quinta-feira, 1 de março de 2012

Malditas as feministas*


Malditas as feministas, aquelas que mostraram as mamas e queimaram os sutiãs.Malditas aquelas que nos privaram do direito do crochê, do ponto de cruz e da cozinha; que nos fizeram trabalhar de dia e cuidar dos filhos à noite. Vagabundas, aquelas descriminadas, tratadas como aberrações e queimadas como bruxas na inquisição. Que nos garantiram o direito ao voto e a participação no caminho do nosso país. 

Miseráveis, estas feministas, que ecoaram o grito preso dizendo que "Não, você não tem o direito de me espancar" e "Não, eu não sou sua posse, não sou sua propriedade". Vadias, elas. Acham que podem tudo. Acham que podem trabalhar, parir, amamentar, sentir a dor do leite passando pelo canal mamário. E depois levantar pra ferver as roupas da criança, e depois sair em busca do dinheiro do aluguel. Elas acham que podem namorar com quem quiser e usar shortinho de noite pra tomar cerveja com as amigas. 

Maldita as feministas, essas desgraçadas, que optaram pelo caminho mais difícil, incompreendidas. Pervertidas, vão ficando pelo caminho, mortas por este machismo implícito nas delicadezas e sutilezas, que se perde entre as calcinhas e sutiãs, entre amores, entre dores.

*Por, Manuella Bezerra de Melo

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