domingo, 6 de março de 2011

Sibila

Sou Sibila me comunico com a natureza.
Sou triste, chove!
Sou feliz, arde sol sobre montanhas.
Sou insegura e acuada caem raios e trovões. Libertam!
Sou sem esperança, granizos batem em suas janelas.

Sou Sibila convenço os Deuses
Peço licença e entro no mar
Os que me jogam para trás convenço-os até me deixarem reinar em seus deuses.
Tomo banho de tempestade, renovam meu corpo.
Brinco de abrir cachoeiras
Faço brotar flores e fechar estradas em relvas
Profetizo o amanhã

Sou Sibila me comunico com os oráculos
Descubro verdades pelo toque
Descubro mentiras no vento
Vejo o amanhã no céu
Sinto chegadas e partidas, desejo permanências e ausências
Profetizo o futuro
Redescubro passados

Sou Sibila, Deuses falam:
Sou bondade e sou maldade,
Força e fraqueza
Dou vida eterna e retiro-as
Faço brilhar estrelas e desfaço-as
Sou Sibila sou eterna, sou estrela, fada e feiticeira, bruxa e profetiza.


Sumayra não acredita em nada disso, mas gosta de se sentir Sibila, só que gosta muito mais de leite quente com café e canela, em xícara grande de elefante.

3 comentários:

  1. Muito bem
    Diga adeus ou amém
    fale com todos
    falhe com ninguém
    se a verdade liberta
    se a força principia
    se o amor caça e brilha
    silábica Sibila

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  2. Sumayra, uma sibila encantando com sua poesia a magia das matas de concreto do nosso mundo pós-moderno,
    Abraços com ternura. Jorge

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  3. Lindo! adorei as visões poéticas!... E viva, neste dia, as várias sibilas desde mundo!

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