domingo, 29 de abril de 2012

Thiago de Mello doa honorários à causa de antiterroristas cubanos


O poeta brasileiro Thiago de Mello doou neste sábado (28) os honorários que receberia por participar da 1ª Bienal do Livro do Amazonas à causa pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos, presos injustamente nos Estados Unidos.

Em declarações à Prensa Latina por telefone de Manaus, capital do estado do Amazonas, Mello ressaltou que seu gesto não é pessoal, mas sim da poesia brasileira e que o mesmo busca criar consciência para que muito mais pessoas se somem à batalha pela libertação de Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, René González, Ramón Labañino e René González.

Thiago de Mello explicou que pediu à empresa Fagga/GL Exhibitions, organizadora da 1ª Bienal, que deposite na conta dos Cinco - como são conhecidos no mundo -, no Banco Financeiro de Cuba, o dinheiro que receberia por suas conferências e por um recital no evento do livro, que se iniciou neste sábado e deve terminar no dia 6 de maio.

Nascido em Barreirinha, um município do interior do Amazonas, no dia 30 de março de 1921, Thiago de Mello é um dos poetas mais influentes e respeitados do Brasil, reconhecido como um ícone da literatura regional. Algumas de suas obras foram traduzidas para mais de 30 idiomas.

Mello tornou público o anúncio de sua doação à causa dos Cinco durante a inauguração do encontro, ao participar de um Tacacá Literário - em homenagem a um prato típico amazônida - sobre a importância da leitura no fortalecimento da cidadania.

Ao revelar sua decisão, recebeu um caloroso aplauso dos presentes e então pediu-lhes que utilizem todas as vias possíveis para pressionar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a libertar e permitir o regresso a Cuba dos cinco cubanos, lutadores contra o terrorismo.

O poeta, um dos milhares de brasileiros presos durante a ditadura militar (1964-1985), afirmou que sua doação é uma modesta contribuição à campanha mundial que se desenvolve no mundo para acabar com a injusta prisão à qual foram submetidos os cinco cubanos, que já dura quase 14 anos.

Depois de assegurar que leva Cuba em seu coração, o famoso poeta amazonense afirmou que a melhor notícia é que, ao conhecer seu gesto, a editora de seus livros manifestou sua disposição de seguir seu exemplo e fazer também uma contribuição à causa dos antiterroristas.

Os Cinco foram presos no dia 12 de setembro de 1998 na cidade estadunidense de Miami. Um processo irregular realizado ali condenou-os em 2001 a sentenças que vão até a dupla prisão perpétua mais 15 anos.

Personalidades e organizações mundiais têm defendido estes lutadores, que apenas vigiavam atividades extremistas de grupos violentos de origem cubana na Flórida para alertar seu país sobre ações terroristas.

Prensa Latina

Claude Debussy


O compositor francês Claude Debussy completaria, em agosto, 150 anos de idade: ele nasceu em Saint-Germain-en-Laye (França) em 22 de Agosto de 1862, e encerrou sua vida em Paris, em 25 de Março de 1918.

Inovador, impressionista, deixou forte marca na música do século 20 influenciando, entre outros, grandes compositores como Ravel, Béla Bartók, Manuel de Falla, o brasileiros Heitor Villa-Lobos e muitos.

Prosa Poesia e Arte homenageia sua memória reproduzindo uma de suas peças mais conhecidas: Clair de lune (Luar).

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Relíquias que ficaram do Jornal Lavoura e Comércio

Essas preciosidades (fotos abaixo) estão ao relento após o casarão do Jornal Lavoura e Comércio ter vindo ao chão, nesse ultimo final de semana. Segundo o fotografo da Câmara Municipal  de Uberaba, Lindomar, essas máquinas eram da Gráfica Jardim.  Aproveitamos para sugerir que o Poder Executivo retire os maquinário de lá, e encaminhem ao futuro Memorial dos Jornalistas.




quarta-feira, 25 de abril de 2012

Série: Ética e Cidadania nas eleições – Tema “Ética nas Eleições” – Bloco 3 - O Eleitor

A série"Ética e Cidadania nas Eleições” com o tema “Ética nas Eleições”,  apresenta seu terceiro bloco - O eleitor. Afinal onde buscamos as informações correta sobre os candidatos, frente a um excesso de informações no qual estamos expostos durante o período eleitoral:



Para o ex-presidente da Associação de Magistrados do Brasil, Mozart Valadares Pires, o eleitor pode ter amplas informações sobre os candidatos  a cargos eletivos antes de decidir quem merece seu voto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obriga os candidatos a apresentarem certidão criminal detalhada  no momento de registro na Justiça Eleitoral. A resolução é resposta a uma petição levada  pela Associação dos Magistrados Brasileiros ao TSE em 2010, como parte da campanha Eleições Limpas, que tem o objetivo de tornar as disputas eleitorais transparentes, combater a corrupção e contribuir para que a ética seja o fio condutor de todos os que assumem cargos públicos eletivos ou não. Soma-se à determinação, a recente decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de abrir os dados do Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa ao público externo. Com informações sobre processos penais e ações de improbidade administrativa, o eleitor poderá escolher conscientemente em quem votar. Afinal, a transparência é a essência da democracia. E, a informação, ingrediente indispensável para o exercício do voto livre e consciente.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Série: Ética e Cidadania nas eleições – Tema “Ética nas Eleições” – Bloco 2


Dando continuidade a série "Ética e Cidadania nas Eleições” e no tema “Ética nas Eleições”,  segue o segundo bloco da matéria  - o pensamento da Igreja Católica  sobre o tema:

"Na perspectiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC, a busca pela ética nas eleições deve ser uma constante, tendo em vista que as decisões políticas tomadas pelos nossos representantes interferem diretamente na vida de todos os brasileiros. Sendo assim, é importante que esses representantes sejam pessoas honestas, íntegras e, acima de tudo, estejam ali não por eles, mas 
por aqueles que lhes elegeram. Neste sentido, o Projeto de Lei de iniciativa popular da Ficha Limpa, assinado por mais de 1,6 milhão de eleitores e eleitoras de todo o País, é uma resposta a estes anseios e uma esperança de que poderemos, em um futuro breve, ter uma melhor safra de políticos realmente comprometidos com os rumos da nação e de todos os seus cidadãos." Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Eleições em Uberaba, melhor que final de campeonato brasileiro


O período pré-eleitoral em Uberaba está melhor que final de campeonato brasileiro e mais emocionante que capítulo final de novela. Declarações via facebook de amor governamental, de crimes eleitores de campanhas já declaradas, de desavenças partidárias, de fofocas elogiosas e/ou depreciativas. Ao ponto de homens públicos ocupantes de alto cargo, declarar apoio à candidato B, sendo que o seu próprio partido apresenta A, B, C, D e E como pré-candidatos. 

 Começaremos amanhã, uma série no blog sobre o tema “Ética e cidadania nas eleições”- Onde vamos divulgar a opinião de políticos e técnicos sobre o tema, incorporando eixos como crimes eleitorais, a história do voto e participação do cidadão. Não percam!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Parlajovem abre inscrições para estudantes que serão deputados por uma semana


Os estudantes de escolas públicas ou particulares interessados na política do Brasil têm a chance de serem deputados por uma semana. O programa Parlajovem, Parlamento Jovem Brasil 2012, permite que os estudantes selecionados possam simular a jornada de trabalho dos deputados federais, passando por todas as etapas do processo legislativo.
As inscrições para participar do Parlajovem já estão abertas. O evento ocorre anualmente na Câmara e vai selecionar 78 jovens de todos os estados para virem a Brasília entre 24 e 28 de setembro. A participação é proporcional ao número de deputados e pode variar de 1 a 11 participantes por estado.
Podem participar estudantes entre 16 e 22 anos que estejam cursando o segundo ou o terceiro ano do ensino médio de escolas públicas e particulares. Para participar, o candidato deve apresentar uma sugestão de projeto de lei na diretoria da escola, juntamente com a ficha de inscrição.
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'
Fonte: Agência Câmara.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aconteceu em 9 de abril no Mundo.



  
 Fortaleza de Sta. Cruz, uma das redações do Sentinela 
 1823 - Dia do Sentinela da Liberdade 
 Surge no Recife o jornai Sentinela da Liberdade, democrata-radical, patriótico, filo-republicano. Seu redator, Cipriano Barata, revolucionário da Conjuração Baiana, muitas vezes irá escrevê-lo de dentro do cárcere. 
 
1834:
2ª rebelião dos tecelões de Lyon, França: 3 dias de barricadas.
  
1836:
Começa a ofensiva militar imperial contra a Cabanagem, na Amazônia.
  
1864:
Morre Antônio Borges da Fonseca, ex-líder da Revolução Praieira (PE, 1848-49).
  
1865:
Rendição do Sul escravista na Guerra Civil dos EUA.
  
1920:
Marines dos EUA desembarcam na Guatemala.
  
1940:
Hitler invade a Noruega e põe no governo o chefe fascista local, Qüisling, cujo nome vira sinônimo de traidor.
  
1952:
Começa a Revolução de 52 na Bolívia; mineiros e camponeses em armas obtêm a reforma agrária e estatizam o estanho.
  
1964:
Ato Institucional nº 1 depõe o pres. Goulart, inicia as cassações, suspende a estabilidade dos funcionários.
  
1983:
O gen. Figueiredo condena em rede de TV o levante dos sem-emprego.
  
1989:
Manifestação de 500 mil em Washington contra a criminalização do aborto.
  
2003:
Os ocupantes americanos tomam Bagdá. Como ícone da vitória, põem abaixo uma estátua de Saddam Hussein, diante de um reduzido grupo de curiosos. É o ponto alto da conturbada ocupação americana.

Fonte: Vermelho

domingo, 8 de abril de 2012

Animação mostra o trajeto das informações na internet

Produzido por Thomas Stephanson e Monte Reid, a animação Guerreiros da Internet convida o telespectador a viajar pela galáxia do mundo das informações. O vídeo apresenta, de maneira lúdica, o trajeto que as informações percorrem para chegar ao usuário final.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Amanhã nunca mais


O filme “Amanhã Nunca Mais”, que marca a estreia de Tadeu Jungle na telona, aborda as transformações ocorridas no Brasil nos últimos anos.

Trata de acontecimentos corriqueiros como crise conjugal, racismo, assédio moral no trabalho, exploração do trabalho alienado e, assim, torna-se universal ao abordar de reflexões humanas sobre passado, presente e futuro, e de como cada indivíduo reage aos acontecimentos.

Pretende mostrar que nos fazem acreditar que os problemas são individuais, e dividem a sociedade entre fracassados e vitoriosos quando, na verdade, a sociedade capitalista nos impele ao fracasso se não nos adequamos ao esquema pré-determinado.

Muito provavelmente, por sua característica pouco palatável ao público mais acostumado ao padrão hollywoodiano, a mídia não tenha dado a devida atenção a essa obra que reflete sobre a sociedade, influenciada pelo Cinema Novo, com temática voltada para os problemas nacionais e, além de tudo, encara o racismo brasileiro.

Com um elenco afinado com especial destaque pra Milhem Cortaz, Maria Luiz Mendonça e especialmente pra o protagonista Lázaro Ramos.


Cultura brasileira pode fortalecer economia via ‘soft power’


O Brasil pode estar desperdiçando uma oportunidade única de fortalecer o chamado “soft power” no cenário internacional, com impacto positivo na sua economia, aproveitando o corrente interesse por sua produção cultural.

Essa é a opinião de especialistas ouvidos pela BBC Brasil, que dizem que esse interesse tem aumentado nos últimos anos, em parte pela projeção do país como nova potência econômica, mas também turbinado por ações isoladas de setores ligados ao governo e de grupos privados.

Enquanto o governo instala bibliotecas de fronteira e incentiva o lançamento de escritores brasileiros em outras línguas, agentes privados levam ao exterior eventos antes só disponíveis no Brasil, caso do festival Back2Black, uma das mais de dez grandes atrações brasileiras a desembarcar em Londres até os Jogos Olímpicos.

Mas especialistas alertam: se estas iniciativas não forem coordenadas e representarem uma estratégia deliberada, os benefícios que a crescente economia brasileira teria por meio da exportação e poder de sedução de seus valores – o chamado soft power – podem ser limitados.

“Soft Power” é um conceito elaborado pelo professor norte-americano Joseph Nye para definir a capacidade de países influenciarem relações internacionais e intensificarem trocas comerciais através da sedução de produtos como filmes, música, moda, mídia e turismo. A economia dos Estados Unidos, por exemplo, se beneficia da ampla exposição de seus produtos por meio dos filmes de Hollywood.

O termo se contrapõe ao chamado “hard power”, que define ações militares e bloqueios comerciais, por exemplo. ”O Brasil exerce naturalmente o soft power”, diz Nye em entrevista à BBC Brasil. “Se você observar a cultura brasileira e seu impacto, verá que a imagem do país é originalmente positiva, mesmo antes do avanço econômico recente. Pode ser que isso tenha a ver com o futebol, mas o fato é que há uma percepção de que o Brasil lidou bem com questões caras a outros países, como a racial. Ou seja, é portador de valores como tolerância. E isso é importante”, resume.

Mais artistas brasileiros

Nye e outros especialistas alertam para o fato de que, para funcionar, o soft power requer capacidade de articulação entre agentes públicos e privados, o que muitas vezes pode exigir a criação e uma entidade específica.

"Não é essencial, mas ajudaria muito. O British Council (órgão de promoção da cultura britânica no exterior), por exemplo, é muito bem sucedido e prova que não é preciso gastar muito, mas apenas coordenar ações, para se obter grande impacto", exemplifica Nye, antes de lembrar que os setores cultural, de mídia e de entretenimento tendem a ser os primeiros a se beneficiar. "Mas isso depois se espalha por toda a economia".

Além da Grã Bretanha, países como França, com a Aliança Francesa, Alemanha, com o Instituto Goethe, e a emergente China, com o Instituto Confúcio, optaram por este tipo de organização. ”É preciso notar, porém, uma diferença histórica. Os poderes coloniais montaram estas instituições quando estavam em declínio e precisavam aumentar trocas comerciais. O caso do Brasil é diferente, porque o país está em ascensão”, pondera o professor de História Econômica da América Latina Colin Lews, da London School of Economics.

"Como o país está mais afluente e confiante, há uma pressão natural por institucionalizar a ação de soft power. E, de fato, é preciso haver um espaço institucional. O Itamaraty sempre teve uma postura independente – até mesmo dos governos, civis ou militares – e sabia onde queria ver o país. Mas agora a ação brasileira se tornou mais extracontinental", diz Colin.

O crescimento da procura por produtos brasileiros no mercado internacional de arte e entretenimento é claro. “Há mais artistas vindo do que nunca. Neste ano, há eventos com brasileiros em todos os grandes centros culturais britânicos”, sublinha Jude Kelly, diretora artística do gigante Southbank Centre, à beira do rio Tâmisa, em Londres.

Com nove viagens ao Brasil carimbadas no passaporte, Kelly promoveu há dois anos um festival de um mês integralmente dedicado a mostrar “como a cultura brasileira está sendo usada para transformar comunidades”. Neste ano, o Southbank sedia o espetáculo “Hotel Medea”, que Kelly assistiu no Festival Internacional de Edimburgo do ano passado, e a instalação “aMAZEme”.

‘Nova Bossa Nova’

Envolvido há quase duas décadas com produções teatrais no Brasil e na Grã-Bretanha, o produtor inglês Paul Heritage diz que, no passado, levava mais ingleses ao Brasil do que o contrário. Hoje, diz, há interesse e movimentação semelhante – e crescente – nos dois lados.

"O Brasil tem que aproveitar este momento. O país tem usado com sucesso uma tecnologia social das artes muito particular. O Ministério da Cultura investiu muito nas redes e criou um mercado alternativo ao capitalismo que vem ajudando as comunidades. E esta tecnologia, única, pode ser exportada. A Inglaterra, por exemplo, não tem", diz Heritage. "Esta tecnologia social das artes é a nova Bossa Nova", compara o produtor, responsável pela vinda de grupos como o Afro Reggae, Galpão e Nós do Morro à Grã-Bretanha.

Para Heritage, a área cultural do Itamaraty não está afinada com o crescimento da demanda por produtos artísticos do país. “É preciso mais coordenação, porque em um mundo de poucos recursos, é necessário haver mais diálogo. Está na hora de criar um novo órgão. O British Council, por exemplo, une forças”, exemplifica Heritage.

Organizadora do festival Back2Black, que há duas edições vem estabelecendo a ponte entre a música brasileira e seus semelhantes na África e nos Estados Unidos, Connie Lopes concorda com o colega britânico. ”É a hora de o Brasil ter seu instituto cultural permanente para representar interesses e divulgar valores que são comungados por artistas, produtores e empresas que apoiam estes eventos. Nós, de forma geral, nos articulamos, mas seria bom uma ação coordenada”, pontua ela, à frente do segundo festival brasileiro a chegar ao exterior – o primeiro foi o Rock in Rio, com versões em Portugal e na Espanha. “A partir da gestão do Gilberto Gil no Ministério da Cultura, o setor se profissionalizou muito e requer nos níveis de organização”, defende.

O Itamaraty não nega que a conjuntura mudou. “Há espaço para interação (entre agentes econômicos e poder público) mais lógica, sim. Não há uma unidade”, reconhece o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tovar Nunes da Silva. “Mas não necessariamente haverá um novo organismo, especificamente destinado a cuidar das ações de soft power”, adianta.
Nunes da Silva afirma que o Brasil é o único país emergente que “só tem soft power”. “Optamos conscientemente pela não militarização. Basta ver que somos um dos poucos países do mundo em que o herói nacional é um diplomata (Barão do Rio Branco) e não um general. Não temos escolha, nossa história é de soft power”.

‘Ocidental plus’

O porta-voz cita organismos como os Centros de Estudos Brasileiros e a Agência Brasileira de Cooperação como exemplos de institucionalização do soft power. No entanto, defende diversidade na condução das ações públicas e privadas. “Somos um país ‘ocidental plus’. Ocidental não é suficiente para classificar o Brasil. Os modelos dos países desenvolvidos talvez não satisfaçam esta alma meio solta, que é parte do que somos. Há um processo de sofisticação que talvez demande que este país seja representado de mais de uma forma. Não há um kit Brasil”, diz.

Em meio ao crescimento constante da procura por produtos (muitos dos quais culturais) brasileiros na Grã-Bretanha, o embaixador Roberto Jaguaribe concorda com Nunes da Silva. O diplomata diz que a imagem brasileira está mudando “do alegórico, festivo, para o da potência econômica, ambiental, democrática e capaz de incluir socialmente”. “No entanto, pessoalmente acho que uma organização específica não é a melhor forma de articular esforços. Buscar homogeneidade em tudo limita um universo mais amplo de representação”, reforça.

"Sem uma instituição, de fato há mais diversidade", concorda o professor Colin Lewis, da London Schoool of Economics. "Mas corre-se o risco de se perder o foco".

Além da Grã-Bretanha, onde, segundo Jaguaribe, há crescimento do interesse pela produção brasileira nos últimos 20 anos, as artes brasileiras são destaque na Alemanha, na Colômbia e em Nova York, onde o Sesc acaba de assinar um acordo com o selo Nublu e o festival Globalfest para garantir destaque permanente a artistas brasileiros no evento, que acontece todo mês de janeiro. Acordos também estão sendo fechados no Leste Europeu e na Ásia, sempre com ação pública e privada.

Fonte: Correio do Brasil

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Visitei essa mostra do Mário Lago no Rio de Janeiro


Em homenagem a este artista completo – que atuou na música, no teatro, no cinema e na escrita – a exposição Lago eu sou – Um homem do século 20 entrou em cartaz , com curadoria de Mário Lago Filho.

Uma foto de Mário Lago fichado pela polícia foi incluída na exposição. “Na mostra, deixamos que Mário Lago se apresente através das frases e versos sobrepostos às fotos”, explica o curador.

O objetivo é mostrar como ele estava inserido na sociedade e como ajudou a construí-la. Como ele mesmo costumava dizer: “o que importa é minha moldura... eu só existo com os lugares em que me inseri”.

Mário Filho sintetiza o trabalho: “Conduzimos a montagem em diferentes níveis sensoriais – afetivo, político, linha do tempo – de forma que as pessoas estejam livres para compreendê-lo. Não queremos induzir o visitante a interpretações, até porque eu já tenho uma imagem do meu pai. Quero que o público me diga o que entende do Mário Lago”.