domingo, 26 de dezembro de 2010

Esse Natal

Num começou bem não! Meu filho perdeu o ano escolar ficamos sem conversar e declarei: - Este ano não quero ceia de natal aqui! Rompi com amor presente, ou melhor, ausente, perdi a paciência com alguns amigos meio egocêntricos, não no sentido ruim, do “egocêntrico”, mas no sentido que às vezes a gente perde a paciência mesmo.

Seguindo o trajeto que coisas ruins nunca vêm desacompanhadas, o banco me cobrou uma dívida no dia 20 dezembro, que pra mim seria em 20 de janeiro, e assim comecei a semana do Natal com cartão de crédito bloqueado, dinheiro aprisionado e coisa e tal.

Bom, então a gente pensa: Vou me enterrar na cama e não quero saber de Natal. Diz ai se não to certa? Seu filho perde o ano, você descobre que seu namorado não é tão legal como achava, briga com os amigos e na semana do natal sua conta é bloqueada! Putz, se mata né!?

Pois é, mas este foi o melhor natal desde criança! Comemoramos em família e só a nossa família, nada de extensões. Fizemos uma ceia meio em cima da hora por decisão minha e assumi a responsabilidade do Menu que foi com assados, queijos e vinhos, ouvimos Adoniran Barbosa, Milton Nascimento, Simone, enfim um festival de música belíssima. Dormi no meio da minha mãe e do meu filho como não fazia há tempos, não trocamos presentes e nem montamos árvore. No dia 25, enquanto preparávamos o peru e a minha farofa especialíssima, bebi cerveja com meu pai no balcão da cozinha e ficamos horas conversando. Foi muito bom! Para que mais?

A certeza de estar cercada por pessoas que te amam é o melhor natal que se pode ter. Não tem festa, viagem ou presente que substitua a paz de estar em família. Sabia disso quando era criança, mas havia me esquecido como era sentir isso lá dentro. Não quero outro natal que não seja esse!

Se as dificuldades do inicio da semana foram lições, foi a melhor das lições que recebi em minha vida. Nunca foi consumista, sou marxista! Não no sentido puramente racional, mas no sentido da valorização das pessoas. Sempre quando falo ou penso em Natal nunca me agradou aquela obrigação de ser feliz, dar vários presentes, ficar mostrando os dentes e dizer feliz Natal a cada segundo, mas sempre penso no sentido de gostar por gostar sem pedi nada que não seja gostar tanto quanto, e estar sempre presente principalmente no Natal, este foi assim, especial e cheio de amor!


Sumayra está muito feliz por ter uma família linda que não é comercial da Doriana!

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