Pesquisa revela que 30% das escolas públicas brasileiras não têm nem um
espaço adequado para as aulas de educação física
Com a aproximação da Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos
Olímpicos e Paraolímpicos, em 2016, muito tem se falado sobre o que essas obras
deixarão para as cidades em termos de infraestrutura e mobilidade urbana. Mas,
para além da discussão do investimento físico feito nos locais, qual será o
legado social desses eventos para a população brasileira?
Em ano de eleições municipais, organizações sem fins
lucrativos têm se mobilizado para que essa questão seja colocada no centro do
debate eleitoral. Nesse sentido, a ONG Atletas pela Cidadania, o Instituto
Ethos, a Rede Nossa São Paulo e a Rede Brasileira de Cidades Sustentáveis, em
parceria com a Fundação Avina e apoio da Cidade Escola Aprendiz têm organizado
encontros com os candidatos à prefeitura em cada uma das 12 cidades-sede da
Copa.
A instituição propõe que os candidatos assinem o Termo de
Compromisso Cidades do Esporte, que visa ao desenvolvimento de uma cultura
esportiva e à garantia do acesso ao esporte de qualidade. Para isso, deve-se
dobrar a prática esportiva dos moradores das cidades-sedes, até 2016, e da
população em geral, até 2022; ter 80% das escolas públicas das cidades-sede com
aulas qualificadas de educação física, e em 100% do país, até 2022; além da
criação de um Sistema Nacional do Esporte.
Esporte educacional
nas escolas
Quando o assunto é esporte nas escolas brasileiras, existem
problemas não só de infraestrutura, mas também de qualidade do ensino. Uma
pesquisa realizada pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística),
em novembro de 2011, em escolas públicas do Ensino Fundamental e Médio do
Brasil revela que 30% desses estabelecimentos não oferecem um espaço qualquer
para a prática de educação física – não necessariamente uma quadra. Além disso,
13% não têm bola de futebol e 56% não têm um vestiário adequado.
Apesar da maioria dos professores entenderem a importância
da prática esportiva no desenvolvimento dos alunos, 21% afirmam que a educação
física não é tratada com a mesma importância de outras disciplinas.
Fonte: Portal Aprendiz.
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