domingo, 25 de agosto de 2013

Por que tanto medo dos médicos cubanos?

A direita ultra-conservadora está com medo dos médicos cubanos, porque a medicina de Cuba não é ultra-dependente de duas grandes máfias industriais: a dos diagnósticos e a farmacêutica.

A discussão sobre ideologias médicas não é nova e foi trazida para o Brasil pelo  Sérgio Arouca, a partir de Canguilhem. Nenhum dos dois está vivo, mas a discussão continua, no meio acadêmico, na crítica severa à medicamentação excessiva dos sujeitos, o que produz enormes lucros das farmacêuticas.

Outra discussão em curso e que também não encontra voz no senso comum e na mídia é a substituição da escuta e do diálogo pela intermediação, por vezes desnecessária, pelos aparatos tecnológicos: uma indústria que movimenta bilhões de dólares (e que alimenta gigantes da mídia, como a Sony e a MGM, que tem braços empresariais no setor das diagnoimagens) e é vendida sem que se esclareça sua determinação pelo lucro. É uma verdadeira "tirania" das máquinas de diagnóstico, que se transformou em febre das taxonomias médicas.

A medicina cubana não tem grandes recursos. Teve que se virar com o que tem. E o que tem é gente. Afinal, e no final das contas, quando vamos ao médico queremos, em primeiro lugar, ser ouvidos. E remédios não escutam. Máquinas não confortam.


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