domingo, 27 de dezembro de 2009

Borboleta em 2010

No dia 2 de janeiro, escrevi uma crônica chamada: “2009 ou tanto faz, uma visão geral e particular”, essas que a gente fala das pretensões para o ano novo. Acabei de reler e sinceramente, ficou confusa, poderia ter feito dois textos; um abordando a eleição da mesa diretora do poder legislativo municipal, e outro das minhas impressões reflexivas pessoais.


Pois bem, este aqui será o meu olhar particular para 2010 retrocedendo em 2009. Pretendo fazer sim outro texto do “geral”, não porque  o externo é fato social interiorizado, até porque pra mim o fato externo é reflexo da história humana, mas agora quero somente interiorizar. Vou fazer aqui um Ctrl C e um Ctrl V de um pedaço da minha crônica citada, para servir como ponto de partida, para a chegada á 2010:


“A natureza humana não é humana o bastante. As minhas ações visam à liberdade, sem dogmas nem fé, em favor de outros fins que o poder, a riqueza ou o puro prazer. O homem que age pensando somente nestes objetivos, não escolhe e não faz sua história, estaria apenas seguindo sua natureza, deixando de ser humano, e isso, é passividade de reflexão, que por sinal, diminui a ação, porque afeta a interrogação que o homem traz em si próprio e sobre si próprio, seguindo o que é determinado e não agindo com liberdade.” (http://sumayra.blogspot.com/search/label/Poemas)


Marx na veia! Tento todos os dias ser e agir assim. Isso num significa ser santa, heroína ou Mafalda. Tento ser uma “grande borboleta que leve numa asa a lua e o sol na outra, e entre as duas, a seta - A grande borboleta que seja completa e seja mente solta”. Ser livre, na essência do pensamento , sem ficar com medo de percorrer as diversidades da vida. Tenho pensando fixamente em viver uma possibilidade internacional, sendo eu, brasileira, mineira e mãe do Luan.


Em 2010 continuo tentando ser uma grande borboleta, mas buscando a mineridade goiana de Cora Coralina:

Meu companheiro de vida será um homem corajoso de trabalho, servidor do próximo, honesto e simples, de pensamentos limpos... Seremos alegres e estaremos sempre a cantar... Teremos uma fazenda e um Horto Florestal.
Plantaremos o mogno, o jacarandá, o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro. Plantarei árvores para as gerações futuras... Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens e mulheres, ligados profundamente ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar. E eu morrerei tranqüilamente dentro de um campo de trigo ou milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros...”


Quero ser tão livre para poder ser um só em dois, ser amada e amar, quero ser tão livre para transmitir pensamentos sem ferir a liberdade do outro, quer ser tão livre para deixar meu trabalho como exemplo da simplicidade e verdade, onde realmente está a minha liberdade.

Feliz e livre 2010!


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