sábado, 25 de outubro de 2008

Museu, Memória e Cidadania

Com o objetivo de desenvolver junto aos participantes conhecimentos básicos e estratégicos sobre o processo evolutivo do museu no tempo-espaço, propondo uma discussão sobre o papel da memória e, as práticas museológicas que visam a construção da cidadania ocorreu em Uberaba (MG) nos dias, 22 a 24 de outubro, a oficina de Museu, Memória e Cidadania, um iniciativa do Departamento de Museus do Ministério da Cultura, articulada pelo Programa Cultivando Cidadania, atráves do Projeto Cultura e História do Meu Bairro। Durante a oficina foi construída, pelos participante uma carta, que será entregue a sociedade, segue aqui na íntegra:
Carta Pela Cidadania “Museus, missão mais que possível! Já não é sem tempo” Uberaba, 24 de outubro de 2008.
Lá do distrito de índios que viveram por cá há muito antes de Major Eustáquio, Borges Sampaio, Hildebrando Pontes, em que nos reunimos, nessa primavera quente. Onde já esteve a primeira Igreja de Uberaba, o cemitério São Miguel, a Escola Normal, o Liceu de Artes e Ofício e agora a Federação de Indústrias de Minas Gerais, para refletir, apreender, sonhar e lutar pela cultura, cidadania, memória, através da valorização dos museus da região do Triângulo Mineiro.
Das bandeiras paulistas que atravessaram a região do Triângulo, em massacre aos índios na busca pelo ouro nas nascentes do rio Tocantins, pela primeira vez, em 1590 a região é visitada pelo homem branco, na interiorização de uma dita civilização brasileira. Fernando de Azevedo, no clássico A cultura brasileira, de 1943, escreve: "cultura, [...], e em todas as suas manifestações, filosóficas e científicas, artísticas e literárias, sendo um esforço de criação, de crítica e de aperfeiçoamento, como de difusão e de realização de ideais e de valores espirituais, constitui a função mais nobre e mais fecunda da sociedade, como a expressão mais alta e mais pura da civilização".
Dos tempos atuais de civilização invertida pela mídia de massa e numa sociedade complexa como a nossa, rica em manifestações culturais diversificadas, o papel dos museus, no âmbito de políticas públicas, é de fundamental importância para a valorização do patrimônio cultural como dispositivo estratégico de aprimoramento dos processos democráticos.
Para cumprir esse papel, os museus devem ser processos e estar a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento. Eles devem ser também unidades de investigação e interpretação, de mapeamento, documentação e preservação cultural, de comunicação e exposição dos testemunhos do homem e da natureza, com o objetivo de propiciar a ampliação do campo das possibilidades de construção da identidade e a percepção crítica acerca da realidade cultural das cidades.
Assim, no momento em que se dá continuidade as perspectivas das políticas públicas culturais tornam-se premente a implantação de uma Política de Museus e Memória para a região do Triângulo Mineiro, que seja um estimulo à criatividade, à produção de saberes e fazeres e ao avanço técnico–científico do campo museológico.
Portanto, destacamos a necessidade urgente de investimentos amplos na formação acadêmica e orçamentos direcionados para o patrimônio cultural, compatíveis com sua importância para o desenvolvimento da sociedade. Com isso, atingiremos nosso objetivo que é inserir o maior número de cidadãos no processo de inclusão cultural.
Foto: Sumayra

Um comentário:

  1. Demais o seu Blog. Seja bem vinda à vida de blogueira hehehe.
    Um saudoso beijo.

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