domingo, 8 de março de 2009

*Mais direitos para as mulheres: "Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres, povos soberanos!"

O 8 de março é uma data ligada à história da mulher trabalhadora, um símbolo da luta por uma vida sem discriminação e sem desigualdade. Neste dia em 1857, as operárias da fábrica Cotton, de Nova York, nos Estados Unidos, entraram em greve contra a jornada de 16 horas e dos salários extremamente baixos. Diante da negativa da empresa em atender suas reivindicações, as operárias ocupam a fábrica. Em represália, o proprietário chamou a polícia, que fechou as portas da fábrica e ateou fogo ao edifício. As 129 operárias morreram queimadas.
Em 1910, durante o Congresso Internacional de Mulheres Socialistas realizado em Copenhague, na Dinamarca, a comunista Clara Zetkin propôs, em homenagem às 129 operárias assassinadas, que o 8 de março passasse a ser comemorado como Dia Internacional da Mulher.
Este 8 de março além de reivindicações históricas como igualdade de direitos, liberdade, autonomia e o fim da violência contra as mulheres, o 8 de Março deste ano dará destaque às conseqüências da crise financeira mundial sobre a vida das mulheres.
Em São Paulo, 40 entidades se unem para realizar, no dia 8, um ato unificado com o eixo "Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres, povos soberanos!". Além do desemprego e da redução de direitos trabalhistas, a crise provoca uma sobrecarga de trabalho para as mulheres.
8 de Março do Mercosul
Um dos destaques das mobilizações deste ano será a realização do primeiro 8 de Março do Mercosul, organizado por sindicatos de trabalhadores e organizações feministas do Cone Sul. As atividades conjuntas acontecerão neste final de semana em Santana do Livramento (RS), que faz fronteira com a cidade de Rivera, no Uruguai.
Além da questão da violência, o ato binacional discutirá a defesa de igualdade salarial, a luta por soberania alimentar, os conflitos agrários e os danos do plantio de eucalipto na região e os efeitos da crise financeira na vida das mulheres.
Estão previstas atividades a realização de oficinas, feiras de economia solidária, além do lançamento da Frente Nacional contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto e um grande ato político no dia 8. A expectativa é de que cinco mil mulheres participem do 8 de Março do Mercosul.

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