poder, tendo uma identidade social construída a partir de uma combinação singular de tradição, autoridade e influência: os established fundam seu poder no fato de ser um modelo moral para os outros. Na língua inglesa, o termo que completa a relação é outsiders, os não membros da “boa-sociedade”, os que estão fora dela, sendo um conjunto heterogêneo e difuso de pessoas unidas por laços sociais menos intensos, não constituindo propriamente um grupo social.

  Este estudo realizado no final dos anos 50 e início de 60, pelo professor John L. Scotson, interessado em tratar apenas do problema da delinqüência juvenil naquela localidade, passou a ter outras perspectivas com Nobert Elias, que considera que o campo de estudo da sociologia é o das configurações de seres humanos interdependentes. As configurações, para Elias, se formam necessariamente pela interdependência dos indivíduos em sociedade e podem ser marcadas por uma figuração de aliados ou de adversários, tendo duas características fundamentais: são modelos didáticos que devem ser interpretados como representações de seres humanos ligados uns aos outros no tempo e no espaço; e servem para romper com as polarizações clássicas dentro da sociologia, que tendem a pensar o indivíduo e a sociedade como formas antagônicas e diferentes.

Assim, na pequena Wiston Parva, criou-se uma determinada figuração marcada pela existência de um grupo mais elevado que o dos moradores do “loteamento” recém chegados, e por isso estigmatizado pelos primeiros – os estabelecidos contra os outsiders. Da figuração falada, Elias identifica um constate universal:

O grupo estabelecido atribua aos seus membros características humanas superiores; excluía todos os membros do outro grupo de contato social não profissional com seus próprios; e o tabu em torno desses contatos era mantido através de meios de controle social como a fofoca elogiosa no caso dos que o observavam, e ameaça de fofocas depreciativas contra dos suspeitos de transgressão (: 20, 2000).

  Agora mais do que a identificação de um determinado modelo figuracional, este estudo apresenta duas revelações proeminente para as ciências sociais. A primeira é que sempre pensamos “um determinado grupo”, a partir do foco de diferenças - sexo, descendência ou classe, – como alterações estruturais das relações de poder. Dificilmente problematizaríamos questões em que estão colocados os termos da igualdade, ou que o diferencial de poder possa estar associado, como é o caso deste estudo, ao tempo de residência e ao maior ou menor grau de coesão e organização de cada grupo inter-relacionado. E o segundo aspecto é a questão da anomia.

O estudo de Winston Parva colocou para Elias a possibilidade de reflexão sobre a anomia, quando observou que na relação de interdependência entre estabelecidos e outsiders, havia um elemento de constância pela existência de uma “minoria dos melhores” entre os estabelecidos (minoria nômica) e uma “minoria dos piores” entre outsiders (minoria anômica), que marcava o status de superioridade e de inferioridade de amplos os grupos. Contrapondo Durkheim, 1897 em seu conceito de anomia, onde, segundo Elias, não se pode esperar encontrar explicações para a aquilo que se julga ruim, quando não se é capaz de explicar, ao mesmo tempo, aquilo que se avalia como bom.

Elias com seu modelo figuracional e em sua forma de pensar as relações de poder contribui para uma nova visão nos estudos de desenvolvimento de comunidades. O autor, na obra, coloca a necessidade de observar os aspectos figuracionais do poder, que se deve a diferença no grau de organização dos seres humanos. Nisto, o conceito de poder, se transforma numa relação entre duas ou mais pessoas; assim, o poder é um atributo destas relações, que se mantêm num equilíbrio instável de forças ocorrendo no interior das figurações em que “os grupos estabelecidos vêem seu poder superior como um sinal de valor humano mais elevado; os grupos outsiders, quando o diferencial de poder é grande e a submissão inelutável, vivenciam afetivamente sua inferioridade de poder como um sinal de inferioridade humana” (: 28).

REFERÊNCIA

SILVA, Sumayra de Oliveira. As Vilas e o São Cristóvão.  Monografia apresentada ao Instituto Federal Triângulo Mineiro Campus Uberaba, como requisito para obtenção do título de Graduação de Tecnologia em Desenvolvimento Social. Uberaba, 2009.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Congresso promulga hoje criação do Sistema Nacional de Cultura


A Câmara e o Senado promovem hoje, às 12 horas, sessão solene do Congresso Nacional para promulgar a Emenda Constitucional 71/12. A emenda institui o Sistema Nacional de Cultura.

Aprovada por meio da Proposta de Emenda à Constituição 416/05, a proposta ficou conhecida como “PEC da Cultura”. Ela prevê a ampliação progressiva dos recursos públicos para o setor cultural.

A ideia é aperfeiçoar a colaboração entre municípios, estados e União na gestão conjunta de políticas públicas de cultura. Entre os princípios constantes do texto estão a universalização do acesso a bens e serviços culturais, a complementação dos papéis dos agentes culturais, a democratização dos processos decisórios e a descentralização da gestão.

O primeiro autor da emenda é o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), mas o texto aprovado foi o substitutivo da comissão especial, assinado pelo relator Paulo Rubem Santiago (PDT-PE). O substitutivo inclui todos os órgãos governamentais, planos e sistemas de financiamento e de informações da área na estrutura do Sistema Nacional de Cultura.

A sessão será realizada no Plenário do Senado.

Integra da proposta: PEC-416/2005

Da Redação/ JMP
Fonte: Agência Câmara Notícias

Pensamentos e Ações - Seminário Internacional de Cultura e Formação


De 28 a 30 de novembro, o Itaú Cultural sediará encontro para discutir educação e arte no Brasil e no restante da América Latina. Pensamentos e Ações – Seminário Internacional de Cultura e Formação terá três eixos temáticos: Arte e Cultura na Vida das Pessoas; Mediação, Formação e Educação; e Estratégias e Possibilidades.

 O evento terá transmissão ao vivo, pelo site do Itaú Cultural, com tradução simultânea em português e espanhol. Através do blog do evento também será possível acompanhar a cobertura do seminário.

Com a presença de convidados brasileiros e estrangeiros, a programação do seminário começará às 16h30, com uma mesa temática, e se estenderá até as 19h30. 

Das 20h às 22h acontecerão os painéis, com a apresentação de projetos de naturezas distintas (sociedades civil e governamental, grupos artísticos etc.), todos buscando uma melhor qualidade de vida das pessoas por meio da arte.

Pensamentos e Ações - Seminário Internacional de Cultura e Formação quarta 28 a sexta 30 novembro 2012 das 16h30 às 22h - Sala Itaú Cultural – 247 lugares.

Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 – Paraíso – São Paulo SP [próximo à estação Brigadeiro do metrô]

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Primeiro Palhaço Negro do Brasil



Benjamim de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil. Nascido em 1870 na cidade de Pará de Minas, é considerado o criador do circo-teatro brasileiro.  Patrono da Cia Burlantis, sua vida e sua arte são a inspiração para a Mostra que a companhia apresenta de novembro a março na Funarte MG. A ilustração aparece no livro “Circo-teatro – Benjamim de Oliveira e a teatralidade no Brasil”, de  Ermínia Silva, disponível no site da Funarte. Homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

Fonte: Boletim  Teia Cultural Minas

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O porquê do alto índice de abstenções nas eleições municipais em todo país


O jornalista Roldão Arruda revela, no Estado de hoje, que o problema está no registro eleitoral. Em cidades onde o cadastro eleitoral não é atualizado, a contabilidade das ausências produz números maiores. Uma consulta a votação nas capitais mostra isso. Em cidades como São Paulo e São Luiz, onde o cadastro não é atualizado há mais de 20 anos, a abstenção bateu em 20% entre os paulistanos e chegou a 22% entre os moradores da capital do Maranhão. Já em Curitiba, onde o cadastro foi feito há um ano, a abstenção fica em 10%.

Os cadastros velhos mantém como eleitores aqueles cidadãos que já morreram, que se mudaram, que já não tem obrigação de votar. “Se todos os eleitores forem recadastrados, a abstenção tende a cair para 10%, soma razoável de pessoas doentes, que viajaram ou que tem mais de 70 anos e não querem mais votar,”afirma Jairo Nicolau, um dos mais respeitados estudiosos do comportamento do eleitor.

A má interpretação dos abstenções animou a turma que combate o voto obrigatório e pretende instituir o voto facultativo. Há bons argumentos a favor de uma coisa ou de outra, mas é bom lembrar que a distribuição renda favorece o voto facultativo. Ou seja: nos países onde o voto é facultativo, há uma proporção maior de ricos que comparecem às urnas, por motivos fáceis de explicar. A pessoa tem mais recursos, mais tempo livre, mais facilidades de locomoção, mais facilidade para deixar o trabalho e exercer o direito de escolher o governante. Imagine o voto facultativo no interior de um estado pobre, dominado por nossos coronéis. Bastaria suspender o transporte nos bairros adversários para se ganhar uma eleição, não é mesmo.


Fonte: Blog do Miro

domingo, 23 de setembro de 2012

23 de setembro - da prisão de Olga Benário a morte de Neruda

Os principais fatos que aconteceram em 23 de setembro pelo mundo:

1850:
Morre aos 86 anos, no exílio em Assunção, José Artigas, herói da independência do Uruguai e das Américas.
             
1900:
5º Congresso da 2ª Internacional, em Paris. A única delegação latino-americana é a argentina.
             
1934:
Semana Antiguerreira, de conteúdo antifascista.

1936 :
Olga Benário, judia alemã e militante comunista, 28 anos, grávida de 7 meses, é entregue à Gestapo nazista em meio à onda repressiva pós-1935. Terá a filha Anita Leocádia em um cárcere alemão e morrerá, na câmara de gás, em 1942.
             
1948:
Congresso do DF (Rio) em Defesa do Petróleo. Termina em repressão policial.
             
1950:
Aprovada nos EUA a lei McCarthy. Início da “caça às bruxas” anticomunista.
             
1966:
Massacre da Praia Vermelha. A PM invade a Fac. de Medicina e espanca estudantes no Rio.
             
1973:
A Argentina elege Perón, que se exilara durante a ditadura.
             
1973:
Morre, 12 dias após o golpe de Pinochet, o poeta e comunista chileno Pablo Neruda.     
           
1991:
Greve geral nos 54 portos brasileiros.
             
1996:
Começam os protestos palestinos contra o túnel sob a mesquita de Al-Aksa; 60 mortos.
             
2005:
Morre no Rio Apolônio de Carvalho, 93, o Herói das 3 Pátrias: Brasil (levante de 35), Espanha (Guerra Civil) e França (Resistência antinazista).   

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Primavera, de Olavo Bilac


Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudessemos agora
ver o desabrochar da primavera!
Saíamos com os pássaros e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"
E esse corpo de rosa recendia,
e aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaco....
A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo braço!Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudessemos agora
ver o desabrochar da primavera!
Saíamos com os pássaros e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"
E esse corpo de rosa recendia,
e aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaco....
A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo braço!

Notícias do cerrado tocantinense

Chegou assim:

Olá, Sumayra,


Daqui, das bandas de Palmas/Tocantins, dou notícias de que visitei teu blog e gostei. Foi por conta de Nina Rizzi que tava lá escrito o nome dela, essa poeta que acabo de descobrir - e meu coração está festivo.

Digo também que gostei muito do seu perfil. de artista e militante das boas causas.
  
Abraço do tamanho do Rio Tocantins, antes das barragens e uma braçada de flores de ipê amarelo, colhidas agora mesmo no fundo dos meus olhos insones.

Esteja bem, poeta da vida com a vida e pela a Vida,

Paulo

E eu, Adorei!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Por que ele tem medo?*



O passado virou o diabo para o Prefeito de Uberaba, comandado como mote em seu apoio à campanha eleitoral do PT.  O passado representa para o prefeito duas derrotas nas eleições municipais e a influência econômica em Uberaba. Por isso, tantos ataques e manipulações de todo tipo no seu governo e em seu modo de campanha.

Mas, que medo é esse? É possível tal passado parar o avanço local?

Primeiro, o passado é para ele a história de suas derrotas pessoais o que lhe causa tanto medo, ao ponto de passar horas e horas ligando pessoalmente para os 300 mil moradores da cidade de Uberaba, implorando o voto para seu candidato. 

Moradores que estão vivendo um verdadeiro estado de guerra, devido à falta d'água e de ação do Anderson Adauto em defesa da cidade.

Segundo, o processo de desenvolvimento e crescimento que Uberaba se encontra não é um fato isolado no país. Não é Uberaba que cresceu, é o Brasil que desenvolveu em uma onda internacional de crescimento econômico da China e da America latina.

O prefeito Anderson, afirma que devemos ter medo do passado.  Porque o passado alimentava a participação de um pequeno clã, nas decisões públicas. O avanço democrático brasileiro, o controle social das organizações governamentais e não-governamentais não permitem mais governos estabelecidos em clãs. 

Como aliás, o destemperado do Prefeito local, tentou fazer nesse processo eleitoral em torno do nome de Rodrigo Mateus, e está fazendo agora com o PT - excluindo a militância partidária e colocando seu exército de cargos comissionados na campanha.

O PCdoB que esteve ao lado de Anderson Adauto nos últimos anos, rompeu sim com o Prefeito em Janeiro deste ano, quando o mesmo afirmou que só interessava realizar a velha e boa confusão política para não deixar Paulo Piau ser candidato.

E esse é outro medo de Adauto, a falta das bases de sustentação do seu governo e ter que voltar às situações de incerteza relativa à sua carreira política nas próximas eleições.

Mas, o medo que literalmente tira o Prefeito do eixo é o preparo técnico e a experiência de Paulo Piau. Medo que Piau catalize os descontentamentos com o seu governo, que são; o trato com o servidor público, o desrespeito com o cidadão, as denúncias de envolvimento em corrupção no esquema como do mensalão e a falta de cuidado com a cidade e o povo, que continua arder em Uberaba. E principalmente que Paulo se torne historicamente um bom prefeito. Fato que Adauto sabe ser verdade e o faz tremer de tanto medo.

 No fundo o que Anderson Adauto quer é que ninguém com mais capacidade, experiência e preparo governe Uberaba.  Esse  é o verdadeiro medo dele, a perda da liderança popular onde  o seu ego não permite reconhecer o que é melhor para povo de Uberaba.

*Sumayra Oliveira – Presidente do PCdoB de Uberaba

domingo, 16 de setembro de 2012

Filme refaz biografia de cineasta comunista Roman Karmen


O documentário "Roman Karmen - Um Cineasta a Serviço da Revolução" traz a biografia do homem que registrou a guerra e parte da história mundial sob o viés soviético. Karmen filmou de perto chefes de Estado como Stalin e Mao, Ho Chi Minh e Giap, Nehru e Salvador Allende, Fidel Castro e Guevara.
  
E não deixou de impor um estilo, um ponto de vista e uma maneira de filmar que nos legaram não só alguns dos planos mais bonitos deste século, como também influenciaram várias gerações de cineastas em diversas partes do mundo.

Por outro lado, esse documentário visa expor também as particularidades do cineasta e o fracasso pessoal, por trás do sucesso profissional. Ele era um verdadeiro comunista convicto e vagou pelo mundo retratando a Guerra Civil Espanhola, as batalhas de Moscou e Leningrado na Segunda Guerra Mundial, a primeira Guerra da Indochina , e a ascensão do comunismo no Sudeste Asiático em 1950 e na América do Sul durante os anos 1960.

O dicumentário passou apenas uma vez na TV aberta, durante o festival de documentários da TV Cultura, em agosto deste ano.

Para quem está de bobeira neste final de semana pode ser uma boa pedida!

Ficha técnica
Gênero: Documentário
Título original: Roman Karmen, Un Cinéaste Au Service de La Révolution
Direção: Patrick Barberis; Dominique Chapuis
Produção/Ano: 2002
Origem: França
Duração: 90 minutos

Fonte: TV Cultura

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Parabéns pra mim!


Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar -sem que a isso só te atires;
De sonhar -sem fazer dos sonhos os teus senhores;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que é mais - tu serás um homem, ó meu filho!

Autor: Rudyard Kipling (1865-1936)

Uberaba “água brilhante” dicotomia da atual fase


Segundo Hildebrando Pontes (1978), a palavra Uberaba é guarani e deriva-se do verbo berab, que significa brilhar e Y significa água, temos então  Y.berab, que é  “água brilhante”, ou água que brilha. A palavra Uberaba, escreve Lafaiete de Toledo, designa uma rica e próspera cidade mineira e, incontestavelmente de origem indígena.

Bem próximo ao local onde hoje está Uberaba, iniciou-se a extração do ouro, num lugarejo conhecido como Desemboque e mais de meio século depois, ocorre o esgotamento das minas. No início do século XIX Major Eustáquio, morador do local, resolve explorar a região. Encontrou água em abundância e pastagens naturais do cerrado. Saiu do desemboque e construiu sua casa onde é hoje, o Hotel Chaves, na Praça Rui Barbosa em Uberaba. Encontrou aqui fartura em água e condições muito propícias para a criação de gado e, logo, uma saída econômica para o fim da mineração.

A cidade organizou seu espaço a partir da Praça Rui Barbosa, mas propriamente ao lado da casa Major Eustáquio, A principal Avenida Leopoldino de Oliveira localiza-se na parte baixa da Praça (sobre o córrego das Lajes) e dela se ramificam as colinas que formam os bairros. Tudo era muita água por aqui. Até anos e anos de falta de planejamento, intensificada nos últimos 12 anos. 

Hoje, a falta de água é constante na vida do uberabense. A servidora da Câmara Municipal de Uberaba, que mora no bairro Morada do Parque, afirma; “A água só chega no meu bairro às 03 horas da manhã e termina ás 09 da manhã, não dá para fazer nada”. Situação pior e dos moradores do "Copacabana", que ficam de um até dois dias sem água. Isso não é desrespeito é crime contra a vida. Uberaba merece mais cuidado! O próximo Prefeito tem que ser extremamente competente, para lidar com a de falta de planejamento urbano e cuidado com o povo. Não basta construir casas! Tem que ter Plano Diretor e técnicos competentes no setor.

Umas das saídas propostas por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia  (UFU), e a recuperação da mata ciliar do rio Uberaba, entre outras ações como estudo de captação de água em outras fontes. O que é inadmissível seria a privatização da Companhia de Água de Uberaba   (CODAU), como ventilada pelo atual Prefeito Anderson Adauto e vista com bons olhos pelo Governador de Minas Gerais, senhor Antônio Anastásia. 



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

IV Seminário de Pesquisa em Artes - Uberlândia


A quarta edição do Seminário de Pesquisa em Artes do Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGA) da Universidade Federal de Uberlândia enfatiza uma reflexão sobre a subjetividade no contexto da pesquisa, da técnica, da composição, da criação e da fruição em arte.

Nesta edição serão realizadas palestras, mesas, comunicações e apresentações artísticas compreendendo conteúdos nas interfaces das artes visuais, da música e das artes cênicas (teatro e dança).

De 10, 11 e 12 de setembro de 2012 - Auditórios C e D - Bloco 5O
Sala Camargo Guarnieri - Bloco 3M. Campus Santa Mônica. Uberlândia – MG

Informações:
Tel.: (34) 3239-4522

Inscrições gratuitas pelo e-mail:
4sempesqart@gmail.com ou na secretaria local nos dias do evento.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Demorou mais chegou, Cabra! "Giro 65" direto de Fortaleza

Apresentamos Inácio Arruda 

Inácio nasceu em fortaleza no dia 05 de maio de 1957.  É casado com a médica Teresinha Braga Monte e tem três filhos: Nara, Vitor e Clara. Concluiu o Curso de Eletrotécnica na Escola Técnica Federal do Ceará. É funcionário público do Tribunal de Justiça do Estado. Iniciou sua vida pública nos anos 80, como presidente da Associação dos Moradores do Bairro Dias Macedo e logo em seguida, presidente da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza.

 Daí em diante não parou mais. Já filiado ao Partido Comunista do Brasil - PCdoB, desde 1981, foi eleito em 1988 vereador de Fortaleza, em 1990, deputado estadual e em 1994, deputado federal, se reelegendo em 1998 e 2002. Na última eleição para a Câmara Federal, Inácio recebeu 302.627 votos, sendo o deputado federal mais votado em toda a história do Ceará.

Inácio também disputou a prefeitura de Fortaleza em 2000 e em 2004. Em 2006, foi eleito Senador do Ceará, com quase dois milhões de votos. O primeiro senador comunista depois de Luis Carlos Prestes, eleito senador em 1946. Em todos esses anos como deputado federal e senador, Inácio vem fazendo parte da lista dos 100 parlamentares mais influentes no Congresso Nacional, escolhidos pelo DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.

ATUAÇÃO PARLAMENTAR

INÁCIO VEREADOR:
O mandato de Inácio Arruda na Câmara Municipal de Fortaleza foi decisivo para a construção e aprovação da Lei Orgânica do Município, com ações específicas para a juventude e trabalhadores.

• É autor da lei que garante a meia-entrada nos cinemas, shows, estádios e eventos.
• É autor da Emenda à lei Orgânica do Município, garantindo a meia passagem nos ônibus.
• É autor da lei que proíbe a venda de cola de sapateiro a menores de 18 anos.
• Atuou na Constituinte Municipal de Fortaleza para garantir na Lei Orgânica do Município o domingo livre dos comerciários.
• Foi eleito pelo Fórum Popular um dos Melhores Constituintes de Fortaleza.

INÁCIO DEPUTADO ESTADUAL:
Na Assembléia Legislativa do Ceará Inácio marcou seu mandato pela presença assídua e destacada nas mobilizações populares e por uma intensa e criativa atuação em plenário.

• Integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Meio Ambiente
• Articulou e presidiu a Comissão Especial de Acompanhamento da ECO-92 e ICID.
• Foi autor da lei da meia-passagem nos transportes coletivos da Região Metropolitana de Fortaleza e nas microrregiões do Ceará.
• Autor da lei que amplia a meia-entrada para cinemas de todo o território cearense.
• É autor da lei que dispõe sobre a realização de auditorias ambientais.
• É autor da lei que institui o dia 29 de novembro como o Dia Estadual de Solidariedade ao Povo Palestino.
• É autor da lei estadual 12.249, que dispõe sobre a limpeza e higienização dos reservatórios de água para fins de manutenção dos padrões de potabilidade,
• É autor da lei estadual 12.227, que determina a publicação, no Diário Oficial do Estado, da relação mensal das concessões de licença ambiental.
• É autor da lei estadual 12.148, que dispõe sobre a realização de Auditorias Ambientais.
• É autor do projeto de lei que institui o Dia Estadual da Consciência Negra a ser comemorado em cada dia 20 de novembro. O projeto originou a Lei de n.º 12056 de 12 de janeiro de 1993, onde estabelece que o Governo do Estado e a Assembléia legislativa do Ceará, promoverão atividades alusivas a esta data.

INÁCIO DEPUTADO FEDERAL
Durante os três mandatos como deputado federal, Inácio Arruda se destacou na defesa incansável dos interesses do Ceará, em projetos pela reforma urbana e na luta pelos direitos dos trabalhadores, conseguindo aprovar o substitutivo da Redução da Jornada de Trabalho.

• Presidiu a CDUI - Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara dos Deputados.
• Atuou contra a medida provisório do Governo Fernando Henrique que liberava o funcionamento do comércio aos domingos.
• Como presidente da CDUI, promoveu a Conferência das Cidades e a Conferência Nacional de Saneamento.
• Foi relator do Projeto de Lei que regula o capítulo da Política Urbana da Constituição Federal (artigos 182 e 183), denominado “Estatuto da Cidade”.
• É autor da emenda Constitucional que fixa a jornada de trabalho em 40 horas semanais, sem redução dos salários, o que possibilita a criação de mais de três milhões de empregos.
• É autor do projeto que cria o Fundo Nacional de Combate a Desertificação.
• Foi membro do grupo de parlamentares que estudou a viabilidade do Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco.
• Membro da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul.
• Foi o relator da Medida Provisória 292, editada pelo Governo Federal, com o objetivo de acelerar o processo de regularização fundiária de áreas de propriedade da União.

INÁCIO O SENADOR DO CEARÁ
Inácio chega ao Senado Federal com toda a experiência adquirida nos mandatos anteriores (vereador, deputado estadual e federal). Seu mandato vem se destacando na busca pelo desenvolvimento da Região Nordeste, especialmente do Ceará, com uma forte ligação com os movimentos sociais, culturais e econômicos do país.
• Líder do PCdoB;
• Membro titular do Parlamento do Mercosul;
• Membro titular das Comissões de Infra-Estrutura, da Comissão de Educação e da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa;
• Membro suplente na Comissão de Constituição e Justiça, Comissão de Assuntos Econômicos, • Comissão de Meio-Ambiente, Direitos do Consumidor e Fiscalização e Controle, Comissão de • Desenvolvimento Regional e Comissão de Relações Exteriores;
• Vice-presidente da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo.
- Relator da CPI das ONGs – Organizações Não Governamentais

Conheça mais o Inácio: 

Paulo Miranda abre exposição nesta quarta-feira (05)

Paulo Miranda convida a todos para a abertura da exposição "Escavações Parietais" nesta próxima quarta-feira dia 05/09 as 19h no Centro de Cultura José Maria Barra.  A mostra tem o texto de apresentação assinado pelo escritor e poeta Jorge Alberto Nabut.

Segue texto de apresentação da exposição:

O artista estende sobre a linha do horizonte o plano dos chapadões (do Zagaia e do Bugre), do sertão onde atua: o da Farinha Podre, a imensa e frutiticada região do Triângulo Mineiro. Esse alinhamento constante do chapadão – abismo horizontal – pode sugerir ponto de equilíbrio ou insurgir um plano de fuga. Entre um e outro o criador se detém a examinar as condições/as decisões.

Aquém da vasta perspectiva, há uma paisagem intimista no recôndito daquilo que o artista teima em escavar na sutileza do reboco das muradas ancestrais e das paredes do casario caiado, calado; figurações pertinentes à sua herança cultural.

Ele parece brincar com coisa séria: o prazer sádico de cavucar as paredes da memória, tocar as cascas das feridas. Há momentos em que algum formato começa a se delinear, ao se deformar os imensos panos outrora brancos das edificações, deixando no ar (no cartão) uma ameaça antropomorfa/amorfa.

A tessitura das escavações parietais sofre ação da umidade que desequilibra a densidade da argamassa, da dança virulenta da poeira em busca de acento sob efeito alcoolizado das ventanias de agosto, da secura dos sóis açoitados de setembro. As trincas se põem a desenhar rotas/roteiros e a mapear andanças sobre o corpo das casas, da musculatura dos muros, do casulo das pedras vivas. Na química das horas, os pensamentos acompanham estas decisões avassaladoras, que o pincel registra com sua tarimba de repórter.
Nada impede que as escavações continuem, sob/sobre o horizonte de cheias e minguantes.

As regalias dadas à memória fazem com que as camadas de tinta/de tempo se descolem e um fragmento de decomposição assinala uma descoberta, uma composição.

Está em jogo a precariedade dos registros ulteriores. Na carência deles, o artista se distancia na medida em que o tempo age por ele, em nome dele.

Ele se põe a espiar/a expectar a mutação das coisas, das cores (semicores), do curso do tempo sobre a memória em fragmentos

Na “cinza das horas” o tempo exerce uma ação ácida que atua sobre estes enquadramentos.
Serão recortes de tempo os enquadramentos acinzentados/acidentais feitos pelo artista?
Sob a paisagem plana, o criador inventa um plano sobre papéis.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Workshop em Uberlândia - Rumos Artes Visuais




Uberlândia (MG) será a próxima cidade a receber, entre os dias 12 e 14 de setembro, o workshop gratuito Entre Percursos e Circuitos – Manobras da Arte, da edição 2011/2013 do programa Rumos Artes Visuais.


Dirigido aos profissionais da área, o minicurso será realizado no Museu Universitário de Arte (Muna). O evento colocará em debate os caminhos da arte contemporânea e tem como foco a exposição de temas emblemáticos do cenário artístico atual.

Com 60 vagas disponibilizadas, o workshop terá como palestrante o artista plástico e professor brasiliense Matias Monteiro. Os interessados devem se inscrever pelo e-mail secretaria@muna.ufu.br a partir do dia 29 de agosto.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Começa amanhã o Horário Eleitoral


A partir desta terça-feira (21) começa a exibição do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral em todo o Brasil. Os candidatos terão a disposição uma hora por dia (divida em blocos de 30 minutos cada) para colocar suas ideias aos eleitores até o dia 4 de outubro, três dias antes das eleições.

Os horários para rádio e TV serão divididos entre os candidatos a vereador e prefeito das cidades de acordo com os dias da semana. As terças, quintas, e sábados serão para os candidatos a vereador. Nas segundas, quartas, e sextas o espaço é dos candidatos a prefeito.

O rodízio se repetirá tanto no rádio quanto na TV com horários diferenciados. Na TV, as inserções serão das 13h às 13h30, e das 20h30 às 21h, enquanto no rádio serão das 7h e as 7h30, e das 12h às 12h30.
O tempo varia de acordo com cada coligação. Cada legenda depende da representação (número de eleitos de 2008) na Câmara dos Deputados. 

Conforme a legislação eleitoral ainda, o bloco de 20 minutos da propaganda é destinado aos partidos com deputados eleitos enquanto o bloco de 10 minutos é dividido igualmente entre os candidatos.

Em Uberaba o horário eleitoral será transmitido pela BAND e  TV Universitária. A propaganda eleitoral  será aberta pela coligação “Juntos podemos mais” (PSB e PSDC) – chapa Antônio Lerin e Hélio Massa –, que terá três minutos seis segundos.

Na sequência vêm os candidatos Wagner do Nascimento Júnior e José Eurípedes Freitas, que disputam o pleito pelo PTC (partido não coligado). Eles terão 1m42s61c. A coligação “O povo quer, o que povo pode” (PSDB, PV, PDT, PRP, PHS, PTdoB, PTN e PTB) – chapa Fahim Sawan e Vânia Célia Ferreira – terá outros 6m38s4c e será a terceira na ordem de apresentação dos programas eleitorais, estando em quarto, a aliança “Uberaba merece mais”.

A coligação (PP, PCdoB, DEM, PSC, PMN, PR e PMDB) que sustenta os candidatos Paulo Piau e Almir Silva terá o maior tempo de rádio e TV para levar suas propostas: 10m35s95c. Depois vem a aliança ”Uberaba não pode parar” (PT, PSL, PRTB e PRB) – chapa Adelmo Carneiro Leão e Luciene Fachinelli -, com 5m56s21c. Edson Santana e seu vice Antônio Cirilo (ambos do PPS, partido que também não se coligou para o pleito) serão os últimos na ordem de apresentação, com 2m00s92c.

domingo, 19 de agosto de 2012

Giro 65 com Manuela d'Ávila


Jantar com Renato Rabelo (Presidente Nacional do PCdoB) e a senadora Ana Amélia Lemos (PP)

Manuela d'Ávila nasceu em Porto Alegre, em 18 de agosto de 1981, filha de Ana Lúcia e do engenheiro Alfredo d'Ávila, tem quatro irmãos: Luciana, Carolina, Mariana e Fernando.

Como sua mãe é juíza, durante a infância sua família se mudou inúmeras vezes, durante esse período Manuela viveu nas cidades de Estância Velha, São Lourenço do Sul, Pedro Osório e Rio Grande.

Formada em Jornalismo pela PUCRS, também estudou Ciências Sociais(embora não tenha terminado) na UFRGS. Manuela iniciou no movimento estudantil em 1999. No mesmo ano, filiou à União da Juventude Socialista (UJS) e em 2001, ao Partido Comunista do Brasil (o PC do B). De 2001 a 2003 integrou a direção nacional da UJS e a vice-presidência Sul da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Foi eleita vereadora de Porto Alegre, em 2004, com 9.498 votos e tornou-se a vencedora mais jovem da história do município, aos vinte e três anos de idade.

Em 2006, como candidata a deputada federal pelo PCdoB do Rio Grande do Sul. Alcançou a vitória com 271.939 votos, sendo a candidata a deputado mais votada do estado nas eleições daquele ano e quebrando recordes de votação no Rio Grande do Sul.

Em 2009, foi eleita pelos internautas como a parlamentar que melhor representa a população no Congresso Nacional pelo site Congresso em Foco.

Nas eleições municipais de 2008, disputou sua primeira eleição majoritária como candidata à prefeitura de Porto Alegre pela coligação Porto Alegre é Mais (formada por PCdoB-PPS-PMN-PTN-PTdoB-PSB e PR), tendo como vice o deputado estadual Berfran Rosado, do PPS. Obteve 16% dos votos válidos.


Em 2010, Manuela se candidatou à reeleição para o cargo de deputada federal, sendo reeleita com 482.590 votos, sendo a mais votada no Rio Grande do Sul pela 2º vez, e uma das mais votadas no Brasil.

Em 2011, relatou o Estatuto da Juventude, legislação que garante direitos e deveres aos jovens Brasileiros. No estatuto foi incluído assuntos polêmicos, como a igualdade na orientação sexual. Também presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Como presidente da comissão, Manuela pediu a saída do deputado Jair Bolsonaro da comissão, sendo apoiada pela ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário.

Foi apontada como uma das cem parlamentares mais influentes do congresso (cabeças do congresso) pelo DIAP. Também entre os melhores e mais promissores pelo Congresso em Foco, recebendo 33 votos de um conselho formado por jornalistas. Figurou entre os 30 mais influentes pela Veja e cem brasileiros mais influentes pela revista época.

Em 2012, Manuela oficializou sua candidatura a prefeitura de Porto Alegre em 23 de junho, Segundo as pesquisas seu principal concorrente será o atual prefeito José Fortunati. A coligação Juntos por Porto Alegre é composta por PSB, PSD, PSC e PHS.

Além dos partidos que formam a coligação de Manuela, o PP estava indecidido entre Manuela e Fortunati.  Em 11 de junho o partido decidiu apoiar Fortunati. No entanto alguns membros do partido apóiam Manuela, entre eles a senadora Ana Amélia Lemos, o deputado estadual Mano Changes e a também deputada estadual Silvana Covatti.

Outro partido que esteve indeciso foi o PT, que acabou lançando a candidatura de Adão Villaverde. O governador Tarso Genro demostrou leve apoio a Manuela, chamando-a de "excelente".

Quer saber sobre Manuela, clique aqui.

sábado, 18 de agosto de 2012

Giramos e atracamos em Foz do Iguaçu



Coligação: FOZ UNIDA E FORTE - Composição: PP / PDT / PT / PTB / PMDB / PTN / PR / PPS / PHS / PPL / PSD / PC do B

O "Giro 65" apresenta hoje aos leitores Francisco Lacerda Brasileiro, ou Chico Brasileiro, como ele mesmo prefere ser chamado, dentista por formação, nasceu em Piancó uma pequena cidade da Paraíba. Chegou a Foz do Iguaçu em 1990, e no ano seguinte foi aprovado em concurso público para trabalhar como dentista na prefeitura. É casado com Rosa Maria Jerônimo Lima, e tem dois filhos, Caio e João Guilherme.

Chico Brasileiro foi um dos fundadores do PC do B em Foz do Iguaçu, e de lá para cá já são 30 anos no partido, o único de sua vida. Mas o desejo em defender quem mais precisa, sempre de maneira ética e honesta, é algo ainda mais antigo.

Chico já participou da Pastoral da Juventude, ajudou a criar o Centro Acadêmico de Odontologia na Universidade Estadual da Paraíba, onde mais tarde foi presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes).

Em 2000 Chico Brasileiro foi eleito vereador e reeleito para mandato até 2008. Firme na desfesa dos interesses da comunidade, sempre seguiu a consciência em suas decisões na Câmara Municipal. Pediu para não receber os jetons, um dinheiro extra que vereadores recebiam naquela época pela presença em sessões extraordinárias. Foi o único não aceitar.

Em 2004 participou do histórico movimento da Frentona que graças a decisão do povo mudou os rumos da cidade. No ano seguinte aceitou um convite do prefeito Paulo Mac Donald para assumir a Secretaria da Saúde. Um grande desafio, pois o sistema estava desmantelado.

A preocupação em garantir um atendimento digno no SUS ajudou Chico Brasileiro a conseguir importantes vitórias a favor do povo. Houve uma transformação na saúde pública e a população passou a receber cuidados antes de ficar doente. É a prevenção no lugar do modelo curativo.

Brasileiro sempre contou com o apoio do Governo Lula e agora da Presidenta Dilma. Foi assim para implantação do PSF (Programa Saúde da Família), a instalação da UPA
24 Horas João Samek e a estruturação do Hospital Municipal Padre Germano Lauck.

Em 2008, Chico Brasileiro foi eleito vice-prefeito de Foz, assumindo a prefeitura por diversas vezes. Nessas oportunidades garantiu verbas do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci).

Quer saber mais sobre ele?

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Para fechar o dia em homenagem a Uberaba, que merece mais!

"Lavo a alma
Lavo a alma bem lavada...

 Quero a alma
Quero a alma renovada
Lavo a alma...

...Alma lavada, alma lavada
Dessa vida não se leva nada
Dessa vida não se leva nada

Lavo a alma
Lavo a alma bem lavada..."

Titãs!

O "Giro 65" chega em Floripa


Angela Albino Coligação: Avança Florianópolis - Composição da coligação: PRB / PT / PR / PRP / PC do B / PT do B
Florianopolitana, mãe de dois filhos, é deputada estadual, bacharel em Direito, Técnica em Enfermagem e servidora pública da Justiça do Trabalho há 22 anos. Foi diretora do Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário e da Federação Nacional dos Trabalhadores no Judiciário Federal, além de integrar a UBM – União Brasileira de Mulheres. Atualmente é membro da Direção Nacional do PCdoB.
Em 2004, Angela foi a única mulher eleita à Câmara de Vereadores de Florianópolis e fez história sendo a sétima mulher a ocupar este cargo no município. Como vereadora, imprimiu sua marca, conduzindo o mandato de forma combativa.
Foi candidata a deputada estadual em 2006, quando então somou 22 mil votos, ficando na primeira suplência da coligação. Sua destacada atuação no parlamento municipal a levou à disputa da Prefeitura de Florianópolis, quando obteve cerca de 30 mil votos.
Assumiu mandato na Assembleia Legislativa em 2009 e 2010, onde se destacou pela defesa dos trabalhadores e trabalhadoras, servidores públicos, das mulheres, da juventude, da população negra e da diversidade.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Atritos eleitorais em Uberaba (MG) vão além do que se vê


A terra da Princesa do Sertão ocupou nos últimos dias as pautas do noticiário nacional, envolvendo o Prefeito Anderson Adauto. E não me refiro, apesar de óbvio, ao julgamento do STF.  Ontem o prefeito chamou uma coletiva local para anunciar sua saída do PMDB, motivado pela perda política em fazer a sucessão ao seu modo, e distante dos interesses nacionais do seu então partido.

O que virou sensação em coluna de sites e blogs, de diversos veículos nacionais.

Mas, a questão é que sua desfiliação do PMDB e possível ida para o PT, apesar dá imprensa nacional colocar como questão fechada, o próprio prefeito optou por ficar sem partido. Entrará de “cabeça” na campanha petista local, mas espera uma autocrítica do PMDB nacional.

Lembro-me das lições de Marcos Coimbra, cientista político e diretor do Vox Populi , diante do momento eleitoral atípico que estamos vivendo em Uberaba.

Enquanto algumas lideranças só têm olhos para os recentes atritos locais, as eleições municipais avançam, tensionando toda a estrutura partidária nacional.

Isso acontece por diversas razões. A mais importante é que a escolha de prefeitos e vereadores tem consequências diretas nas eleições para o Legislativo Federal. Já se foi o tempo em que bancadas estritamente “localistas” dominavam o Congresso.

Ter um deputado a mais pode garantir a Presidência da Câmara ou de comissões importantes. A mesma coisa no Senado. Na base governista, pode significar um (ou mais de um) ministério. Por esses motivos, é natural que as relações entre os partidos e lideranças fiquem tensas na véspera de eleições municipais. O que está em jogo é o futuro da maioria dos parlamentares e o poder na legislatura seguinte.

Por motivos óbvios, essas tensões não se manifestam apenas entre os partidos que formam a base do governo. Na oposição são iguais, e entre lideranças também.

Apesar da discussão de uma crise entre a base do governo federal em Uberaba, que estaria “rachada”, fenômenos parecidos ocorrem em outras cidades e também nas relações do PSDB com seus irmãos, o DEM e o PPS. Para não falar na briga do PSD com os tucanos em Belo Horizonte e outras cidades. E o nós, do PCdoB com PT, aqui em Uberaba, em Porto Alegre e outras tantas.

O DEM é o mais sofrido desta relação. Embora tenha candidatos bem colocados nas pesquisas em cidades importantes, como Fortaleza e Recife, os tucanos resolveram lançar candidatos próprios, reduzindo-lhes as possibilidades. No Rio, fizeram a mesma coisa, enfraquecendo os dois partidos. Está tão magoado que anda pensando em uma fusão com o PMDB.

Em suma: quando chegam as eleições municipais, é “cada um por si e Deus por todos!” E. Quando terminam as eleições, com os ânimos serenados, tudo volta ao normal.

E será assim mesmo, dependendo do resultado eleitoral macro, tudo voltará às boas entre o Anderson Adauto e o PMDB.  Caso o resultado eleitoral seja outro, para além do PMDB, aí sim, poderemos vê-lo assinando à ficha de filiação ao PT. Mas, independente do  resultado em 07 de outubro, as relações partidárias se estabilizaram para o bem da nação!

Moral da história: a celeuma eleitoral em Uberaba e para além do que se vê!