sexta-feira, 11 de junho de 2010

Doce pimenta azeda

Não sei explicar, mas é assim comigo; quem me conhece da rua, coisas de Damatta, diria: Dura como uma rocha. Quem me conhece de casa, coisas de Damatta, diria: frágil e boba! Chegou à hora de saber; frágil como flor ou dura como mineral, azeda como um limão ou doce como a limonada lá do Rio Negro, ardida que nem pimenta ou necessária que nem a feijoada da Luzia na sexta-feira.

Sempre acreditei em pessoas, contos, estórias, espíritos, intuição, oração, tem até quem me mande fazer simpatia para arrumar homem bão, sempre do risada, mas hora outra me pego pensando, tudo, em tudo mesmo, e pra mim a maldade é coisa de um tempo que nem sei qual é. Parece que o mundo fica mais bonito e prefiro ele assim. Sei que tem um bocado de gente que acorda e dorme pensando em fazer coisas que acham certas e prejudicam um tantão de pessoas. Mas sinceramente nem conheço ninguém assim, e às vezes ate penso que isso é mais coisas de novela da bobo.

Bom, de qualquer maneira, sempre fui assim nem doce nem azeda, vejo que todas as pessoas têm um lado bom, que sonhos se realizam e que tem sofrimento sim, mas que é coisa boa para fazer a gente perder certezas. . Coisa de gente boba né! É o que dizem alguns. Mas sou assim, fazer o quê. As vezes tenho medo, muito mesmo. Me consome e não consigo dormir. Acendo uma vela e peço proteção dos anjos da guarda, do coelhinho da Páscoa, do Papai do Céu, de Batman e Robin também, em fim de quem estiver por perto que me façam fechar os olhos e os ouvidos, pois preciso dormir, amanhã tenho que acordar cedo. Nem sempre funciona, mas nem sempre acredito e a gente tem que acreditar né, tanto pro bem vir quanto pro mal sumir.

Fazer o quê né, nasci e permaneci assim, a doce pimenta azeda que no fundo tem medo até de mula sem cabeça, mas o que não tem explicação, nem pra sim nem pra não, ihhhh. Vai saber.


Sumayra acredita que a verdade é o caminho mais curto para a felicidade.


Nenhum comentário:

Postar um comentário