domingo, 23 de setembro de 2012

23 de setembro - da prisão de Olga Benário a morte de Neruda

Os principais fatos que aconteceram em 23 de setembro pelo mundo:

1850:
Morre aos 86 anos, no exílio em Assunção, José Artigas, herói da independência do Uruguai e das Américas.
             
1900:
5º Congresso da 2ª Internacional, em Paris. A única delegação latino-americana é a argentina.
             
1934:
Semana Antiguerreira, de conteúdo antifascista.

1936 :
Olga Benário, judia alemã e militante comunista, 28 anos, grávida de 7 meses, é entregue à Gestapo nazista em meio à onda repressiva pós-1935. Terá a filha Anita Leocádia em um cárcere alemão e morrerá, na câmara de gás, em 1942.
             
1948:
Congresso do DF (Rio) em Defesa do Petróleo. Termina em repressão policial.
             
1950:
Aprovada nos EUA a lei McCarthy. Início da “caça às bruxas” anticomunista.
             
1966:
Massacre da Praia Vermelha. A PM invade a Fac. de Medicina e espanca estudantes no Rio.
             
1973:
A Argentina elege Perón, que se exilara durante a ditadura.
             
1973:
Morre, 12 dias após o golpe de Pinochet, o poeta e comunista chileno Pablo Neruda.     
           
1991:
Greve geral nos 54 portos brasileiros.
             
1996:
Começam os protestos palestinos contra o túnel sob a mesquita de Al-Aksa; 60 mortos.
             
2005:
Morre no Rio Apolônio de Carvalho, 93, o Herói das 3 Pátrias: Brasil (levante de 35), Espanha (Guerra Civil) e França (Resistência antinazista).   

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Primavera, de Olavo Bilac


Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudessemos agora
ver o desabrochar da primavera!
Saíamos com os pássaros e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"
E esse corpo de rosa recendia,
e aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaco....
A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo braço!Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudessemos agora
ver o desabrochar da primavera!
Saíamos com os pássaros e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"
E esse corpo de rosa recendia,
e aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaco....
A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo braço!

Notícias do cerrado tocantinense

Chegou assim:

Olá, Sumayra,


Daqui, das bandas de Palmas/Tocantins, dou notícias de que visitei teu blog e gostei. Foi por conta de Nina Rizzi que tava lá escrito o nome dela, essa poeta que acabo de descobrir - e meu coração está festivo.

Digo também que gostei muito do seu perfil. de artista e militante das boas causas.
  
Abraço do tamanho do Rio Tocantins, antes das barragens e uma braçada de flores de ipê amarelo, colhidas agora mesmo no fundo dos meus olhos insones.

Esteja bem, poeta da vida com a vida e pela a Vida,

Paulo

E eu, Adorei!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Por que ele tem medo?*



O passado virou o diabo para o Prefeito de Uberaba, comandado como mote em seu apoio à campanha eleitoral do PT.  O passado representa para o prefeito duas derrotas nas eleições municipais e a influência econômica em Uberaba. Por isso, tantos ataques e manipulações de todo tipo no seu governo e em seu modo de campanha.

Mas, que medo é esse? É possível tal passado parar o avanço local?

Primeiro, o passado é para ele a história de suas derrotas pessoais o que lhe causa tanto medo, ao ponto de passar horas e horas ligando pessoalmente para os 300 mil moradores da cidade de Uberaba, implorando o voto para seu candidato. 

Moradores que estão vivendo um verdadeiro estado de guerra, devido à falta d'água e de ação do Anderson Adauto em defesa da cidade.

Segundo, o processo de desenvolvimento e crescimento que Uberaba se encontra não é um fato isolado no país. Não é Uberaba que cresceu, é o Brasil que desenvolveu em uma onda internacional de crescimento econômico da China e da America latina.

O prefeito Anderson, afirma que devemos ter medo do passado.  Porque o passado alimentava a participação de um pequeno clã, nas decisões públicas. O avanço democrático brasileiro, o controle social das organizações governamentais e não-governamentais não permitem mais governos estabelecidos em clãs. 

Como aliás, o destemperado do Prefeito local, tentou fazer nesse processo eleitoral em torno do nome de Rodrigo Mateus, e está fazendo agora com o PT - excluindo a militância partidária e colocando seu exército de cargos comissionados na campanha.

O PCdoB que esteve ao lado de Anderson Adauto nos últimos anos, rompeu sim com o Prefeito em Janeiro deste ano, quando o mesmo afirmou que só interessava realizar a velha e boa confusão política para não deixar Paulo Piau ser candidato.

E esse é outro medo de Adauto, a falta das bases de sustentação do seu governo e ter que voltar às situações de incerteza relativa à sua carreira política nas próximas eleições.

Mas, o medo que literalmente tira o Prefeito do eixo é o preparo técnico e a experiência de Paulo Piau. Medo que Piau catalize os descontentamentos com o seu governo, que são; o trato com o servidor público, o desrespeito com o cidadão, as denúncias de envolvimento em corrupção no esquema como do mensalão e a falta de cuidado com a cidade e o povo, que continua arder em Uberaba. E principalmente que Paulo se torne historicamente um bom prefeito. Fato que Adauto sabe ser verdade e o faz tremer de tanto medo.

 No fundo o que Anderson Adauto quer é que ninguém com mais capacidade, experiência e preparo governe Uberaba.  Esse  é o verdadeiro medo dele, a perda da liderança popular onde  o seu ego não permite reconhecer o que é melhor para povo de Uberaba.

*Sumayra Oliveira – Presidente do PCdoB de Uberaba

domingo, 16 de setembro de 2012

Filme refaz biografia de cineasta comunista Roman Karmen


O documentário "Roman Karmen - Um Cineasta a Serviço da Revolução" traz a biografia do homem que registrou a guerra e parte da história mundial sob o viés soviético. Karmen filmou de perto chefes de Estado como Stalin e Mao, Ho Chi Minh e Giap, Nehru e Salvador Allende, Fidel Castro e Guevara.
  
E não deixou de impor um estilo, um ponto de vista e uma maneira de filmar que nos legaram não só alguns dos planos mais bonitos deste século, como também influenciaram várias gerações de cineastas em diversas partes do mundo.

Por outro lado, esse documentário visa expor também as particularidades do cineasta e o fracasso pessoal, por trás do sucesso profissional. Ele era um verdadeiro comunista convicto e vagou pelo mundo retratando a Guerra Civil Espanhola, as batalhas de Moscou e Leningrado na Segunda Guerra Mundial, a primeira Guerra da Indochina , e a ascensão do comunismo no Sudeste Asiático em 1950 e na América do Sul durante os anos 1960.

O dicumentário passou apenas uma vez na TV aberta, durante o festival de documentários da TV Cultura, em agosto deste ano.

Para quem está de bobeira neste final de semana pode ser uma boa pedida!

Ficha técnica
Gênero: Documentário
Título original: Roman Karmen, Un Cinéaste Au Service de La Révolution
Direção: Patrick Barberis; Dominique Chapuis
Produção/Ano: 2002
Origem: França
Duração: 90 minutos

Fonte: TV Cultura

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Parabéns pra mim!


Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar -sem que a isso só te atires;
De sonhar -sem fazer dos sonhos os teus senhores;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que é mais - tu serás um homem, ó meu filho!

Autor: Rudyard Kipling (1865-1936)

Uberaba “água brilhante” dicotomia da atual fase


Segundo Hildebrando Pontes (1978), a palavra Uberaba é guarani e deriva-se do verbo berab, que significa brilhar e Y significa água, temos então  Y.berab, que é  “água brilhante”, ou água que brilha. A palavra Uberaba, escreve Lafaiete de Toledo, designa uma rica e próspera cidade mineira e, incontestavelmente de origem indígena.

Bem próximo ao local onde hoje está Uberaba, iniciou-se a extração do ouro, num lugarejo conhecido como Desemboque e mais de meio século depois, ocorre o esgotamento das minas. No início do século XIX Major Eustáquio, morador do local, resolve explorar a região. Encontrou água em abundância e pastagens naturais do cerrado. Saiu do desemboque e construiu sua casa onde é hoje, o Hotel Chaves, na Praça Rui Barbosa em Uberaba. Encontrou aqui fartura em água e condições muito propícias para a criação de gado e, logo, uma saída econômica para o fim da mineração.

A cidade organizou seu espaço a partir da Praça Rui Barbosa, mas propriamente ao lado da casa Major Eustáquio, A principal Avenida Leopoldino de Oliveira localiza-se na parte baixa da Praça (sobre o córrego das Lajes) e dela se ramificam as colinas que formam os bairros. Tudo era muita água por aqui. Até anos e anos de falta de planejamento, intensificada nos últimos 12 anos. 

Hoje, a falta de água é constante na vida do uberabense. A servidora da Câmara Municipal de Uberaba, que mora no bairro Morada do Parque, afirma; “A água só chega no meu bairro às 03 horas da manhã e termina ás 09 da manhã, não dá para fazer nada”. Situação pior e dos moradores do "Copacabana", que ficam de um até dois dias sem água. Isso não é desrespeito é crime contra a vida. Uberaba merece mais cuidado! O próximo Prefeito tem que ser extremamente competente, para lidar com a de falta de planejamento urbano e cuidado com o povo. Não basta construir casas! Tem que ter Plano Diretor e técnicos competentes no setor.

Umas das saídas propostas por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia  (UFU), e a recuperação da mata ciliar do rio Uberaba, entre outras ações como estudo de captação de água em outras fontes. O que é inadmissível seria a privatização da Companhia de Água de Uberaba   (CODAU), como ventilada pelo atual Prefeito Anderson Adauto e vista com bons olhos pelo Governador de Minas Gerais, senhor Antônio Anastásia. 



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

IV Seminário de Pesquisa em Artes - Uberlândia


A quarta edição do Seminário de Pesquisa em Artes do Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGA) da Universidade Federal de Uberlândia enfatiza uma reflexão sobre a subjetividade no contexto da pesquisa, da técnica, da composição, da criação e da fruição em arte.

Nesta edição serão realizadas palestras, mesas, comunicações e apresentações artísticas compreendendo conteúdos nas interfaces das artes visuais, da música e das artes cênicas (teatro e dança).

De 10, 11 e 12 de setembro de 2012 - Auditórios C e D - Bloco 5O
Sala Camargo Guarnieri - Bloco 3M. Campus Santa Mônica. Uberlândia – MG

Informações:
Tel.: (34) 3239-4522

Inscrições gratuitas pelo e-mail:
4sempesqart@gmail.com ou na secretaria local nos dias do evento.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Demorou mais chegou, Cabra! "Giro 65" direto de Fortaleza

Apresentamos Inácio Arruda 

Inácio nasceu em fortaleza no dia 05 de maio de 1957.  É casado com a médica Teresinha Braga Monte e tem três filhos: Nara, Vitor e Clara. Concluiu o Curso de Eletrotécnica na Escola Técnica Federal do Ceará. É funcionário público do Tribunal de Justiça do Estado. Iniciou sua vida pública nos anos 80, como presidente da Associação dos Moradores do Bairro Dias Macedo e logo em seguida, presidente da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza.

 Daí em diante não parou mais. Já filiado ao Partido Comunista do Brasil - PCdoB, desde 1981, foi eleito em 1988 vereador de Fortaleza, em 1990, deputado estadual e em 1994, deputado federal, se reelegendo em 1998 e 2002. Na última eleição para a Câmara Federal, Inácio recebeu 302.627 votos, sendo o deputado federal mais votado em toda a história do Ceará.

Inácio também disputou a prefeitura de Fortaleza em 2000 e em 2004. Em 2006, foi eleito Senador do Ceará, com quase dois milhões de votos. O primeiro senador comunista depois de Luis Carlos Prestes, eleito senador em 1946. Em todos esses anos como deputado federal e senador, Inácio vem fazendo parte da lista dos 100 parlamentares mais influentes no Congresso Nacional, escolhidos pelo DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.

ATUAÇÃO PARLAMENTAR

INÁCIO VEREADOR:
O mandato de Inácio Arruda na Câmara Municipal de Fortaleza foi decisivo para a construção e aprovação da Lei Orgânica do Município, com ações específicas para a juventude e trabalhadores.

• É autor da lei que garante a meia-entrada nos cinemas, shows, estádios e eventos.
• É autor da Emenda à lei Orgânica do Município, garantindo a meia passagem nos ônibus.
• É autor da lei que proíbe a venda de cola de sapateiro a menores de 18 anos.
• Atuou na Constituinte Municipal de Fortaleza para garantir na Lei Orgânica do Município o domingo livre dos comerciários.
• Foi eleito pelo Fórum Popular um dos Melhores Constituintes de Fortaleza.

INÁCIO DEPUTADO ESTADUAL:
Na Assembléia Legislativa do Ceará Inácio marcou seu mandato pela presença assídua e destacada nas mobilizações populares e por uma intensa e criativa atuação em plenário.

• Integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Meio Ambiente
• Articulou e presidiu a Comissão Especial de Acompanhamento da ECO-92 e ICID.
• Foi autor da lei da meia-passagem nos transportes coletivos da Região Metropolitana de Fortaleza e nas microrregiões do Ceará.
• Autor da lei que amplia a meia-entrada para cinemas de todo o território cearense.
• É autor da lei que dispõe sobre a realização de auditorias ambientais.
• É autor da lei que institui o dia 29 de novembro como o Dia Estadual de Solidariedade ao Povo Palestino.
• É autor da lei estadual 12.249, que dispõe sobre a limpeza e higienização dos reservatórios de água para fins de manutenção dos padrões de potabilidade,
• É autor da lei estadual 12.227, que determina a publicação, no Diário Oficial do Estado, da relação mensal das concessões de licença ambiental.
• É autor da lei estadual 12.148, que dispõe sobre a realização de Auditorias Ambientais.
• É autor do projeto de lei que institui o Dia Estadual da Consciência Negra a ser comemorado em cada dia 20 de novembro. O projeto originou a Lei de n.º 12056 de 12 de janeiro de 1993, onde estabelece que o Governo do Estado e a Assembléia legislativa do Ceará, promoverão atividades alusivas a esta data.

INÁCIO DEPUTADO FEDERAL
Durante os três mandatos como deputado federal, Inácio Arruda se destacou na defesa incansável dos interesses do Ceará, em projetos pela reforma urbana e na luta pelos direitos dos trabalhadores, conseguindo aprovar o substitutivo da Redução da Jornada de Trabalho.

• Presidiu a CDUI - Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara dos Deputados.
• Atuou contra a medida provisório do Governo Fernando Henrique que liberava o funcionamento do comércio aos domingos.
• Como presidente da CDUI, promoveu a Conferência das Cidades e a Conferência Nacional de Saneamento.
• Foi relator do Projeto de Lei que regula o capítulo da Política Urbana da Constituição Federal (artigos 182 e 183), denominado “Estatuto da Cidade”.
• É autor da emenda Constitucional que fixa a jornada de trabalho em 40 horas semanais, sem redução dos salários, o que possibilita a criação de mais de três milhões de empregos.
• É autor do projeto que cria o Fundo Nacional de Combate a Desertificação.
• Foi membro do grupo de parlamentares que estudou a viabilidade do Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco.
• Membro da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul.
• Foi o relator da Medida Provisória 292, editada pelo Governo Federal, com o objetivo de acelerar o processo de regularização fundiária de áreas de propriedade da União.

INÁCIO O SENADOR DO CEARÁ
Inácio chega ao Senado Federal com toda a experiência adquirida nos mandatos anteriores (vereador, deputado estadual e federal). Seu mandato vem se destacando na busca pelo desenvolvimento da Região Nordeste, especialmente do Ceará, com uma forte ligação com os movimentos sociais, culturais e econômicos do país.
• Líder do PCdoB;
• Membro titular do Parlamento do Mercosul;
• Membro titular das Comissões de Infra-Estrutura, da Comissão de Educação e da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa;
• Membro suplente na Comissão de Constituição e Justiça, Comissão de Assuntos Econômicos, • Comissão de Meio-Ambiente, Direitos do Consumidor e Fiscalização e Controle, Comissão de • Desenvolvimento Regional e Comissão de Relações Exteriores;
• Vice-presidente da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo.
- Relator da CPI das ONGs – Organizações Não Governamentais

Conheça mais o Inácio: 

Paulo Miranda abre exposição nesta quarta-feira (05)

Paulo Miranda convida a todos para a abertura da exposição "Escavações Parietais" nesta próxima quarta-feira dia 05/09 as 19h no Centro de Cultura José Maria Barra.  A mostra tem o texto de apresentação assinado pelo escritor e poeta Jorge Alberto Nabut.

Segue texto de apresentação da exposição:

O artista estende sobre a linha do horizonte o plano dos chapadões (do Zagaia e do Bugre), do sertão onde atua: o da Farinha Podre, a imensa e frutiticada região do Triângulo Mineiro. Esse alinhamento constante do chapadão – abismo horizontal – pode sugerir ponto de equilíbrio ou insurgir um plano de fuga. Entre um e outro o criador se detém a examinar as condições/as decisões.

Aquém da vasta perspectiva, há uma paisagem intimista no recôndito daquilo que o artista teima em escavar na sutileza do reboco das muradas ancestrais e das paredes do casario caiado, calado; figurações pertinentes à sua herança cultural.

Ele parece brincar com coisa séria: o prazer sádico de cavucar as paredes da memória, tocar as cascas das feridas. Há momentos em que algum formato começa a se delinear, ao se deformar os imensos panos outrora brancos das edificações, deixando no ar (no cartão) uma ameaça antropomorfa/amorfa.

A tessitura das escavações parietais sofre ação da umidade que desequilibra a densidade da argamassa, da dança virulenta da poeira em busca de acento sob efeito alcoolizado das ventanias de agosto, da secura dos sóis açoitados de setembro. As trincas se põem a desenhar rotas/roteiros e a mapear andanças sobre o corpo das casas, da musculatura dos muros, do casulo das pedras vivas. Na química das horas, os pensamentos acompanham estas decisões avassaladoras, que o pincel registra com sua tarimba de repórter.
Nada impede que as escavações continuem, sob/sobre o horizonte de cheias e minguantes.

As regalias dadas à memória fazem com que as camadas de tinta/de tempo se descolem e um fragmento de decomposição assinala uma descoberta, uma composição.

Está em jogo a precariedade dos registros ulteriores. Na carência deles, o artista se distancia na medida em que o tempo age por ele, em nome dele.

Ele se põe a espiar/a expectar a mutação das coisas, das cores (semicores), do curso do tempo sobre a memória em fragmentos

Na “cinza das horas” o tempo exerce uma ação ácida que atua sobre estes enquadramentos.
Serão recortes de tempo os enquadramentos acinzentados/acidentais feitos pelo artista?
Sob a paisagem plana, o criador inventa um plano sobre papéis.