O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando
Haddad, começou a trabalhar para viabilizar uma possível aliança com o PSD do
prefeito Gilberto Kassab. Segundo informação publicada no jornal Folha de São
Paulo, o ex-ministro da Educação teria citado o ex-presidente do Banco Central
Henrique Meirelles como um possível vice para sua chapa.
Em janeiro, Kassab propôs ao ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva uma aliança.Haddad tem ressalvas contra o vice sugerido por Kassab,
seu secretário de Educação, Alexandre Schneider. Já a presença de Meirelles na
chapa agregaria "novas forças" à coligação por ele ter integrado o
governo Lula.
Os petistas contrários ao acordo, no entanto, ainda não se
deram por vencidos. A resistência ao prefeito reuniu o antigo grupo da senadora
Marta Suplicy,principal voz até agora a tornar pública sua contrariedade.
PSDB
A aproximação entre Kassab e o PT pode ter influenciado o
ex-governador José Serra a voltar atrás em sua decisão de não concorrer à
Prefeitura de São Paulo.Segundo a Folha — depois de ter afirmado publicamente
que não iria disputar as eleições — o candidato derrotado nas eleições
presidenciais de 2002 e 2010 iniciou negociações com o governador Geraldo
Alckmin para entrar na disputa.
Serra,que ainda alimenta o sonho de concorrer à Presidência
pela terceira vez,conversou com Alckmin na semana passada e disse que estava
reconsiderando a decisão. O encarregado de levar ao Palácio dos Bandeirantes as
condições de Serra para entrar na disputa foi o ex-vice-governador Alberto
Goldman.
Entre as exigência de Serra está a interferência do
governador para "aparar as arestas" internas com os quatro
pré-candidatos tucanos inscritos para a prévia do partido, marcada para 4 de
março.
O maior entrave a um consenso pela candidatura de Serra são
os quatro pré-candidatos tucanos — Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e
Ricardo Trípoli. Desses, os mais resistentes a abrir mão das prévias seriam
Aníbal e Trípoli.
Quer, ainda, garantia de que Alckmin atuará para costurar um
arco de alianças que dê suporte à sua postulação. Na quinta-feira (16), por
exemplo, será anunciada a entrada do PDT no governo do estado.
O deputado Paulinho da Força, presidente da legenda paulista
e que tem se apresentado como pré-candidato, passou a não descartar apoio ao
PSDB no primeiro turno. O PSB também negocia com os tucanos, a partir da
promessa de apoio do PSDB ao seu candidato em Campinas, Jonas Donizette.
Netinho de Paula
Em pesquisa Datafolha divulgada em dezembro de 2011 o
pré-candidato pelo PCdoB, Netinho de Paula (PCdoB) e ex-deputado Celso
Russomano (PRB) ficaram tecnicamente empatados na preferência dos paulistanos
para a Prefeitura de São Paulo. Os dados da última pesquisa apontam que eles
lideram em quatro dos cinco cenários avaliados. O comunista varia sempre entre
13% e 15% das intenções de voto e tem grande aceitação no eleitorado mais
jovem, atingindo 20% entre aqueles que têm entre 16 e 24 anos.
Fonte: Redação do Vermelho.
Amiga, li essa notícia na folha esses dias e fiquei pensando como o mundo dá volta. O PSD, ala dissidente do DEM, e que tem Katia Abreu à frente, agora com o PT. Eu não me assusto com mais nada, e definitivamente as ideologias foram pro ralo, sem querer fazer julgamento, apenas uma constatação mesmo. Atenção redobrada ao ser humano mesmo e sua história, em que pese ser difícil, por enquanto, dissociarmos uma coisa da outra. Depois de 25 anos no PT, 1 no PV e alguns meses no PSDB vejo que a vaidade, o egoísmo, as puxadas de tapete nos próprios "companheiros" e as "panelinhas" existem em todo lugar mesmo, é próprio do ser humano!!?? Antigamente a "direita" era ligado ao militarismo, aos coronéis, e a "esquerda" era até uma filosofia de vida, que depois de se institucionalizar partidariamente vou ruindo também. Certamente é hora de pararmos de achar que somos os donos da verdade e que "eles" sempre estão errados. Tá tudo junto e misturado!!!! a política tá mais abstrata do que arte contemporânea pós moderna... há uma desconstrução necessária, ainda que muitos tentem remar contra a maré. Mudanças de paradigmas? Talvez seja. Resta saber se estamos preparados para isso. Abraços.
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