segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Câmara Municipal de Uberaba começa trabalho de preservação histórica de suas memórias

O presidente da Câmara Municipal de Uberaba, vereador Luiz Humberto Dutra (PDT) e o 1º Secretário, vereador Carlos Godoy, participaram, esta manhã (20), de uma reunião com a Diretora do Arquivo Público, Lélia Bruno Sabino, com o historiador, Danilo Ferrari e a diretora do Departamento de Documentação e Pesquisa da CMU, Sumayra Oliveira. O encontro marcou o início de um trabalho planejado pelo presidente, de preservação histórica de documentos e objetos da Câmara e de Uberaba. Além de apresentar aos participantes um acervo pessoal que inclui fotos, objetos e cédulas (Réis, Cruzeiros e Cruzados), Dutra colocou este material a disposição para reprodução, ou mesmo, para uma exposição pública.

Ao expor sua intenção, ele sugeriu uma parceria com o Arquivo, visto que a Câmara, no futuro, poderá ser tornar um Museu Histórico, ou até mesmo uma Casa de Cultura. “Aqui nós já temos obras históricas, bem como o próprio prédio faz parte deste patrimônio. Mas queremos mais. Por isso, além de buscar apoio do Arquivo, vamos lançar na próxima semana uma campanha na TV Câmara, solicitando à população que doe, ou mesmo que nos empreste para reprodução, documentos e fotos históricas de Uberaba”, explicou.


Sumayra explicou que este trabalho irá “democratizar a informação, criando um vínculo entre o cidadão e o Poder Público”. Lélia Bruno parabenizou a Câmara, pela iniciativa e afirmou que o Arquivo será parceiro nas ações propostas por Dutra. Ela também enfatizou a necessidade de propiciar aos taxistas de Uberaba, um treinamento sobre as questões históricas que envolvem a comunidade, o que seria importante para o setor turístico. Aproveitando a discussão, o vereador Godoy revelou que alguns taxistas já estão se mobilizando neste sentido, o que pode ser o início deste trabalho. “Acredito que estamos dando um passo para preservação da memória de nossa cidade e quando fazemos isso estamos contribuindo de maneira significativa para a Educação”, ressaltou o vereador que é professor e também presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura da Casa.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

40 GRAUS DE FEBRE - Pura? Que vem a ser isso? As línguas do inferno...

Pura? Que vem a ser isso?
As línguas do inferno
São baças, baças como as tríplices

Línguas do apático, gordo Cérbero
Que arqueja junto à entrada. Incapaz
De lamber limpamente

O febril tendão, o pecado, o pecado.
Crepita a chama.
O indelével aroma

De espevitada vela!
Amor, amor, escassa a fumaça
Rola de mim como a echarpe de Isadora, e temo

Que uma das bandas venha a prender-se na roda.
A amarela e morosa fumaça
Faz o seu próprio elemento. Não irá alto

Mas rolará em redor do globo
A asfixiar o idoso e o humilde,
O frágil

E delicado bebê no seu berço,
A lívida orquídea
Suspensa do seu jardim suspenso no ar,

Diabólico leopardo!
A radiação faz que ela embranqueça
E a extingue em uma hora.

Engordurar os corpos dos adúlteros
Tal qual as cinzas de Hiroshima e corroê-los.
O pecado. O pecado.

Querido, a noite inteira
Eu passei oscilando, morta, viva, morta, viva.
Os lençóis opressivos como beijos de um devasso.

Três dias. Três noites.
água de limão, canja
Aguada, enjoa-me.

Sou por demais pura para ti ou para alguém.
Teu corpo
Magoa-me como o mundo magoa Deus. Sou uma lanterna -

Minha cabeça uma lua
De papel japonês, minha pele de ouro laminado
Infinitamente delicada e infinitamente dispendiosa.

Não te assombra meu coração. E minha luz.
Eu sou, toda eu, uma enorme camélia
Esbraseada e a ir e vir, em rubros jorros.

Creio que vou subir,
Creio que posso ir bem alto -
As contas de metal ardente voam, e eu, amor, eu

Sou uma virgem pura
De acetileno
Acompanhada de rosas,

De beijos, de querubins,
Do que venham a ser essas coisas rosadas.
Não tu, nem ele

Não ele, nem ele
(Eu toda a dissolver-me, anágua de puta velha) -
Ao Paraíso.

De, Sylvia Plath

domingo, 9 de janeiro de 2011

CANÇÃO DE AMOR DA JOVEM LOUCA - Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro...

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)

Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para
a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo
do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com
estrondo

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente)

De, Sylvia Plath

Sylvia Plath

Há conheci hoje. Em um filme belissímo sobre sua história de vida que naturalmente me arrancou algumas lágrimas. Era uma mulher de trinta anos, inteligente, bela e capaz de escrever com fulgor inigualável, suicida-se num certo Inverno londrino, num apartamento gélido. Deixou dois filhos pequenos. Sylvia começou a escrever Diários ainda em criança. Chamava-lhes o seu "Mar de Sargasso". Funcionavam como o repositório das suas experiências e como exercícios de escrita. Eram, também, o lugar privilegiado onde ela registrava as ideias para os poemas.

 É notória a sua ânsia de perfeição, o seu desejo urgente, intenso em relação à poesia. O seu rigor, a exigência em relação a si própria, detectáveis nos seus esforços quando ainda era aluna do Smith College, levaram Ted Hughes (seu grande amor e marido futuramente) a descrevê-la como sendo "alguém excepcional" que podia ser "intensamente artificial" mas que juntava  tudo o que fazia, uma "excitação única". No som e textura das suas linhas existia "uma sensação de profunda inevitabilidade matemática", um fatalismo que contribuiu para a empurrar para o abismo da depressão e da neurose.

Suas escritas mostram seu carácter. Sylvia Plath era extremamente ciúmenta, preferindo ficar londe de seu amado a tolerar suas aventuras, o que levou o um esgotamento, em 1953 e a sua primeira tentativa de suicídio e que ela descreveu em The Bell Jar. Esta edição também inclui os dois diários que Ted Hughes (marido) manteve selados e escondidos de olhares e interpretações até pouco tempo antes da sua morte: o primeiro data de Agosto de 1957, quando Plath se esforçava por se dedicar exclusivamente à sua poesia, e o segundo refere o espaço de tempo entre Setembro de 1959, altura em que ela iniciou sessões privadas de terapia.


Sylvia nasceu em 1932 em Boston, Massachusetts, de ascendência austríaca e alemã. Em 1955 terminou os seus estudos no Smith College e foi para Inglaterra continuar a sua educação. Foi aí que, a 3 de Março de 1956, conheceu, numa festa, um "poeta brilhante", "o único homem suficientemente forte para poder estar à (sua) altura". Para ele escreveu o seu melhor poema até então, chamado Pursuit, que fala de uma pantera que a persegue até à morte e a quem ela lança o seu próprio coração, numa tentativa para a apaziguar. Esta premonição fatal marcou o início de uma relação trágica e tumultuosa para além do suicídio de Sylvia Plath em 1963 e da morte de seu amado Ted Hughes, vitima de um cancer, em 1998.

Os primeiros tempos da relação deles (Sylvia e Ted) foram uma espécie de milagre, o encontro perfeito de duas mentes possuídas de ardor criativo e amoroso. Mudaram-se para Boston, onde passaram um tempo de relativa felicidade, a ensinar e a escrever. Mas Plath tinha já atrás de si, uma longa história de depressão, a que não era estranha a conturbada e muito freudiana relação com o seu poderoso e assustador, que morrera quando ela tinha oito anos e cujo fantasma a perseguiu durante toda a vida. Quanto a Ted Hughes, quee era um homem que arrastava facilmente as mulheres para a sua zona de influêncian e, também, extremamente promíscuo, sexualmente. A sua infidelidade era notória e fazia parte da sua natureza, tanto quanto a morte fazia parte da de Sylvia. Neste contexto, Ted Hughes é frequentemente apontado como o "ogre" que arrastou Sylvia para a sua destruição. Até à morte e apesar da sua enorme importância como Poeta Laureado, ele foi considerado como uma espécie de "Barba Azul", uma reputação que o seu gosto pelas ciências ocultas contribuiu para acentuar.


A escritora Emma Tennant foi uma das suas amantes. Emma pertencia a uma família antiga, rica e extravagante. A sua tia avó era Margot Asquith, mulher de um primeiro-ministro, Colin, o seu irmão mais velho, namorou a princesa Margaret, chegando a oferecer-lhe uma casa nas Caraíbas, a sua sobrinha é a super modelo Stella Tennant e um tio, Stephen Tennant, foi um esteta famoso. Emma foi quem comparou Hughes a "Barba Azul", o mágico falhido que aliciava irremediavelmente as mulheres com modos encantadores que escondiam a sua natureza predadora e o seu gosto pelo sangue.

Lobo, touro, garanhão, leão, são estas as imagens que Tennant associa a Hugues, com quem manteve uma relação intermitente, desde a primavera de 1977 até ao outono de 1979. Em "Burnt Diaries" publicados em Outubro 1998, no mesmo mês em que o seu antigo amante acabaria por morrer, Tennant conta como se deixou seduzir por Hughes: " O seu rosto , semelhante a uma dessas estátuas da Ilha de Páscoa, parece dominar a paisagem circundante: irritação, certeza e orgulho conferem uma espécie de impassibilidade aos seus traços mas, como que a contragosto, um sorriso leve e nervoso, brinca-lhe nos lábios. Será que ele está tão devorado pelo medo como eu, na perspectiva do nosso encontro?" E mais adiante questiona-se se "esta efígie, este deus de beleza masculina, pleno de crueldade" não terá prazer em devorar mulheres (artistas), como ela. Fascinada pela auréola de tragédia e pelo mito que acompanhou sempre a figura de Hughes, Tennant recorda a histeria, o desregramento sexual e emocional que parecia comandar a sua vida e a de quem dele se aproximava. O destino das suas antecessoras não podia ter sido mais cruel: a loira e pálida Sylvia suicidou-se em 1963 e a morena Assia Wevill fez o mesmo, em 1969, levando consigo, para o abismo da morte, a filha de ambos. Segundo certas testemunhas, Hughes teria sido um pai extremoso para Frieda e Nicholas ( os filhos que teve de Sylvia) mas o seu comportamento fora inteiramente diferente em relação a Shura, a filha que teve de Assia. (Uma vez deu vinho a beber à criança para que esta dançasse para os convidados que ele tinha para jantar.)

Depois destas tragédias, Hughes tornou-se um recluso, casou outra vez, em 1970, ( diz-se agora que a mulher, Carol Orchard, também tentou o suicídio) e levantou um muro de silêncio em torno da sua vida privada, só voltando a falar do seu relacionamento com Sylvia na já referida obra, "Birthday Letters" . Estes 88 poemas expõem o choque de titãs que foi a sua vida em comum ("O teu fantasma, inseparável da minha sombra…") e lançam alguma luz sobre a relação neurótica do casal. Mas Hughes nunca se livrou do perfume de escândalo que sempre o rodeou e que ele usava como um poderoso afrodisíaco, como uma espécie de amuleto encantatório. O fato de se interessar pelo xamanismo e pela magia negra, só contribuiu para acentuar a ideia de que ele era um monstro. Sylvia sentiu no corpo, "até aos ossos" a dor excruciante provocada pelas suas infidelidades. Em 1958, quando ainda estavam em Boston, discutiram selvaticamente quando ela o encontrou com uma mulher. No ano seguinte voltaram para Inglaterra e instalaram-se em Devon. Em Julho de 1962, Sylvia soube do omance de Hughes com Assia Wevil.

Separaram-se e ela foi viver para um apartamento em Londres. Durante os poucos meses que lhe restavam para viver escreveu os seus melhores, mais iluminados poemas. E assim numa manhã gelada de Fevereiro de 1963, enquanto os dois filhos pequenos dormiam no quarto ao lado, convenientemente isolados e com leite à cabeceira, ela meteu a cabeça no forno e ligou o gaz. Ninguém apareceu em seu socorro. A salvação teria sido difícil. Sylvia estava há muito condenada pela sua depressão crónica e pelo fatalismo trágico que sempre a acompanhou desde criança. Quem a conheceu diz que ela tinha uma tendência marcante para a "teatralidade", para um exacerbado desnudar de sentimentos que a deixava em carne viva. A sua biógrafa Anne Stevenson fala de uma "dualidade libidinosa", de um "eu" profundo cheio de violência e fúria, que ela reprimia sob a capa de uma aparência cuidada e elegante". Tudo isso ficou documentado: nos poemas, contos ( "Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos" ed. port. Relógio d'Água), diários, em The Bell Jar, (" A Campânula de Vidro", Ed. Portuguesa, Relógio d'Água) o romance autobiográfico publicado, sob pseudónimo, em Janeiro do ano da sua morte. O seu primeiro volume de poemas, The Colossus foi publicado em 1961. A sua principal colecção de poemas, Ariel , uma espécie de "crónica" do seu suplício, foi publicada postumamente em 1965. Quanto aos "Collected Poems" receberam um prémio Pulitzer, também a título póstumo, em 1982. O manuscrito de um romance inacabado, intitulado "Double Exposure ", desapareceu em 1970. Mas a beleza e força das suas palavras provocaram tal comoção que ela se tornou uma espécie de santa sacrificada no altar da misóginia masculina, uma mártir abandonada por todos, uma mulher que fora deixada entregue a si mesma, sem que o marido levantasse um dedo para a ajudar. Nos momentos imediatamente a seguir à sua morte, este, como seu executor testamentário, (apesar de separados, eles ainda estavam legalmente casados) destruiu parte dos Diários "para proteger os filhos" e apoderou-se da sua obra.


Será que a grandeza literária é ainda possível? perguntava Susan Sontag num ensaio. Será que, no caso de Sylvia Plath, essa "grandeza" resiste a anos e anos de especulações, análises exaustivas e muitos mexericos que envolveram ( e continuam a envolver) a sua vida e a de todos os que dela se aproximaram. A sua história, intimamente ligada a uma obra genial, aparece-nos como uma verdadeira tragédia isabelina, cheia de golpes de teatro, de violência, de sangue e de muitas lágrimas. A sua morte continua a ser um mistério e conferiu-lhe a glória que tanto procurou em vida. O seu sofrimento foi o motor que transformou a sua arte em algo sublime. Ela foi capaz de descrever, como ninguém, os meandros da solidão, da angústia, da raiva e da fúria. Ao ritmo encantatório das suas palavras, como por magia, os objetos mais banais ganham estatuto de símbolos de uma vida exaltada e exaltante e os atos mais comuns transformam-se em gestos de eloquente heroísmo.

OBRA Os mais belos poemas de Sylvia Plath estão reunidos em uma coletânea chamada Ariel. O livro foi publicado dois anos depois de sua morte e contém textos escritos, em sua maioria, nos meses que antecederam seu suicídio. Nem todas as obras de Plath estão editadas no Brasil. As que podem ser encontradas são: A Redoma de Vidro (The Bell Jar), Pela Água (Crossing the Water), Sylvia Plath - Poemas, Ariel (Ariel), Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos (Johnny Panic and The Bible of Dreams) e XXI Poemas.

A partir daqui vou publicar uma coletânea de poesia de Sylvia Plath, que entrou em minha vida por uma fresta das mais antigas dores da  vida.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Editais do Ministério da Cultura têm inscrições encerradas dia 10

Veja abaixo a lista de editais que terão suas inscrições encerradas. As inscrições podem ser feitas através do site do MinC em dias úteis e nos finais de semana.


PRÊMIO PROCULTURA DE ESTÍMULO AO CIRCO, DANÇA E TEATRO

O edital visa estimular instituições que possuam ação de espaços cênicos, em atividade ou que necessitem de revitalização, ou de espaços públicos abertos que se caracterizam como sedes públicas de núcleos de circo, dança ou teatro. O intuito é apoiar e reconhecer atividades focadas na programação artística. Objetiva ainda reconhecer projetos de produtores artísticos, nas áreas de circo, dança e teatro que venham promovendo a diversidade temática e estética, bem como ações de formação de platéia.

PRÊMIO PROCULTURA DE ESTÍMULO ÀS ARTES VISUAIS

Premiará projetos na área de artes visuais em reconhecimento e estímulo a ações de criação artística, profissionalização, arte-educação e formação de platéias e projetos na área.

PRÊMIO PROCULTURA DE APOIO À BANDA DE MÚSICA

O edital premiará conjuntos musicais qualificados como banda de música, banda sinfônica, banda de concerto, banda musical, banda filarmônica ou sociedade musical, em âmbito nacional. A finalidade é reconhecer e propiciar a melhoria da qualidade técnica e artística desses conjuntos musicais, visando a sua sustentabilidade e proporcionando a aquisição de instrumentos de sopro e de percussão.

PRÊMIO PROCULTURA DE PALCOS MUSICAIS PERMANENTES

Visa apoiar espaços privados que vêm abrigando apresentações musicais, de forma continuada e em território nacional. Serão escolhidos projetos que estimulem e reconheçam a programação artística, e/ou que melhorem a infraestrutura destes espaços.

PRÊMIO PROCULTURA DE APOIO A FESTIVAIS E MOSTRAS DE MÚSICA

Estimulará festivais e mostras nacionais e internacionais de música popular e/ou erudita, realizados no território brasileiro, que promovam espetáculos e atividades de formação, difusão e reflexão na área musical.

PRÊMIO PROCULTURA NÚCLEO DE FORMAÇÃO CULTURAL DA JUVENTUDE NEGRA

Estimulará jovens negros que têm participação relevante na área da cultura afrobrasileira, a fim de capacitá-los tecnicamente para atuar como agentes culturais que produzam um novo pensamento. E que construam e disseminem conhecimento sobre conteúdos da história e cultura afrobrasileira em parceria com universidades e entidades sócioculturais.

PRÊMIO PROCULTURA PARA PROGRAMAÇÃO CULTURAL DE LIVRARIAS

Tem o objetivo de reconhecer e estimular projetos culturais de livrarias de pequeno e médio portes que busquem desenvolver programações culturais voltadas à promoção do livro, leitura e literatura

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Primeiro filme brasileiro em 3D

Brasil Animado é o primeiro longa brasileiro com captação e exibição 3-D. O filme mistura animação com imagens reais dos lugares mais bonitos e interessantes do país.

Os personagens principais são "Stress" e "Relax". Stress é um empresário pão duro que só pensa em dinheiro. Relax é diretor de cinema e só pensa em curtir. Os dois são amigos há muitos anos e Relax sempre convence Stress a investir em seus "projetos".

Dessa vez o "projeto" é procurar a árvore mais antiga do Brasil. Stress fica animado com a possibilidade de ganhar dinheiro com essa "raridade". O problema é que eles não sabem exatamente onde ela está.

Stress e Relax saem em busca do "Grande Jequitibá Rosa" sem mapa, sem bússola e sem noção. O resultado é uma comédia com ingredientes para agradar adultos e crianças.
 

domingo, 2 de janeiro de 2011

Lindo! Surrealismo de Salvador Dali e a música mexicana

Em 1946, a Walt Disney contratou Salvador Dali para a elaboração de um curta-metragem de animação com a música Destino, do compositor mexicano Armando Domínguez. A animação com seis minutos de duração, que combinaria motivos de balé e desenhos, deveria ter integrado um documentário longa-metragem constituído de depoimentos breves sobre Salvador Dali e sua obra. Todavia, o projeto foi interrompido e as centenas de cenas criadas por Dali ficaram esquecidas até o lançamento de Destino.

Somente em 2003 Roy Disney (neto) e o produtor Baker Bloodworth deram acabamento final ao curta, seguindo os esboços preliminares do artista. Premiado como o melhor curta-metragem nos festivais de Melbourne-Austrália e no Rhode Island Internacional-EUA, Destino também foi indicado para o Oscar da categoria de curta-metragens de animação. Link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=UzzZa5o1q5k

Voe você também em 2011!

O curta Kurz und Schön foi produzido para a abertura do festival "Kurzundschön" e busca capturar momentos de liberdade, sem restrições, até mesmo da gravidade. A ideia foi mostrar o curto e agradável momento em que a felicidade e a serenidade andam juntas. A sensação que se tem é que o homem pode mesmo voar. Voe você também em 2011 com este vídeo muito bem produzido.


Kurz und Schön from Feedmee Design on Vimeo.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Revendo 2010 cheguei em 2011

No fim de 2009 escrevi “Borboletas em 2010”, que dizia que gostaria de ser livre como uma “grande borboleta que seja completa e seja mente solta. Ser livre, na essência do pensamento, sem ficar com medo de percorrer as diversidades da vida”. Disse ainda que estava pensando fixamente em viver uma possibilidade internacional. Coisa que me esqueci completamente em 2010!


Mas algo que desejei muito e escrevi no fim do texto, que queria “ser tão livre para poder ser um só em dois, ser amada e amar, ser tão livre para transmitir pensamentos sem ferir a liberdade do outro, ser tão livre para deixar meu trabalho como exemplo da simplicidade e verdade, onde realmente está a minha liberdade”.

Foi e sou livre! Tentei transmitir pensamentos com humildade e descobri outras formas de amar e ser amada no fim de 2010. Encontrei o amor nos abraços dos amigos, no carinho com meus pais, na paciência de ensinar e aprender com meu filho.

Foi muito feliz em 2010... Chorei, viagem, amei, estudei, trabalhei, conquistei avanços e superei obstáculos.

E em 2011, quero que tudo seja feito na base do amor pra mim e para todos, que haja mais e mais relacionamentos entre pessoas e que ninguém fique com medo disso, que a gente se aproxime cada vez mais e possamos ver sempre a qualidade nas pessoas. Que nenhum vínculo seja estabelecido por razão que não o respeito ao fato de sermos todos humanos.

Tudo Novo

Ano novo blog novo! Muito legal esses layouts, uma tecnologia acessível e simples. Depois volta para falar sobre "Tudo Novo". Animadíssima com a posse da  Dilma.