sexta-feira, 13 de março de 2009

126 anos da morte de Karl Marx

O marxismo é o sistema das idéias e da doutrina de Marx, uma alternativa a crise?
Este sábado é comemorado 126 anos do aniversário da morte do filósofo e economista, político Karl Marx, uma das figuras mais influentes do pensamento do século XX. Marx desenvolveu plena e genialmente as três principais correntes ideológicas do século XIX, nos três países mais avançados da humanidade: a filosofia clássica alemã, a economia política clássica inglesa e o socialismo francês, em ligação com as doutrinas revolucionárias francesas em geral. O caráter notavelmente coerente e integral das suas idéias, reconhecido pelos próprios adversários - e que, no seu conjunto, constituem o materialismo moderno e o socialismo científico como teoria e programa dos movimentos sociais de todos os países civilizados.
Por isso acreditamos que tal data não deva passar por amnésia aos leitores. Fica aqui um modelo alternativo a crise econômica atual, prevista por Marx, como declínio do capitalismo. Segundo o dirigente do PCdoB nacional, José Reinaldo Carvalho, “não existe saída capitalista para a crise do capitalismo. O socialismo é a alternativa”, argumenta. Para o comunista, esta crise não se deve a maus governos nem a maus gerentes, embora, segundo ele, todos tenham suas parcelas de culpa. “O surgimento da crise se dá devido à lógica e aos mecanismos do próprio sistema capitalista”, enfatiza.
Apesar de todos se concentrarem na crise econômica, José Reinaldo Carvalho alerta: ela é ainda mais ampla. “Esta crise é econômica, financeira, alimentar, ambiental, energética. O estouro dela apenas revela os limites históricos do próprio capitalismo”, reflete. “A população mundial não pode pagar a conta dessa crise. Os governos atiram no povo através do desemprego, arrocho salarial, carestia, corte de investimentos públicos, a responsabilidade de arcar com os seus prejuízos. Temos que arregaçar as mangas e, na prática, lutar para reverter esse cenário. Temos que lutar e apresentar perspectivas”, defende Carvalho que sugere ainda ações efetivas como greves, manifestações e debates para informar ainda mais as pessoas do papel preponderante que têm neste momento, relembrando os 126 anos da morte de Karl Marx.

domingo, 8 de março de 2009

*Mais direitos para as mulheres: "Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres, povos soberanos!"

O 8 de março é uma data ligada à história da mulher trabalhadora, um símbolo da luta por uma vida sem discriminação e sem desigualdade. Neste dia em 1857, as operárias da fábrica Cotton, de Nova York, nos Estados Unidos, entraram em greve contra a jornada de 16 horas e dos salários extremamente baixos. Diante da negativa da empresa em atender suas reivindicações, as operárias ocupam a fábrica. Em represália, o proprietário chamou a polícia, que fechou as portas da fábrica e ateou fogo ao edifício. As 129 operárias morreram queimadas.
Em 1910, durante o Congresso Internacional de Mulheres Socialistas realizado em Copenhague, na Dinamarca, a comunista Clara Zetkin propôs, em homenagem às 129 operárias assassinadas, que o 8 de março passasse a ser comemorado como Dia Internacional da Mulher.
Este 8 de março além de reivindicações históricas como igualdade de direitos, liberdade, autonomia e o fim da violência contra as mulheres, o 8 de Março deste ano dará destaque às conseqüências da crise financeira mundial sobre a vida das mulheres.
Em São Paulo, 40 entidades se unem para realizar, no dia 8, um ato unificado com o eixo "Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres, povos soberanos!". Além do desemprego e da redução de direitos trabalhistas, a crise provoca uma sobrecarga de trabalho para as mulheres.
8 de Março do Mercosul
Um dos destaques das mobilizações deste ano será a realização do primeiro 8 de Março do Mercosul, organizado por sindicatos de trabalhadores e organizações feministas do Cone Sul. As atividades conjuntas acontecerão neste final de semana em Santana do Livramento (RS), que faz fronteira com a cidade de Rivera, no Uruguai.
Além da questão da violência, o ato binacional discutirá a defesa de igualdade salarial, a luta por soberania alimentar, os conflitos agrários e os danos do plantio de eucalipto na região e os efeitos da crise financeira na vida das mulheres.
Estão previstas atividades a realização de oficinas, feiras de economia solidária, além do lançamento da Frente Nacional contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto e um grande ato político no dia 8. A expectativa é de que cinco mil mulheres participem do 8 de Março do Mercosul.