Alguns nativos pensam que Uberaba é uma ilha auto-suficiente
no meio do nada. Quando leio no jornal que a indicação da Maria Foster para
Petrobrás foi cantada pela primeira vez em Uberaba, é de arrepiar.
O Brasil ligado em notícia política sabe que o José Sergio Gabrielli é candidato.
E a Maria Foster assumiria no lugar dele. Um apelo! Vamos parar de subestimar a
capacidade dos leitores, com o complexo de umbigo.
E entre ilhas, umbigos e apelos a reflexão é em outro seguimento. Bem
antes do Decreto de D. João VI, criando a freguesia no distrito de Uberaba, em 1820, começaram às construções de uma
cidade bem entrelaçada com o país. E neste processo, tem muita história para
contar a partir das casas e casarões que reafirmam nossa identidade de Brasil.
Enquanto estou escrevendo este texto, o Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), está reunido com o Conselho
Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília, para avaliar as propostas de
tombamento em várias cidades, aumentando assim o ICMS cultural dos municípios.
O que me leva a pensar que Conselho de Patrimônio Histórico
e Artístico de Uberaba (CONPHAU), desenvolveu nos últimos anos o estigma de ilha
em meio ao nada. Casas históricas indo ao chão, edifícios como o primeiro hotel
da região se perdendo em nossas memórias e sem processos em andamentos para
tombamentos.
O que mais entristece, é que e nessa ilha (CONPHAU), tem
nativos de excelência com capacidade para fazer à “História” do Patrimônio
material em Uberaba e sem nenhum complexo de umbigo.
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