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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aconteceu em 9 de abril no Mundo.



  
 Fortaleza de Sta. Cruz, uma das redações do Sentinela 
 1823 - Dia do Sentinela da Liberdade 
 Surge no Recife o jornai Sentinela da Liberdade, democrata-radical, patriótico, filo-republicano. Seu redator, Cipriano Barata, revolucionário da Conjuração Baiana, muitas vezes irá escrevê-lo de dentro do cárcere. 
 
1834:
2ª rebelião dos tecelões de Lyon, França: 3 dias de barricadas.
  
1836:
Começa a ofensiva militar imperial contra a Cabanagem, na Amazônia.
  
1864:
Morre Antônio Borges da Fonseca, ex-líder da Revolução Praieira (PE, 1848-49).
  
1865:
Rendição do Sul escravista na Guerra Civil dos EUA.
  
1920:
Marines dos EUA desembarcam na Guatemala.
  
1940:
Hitler invade a Noruega e põe no governo o chefe fascista local, Qüisling, cujo nome vira sinônimo de traidor.
  
1952:
Começa a Revolução de 52 na Bolívia; mineiros e camponeses em armas obtêm a reforma agrária e estatizam o estanho.
  
1964:
Ato Institucional nº 1 depõe o pres. Goulart, inicia as cassações, suspende a estabilidade dos funcionários.
  
1983:
O gen. Figueiredo condena em rede de TV o levante dos sem-emprego.
  
1989:
Manifestação de 500 mil em Washington contra a criminalização do aborto.
  
2003:
Os ocupantes americanos tomam Bagdá. Como ícone da vitória, põem abaixo uma estátua de Saddam Hussein, diante de um reduzido grupo de curiosos. É o ponto alto da conturbada ocupação americana.

Fonte: Vermelho

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Clube da Esquina vira história em quadrinhos


Na década de 1960, alguns garotos se encontram de modo quase improvisado e diário na esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte. O tempo passa e eles se tornam artistas famosos e reconhecidos na música brasileira. Todos os identificam como membros do Clube da Esquina, expressão utilizada por Dona Maricota, mãe de dois dos garotos, Marcio e Lô Borges, que adota praticamente outro menino, Milton Nascimento, apelidado Bituca.



Outros participantes importantes são Beto Guedes, Fernando Brant, Wagner Tiso, Toninho Horta e Ronaldo Bastos. Todos eles acabam de virar personagens do livro em quadrinhos “Histórias do Clube da Esquina”, que conta com roteiro e desenhos de Lauro Ferreira e arte-final e cores de Omar Viñole.

A história em quadrinhos adota o modelo dos documentários em que os próprios participantes do movimento relatam o que aconteceu de modo intercalado com registros históricos. Outra característica interessante dessa produção é que, logo no início, ela posiciona aqueles artistas mineiros na linha evolutiva da música brasileira, contextualizando o que ocorria na mesma época.

Ou seja, os festivais de música popular da televisão, a Tropicália e a Jovem Guarda. Nesse sentido, um quadrinho em específico chama a atenção: uma repórter aparece perguntando a Milton Nascimento o que é mais importante para ele na vida e escutando como resposta: as pessoas e a música.

Claro que não dá para contar toda a história de um movimento musical e do trabalho artístico de tanta gente talentosa em menos de 50 páginas – menos do que uma revista em quadrinhos convencional. Por isso, os autores selecionaram algumas canções e alguns discos que consideravam mais representativos daquele momento.

Assim aparece a história da canção “Travessia”, que lançou Milton Nascimento; “Trem Azul”, de Lô Borges; “Para Lennon e McCartney”, de Lô Borges, Marcio Borges e Fernando Brant; e “Manoel, o Audaz”, de Toninho Horta e Fernando Brant, inspirado no jipe Land Rover 1951 do segundo compositor.

Não são esquecidos os discos “Clube da Esquina" 1 e 2, “Milagre dos Peixes”, que enfrentou muitos problemas com a censura federal; e “Txai”, baseado no contato de Milton Nascimento com os índios Ashaninka. Também merece registro a presença das saborosas histórias de Dona Olympia Angélica de Almeida Cotta, que ficou conhecida como “a primeira hippie do Brasil”, por sempre andar pelas ruas de Ouro Preto usando roupas coloridas, chapéus com muitas flores e portando um cajado com balas e bombons. E a visita do então presidente Juscelino Kubitscheck a Belo Horizonte, quando ele se encontrou com os jovens músicos.

No final, a história retorna para o presente, marcando o reencontro de todos os amigos do Clube da Esquina, cantando felizes “Clube da Esquina nº 2”: “Por que se chamava moço / Também se chamava estrada/ Viagem de ventania/ Nem lembra se olhou prá trás / Ao primeiro passo, o aço, o aço / Por que se chamavam homens/ Também se chamavam sonhos/ E sonhos não envelhecem”.

Portanto, confirmando a premissa do último verso da canção, “Histórias do Clube da Esquina” não se pretende uma obra definitiva sobre o movimento musical mineiro e justamente por isso é extremamente prazeroso, divertido e prende o leitor do primeiro ao último quadrinho.

Fonte: Rede Brasil Atual

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Memórias de Uberaba


Das pesquisas de memória na Câmara Municipal de Uberaba, encontrei essas fotos que merecem divulgação: Wagner do Nascimento, seu então secretário Anderson Adauto,  Ney Martim Junqueira, então presidente da TV Uberaba é o ex-secretário municipal de Obras, Wilson Nassi na inauguração de um Projeto chamado "Formiguinha" resultado de parceria da população com o poder público.

A investigação do passado é fundamental para a construção da cidadania. Estudar o passado, resgatar sua verdade e trazer à tona seus acontecimentos, caracterizam forma de transmissão de experiência histórica que é essencial para a constituição da memória individual e coletiva.
 
A história que não é transmitida de geração a geração torna-se esquecida e silenciada. O silêncio e o esquecimento geram graves lacunas na experiência coletiva de construção da identidade. Resgatando a memória e a verdade, a cidade adquire consciência superior sobre sua própria identidade e a democracia se fortalece.


Evento sobre os 140 anos da COMUNA DE PARIS em Uberaba

A coordenação do curso de História da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, convida:

DIA 16/08/11 – TERÇA-FEIRA
ANFITEATRO A – CEA

14:00 às 17:000h
Exibição do filme La Commune (Paris, 1871) – Parte I

19:00h
Abertura: Prof. Dr. Virmondes Rodrigues Junior – Reitor da UFTM
Palestra e debate: “Capitalismo e Barbárie: o que a Comuna de Paris tem a nos ensinar”.
Palestrante: Prof. Dr. Marildo Menegat: possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995) e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001). Atualmente é professor Adjunto III da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Política, Teoria Crítica e Estudos de Cultura, atuando principalmente nos seguintes temas: barbárie, violência, teoria política, criminologia crítica, cultura popular, estética.
Mediador: Prof. Dr. Wagner da Silva Teixeira (UFTM)

DIA 17/08/11 –QUARTA-FEIRA
ANFITEATRO A – CEA

14:00 às 17:00h
Exibição do filme La Commune (Paris, 1871) – Parte II

19:00h
Palestra e debate: “A Comuna de Paris de 1871 em perspectiva histórica”. Palestrante: Prof. Dr. Valerio Arcary: possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1988) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (2000). Atualmente é professor efetivo do quadro permanente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, pesquisando a história do marxismo e as revoluções do século XX.
Mediador: Prof. Msc. Tito Flávio Bellini (UFTM)

DIA 18/08/11 – QUINTA-FEIRA
ANFITEATRO A – CEA

14:00 às 17:00h
Mesa Redonda: Discussão e debate sobre o filme La Commune (Paris, 1871)
Professores: Clayton Cardoso Romano (UFTM), Fábio César da Fonseca (UFTM), Tito Flávio Bellini (UFTM) e Wagner da Silva Teixeira (UFTM)

19:00h
Palestra e debate: “História e Sociedade na perspectiva marxista: a Comuna de Paris e a construção do Socialismo na atualidade”.
Palestrante: Prof. Dr. Edílson José Graciolli: possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1990), mestrado em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (1994), doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1999) e pós-doutorado em Sociologia na Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, campus Araraquara (2008). Atualmente é professor associado II da Universidade Federal de Uberlândia.
Mediador: Prof. Dr. Fábio César da Fonseca


Nos dias 16, 17, 18 e 19/08/2011 haverá a Mostra Iconográfica do acervo iconográfico do Arquivo Edgard Leuenroth AEL/Unicamp sobre a Comuna – 27 pôsteres de fotos reproduzidas no tamanho 60 x 80 cm, com moldura e vidro anti-reflexo. Local: Saguão do Térreo do Centro Educacional da UFTM – Av. Getúlio Guaritá, 159, Bairro Abadia.


COMISSÃO ORGANIZADORA:

PROFESSORES:
Clayton Cardoso Romano
Fábio César da Fonseca
Tito Flávio Bellini
Wagner da Silva Teixeira

COLABORADORES:
NIEPHES – Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Política, História, Espaço, Educação e Sociedade
PET História/UFTM – Tutor: Prof. Dr. Clayton Cardoso Romano
PET Ciências Sociais e da Natureza/UFTM – Tutor: Prof. Dr. Fábio César da Fonseca

INFORMAÇÕES:
http://www.uftm.edu.br/
http://amigosdacomuna1871.blogspot.com/



segunda-feira, 25 de abril de 2011

Seminário Regional sobre Memória no Poder Legislativo

 A Universidade Federal do Triangulo Mineiro, Prefeitura Municipal de Uberaba e Câmara Municipal de Uberaba, convidam:



Dia: 29/04/2011
Hora: 14h às 21h30
Local: Plenário da Câmara Municipal de Uberaba, localizado na Rua Coronel Manoel Borges, 41 - Centro em Uberaba, MG.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dia Internacional de Histórias de Vida

Neste ano comemoraremos a 4ª edição do Dia Internacional de Histórias de Vida. A data, comemorada em 16 de maio de 2011,tem por objetivo sensibilizar e mobilizar organizações e pessoas de todo o mundo para a utilização de histórias de vida como um instrumento de promoção da diversidade e do diálogo na sociedade.

O Dia Internacional de Histórias de Vida já mostrou seu potencial em outras edições: em 2008, com a participação de cerca de 100 organizações em diversos países, que programaram eventos para celebrar o 1º Dia Internacional de Histórias de Vida e 2009, com aproximadamente 200 instituições que realizaram atividades para a data.

Apesar do sucesso da campanha nestes dois anos, o ano de 2010 foi um período especialmente difícil para o Museu da Pessoa e para o Center For Digital Storytelling, mobilizadores da iniciativa. Não pudemos dar continuidade à campanha da forma como aconteceu nas edições anteriores.

Com base nisso, queremos que a 4ª edição do Dia Internacional de Histórias de Vida tenha uma grande adesão e participação das organizações, em especial daquelas que já conhecem e apóiam nosso trabalho.

Assim, gostaríamos de poder contar com o seu apoio, pois acreditamos muito no potencial desta mobilização como ferramenta de democratização e transformação da sociedade.

Aproveite a data para contar, ouvir e compartilhar histórias de vida.

Estamos esperando pela sua!

 
Ps.: O blog http://www.ausculti.org/ está em manutenção e pretendemos torná-lo disponível para postagens sobre atividades na próxima semana. Agradecemos a compreensão!


EQUIPE DIA INTERNACIONAL DE HISTÓRIAS DE VIDA 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Diversidade cultural constrói rico patrimônio

Tudo que foi construído pelo povo, como obras, edificações, objetos, documentação, constitui o patrimônio brasileiro.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Campanha pela Memória


A Câmara Municipal de Uberaba, construída em 07 de janeiro de 1837, como Câmara Municipal da Vila de Santo Antônio de Uberaba com a eleição do Capitão Domingos da Silva e Oliveira - o primeiro agente executivo de Uberaba e então irmão do Major Eustáquio, têm muita história para contar desta época, até os dias atuais.

Precisamos da sua ajuda!

A história que não é transmitida de geração a geração torna-se esquecida e silenciada. Resgatando a memória e a verdade, uma cidade adquire consciência superior sobre sua própria identidade, a democracia se fortalece

Esta campanha é uma oportunidade para você e para a sua organização conhecer e compartilhar histórias com outras pessoas no mundo. Pedimos que você envie este convite para seus colegas e amigos que também compartilham desse ideal.

Se você tem fotos ou documentos históricos, procure o Departamento de Comunicação Social da Câmara Municipal. Seu acervo será digitalizado, reproduzido e devolvido. Dessa forma você contribui para a preservação de nossa memória, sem se dispor de seu documento original.

Em anexo a este e-mail está o vídeo institucional desta da campanha, ajude a divulgar esta idéia reproduzindo- o nas suas redes socais (Orkut, facebook e blog) e repassando este e-mail.

Agradecemos seu apoio e interesse neste projeto. Estamos muito animados e ansiosos para receber seus documento e suas histórias.

Maiores informações pelo telefone 3318-1769, 3318 – 72 61 ou pelo 0800 34 34 11.

Uma Campanha Câmara Municipal de Uberaba em parceria com Arquivo Público de Uberaba.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Poema lido na reunião sobre memória que aconteceu hoje.

Dá farinha podre enterrada nos caminhos das bandeiras ao Lajeado.

Do Antônio Eustáquio à Santo Antônio e São Sebastião

Do arraial a Vila

Do Capitão ao Colégio de Donna Abelha

Dos Conservadores e dos Liberais!

Dá Cidade às promessas que construiu Santa Rita

O Suspiro!

Com banda se faz política

Com Companhia se Faz Theatro

No semanário se faz O Popular

Dos Movimentos Literários, dos poetas, de Cândido de Cássias à Reis Junior.

Da intelectualidade de esquerda as tradições do congo e das folias de Reis.

Da vinda de Téofilo de Godói com o Zebu.

Quem é o Uberabense?

 
Por mim.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Convite pela Memória de Uberaba

O Presidente da Câmara Municipal de Uberaba o Vereador Luiz Humberto Dutra, convida para a reunião sobre o Projeto “Memória Viva”, que visa realizar uma ampla campanha de resgate dos documentos históricos de Uberaba, entre outros assuntos relacionados ao tema.


Sua presença é fundamental para construção deste Projeto mais que possível: Resgartar a memória do Poder Legislativo em Uberaba.

Dia: 18/02/2011 (sexta-feira)
Hora: 14h00
Local: Câmara Municipal de Uberaba
Praça Rui Barbosa, 250

Informações: 3318 17 61 / sumayra@camarauberaba.mg.gov.br

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ocupação expõe processo criativo de Haroldo de Campos

A partir de 17 de fevereiro, a nona edição do projeto Ocupação homenageia o poeta, ensaísta e tradutor Haroldo de Campos. Com uma exposição, debates e instalações inspiradas na obra do escritor, o evento apresenta momentos de seu processo criativo e de seu percurso intelectual e artístico.

A mostra acontece em dois espaços, na sede do Itaú Cultural e na Casa das Rosas, em São Paulo. Será lançado também um site especial, com parte do material exposto e atrativos exclusivos. No portal atual, pode-se conhecer as exposições anteriores.

A Ocupação Haroldo de Campos é uma parceria entre o Itaú Cultural, a Casa das Rosas e o Governo do Estado de São Paulo.

Site: http://www.itaucultural.org.br/index.cfmcd_pagina=2841&cd_materia=1504

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Câmara Municipal de Uberaba dá continuidade a projeto de preservação histórica

O presidente do Legislativo, Luiz Humberto Dutra (PDT), participou (09/01), da segunda reunião em parceria com Arquivo Público de Uberaba, para dar continuidade ao projeto de preservação dos documentos históricos da Câmara e resgate de acervo de Uberaba.

Participaram do encontro, a diretora do Arquivo, Lélia Bruno, os escritores, Guido Bilharinho, João Eurípedes Sabino, o historiador, Danilo Ferreira, a jornalista Evacira de Coraspe e a diretora do departamento de Documentação e Pesquisa da Câmara, Sumayra Oliveira.

Dutra deu início a reunião, explicando aos escritores que a intenção da Câmara é fazer um “chamamento para o resgate histórico” e para isso, o Poder Legislativo e o Arquivo, precisam agregar mais pessoas e também dar continuidade a trabalho que se iniciou com a veiculação de uma campanha instituição pela TV Câmara e jornais da cidade. “A Câmara tem que ser exemplo de preservação histórica. Então convocamos a população para nos disponibilizar seu acervo particular para duplicação, ou mesmo doação. No futuro, nossa intenção, é que o Paço se torne um museu, abrigando obras de arte e documentos históricos que contem a história de Uberaba”, destacou.

Bilharinho parabenizou Dutra pela iniciativa e se colocou a disposição para auxiliar no trabalho, haja vista que “a preservação do patrimônio histórico é o resgate da memória de um povo”. Sabino, além de elogiar o projeto, fez uma solicitação ao presidente Dutra, no sentido de resgatar historicamente a Praça da Gameleira, conhecida por Praça da Concha Acústica, transformando o local em um ponto cultural. Tanto Dutra, quanto Lélia Bruno se comprometeram a apoiar iniciativa, seja do ponto de vista documental, quanto através de ações junto ao Executivo.

Nesta segunda reunião, a diretora Sumayra também entregou aos participantes projeto norteando o trabalho a ser desenvolvido nos próximos dias. A jornalista Evacira, reafirmou a intenção da Câmara de resgatar a memória histórica da cidade, lembrando que o Poder Legislativo já desenvolveu várias ações neste sentido.

Finalizando a reunião, Dutra pediu aos participantes que lessem o projeto e opinassem no sentido de melhorá-lo. Ele também solicitou que nas próximas reuniões, sejam convidados cidadãos e entidades envolvidos com preservação de patrimônio histórico, no sentido de fomentar ainda mais a iniciativa

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Museu da Pessoa lança o livro "Memória de Brasileiros - Uma história em todo canto"

O título apresenta uma visão renovada e inspiradora sobre o Brasil, ao registrar mais de 100 fragmentos da memória nacional, retirados das histórias de vida de brasileiros de todos os tipos, origens e perfis, durante mais de 15 anos de trabalho do Museu da Pessoa, responsável pela organização do livro. O jovem que deixou de ser escravo, o sobrinho da rainha, o pedreiro bibliotecário, a bonequeira que lembra o barro da infância, o poeta que aprendeu a costurar palavras com a avó materna. Índios de mil povos, imigrantes dos quatro cantos do mundo e seus descendentes.

Cuidadosamente escolhidos a partir de um acervo com mais de 10 mil depoimentos. Este livro de memórias traz a graça de conhecer o outro, a intimidade de uma roda de conversa e a possibilidade de entender como a sua própria história também se conecta à de todos. Cada história surpreende, ora pela realidade que desvela, ora pela incrível capacidade que cada ser humano guarda em si de modificar sua trajetória.
Durante a viagem, o leitor encontrará grandes “Histórias de Vida”, que abrem os cinco capítulos correspondentes a cada região do Brasil. Já as “Caravanas”, que fecham três deles são como um entreposto de estrada – quando se pára, sem pressa, para olhar com profundidade o que há. Afora as “Histórias de Vida” e as “Caravanas”, é possível seguir uma rota geográfica proposta pelo livro com as “Pequenas Histórias”, que emendam um Estado ao outro, uma região a outra.
“Memórias de Brasileiros – Uma história em todo o canto” é uma parceria entre o Museu da Pessoa e a Editora Peirópolis e conta com o patrocínio da AmBev, Avon, Toyota e Ministério da Cultura. Já a receita arrecadada com os direitos autorais da obra será 100% revertida à sustentabilidade do Museu da Pessoa, uma vez que sua publicação tem como objetivo primeiro disseminar a um público cada vez mais amplo essas histórias de vida.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Por uma rede nacional de memória

O que é fazer memória? Fazer memória é transformar a história a cada dia, um processo constante que não se esgota em si mesmo. É um processo vivo, permanente. Registrar a história de um mestre ou griô? Promover o diálogo entre gerações em uma comunidade? Um círculo de histórias para contar a história de um bairro? Tudo isso é fazer memória.
Fazer memória é participar da construção de uma história que é feita no presente, mas que pode ser mudada a todo instante pelas pessoas que fazem parte dela. E por que uma iniciativa para ligar estas memórias? Tão importante quanto registrar uma história, promover uma vivência para troca de experiências de vida ou catalogar documentos e fotos é fazer com que estas memórias sejam ouvidas, registradas e usadas por outras pessoas. A construção de uma rede nacional de memória surge com este objetivo: articular iniciativas de memória para promover e democratizar a prática da memória como instrumento de visibilidade e fortalecimento da diversidade cultural e histórica do país.
Desde 2003, o Museu da Pessoa vem, em parceria com a UNESCO, o Ministério da Cultura, a Petrobras, o SESC-SP e outras instituições, empreendendo esforços para o desenvolvimento desta rede, que já conta com a participação de mais de 500 organizações dos diversos setores da sociedade. Hoje, a história de nosso país carrega e reproduz valores que contribuem para a exclusão social. Sem que percebamos, tais valores excludentes, que privilegiam a visão e a voz de apenas alguns segmentos de nossa sociedade, são reproduzidos pela mídia, na educação e nas “culturas” mais visíveis.
Esta iniciativa busca dar maior visibilidade às múltiplas vozes presentes em nossa cultura e promover o diálogo entre produtores, articuladores e usuários das inúmeras memórias e histórias que formam hoje as culturas do país. Fortalecer essas trocas é com certeza favorecer a democratização do país e a valorização de culturas e vozes invisíveis, mas fundamentais para ampliação da visão que nossa sociedade tem hoje de si própria. Com a formação do Pontão de Cultura Brasil Memória em Rede, buscamos potencializar os esforços já em andamento, articular novas iniciativas de memória de todo o país e fortalecer ainda mais as iniciativas de memória das organizações já envolvidas na rede.
Texto: Produzido pelo Brasil Memória em Rede
Foto: Sumayra