terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natal da Gente

  Quero dividir que este foi um dos melhores e mais importantes natais da minha vida. Sim foi e está sendo. Realizei o“Natal da Gente” com uma equipe fantástica de trabalho, hoje são como uma família para mim. Foram muitos meses planejando e trabalhando. 


Buscamos em Francisco de Assis a inspiração para o “Natal da Gente” que dizia que devemos compreender mais que ser compreendidos.

Nunca passei vésperas de natal tão bem, com tanta alegria, energia, equilíbrio. Trabalhei, cantei muito “Noite feliz”, me permiti, ergui os braços, elevei a alma, tudo na hora e no tempo certo.

Ajudei crianças a tirar fotos com Papai Noel. Enxuguei lágrimas das que não conseguiram e segurei no colo como se fossem meus filhos. Vi olhos brilharem de todas as idades e cores. Vi sorrisos sinceros e fiz novas amizades. Muito Obrigada aos que participaram do“Natal da Gente”.

É bom ser melhor a cada dia! E para isso não precisa falar mal de ninguém, de fazer fofoca, intrigas ou pisar nas pessoas. O segredo? Amor pela vida! Viva a benção da vida e do Natal, que de forma alguma necessita de presentes caros, basta ser sincero e ter amor em sua volta.

Estou Feliz demais! Espero que tenham gostado do “Natal da Gente” como gostei de realizá-lo. Desejo do fundo do meu coração que nesse Natal, a admiração e o respeito possa criar um “lugar comum”, onde venceremos as barreiras da comunicação, ouvindo com o coração e escutando com toda a nossa alma. Nesse lugar, o cheiro do amor e a amizade são plenamente possíveis e assim seus sonhos se realizarão.


Obrigada Uberaba e Feliz Natal!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Ser assim é uma delícia... De outro jeito dá preguiça

Ser assim é uma delícia
Desse jeito como eu sou
De outro jeito dá preguiça
Sou assim pronto e acabou
A comida de costume
Como bem e não regulo
Mas tem sempre alguns legumes
Que eu não sei como eu engulo
Brincadeira, choradeira,
Pra quem vive uma vida inteira
Mentirinha, falsidade,
Pra quem vive só pela metade
Quando alguém me desaponta
Paro tudo e dou um tempo
Dali a pouco eu me dou conta
Que ninguém é cem por cento
Seja um príncipe ou um sapo
Seja um bicho ou uma pessoa
Até mesmo um pé-de-nabo
Tem alguma coisa boa

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Alvará de demolição

“O que precisa nascer
tem sua raiz em
chão de casa velha.
À sua necessidade...
o piso cede, estalam rachaduras
nas paredes,
os caixões de janela se desprendem.
O que precisa nascer aparece no sonho
Buscando frinchas no teto,
Réstias de luz e ar.
Sei muito bem
Do que este sonho fala
E a quem pode me dar
Peço coragem.”

Adélia Prado 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A Coragem

Não sejas nunca medroso!
Fraco embora, tem coragem!
Para fazer a viagem
Da vida, sem hesitar,

É preciso, de alma forte,
Sem ostentar valentia,
Dominar a covardia,
Para o perigo enfrentar.

O medo é próprio do pérfido,
Do pecador, do malvado:
Quem não se entrega ao pecado
Não receia a punição.

Não tem medo quem caminha
Com a consciência tranqüila,
Quem o inimigo aniquila
Com a força da razão!

Não abuses da bravura;
Não afrontes o inimigo;
Não procures o perigo;
Prega o amor! e prega a paz!

Mas, se isso for impossível,
Não fujas! cai batalhando!
E, se morreres lutando,
Morre! feliz morrerás.

Olavo Bilac

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Poema na Audiência

Escutar, ouvir, falar
Fazer a quem escutar
A quem se fala ouvir
Fazer, discutir, rever
Ouvir
Impasse
Escutar, ouvir, falar, votar
A quem participar
Democratizar
Coletivizar
E como aprender a andar
Basta começar

Poema feito na audiência pública, Prefeitura no bairro - Valim de Melo. Na Escola Joubert de Carvalho.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

12/11/2013

Longe de casa. dia de lida. Todos falam de amor. Chove. Enquanto espero o jantar estudo minha apresentação. Um argentino na mesa ao lado hablando alto e sem parar, nem mesmo quando está com boca cheia, atrapalha. Raiva. Mudança de foco. A noite está cinza. Notícias da Princesa do Sertão. Anjo que conheci aparece em foto estampada. Os mortos revivem em notícias. Adiaram a justiça. Lembro que perdi um pouco da esperança na humanidade. Marx lembra que não. Engels pondera. Lembro das pessoas que matam em carne e alma. Coração aperta. Lágrimas. Envelhecer significa acreditar menos? Significa amar menos? As pessoas não são mais boas em fé e alma. Ele não podia ter partido. Partiram com ele. Então é verdade, os bons morrem cedo.

Saudade do anjo que conheci na terra. Paz ao amigo André Colli!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Viva Cecília Meireles

Cecília Meireles nasceu assim como Ary Barroso, na data de hoje.

"Não vou deixar a porta entre aberta. Vou escancará-la ou fecha-la de vez. Porque pelos vãos, brechas e fendas... passam semiventos, meias verdades e muita insensatez.” Cecília Meireles 

É preciso amar as pessoas e usar as coisas e não, amar as coisas e usar as pessoas” .Cecília


Viva Ary Barroso

Ary Barroso se tivesse vivo faria hoje 110 anos, até Garota de Ipanema nascer, Aquarela do Brasil foi a música brasileira mais tocada e gravada no exterior.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Déjà vu - Em a perda da alma

Hoje tive um Déjà vu de apertar e doer fundo. A história era com algo que perdi mas, não quero nunca mais achar. Foi tão ruim lembrar que perdi meu tênis semana passada que vou comprar outro mais colorido, alegre e cheio de formosuras para só ter bons Déjà vu. Não sei se perdi ou se junto com a minha alma foram roubados. 

A mais temida entre as maldades cometidas pelos espíritos da floresta, para os indígenas, era o roubo de alma, pois ela extraía do guerreiro sua principal arma: a identidade. Se a alma existe e se ela se resume em nossa mente e em nossos sentimentos, penso que os tais espíritos das florestas, hoje habitam os corpos de vários seres humanos tornando-os ladrões de almas.

Estes espíritos no formato de agressividade, intolerância, impaciência, falsidade, maldade, desonestidade, desrespeito, inveja, traição; roubam a alma não só do corpo que os hospedam, mas também daqueles outros seres ao seu redor.
Jung cita em “O Homem e Seus Símbolos”: “… um dos acidentes mentais mais comuns entre os povos primitivos é o que eles chamam de “a perda da alma” – que significa, como bem indica o nome, uma ruptura ou, mais tecnicamente, uma dissociação da consciência. Isso significa que a psique do indivíduo pode fragmentar-se facilmente diante de emoções incontidas”.
Segundo Léa Lima, pedagoga e psicoterapeuta, essa fragmentação ocorre diante de fatos da nossa vida que, por serem traumáticos, resistimos em enfrentá-los e, dessa forma, cindimos a nossa energia vital tornando-nos fracos e desanimados.
No instante em que lembrei do tênis  senti que foi dizimada a última parte da minha alma que ainda persistia em lutar por uma vida mais justa e mais honesta. Persistia em lutar para ser amada e respeitada.
O que será que estes espíritos tão inquietos buscam nos dias de hoje? O que eles ganham aprisionando a alma alheia? Uma das maiores injustiças é o roubo da alma, do espírito e dos sentimentos de alguém.
Os indígenas para devolver a essência, a alma, que fora subtraída do guerreiro, se enlaçavam em torno do corpo vazio e faziam um ritual de rememoração, em que a vida, as crenças e os sentimentos do guerreiro eram repassados ininterruptamente até que a sua alma fosse devolvida. 
Vou fazer o meu ritual de rememoração até que a minha alma seja devolvida, até que eu recupere a minha identidade, até que meu corpo seja preenchido com o calor do amor próprio - sou Sibila  peço licença e entro no mar os que me jogam para trás convenço-os até me deixarem reinar em seus deuses.Tomo banho de tempestade, renovam meu corpo. Brinco de abrir cachoeiras. Faço brotar flores e fechar estradas em relvas. Profetizo o amanhã. Sou Sibila, Deuses falam: Sou bondade e sou maldade, força e fraqueza, dou vida eterna e retiro, faço brilhar estrelas e desfaço-as, Sou Sibila!

sábado, 2 de novembro de 2013

Preciosidade: A Princesa do Mistério Intacto.

Então ela sorria. Como se sorrir fosse em si um objetivo. Tudo isso aconteceria se tivesse a sorte de "ninguém olhar". Séria como uma missionária tinham medo que a olhassem muito. Na gravidade da boca fechada havia a grande suplica: respeitassem-na. Mais que isso. Como se tivesse prestado voto, era obrigada a ser venerada, e, enquanto por dentro o coração batia de medo, também ela se venerava, ela a depositária de um ritmo. No chão a enorme sombra de moça sem homem, cristalizável elemento incerto que faria parte da monótona geometria das grandes cerimônias públicas.

Cada vez mais se tornava inteligente. Aprendera a pensar, O sacrifício necessário: "assim ninguém tinha coragem." Ela se concentrava ausente, guiada pela avidez do ideal.

Melancolia da liberdade, com o horizonte ainda tão longe. Dera-se ao horizonte, mas com a nostalgia do presente. O aprendizado da paciência, o juramento da espera. Do qual talvez não soubesse jamais se livrar. Desesperada por que, vigorosa, livre, não estava mais a mercê. Perdera a fé.

Era do que parecia ter sido avisada: enquanto executasse um mundo clássico, enquanto fosse impessoal, seria filha dos deuses, e assistida pelo que tem que ser feito. Mas, tendo visto o que os olhos, ao verem, diminuem, arriscara-se a ser um ela-mesma que a tradição não amparava. Por que um instante hesitou toda, perdida de um rumo. Mas, era tarde demais para recuar. 

E assim como um passe de mágica, ela deixou, sem saber por que processo, de ser a preciosa princesa do mistério intacto.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dum

Aperta bem apertado
Nó sem dó
Faz dum-dum sem tamborim
Há de parar
De muito apertar
Quem aperta?
Sem nota
Quem toca?
Sem maestro para ensinar
Toca de doer de tanto apertar
Achei que ia parar
dum-dum- dum
Doer não rima
Mas faz dum -dum apertado ficar

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Três poeminhas para brincar


Hoje acordei AZUL

bolinhas de sabão para tentar

Dormi dor de LARANJA

E sonhei VERMELHO de amar

Vou dormir CINZAS

Para acordar colorida
E ver a dor passar.


Desejo

Vontade

Quanto mais com você
Desejo

Com a vontade
De ficar quanto mais
Com vontade de desejo

 a mais
 Por você


*O amor, então, 
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei é que transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva
ou rima.

*De, Menina Pereba.




sábado, 7 de setembro de 2013

Vale- Cultura, valendo!

Os trabalhadores que receberem de suas empresas o vale-cultura poderão usar o benefício de R$ 50 mensais para pagar a mensalidade de cursos de artes, dança, audiovisual, circo, fotografia, música, teatro e literatura. A autorização consta de uma instrução normativa publicada nesta sexta-feira (6), no Diário Oficial da União (DOU).


A Instrução Normativa define os procedimentos de funcionamento do Programa Vale-Cultura, complementando o decreto presidencial que foi publicado no último dia 27 e regulamentou programa.

Os R$ 50 serão concedidos a trabalhadores contratados pelo Regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por empresas que aderirem voluntariamente ao programa em troca de descontos no Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). A expectativa das autoridades é que o Vale-Cultura beneficie até 42 milhões de trabalhadores celetistas, podendo injetar até R$ 25 bilhões anuais no setor.

Deverão ser beneficiados preferencialmente os empregados que ganham até cinco salários mínimos - R$ 3.390. Os que recebem salários acima do valor também poderão ser contemplados, desde que suas empresas já tenham garantido o benefício a todos os funcionários do grupo preferencial. Para os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, os descontos sobre os R$ 50 variam de 2% a 10%, conforme a faixa de ganhos. Já para os que, atualmente, recebem mais que R$ 3.390, os percentuais de descontos serão maiores, de 20% a 90%.

O benefício mensal não tem prazo de validade, podendo ser acumulado para gastos maiores. Pela instrução publicada na sexta (06), além de pagar cursos de artes, o beneficiário poderá gastar o recurso para adquirir ingressos para cinemas, exposições, teatros, circos, festas populares e espetáculos musicais e de dança.

Os R$ 50 também poderão ser gastos na compra de equipamentos e de instrumentos musicais, bem como na aquisição de livros, peças de artesanato, esculturas, discos de CD e de DVD. O benefício também poderá ser gasto com jornais e revistas em bancas e livrarias credenciadas ao programa.

As empresas que interessadas em conceder o vale-cultura aos seus trabalhadores deverão se inscrever na Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), vinculada ao ministério, responsável por administrar o Programa de Cultura do Trabalhador. A inscrição deverá ser solicitada por meio do site www.cultura.gov.br, a partir de 7 de outubro. Já no momento da inscrição, a interessada deverá indicar a empresa operadora de cartões benefícios credenciados ao Ministério da Cultura de sua preferência e o número de empregados aptos a receber os R$ 50, conforme a faixa de renda mensal.

A instrução normativa ainda estabelece que o Programa de Cultura do Trabalhador e consequentemente o Vale-Cultura deverá ser permanentemente avaliado a fim de que seja verificado se seus objetivos estão sendo cumpridos, com os resultados para a economia da cultura do país.

Fonte: vermelho.org

domingo, 25 de agosto de 2013

Por que tanto medo dos médicos cubanos?

A direita ultra-conservadora está com medo dos médicos cubanos, porque a medicina de Cuba não é ultra-dependente de duas grandes máfias industriais: a dos diagnósticos e a farmacêutica.

A discussão sobre ideologias médicas não é nova e foi trazida para o Brasil pelo  Sérgio Arouca, a partir de Canguilhem. Nenhum dos dois está vivo, mas a discussão continua, no meio acadêmico, na crítica severa à medicamentação excessiva dos sujeitos, o que produz enormes lucros das farmacêuticas.

Outra discussão em curso e que também não encontra voz no senso comum e na mídia é a substituição da escuta e do diálogo pela intermediação, por vezes desnecessária, pelos aparatos tecnológicos: uma indústria que movimenta bilhões de dólares (e que alimenta gigantes da mídia, como a Sony e a MGM, que tem braços empresariais no setor das diagnoimagens) e é vendida sem que se esclareça sua determinação pelo lucro. É uma verdadeira "tirania" das máquinas de diagnóstico, que se transformou em febre das taxonomias médicas.

A medicina cubana não tem grandes recursos. Teve que se virar com o que tem. E o que tem é gente. Afinal, e no final das contas, quando vamos ao médico queremos, em primeiro lugar, ser ouvidos. E remédios não escutam. Máquinas não confortam.


domingo, 11 de agosto de 2013

Solidão Conectada X Coletividade Desconectada

Estamos cada vez mais sozinhos. Temos a cada dia mais canais de comunicação que dá intenção de uma coletividade, cada vez mais conectada. Será? Temos milhares de amigos em redes sociais, agendas telefônicas gigantescas, listas diferenciadas para cada assunto de mensagem e grupo de pessoas para quem queremos enviar. Estamos o dia inteiro ao celular, na rede, e mesmo nos bares, nas baladas, nos shows, na vida social agitadíssima que precisamos ter para podermos encontrar todos os nossos amigos.

Mas estamos cada vez mais sozinhos. Nossos inúmeros amigos não suportam ouvir nossos desabafos quando precisamos. Eles nos querem alegres e felizes sempre, para aproveitarmos tudo da vida. Isso é aproveitar?

Os consultórios dos psicólogos estão cada dia mais cheios, mais concorridos. E isso ocorre na época em que estamos mais conectado com o mundo inteiro. Mas não temos tempo para passar o tempo, para conversar sobre a vida, para ver o pôr-do-sol, para fazer nada, mas nada mesmo.

Quando éramos desconectados, tínhamos pouquíssimos amigos. Mas eles sempre estavam por perto quando precisávamos. Sim, estes amigos ainda existem. Mas todos nós temos cada vez menos tempo para a vida real; para os amigos reais. Na rede, amigos reais e amigos ocasionais, ou simplesmente alguns que adicionamos porque são gente boa, todos têm o mesmo status de amigos. Mas isso não corresponde à verdade. É até injusto com os amigos leais, aqueles poucos que realmente nos suportam nos momentos difíceis. São amigos matemáticos, onde quanto mais, melhor. Quanto mais, maior sua popularidade nas redes.

E nossa solidão coletiva, vivemos tudo de uma vez sem sentir cada momento. E   ninguém mais pode querer pensar sobre a vida. É inimaginável viver tão conectado na solidão e mais ainda desconectado na coletividade.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Como Crianças Reagem a Um Prato Vazio e Cheio;Socialismo esta em nossa natureza ou não?

Presente do Universo

Hoje, saindo da academia dei de cara com uma lua de presente! Laranja, linda, gigante, imoral, indecente, atrevida e enxerida bem no meio da rua, guiando meu caminho pra casa. Cheguei a levar um susto quando a vi pela primeira vez, e depois não conseguia tirar os olhos dela. Quando cheguei em casa, ela estava alta, mas continuava impressionante.

Valeu, Universo, pelo presente!

Espero que o Universo esteja mandando presentes legais para todos vocês! E que todo mundo perceba e valorize.

domingo, 23 de junho de 2013

Os filhos do Impeachment Collor

Em homenagem ao meu filho Luan, que me disse: - Mãe, ser patriota está na moda!

O Brasil acordou. Nunca houve Conjuração Baiana, Insurreição Pernambucana e ou a Inconfidência Mineira. Nunca houve a Revolta de 30 e 32. Nunca houve Ditadura Militar, onde milhares de brasileiros morreram para que pudéssemos nos organizar livremente em Partidos Políticos, entidades, sindicatos e ter o direto à manifestarmos livremente.

Nunca saímos as ruas para derrubar ex-presidente Collor, que roubou dinheiro das cadernetas de poupanças da Classe Média. Nunca acampamos na porta do Ministério da Educação, para combater as sandices do Paulo Renato, FHC e companhia-  quando tentaram vender nossas Universidades Públicas à estrangeiros.

Sim fizemos isso. O Brasil nunca dormiu. Mas, sempre mostramos nossas caras e nossa bandeiras, por que temos a certeza da legitimidades de nossos atos.

Os filhos do Impeachment Collor apreenderam a palavra corrupção no governo Lula, através da uma mídia tendenciosa e sem compromisso com a informação, em um país onde a educação é falha e não há memória histórica.

Há se tivéssemos abertos os arquivos da ditadura  e ensinado a turma de anônimos, nossa história, há se tivéssemos regulamentado o financiamento público aos meios de comunicação. Culpa nossa!

Não. Eu não vou à primavera Árabe ou Paris, para entender o que está acontecendo. Eu pintei a cara e fui às ruas na década de 90. Passei fome e muito perrengue lutando por uma Educação pública de qualidade, apanhei de Polícia e queimei  bandeira dos Estados Unidos por diversas vezes. Eu fico na história do povo brasileiro, para dizer o que está acontecendo.

Qualquer análise superficial nesse momento, pode demonstrar pequenez de pensamento,
os atos e passeatas tinham como eixo, desde o seu início, a luta pela redução das tarifas do transporte urbano, num quadro em que esse transporte é caro e de péssima qualidade, a reivindicação calou fundo e alcançou enorme adesão popular. Essa “bandeira” é do país, das trabalhadoras e trabalhadores.

Mas por estímulo da mídia a serviço de interesses individuais e de centros de poder que se mantêm ocultos e atuando por meio de algumas redes sociais na internet, as manifestações, em alguns casos, foram infiltradas por grupos de provocadores, que recorrem à violência, aterrorizando a população, depredando ou tentando invadir sedes de ministérios, prefeituras, bancos e estabelecimentos comerciais. 

O que poderia ser uma festa cívica e democrática está sendo transformado em crise política e social. Mobilizar o povo em atos organizados para exigir direitos e reformas estruturais no país é algo indispensável e tarefa dos partidos de esquerda e das organizações do movimento social, que corresponde aos interesses e aspirações do povo brasileiro a uma vida digna, à democracia ampla e participativa e ao progresso social. 

Deturpar estas aspirações, transformando justos protestos sociais em ações violentas para atirar o país no caos, serve a interesses antinacionais. O povo quer avançar na construção da democracia. Continuará na luta por seus direitos e rejeitará as manobras golpistas da direita. 

Sumayra Oliveira
Ex-líder estudantil, ativista e com muito orgulho Presidente de um partido de esquerda. - PCdoB


Bibliografia.

Editorial do Site www.vermelho.org.br acessado em 23/06/13.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Correr

Gosto de correr. 
Exercício de liberdade. 
Durante o dia, quero começar a andar. 
Quero deixar de ter pressa, desacelerar. 
Quero pisar na areia e olhar para o mar. 
Quero deitar na rede e olhar o luar. 
Correr para engolir vento, pisar em frutas de árvores no chão e pensar na transformação.  
Quero andar. 
Quero amar. 
Quero mar e ar. 
Quero o luar. 
Quero tudo ao mesmo tempo.
Correr e andar devagar. 
De vagar.

Pablo Picasso. Mulheres Correndo na Praia. 1922. Oleó sobre madeira. Museu Picasso, Paris, França


segunda-feira, 1 de abril de 2013

O sonho de uma cidade mais humana, com um Projeto Humano.


Posso dizer que a vida me trouxe até aqui, percebendo que o “sonho” é o primeiro passo para desenhar uma grande realização. O imaginário e a subjetividade fazem parte de um importante registro para as nossas ações,  as idéias são visões imaginativas originais, não somente porque elas envolvem imagens particulares, mas no sentido de que envolvem mudanças na nossa visão de mundo, a forma geral pela qual percebemos a vida. Por exemplo, a imagem da máquina, transformou a visão de mundo durante a Renascença e com certeza os criadores a imaginaram antes que existisse de fato (Vecchiatti, 2004). Aqui a prerrogativa é válida mais uma vez. Hoje sonhamos alto. Com uma cidade que queremos. 
Amanhã (02), faço visita de campo para definir os espaços de um grande Projeto Estruturante, com objetivo de ampliar as possibilidades de compreensão e colaborar para um melhor entendimento entre os cidadãos, formar novos agentes e atores culturais, novos públicos e contribuir para uma geração de jovens, que possam através da arte, em seus múltiplos entendimentos,  construir uma cidade mais humana. 

domingo, 31 de março de 2013

Avaliação - Um olhar de 100 dias na Cultura – Uberaba (MG).

Este texto tem por objetivo, apresentar um olhar e alguns dados dos 100 primeiros dias de governo no campo da cultura. O trabalho consolida informações provenientes de um conjunto de instrumentos da pesquisa avaliativa, sendo, a análise histórica, a observação participante e alguns quadros comparativos.
Os dados, indicadores e interpretações apresentados abrem espaço para apreciar parte da realidade complexa que constitui e envolve o orgão gestor – A Fundação Cultural de Uberaba. Permitindo consolidar hipóteses para a reflexão sobre o desenho e a implementação de políticas públicas, alimentando o debate a respeito dos significados das políticas culturais, seus desafios e limites. Isto em um quadro no qual a cultura deva, estabelece profundas relações com o desenvolvimento social, a democracia e a proteção e promoção da diversidade cultural.
Para tanto, o estudo conta com duas partes. A parte 1 apresenta a pesquisa, seu desenho teórico, objetivos, instrumentos e resultados para a interpretação enquanto política pública de cultura e circuitos cultruais.  A parte 2 programas estruturantes e a instância organizacional.

1.       Políticas Públicas Culturais e os objetivos da avaliação

A atual gestão, da Fundação Cultural de Uberaba compreende as políticas culturais em programas referentes a problemas locais. Para eles são elaborados enunciados que delimitam um campo de questões, estratégias e ações suficientes para enfrentá-los, resolvê-los ou minimizá-los. A este conjunto de proposições denomina-se teoria do planejamento de gestão, que orienta as ações, dando coerência conceitual ao conjunto de operações e resultados do programa municipal de cultura.
De sua parte, a Fundação Cultural de Uberaba incentiva a produção artística e trabalha com programas de proteção ao patrimônio cultural, por intermédio do Conselho de Patrimônio, Histórico e Artisitico de Uberaba (CONPHAU) e com outros ou dois programas estruturantes (serão tratados mais à frente), no sentido de formar novos agentes culturais, artistas e produtores, com ações diretas com a comunidade.

Pesquisa
O foco aqui será dado às instâncias organizacionais (Fundação Cultural de Uberaba (FCU), mercado e comunidades) e às suas capacidades de coordenar e proporcionar articulações políticas entre os agentes culturais de forma a atingir os fins almejados. A ênfase recairá sobre o poder público, em particular a FCU, que exerce certa governabilidade sobre recursos estratégicos e sobre a sociedade artística da cidade. E os promotores de circuitos que vão associam sistematicamente agentes culturais e a FCU, que regulam a comunicação entre esses autores.
O importante é que a comunicação deve ser vista como um processo de coordenação do fluxo das ações e informações. A diversidade dos circuitos culturais indica a necessidade de uma multiplicidade de ações de políticas culturais, cada uma delas com desenhos e formas de ação específicas, a par de arranjos institucionais variados.
Os incentivos à consolidação dos circuitos implicam, adicionalmente:
a. valorizar a diversidade e reconhecer atores no jogo político e cultural;
b. incentivar a comunicação dos agentes culturais entre si; e
c. estimular a comunicação com a FCU,

A questão central da avaliação de políticas públicas, que envolve padrões de ação, coordenação e comunicação entre os agentes, é saber da qualidade dos padrões de comunicação. Há que se afirmar que a resposta a essas questões deve ser dada em dois níveis. Primeiramente, responde-se no âmbito dos valores políticos mais amplos, o que requer relacionar a política cultural ao campo dos valores democráticos. O segundo nível relaciona-se a um espaço de questões específicas, referentes à realização das políticas e ações propriamente ditas.
A reformulação do site culturauberaba, com um cadastro online dos artistas estabelencendo assim uma comunicação externa, onde o acesso é aberto diretamente com a FCU, no sentido de elaborar editais de demandas reais da produção local, mas principalmente junto das associações periféricas e comunitárias que, sem políticas deste tipo, não ganhariam visibilidade nem receberiam apoio público. É o caminho para solucionar o campo de diálogo democratico.

1.1   Circuitos culturais, espetáculos e produções: direitos, democracia e diversidade cultural
Nesta avaliação, o objeto de ação das políticas culturais é constituído pelos circuitos culturais. A intenção ou objetivo das políticas culturais relaciona-se com a democracia política e social. As políticas culturais não têm uma finalidade em si, mas visam a processos mais amplos relacionados aos valores políticos e à igual dignidade conferida à vida de cada um. Portanto, ligam-se a processos e valores mais gerais de desenvolvimento social. Enfim, as políticas culturais relacionam-se com a cultura política.
É possível definir as políticas culturais por sua conformação em processos de democratização de acesso a bens tradicionais ou legítimos, a exemplo da disseminação da música, do balé ou do teatro. Entretanto, aqui se diz que estes são um subconjunto do objetivo da política cultural, porquanto esta intenção é apenas uma possibilidade entre outras.
Em relação às políticas, deve-se dizer que, especialmente no âmbito cultural, não devem ser reduzidas a mecanismos instrumentais e burocráticos com o escopo de “integração”, como ocorreu nos períodos autoritários, ou de “criar hegemonias ou contra-hegemonias”, “desenvolver ou levar consciência ao povo”, como pretenderam diversos atores políticos e grupos culturais no Brasil. Longe de se limitarem aos seus objetivos gerais, como democracia cultural e promoção da diversidade, as políticas culturais devem traduzir seus objetivos em ações e processos específicos, os quais são chamados de circuitos culturais.
O uso do conceito de circuitos culturais, mais operacional que o de cultura, tem um desdobramento. Leva à necessidade de considerar que, em vez de “cultura”, enquanto objeto físico ou conjunto de crenças capturável, existem circuitos culturais, caracterizados pela capilaridade, mobilidade, descentralização e multiplicidade em suas articulações e interdependências.
Ações desenvolvidas nesses 100 dias foram:
a.       Carnaval de Marchinhas, e descetralizado, onde objetivou contar a história do carnaval de Uberaba e garantir a festa popular, movimentou um público de 10 a 15 mil pessoas dias, com um gasto em cerca de R$ 200 mil reais;
b.      Mostra de Jazz e Musica Intrumental, em parceria de agentes e produtores locais e internacionais, movimentamos diversos locais da cidade e contemplou o projeto de revitalização da Praça Afonso Pena – Conha Acustica;
c.       Aniversário da Cidade de Uberaba, dois dias de eventos com apresentações regionais e nacionais, desde varal de poesia até show com a banda Babado Novo e a Velha Guarda da Mangueira, que também abriu a discussão sobre novas formas de financiamento as escolas de sambas.  
d.      Integração no bairro, em parceria com a rede integração no bairro São Benedito;
e.      Semana Municipal do Artesanato, uma forma de repensar o desenvolvimento local, atráves do estimulo da produção de artesanato e valorização dos artesãos.
f.        Lançamento do Edital do Festival Nacional de Catira, para contratação da equipe de pesquisa e trabalho, na formatação do festival que visa valorizar e produzir um documentário dos 450 anos de catira.

1.2 Instâncias organizativas: estado, mercado e sociedade civil (comunidades)
As políticas culturais têm como objeto os circuitos culturais, formas de organização social que associam sistematicamente agentes culturais e instituições que regulam sua comunicação, ou seja, produção, transmissão e recepção (consumo ou reconhecimento).
Com efeito, os macrocircuitos culturais estão expressos no texto da CF de 1988, que indica a necessidade de implementar políticas culturais na educação, nas comunicações de massa, na indústria e nos mercados culturais (livros, imprensa, indústria fonográfica, televisão, cinema, serviços audiovisuais, fotografia, publicidade), e também, obviamente, nas artes, assim como políticas que promovam as ações de proteção das condições de desenvolvimento de comunidades tradicionais. Estas atividades acionam circuitos diversos, que se inter-relacionam, se articulam, se movem e se cruzam em vários pontos.
O objetivo de dinamização dos circuitos culturais responde claramente à ideia de democracia cultural, pois envolve respeito pelo diverso em toda a sua extensão (produção, recepção, transmissão e reconhecimento) e admite a existência de uma multiplicidade de agentes culturais que efetivamente produzem e usam instrumentos e bens culturais no dia a dia.
As políticas públicas culturais envolvem programas públicos que coordenam as ações de agentes culturais, e estes podem ter como instâncias organizativas os mercados, a própria administração pública ou as comunidades (sociedade civil).
Assim, é dever do Estado garantir e proteger os direitos culturais. Deve-se reconhecer que o Estado pode tanto executar quanto incentivar e reconhecer formas culturais relacionadas a dinamismos de mercado ou comunitários.
Além disso, pode-se dizer que os mercados e comunidades, enquanto instâncias reguladoras, planejam ações e realizam suas políticas culturais, pois associam agentes culturais a circuitos. Não interessa aqui esta acepção ampliada de política cultural; apenas se afirma que o conceito de circuito cultural é compatível com a leitura do que está exposto na CF de 1988, nos artigos culturais e no conjunto do texto. Dessa maneira, a CF é referência para o conceito aqui disposto.
Consoante esse entendimento, o conceito de circuitos culturais não se confunde com o de cultura, isto é, a cultura é a constelação ou configuração de múltiplos circuitos, móveis, fluidos, que se encadeiam e se relacionam de forma complexa entre si e com instâncias organizativas. Estes circuitos podem ser tomados em diferentes escalas: local, regional, nacional ou transnacional.
Sua interpenetração nas diferentes escalas, inclusive na escala transnacional, pode ser observada tanto na influência da recepção de conteúdos audiovisuais no comportamento de produção da cultural local, como nos reflexos do uso de técnicas de produção cultural regionais em circuitos de transmissão e consumo nacionais, e assim por diante. Claro está, portanto, que o objeto das políticas culturais são os circuitos culturais, e que estes envolvem agentes culturais em processos de produção, recepção, transmissão e reconhecimento.
  
2.       Programas estruturantes e instância organizacional
2.1   Instância organizacional

A Fundação Cultural de Uberaba (FCU) é o principal orgão articulador da sociedade no meio cultural e tem conseguido, com certo êxito, proporcionar o acesso destes agentes a recursos públicos.
De qualquer forma, deve-se enfatizar que a política pública propriamente dita refere-se às ações e ao uso de mecanismos variados de coordenação disponíveis:
a. prestar informações claras a respeito dos critérios de funcionamento da FCU ;
b. estabelecer marcos regulatórios que facilitem as ações, sem descuido da transparência desejável no uso dos recursos públicos;
c. qualificar as ações administrativas realizadas pelas associações e comunidades (cursos, oficinas, capacitações em temas diversos, inclusive gestão e prestação de contas); e
d. incentivar as ações por meio de repasses financeiros e equipamentos.

Nessas dimensões, a obervação-participante demonstrou que há problemas nas condições  estruturais da administração da entidade em relação à inadequação dos marcos legais e a falta de  de Projetos estruturantes, segue os indicativos em andamento:
a.       Reforma adminsitrativa, modernização do conceito de gestão pública;
b.      Gestão em parceria com os Conselhos de Cultural, deliberativo e o Fiscal;
c.       Reformulação da Lei de Incentivo Fiscal;
d.      Em parceria com o PRONATEC, capacitação profissional para os agentes culturais, artisitas e produtores;
e.      Edital de chamamento público para carteira de projetos e apoios culturais, 2014;
f.        Reestruturação do Circo do Povo e da administração dos Teatros- Teatro Experimental de Uberaba e Teatro Vera Cruz;
g.       Reformuação
h.      Projetos estruturantes na area de cultura (topico seguinte).

2.1- Projetos estruturantes
Foram encaminhados ao Plano Plurianual (PPA) do município e estão em fase de cosntrução, os projetos estruturantes da Fundação Cultural de Uberaba:
a.                  Escola de arte:
A arte tem um poder expressivo de representar idéias através de linguagens particulares, como a literatura, a dança, a música, o teatro, a arquitetura, a fotografia, o desenho, a pintura entre outras formas expressivas que a arte assume em nosso dia a dia. A arte faz com que o ser humano possa conhecer um pouco da sua história, dos processos criativos de cada uma das linguagens artísticas, o significado de novas formas de utilizá-la, sempre se aprimorando no decorrer dos anos. Ensinar arte para crianças e adolescentes torna-se importante para o desenvolvimento cognitivo dos alunos, pois o conhecimento em arte amplia as possibilidades de compreensão do mundo e colabora para um melhor entendimento dos conteúdos relacionados a outras áreas do conhecimento, tais como matemática, língua, história e geografia. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional (Lei nº 9.394/96), no artigo 26, inciso 2º, dispõe que “o ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. Os Parâmetros Curriculares (PCN,1997) dão à área de arte uma grande abrangência, propondo quatro modalidades artísticas: 1ª - Artes visuais: com maior amplitude que artes plásticas, englobando artes gráficas, vídeo, cinema, fotografia e as novas tecnologias, como arte em computador. 2º - Música 3º - Teatro 4º - Dança, que é demarcada como uma modalidade específica.

b.      Orquestra de Música:
Uma Orquestra Municipal se justifica pelo incentivo a difusão cultural da arte e objetiva atrair estudantes para seu aperfeiçoamento musical, com prática de música em grupo e intercâmbios. Snyders (1992), em seu livro “A escola pode ensinar as alegrias da música” questiona: a escola pode ensinar a alegria cultural? Mas há outra coisa a ser ensinada na escola além da alegria cultural? Segundo o autor, o ensino da música destina-se a fazer com que os alunos encontrem mais alegria na música, e tem sua justificativa no fato de existirem obras muito mais bonitas do que as que ouvimos no dia-a-dia. Esta tarefa não é impossível, diz ele, pois na alegria musical existem elementos de continuidade em face das rupturas da obra prima: os sentimentos musicais e os sentimentos do dia-a-dia são, de certa forma, os mesmos, embora no caso da obra-prima estejam estilizados, delimitados, medidos – e não mais emaranhados. É possível fazer os alunos perceberem as semelhanças e diferenças entre essas experiências e, a partir disso a escola poderá tornar mais firme, alargar e levar à plenitude a consciência estética e as alegrias musicais vividas pelos alunos.
  
 Referências
IPEA. Avaliação do Programa Educação Cultura e Cidadania: Cultura Viva. Brasília: IPEA/FUNDAJ, Relatório, 2009.
LAHIRE, B. Crenças coletivas e desigualdades culturais, Educação e Sociedade. Campinas, Vol. 24, número 84, p. 983-995, setembro de 2003
SARAVIA, S. R. Introdução à análise de políticas públicas. In: SARAIVA, E.; FERRAREZI, E. Políticas Públicas. Brasília: ENAP, Volume 1, 2006.






domingo, 24 de março de 2013

Calendário Popular e Cultural de Uberaba


Organizado com base na Lei 11.378/2012, que dispõe sobre a Consolidação da Legislação Municipal do Calendário Popular. 
Eventos que não constam datas específicas, não incorporaram o texto. E outras comemorações nacionais, que não compõem a Lei Municipal, foram adicionadas. 

Janeiro 
01-Confraternização Universal 
12- Dia do frentista 
Festa de Santo Reis 
Fevereiro 
Expoinel Minas 
Encontro de Folia de Reis 
Carnaval  
Mostra de Jazz e Música Instrumental 
23- Dia Municipal do Rotaryano  

Março 
01-Dia Municipal de Prevenção e Combate ao Bullying Escolar 
02Aniversário de Uberaba 
05 – Dia Nacional da Música 
08- Dia Internacional da Mulher 
08- Dia Municipal de Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama e de combate ao câncer de colo do útero 
19- Dia Municipal do Artesão – Semana do Artesanato  
27- Dia Nacional do Circo 
29- Sexta-feira da Paixão de Cristo.. 
31 – Páscoa 
Abril 
02- Semana Municipal de Incentivo a Doação de Órgãos 
11- Dia da Escola de Samba 
19- Dia Mundial da Dança 
20  Aniversário de Teatro Experimental de Uberaba (TEU) 
21- Tiradentes 
22 a 25 – Semana do Choro 
25 - Semana de Conscientização e Prevenção à Alienação Parental 
27- Dia Municipal do Empregado Doméstico 
30- Dia Internacional do Jazz 
Na terceira semana do mês de abril como data comemorativa da Semana Municipal do Rodeio “Os Inconseqüentes 
Festival Nacional de Catira 

Maio  
01-Dia do Trabalho  
03Expozebu – Exposição de Gado Zebu;  
08- Dia do artista plástico  
11- Festival Nacional de Catira  
12- Dia do Trabalhador da Saúde 
13 - Dia Treze de Maio: Congos e Moçambique 
13- Festa de Santa Rita 
13 a 19- Semana Nacional de Museus 
15- Dia Municipal do Assistente Social 
16- Dia Municipal do Gari 
17- Dia Municipal de Luta Contra a Homofobia  
30- Corpus Christi 
Junho 
05- Semana do Meio Ambiente 
19- Dia o cineasta nacional 
26- Dia Municipal dos Policiais Militares Inativos 
28- Dia Internacional do Orgulho Gay 
30- Dia Municipal "MÉDIUM CHICO XAVIER 
Semana Municipal de Inclusão Social no Trânsito 
Julho 
05 a 14 – Semana do Orgulho  
05- Festival de Quadrilha 
16- Dia do Comerciante 
25- Dia Internacional do Escritor 
25- Dia Municipal do Taxista 
25- Dia da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, 
27- Dia do Motociclista 
Semana do Orgulho GLBTS – Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transgêneros e Simpatizantes e a Parada Gay 
Agosto 
02 - Dia do Líder Comunitário 
03 - Dia do Capoeirista 
09- DIA MUNICIPAL DE AÇÃO DA CIDADANIA CONTRA A MISÉRIA E PELA VIDA 
11- Dia do Advogado 
12- Dia Nacional das Artes 
15 – Nossa Senhora da Abadia 
15- Dia Mundial do Fotografo 
17- Semana Municipal do Patrimônio Histórico 
22- Dia Folclore 
23 - Comemoração da cultura Luso-afro-brasileira 
24- Dia do Artista 
Congresso Espírita de Uberaba 
Festival Novas Tendências
Setembro 
01-Dia do Professor de Educação Física 
07- Independência do Brasil 
09- Dia do Administrador 
10- Dia do Policial Civil 
10- Dia Nacional da Seresta 
11- Dia Municipal do Karateca 
15 – Encontro de Folia de Reis 
19- Dia do Teatro 
22- Dia do Contador 
26- Dia Municipal dos Gêmeos 
27- AMIGO DO IDOSO 
27 a 29 – Encontro de Corais Uberaba e Região  
Expoinel 
FEMEU –Festival de Música de Uberaba 


Outubro 
01-Dia Municipal de Prevenção e Controle da Hipertensão Arterial 
06- Dia Municipal do Tecnólogo em Desenvolvimento Social 
07- Dia Nacional do Compositor 
07 a 12 – Mostra Infantil de Teatro 
12 –Desfile de Congadas e Moçambiques 
08- Dia Municipal do Serviço Leonístico “LIONS” 
09- Dia de Nossa Senhora do Rosário (Encontro de Congadas e Moçambique) 
10- Dia do Guarda Municipal 
12- Nossa Senhora da Aparecida 
12- Dia das Crianças 
18- Dia Municipal de Defesa de Saúde Pública 
25- SEMANA OUTUBRO ROSA 
25- Dia do Odontólogo 31- Dia do Saci e seus amigos 
31- Dia Municipal da Poesia 
Semana Municipal da Primeira Infância 
Semana Municipal de Vivência em Valores Humanos 
Semana Municipal de Ciência e Tecnologia 
Novembro 
02- Finados 
05 – Dia Nacional da Cultura e do Cinema 
03- DIA MUNICIPAL DO CABELEIREIRO E ARTES AFINS 
10- Dia da Vigilância Sanitária 15- Proclamação da República 
20 - Dia Municipal da Consciência Negra (Feriado) 
21- Festival Nacional de MPB 
25- DIA MUNICIPAL DO DOADOR VOLUNTÁRIO DE SANGUE 
27- AMIGO DO IDOSO 
Festa de Medalha Milagrosa 
Dezembro 
05- Dia Municipal do Voluntariado 
05- Dia Nacional do Samba 
10- Dia do Palhaço 
11- Dia Municipal das Pessoas com Necessidades Especiais 
16 – Dia do Teatro amador  
21 – Dia do artista profissional  
25- Natal de Luz