quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Uberaba não é uma ilha auto-suficiente


Alguns nativos pensam que Uberaba é uma ilha auto-suficiente no meio do nada. Quando leio no jornal que a indicação da Maria Foster para Petrobrás foi cantada pela primeira vez em Uberaba, é de arrepiar.

O Brasil ligado em notícia política sabe que o José Sergio Gabrielli é candidato. E a Maria Foster assumiria no lugar dele. Um apelo! Vamos parar de subestimar a capacidade dos leitores, com o complexo de umbigo.

E entre ilhas, umbigos e apelos a reflexão é em outro seguimento. Bem antes do Decreto de D. João VI, criando a freguesia no distrito de Uberaba, em 1820, começaram às construções de uma cidade bem entrelaçada com o país. E neste processo, tem muita história para contar a partir das casas e casarões que reafirmam nossa identidade de Brasil.

Enquanto estou escrevendo este texto, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), está reunido com o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília, para avaliar as propostas de tombamento em várias cidades, aumentando assim o ICMS cultural dos municípios.

O que me leva a pensar que Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (CONPHAU), desenvolveu nos últimos anos o estigma de ilha em meio ao nada. Casas históricas indo ao chão, edifícios como o primeiro hotel da região se perdendo em nossas memórias e sem processos em andamentos para tombamentos.

O que mais entristece, é que e nessa ilha (CONPHAU), tem nativos de excelência com capacidade para fazer à “História” do Patrimônio material em Uberaba e sem nenhum complexo de umbigo.

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