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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Oscar Niemeyer é homenageado com revista em 3D


O trabalho de Oscar Niemeyer, 104, está sendo homenageado em um livro com os trabalhos mais marcantes do arquiteto brasileiro. A publicação traz uma série de fotos em 3D como a do projeto do edifício Copan, do parque do Ibirapuera, ambos em São Paulo, e do Palácio do Planalto, em Brasília.

As fotografias serão vendidas juntamente com o livro "Visionaire 62 RIO", com lançamento previsto para setembro, mês em que será realizada a Bienal de Arte de São Paulo.

A edição é limitada a 200 unidades, e os interessados podem participar da pré-venda no site da revista, da editora Vsionaire.

Fonte: Vermelho

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Cidade Pode Vencer

O poeta Carlos Drummond de Andrade, em Carta a Stalingrado, proclamou: “as cidades podem vencer”. Neste poema ele exalta a vitória do povo soviético e de seu exército, em Stalingrado, sobre a até então, imbatível máquina de guerra nazista. Presto uma Homenageio a  nossa Princesa do Sertão que também precisa vencer!


Carlos Drummond de Andrade: Carta a Stalingrado

Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!O mundo não acabou, pois que entre as ruínas outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora, e o hálito selvagem da liberdade dilata os seus peitos, Stalingrado, seus peitos que estalam e caem, enquanto outros, vingadores, se elevam.

A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais. Os telegramas de Moscou repetem Homero. Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo que nós, na escuridão, ignorávamos.  Fomos encontrá-lo em ti, cidade destruída, na paz de tuas ruas mortas mas não conformadas, no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas, na tua fria vontade de resistir.

Saber que resistes. Que enquanto dormimos, comemos e trabalhamos, resistes. Que quando abrimos o jornal pela manhã teu nome (em ouro oculto) estará firme no alto da página. Terá custado milhares de homens, tanques e aviões, mas valeu a pena. Saber que vigias, Stalingrado, sobre nossas cabeças, nossas prevenções e nossos confusos pensamentos distantes dá um enorme alento à alma desesperada e ao coração que duvida.

Stalingrado, miserável monte de escombros, entretanto resplandecente! As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e silêncio. Débeis em face do teu pavoroso poder, mesquinhas no seu esplendor de mármores salvos e rios não profanados, as pobres e prudentes cidades, outrora gloriosas, entregues sem luta, aprendem contigo o gesto de fogo. Também elas podem esperar.

Stalingrado, quantas esperanças! Que flores, que cristais e músicas o teu nome nos derrama! Que felicidade brota de tuas casas! De umas apenas resta a escada cheia de corpos; de outras o cano de gás, a torneira, uma bacia de criança. Não há mais livros para ler nem teatros funcionando nem trabalho nas fábricas, todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem pedaços negros de parede, mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol,  ó minha louca Stalingrado!

A tamanha distância procuro, indago, cheiro destroços sangrentos, apalpo as formas desmanteladas de teu corpo, caminho solitariamente em tuas ruas onde há mãos soltas e relógios partidos, sinto-te como uma criatura humana, e que és tu, Stalingrado, senão isto?

Uma criatura que não quer morrer e combate, contra o céu, a água, o metal, a criatura combate, contra milhões de braços e engenhos mecânicos a criatura combate,  contra o frio, a fome, a noite, contra a morte a criatura combate, e vence.

As cidades podem vencer, Stalingrado! Penso na vitória das cidades, que por enquanto é apenas umafumaça subindo do Volga. Penso no colar de cidades, que se amarão e se defenderãocontra tudo. Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres, a grande Cidade de amanhã erguerá a sua Ordem.


A Rosa do Povo – Carlos Drummond de Andrade
Editora Record

terça-feira, 24 de julho de 2012

Museu Oscar Niemeyer eleito um dos 20 museus mais bonitos do mundo pelo site norte-americano Flavorwire.


Especializado em cultura e crítica de arte, o portal é responsável também pela edição, na internet, do guia cultural Flavorpill. O MON (Museu Oscar Niemeyer ), que em 2012 completa dez anos, é a única instituição latino-americana a entrar nesse ranking.

Com mais de 15 mil visitantes por mês, provenientes de diversas partes mundo, o Museu Oscar Niemeyer leva a Curitiba importantes mostras nacionais e internacionais. Em seus mais de 17 mil metros quadrados, o espaço já recebeu obras de Roy Lichtenstein, Candido Portinari, Frida Kahlo, Martin Chambi, Antanas Sutkus, Antoni Tàpies, Salvador Dalí, Marc Riboud, Brassaï, Fernando Botero, Tarsila do Amaral, Pablo Picasso, Di Cavalcanti, entre outros. 

No dia 26 de julho deste ano o museu abrirá a exposição “Modigliani, imagens de uma vida”, com 59 obras do artista italiano Amedeo Modigliani.

O MON também realiza ações educativas, abriga a Reserva Técnica e o Laboratório de Conservação e Restauro, onde as obras são armazenadas seguindo critérios internacionais. Possui ainda o setor de Documentação e Referência com cerca de 5 mil publicações e 1.300 periódicos para pesquisa. 

Fonte: Carlos Renato Fernandes

sexta-feira, 20 de julho de 2012

América Latina deve investir na juventude para garantir desenvolvimento econômico e social na região


Relatório produzido pela Cepal destaca momento demográfico propício para rompimento do ciclo de reprodução da pobreza

Cerca de um terço dos jovens da América Latina e do Caribe vivem em situação de pobreza segundo dados do relatório Investir na Juventude na América Latina e no Caribe: Um imperativo de direitos e inclusão (em espanhol), produzido pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O levantamento foi apresentado no dia 6 de julho durante a reunião do Comitê Especial da Cepal sobre População e Desenvolvimento 2012, que ocorreu em Quito, no Equador. Segundo dados das Nações Unidas de 2011, a população de 15 a 29 anos representa 26% do número total de pessoas que vivem na América Latina e Caribe.
O relatório apresenta um panorama a respeito da situação dos jovens que vivem nessa região com base em indicadores sociais e demográficos e destaca os progressos ocorridos na condição de vida dessa população e os desafios que limitam a plena realização de seus direitos e de sua inclusão na esfera pública.

O levantamento alerta sobre o fato de que 16% dos jovens da América Latina não estão inseridos nem no sistema educacional e nem no mercado de trabalho, o que revela uma violação explícita aos seus direitos e demanda atenção especial em função da grande vulnerabilidade a que estão expostos. Além disso, o estudo informa que a América Latina vive hoje uma fase de transição demográfica na qual a proporção de pessoas em idade potencialmente produtiva chega a ser duas vezes maior que a proporção de pessoas em idades inativas (menores de 15 anos e maiores de 60 anos). Esse momento, denominado “bônus demográfico”, é considerado favorável para o processo de desenvolvimento econômico e social da região.

“A existência de uma maior proporção de pessoas dependentes limita as possibilidades de crescimento econômico, pois demanda uma maior quantidade de recursos estatais para atender suas necessidades. Ao contrário, uma maior proporção de pessoas em idade de trabalhar pode ativar o crescimento e o desenvolvimento, aumentando a renda e a acumulação de capital derivada de uma maior proporção de trabalhadores e um menor gasto destinado às pessoas dependentes”, diz o relatório.

Como tal “bônus” não é permanente e as projeções indicam que no final da década de 2020 esse quadro demográfico começará novamente a se alterar, o relatório alerta para a urgência de se investir em políticas públicas para essa população a fim de que os jovens possam romper com o ciclo de reprodução intergeracional de pobreza e desigualdade. “Emprego, educação, saúde sexual e reprodutiva e participação efetiva, são todas áreas nas quais os Estados devem realizar esforços adicionais para cumprir as obrigações adquiridas internacionalmente e criar um sentimento de inclusão entre os jovens que permita a região, em seu conjunto, avançar rumo ao desenvolvimento”, afirma o texto do documento.


Protagonismo juvenil

Em Curitiba, o III Congresso de Cultura e Educação para a Integração da América Latina (Cepial) discutiu questões referentes à proteção integral da infância e juventude na América Latina em uma mesa redonda, composta pelo promotor de justiça e integrante do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente do Paraná, Murilo Digiácomo, e pelo vereador Pedro Paulo (PT). O debate foi realizado nesta terça-feira (17).

Os dois destacaram a reconhecida qualidade das leis existentes no país sobre o tema, e afirmaram que o desafio é conseguir que esses direitos, previstos na legislação, sejam respeitados no dia a dia. Ambos concordaram que é preciso garantir o bom funcionamento dos mecanismos previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como os Conselhos de Direitos e os Conselhos Tutelares, que são órgãos responsáveis, respectivamente, pela criação e fiscalização do cumprimento das políticas públicas relacionadas à área.

Em sua fala, Digiácomo reforçou a importância do protagonismo juvenil nessa luta. “É preciso que os jovens conheçam seus direitos e saibam que têm meios de lutar por eles. Precisamos estimular a organização de meninas e meninos a fim de que eles mesmos discutam seus problemas, proponham alternativas e pressionem os governos para que realizem as mudanças necessárias para garantir que o que está previsto na lei seja respeitado”, disse.

Sugestões de abordagens para jornalistas
- Em seu relatório, a Cepal destaca a importância do investimento em políticas públicas voltadas para a população jovem a fim de romper o ciclo de reprodução intergeracional de pobreza e exclusão. É interessante levantar que políticas públicas direcionadas a essa população estão sendo desenvolvidas no Estado e qual a porcentagem do orçamento é direcionado para políticas públicas referentes aos jovens. Correlacione também tais dados com as demais informações contidas no relatórioInvestir na Juventude na América Latina e no Caribe: Um imperativo de direitos e inclusão (em espanhol).

- O protagonismo juvenil na discussão de políticas públicas foi destacado como algo fundamental durante o III Cepial. Pode render uma boa matéria a averiguação de como meninas e meninos são inseridos nessas discussões pelo poder público (e se de fato são ouvidos) e até mesmo ilustrar alguns espaços da sociedade civil onde adolescentes e jovens se organizam para discutir e cobrar a realização de políticas públicas.


Sugestões de fontes para jornalistas

- Ministério Público do Paraná
Murillo Digiácomo – Promotor de Justiça no Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente do Paraná
(41) 3250-4711
Olympio de Sá Sotto Maior Neto - Membro da Comissão Redatora do ECA
(41) 3250-4480

- Centro Marista de Defesa da Infância
Débora Cristina dos Reis Costa - especialista em orçamento
(41) 3271-6240 / reis.costa@pucpr.br

- Comissão dos Direitos da Criança, do Adolescente e do Idoso na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP)
Deputada Rose Litro (PSDB) - presidente
(41) 3350-4320 / 4054 deputadaroselitro@hotmail.com

- Comissão da Juventude na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP)
Deputado Evandro Junior (PSDB) - presidente
(41) 3350-4000

- Vereador Pedro Paulo
(41) 3350-4687

- Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-PR)
Cláudia Regina Bronner Foltran – Presidente (em exercício)
Fone: (41) 3270-1047
Agenda:

Equipe Infância na Mídia: Douglas Moreira, Vanessa de Paula Machado, Ariene Rodrigues e Vinícius Torresan. 

domingo, 20 de maio de 2012

James Brown e o show após a morte de Luther King

 Esse show foi realizado 1 dia após o assassinato de Martin Luther King. Neste dia, diversas cidades norte-americanas eram alvo de distúrbios em razão da revolta provocada por essa terrível tragédia.  


Em Boston, ativistas negros já tinham marcado atos de protesto para aquela noite. O clima era o pior possível. Foi então que o prefeito Kevin  White, aproveitando que James Brown estava em turnê na cidade naquela semana, pediu para que Brown "acalmasse" a população. 


O show foi transmitido pela tv ao vivo. O próprio prefeito, antes do show começar, faz um belo discurso lembrando dos ideais de Paz do Rev. King. A performance do Godfather of Soul foi brilhante como sempre. 


Ainda hoje é perceptível o clima de tensão que transcorre durante a apresentação, especialmente na parte final, quando jovens negros tentam subir no palco e são repelidos com certa brutalidade pelos policiais brancos que faziam a segurança do show. James Brown segurou a onda. Nada aconteceu em Boston naquela noite e nos dias seguintes. 


 Do, Luis Nassif.



terça-feira, 8 de maio de 2012

Por que a Globo defende o veto ao Código Florestal??


A impressão que o e telespectador global pode ter com relação ao Código Florestal é que o Brasil está prestes a cortar suas últimas árvores. No entanto, o nosso território, segundo o Ministério do Meio Ambiente, é coberto em 60,7% por florestas, inclusive por florestas naturais em 59,9% (cf. Serviço Florestal Brasileiro/MMA, “Florestas do Brasil em resumo 2010”, pág. 7).

Então, por que essa histeria em torno do Código Florestal, sobretudo considerando que apenas 27,7% do nosso território encontra-se ocupado pela agricultura ou pela pecuária? E a proposta de avançar é nessa porcentagem!
O motivo verdadeiro pode ser encontrado, por exemplo, em “Farms Here, Forests There” (“Fazendas Aqui, Florestas Lá”), de Shari Friedman, consultora “senior” da David Gardiner & Associates, uma bem sucedida empresa de assessoria “ambiental” para corporações dos EUA. Que estão preocupados  com a expansão de commodities dos produtos brasileiros que competem diretamente com os produtos dos EUA. 
O problema aqui é frear a expansão da nossa agricultura e pecuária. Mas como defender que um país com 60,7% do território coberto por florestas, a maior parte intocada, não expanda a agricultura? Evidentemente, teriam que forjar um motivo ou pretexto.
Para isso serve a farsa do “aquecimento global”. Depois de desmoralizado cientificamente, o “aquecimento global” se tornou igual às receitas do neoliberalismo, do qual é cria: existe porque existe, sem necessidade de prova, e é nocivo porque dizem que é nocivo, sem mais complicações argumentativas. Em suma, é mais uma vigarice para os trouxas do mundo – e para os espertos ganharem dinheiro. (Sugestão de artigo sobre a farsa do aquecimento global: “Aquecimento global: as previsões furadas de Lovelock”, por José Carlos Ruy)
 Por isso faço um apelo, enquanto comunista (que não tem terra alguma): Defender o Veto é defender o capital estrangeiro e travar o avanço da soberania e do desenvolvimento nacional

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aconteceu em 9 de abril no Mundo.



  
 Fortaleza de Sta. Cruz, uma das redações do Sentinela 
 1823 - Dia do Sentinela da Liberdade 
 Surge no Recife o jornai Sentinela da Liberdade, democrata-radical, patriótico, filo-republicano. Seu redator, Cipriano Barata, revolucionário da Conjuração Baiana, muitas vezes irá escrevê-lo de dentro do cárcere. 
 
1834:
2ª rebelião dos tecelões de Lyon, França: 3 dias de barricadas.
  
1836:
Começa a ofensiva militar imperial contra a Cabanagem, na Amazônia.
  
1864:
Morre Antônio Borges da Fonseca, ex-líder da Revolução Praieira (PE, 1848-49).
  
1865:
Rendição do Sul escravista na Guerra Civil dos EUA.
  
1920:
Marines dos EUA desembarcam na Guatemala.
  
1940:
Hitler invade a Noruega e põe no governo o chefe fascista local, Qüisling, cujo nome vira sinônimo de traidor.
  
1952:
Começa a Revolução de 52 na Bolívia; mineiros e camponeses em armas obtêm a reforma agrária e estatizam o estanho.
  
1964:
Ato Institucional nº 1 depõe o pres. Goulart, inicia as cassações, suspende a estabilidade dos funcionários.
  
1983:
O gen. Figueiredo condena em rede de TV o levante dos sem-emprego.
  
1989:
Manifestação de 500 mil em Washington contra a criminalização do aborto.
  
2003:
Os ocupantes americanos tomam Bagdá. Como ícone da vitória, põem abaixo uma estátua de Saddam Hussein, diante de um reduzido grupo de curiosos. É o ponto alto da conturbada ocupação americana.

Fonte: Vermelho

domingo, 8 de abril de 2012

Animação mostra o trajeto das informações na internet

Produzido por Thomas Stephanson e Monte Reid, a animação Guerreiros da Internet convida o telespectador a viajar pela galáxia do mundo das informações. O vídeo apresenta, de maneira lúdica, o trajeto que as informações percorrem para chegar ao usuário final.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cultura brasileira pode fortalecer economia via ‘soft power’


O Brasil pode estar desperdiçando uma oportunidade única de fortalecer o chamado “soft power” no cenário internacional, com impacto positivo na sua economia, aproveitando o corrente interesse por sua produção cultural.

Essa é a opinião de especialistas ouvidos pela BBC Brasil, que dizem que esse interesse tem aumentado nos últimos anos, em parte pela projeção do país como nova potência econômica, mas também turbinado por ações isoladas de setores ligados ao governo e de grupos privados.

Enquanto o governo instala bibliotecas de fronteira e incentiva o lançamento de escritores brasileiros em outras línguas, agentes privados levam ao exterior eventos antes só disponíveis no Brasil, caso do festival Back2Black, uma das mais de dez grandes atrações brasileiras a desembarcar em Londres até os Jogos Olímpicos.

Mas especialistas alertam: se estas iniciativas não forem coordenadas e representarem uma estratégia deliberada, os benefícios que a crescente economia brasileira teria por meio da exportação e poder de sedução de seus valores – o chamado soft power – podem ser limitados.

“Soft Power” é um conceito elaborado pelo professor norte-americano Joseph Nye para definir a capacidade de países influenciarem relações internacionais e intensificarem trocas comerciais através da sedução de produtos como filmes, música, moda, mídia e turismo. A economia dos Estados Unidos, por exemplo, se beneficia da ampla exposição de seus produtos por meio dos filmes de Hollywood.

O termo se contrapõe ao chamado “hard power”, que define ações militares e bloqueios comerciais, por exemplo. ”O Brasil exerce naturalmente o soft power”, diz Nye em entrevista à BBC Brasil. “Se você observar a cultura brasileira e seu impacto, verá que a imagem do país é originalmente positiva, mesmo antes do avanço econômico recente. Pode ser que isso tenha a ver com o futebol, mas o fato é que há uma percepção de que o Brasil lidou bem com questões caras a outros países, como a racial. Ou seja, é portador de valores como tolerância. E isso é importante”, resume.

Mais artistas brasileiros

Nye e outros especialistas alertam para o fato de que, para funcionar, o soft power requer capacidade de articulação entre agentes públicos e privados, o que muitas vezes pode exigir a criação e uma entidade específica.

"Não é essencial, mas ajudaria muito. O British Council (órgão de promoção da cultura britânica no exterior), por exemplo, é muito bem sucedido e prova que não é preciso gastar muito, mas apenas coordenar ações, para se obter grande impacto", exemplifica Nye, antes de lembrar que os setores cultural, de mídia e de entretenimento tendem a ser os primeiros a se beneficiar. "Mas isso depois se espalha por toda a economia".

Além da Grã Bretanha, países como França, com a Aliança Francesa, Alemanha, com o Instituto Goethe, e a emergente China, com o Instituto Confúcio, optaram por este tipo de organização. ”É preciso notar, porém, uma diferença histórica. Os poderes coloniais montaram estas instituições quando estavam em declínio e precisavam aumentar trocas comerciais. O caso do Brasil é diferente, porque o país está em ascensão”, pondera o professor de História Econômica da América Latina Colin Lews, da London School of Economics.

"Como o país está mais afluente e confiante, há uma pressão natural por institucionalizar a ação de soft power. E, de fato, é preciso haver um espaço institucional. O Itamaraty sempre teve uma postura independente – até mesmo dos governos, civis ou militares – e sabia onde queria ver o país. Mas agora a ação brasileira se tornou mais extracontinental", diz Colin.

O crescimento da procura por produtos brasileiros no mercado internacional de arte e entretenimento é claro. “Há mais artistas vindo do que nunca. Neste ano, há eventos com brasileiros em todos os grandes centros culturais britânicos”, sublinha Jude Kelly, diretora artística do gigante Southbank Centre, à beira do rio Tâmisa, em Londres.

Com nove viagens ao Brasil carimbadas no passaporte, Kelly promoveu há dois anos um festival de um mês integralmente dedicado a mostrar “como a cultura brasileira está sendo usada para transformar comunidades”. Neste ano, o Southbank sedia o espetáculo “Hotel Medea”, que Kelly assistiu no Festival Internacional de Edimburgo do ano passado, e a instalação “aMAZEme”.

‘Nova Bossa Nova’

Envolvido há quase duas décadas com produções teatrais no Brasil e na Grã-Bretanha, o produtor inglês Paul Heritage diz que, no passado, levava mais ingleses ao Brasil do que o contrário. Hoje, diz, há interesse e movimentação semelhante – e crescente – nos dois lados.

"O Brasil tem que aproveitar este momento. O país tem usado com sucesso uma tecnologia social das artes muito particular. O Ministério da Cultura investiu muito nas redes e criou um mercado alternativo ao capitalismo que vem ajudando as comunidades. E esta tecnologia, única, pode ser exportada. A Inglaterra, por exemplo, não tem", diz Heritage. "Esta tecnologia social das artes é a nova Bossa Nova", compara o produtor, responsável pela vinda de grupos como o Afro Reggae, Galpão e Nós do Morro à Grã-Bretanha.

Para Heritage, a área cultural do Itamaraty não está afinada com o crescimento da demanda por produtos artísticos do país. “É preciso mais coordenação, porque em um mundo de poucos recursos, é necessário haver mais diálogo. Está na hora de criar um novo órgão. O British Council, por exemplo, une forças”, exemplifica Heritage.

Organizadora do festival Back2Black, que há duas edições vem estabelecendo a ponte entre a música brasileira e seus semelhantes na África e nos Estados Unidos, Connie Lopes concorda com o colega britânico. ”É a hora de o Brasil ter seu instituto cultural permanente para representar interesses e divulgar valores que são comungados por artistas, produtores e empresas que apoiam estes eventos. Nós, de forma geral, nos articulamos, mas seria bom uma ação coordenada”, pontua ela, à frente do segundo festival brasileiro a chegar ao exterior – o primeiro foi o Rock in Rio, com versões em Portugal e na Espanha. “A partir da gestão do Gilberto Gil no Ministério da Cultura, o setor se profissionalizou muito e requer nos níveis de organização”, defende.

O Itamaraty não nega que a conjuntura mudou. “Há espaço para interação (entre agentes econômicos e poder público) mais lógica, sim. Não há uma unidade”, reconhece o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tovar Nunes da Silva. “Mas não necessariamente haverá um novo organismo, especificamente destinado a cuidar das ações de soft power”, adianta.
Nunes da Silva afirma que o Brasil é o único país emergente que “só tem soft power”. “Optamos conscientemente pela não militarização. Basta ver que somos um dos poucos países do mundo em que o herói nacional é um diplomata (Barão do Rio Branco) e não um general. Não temos escolha, nossa história é de soft power”.

‘Ocidental plus’

O porta-voz cita organismos como os Centros de Estudos Brasileiros e a Agência Brasileira de Cooperação como exemplos de institucionalização do soft power. No entanto, defende diversidade na condução das ações públicas e privadas. “Somos um país ‘ocidental plus’. Ocidental não é suficiente para classificar o Brasil. Os modelos dos países desenvolvidos talvez não satisfaçam esta alma meio solta, que é parte do que somos. Há um processo de sofisticação que talvez demande que este país seja representado de mais de uma forma. Não há um kit Brasil”, diz.

Em meio ao crescimento constante da procura por produtos (muitos dos quais culturais) brasileiros na Grã-Bretanha, o embaixador Roberto Jaguaribe concorda com Nunes da Silva. O diplomata diz que a imagem brasileira está mudando “do alegórico, festivo, para o da potência econômica, ambiental, democrática e capaz de incluir socialmente”. “No entanto, pessoalmente acho que uma organização específica não é a melhor forma de articular esforços. Buscar homogeneidade em tudo limita um universo mais amplo de representação”, reforça.

"Sem uma instituição, de fato há mais diversidade", concorda o professor Colin Lewis, da London Schoool of Economics. "Mas corre-se o risco de se perder o foco".

Além da Grã-Bretanha, onde, segundo Jaguaribe, há crescimento do interesse pela produção brasileira nos últimos 20 anos, as artes brasileiras são destaque na Alemanha, na Colômbia e em Nova York, onde o Sesc acaba de assinar um acordo com o selo Nublu e o festival Globalfest para garantir destaque permanente a artistas brasileiros no evento, que acontece todo mês de janeiro. Acordos também estão sendo fechados no Leste Europeu e na Ásia, sempre com ação pública e privada.

Fonte: Correio do Brasil

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Na data de hoje, em 1933, Bertolt Brecht fugia da Alemanha.


Bertolt Brecht fugiu da Alemanha nazista em 28 de fevereiro de 1933, um dia após o incêndio do Reichstag. O escritor sabia que logo começaria a caça à esquerda e aos opositores do regime de Hitler.


Brecht
No dia em que o escritor Bertolt Brecht deixou a Alemanha, em 28 de fevereiro de 1933, a notícia nem sequer saiu no jornal. Ele não anunciara que iria deixar o país, e o tema das manchetes do dia era outro: o incêndio do Reichstag, na véspera.

A polícia responsabilizou a esquerda e logo apresentou o suposto autor do incêndio. Os nazistas aproveitaram para prender um grande número de sindicalistas, socialistas e comunistas, que foram enviados aos primeiros campos de concentração, improvisados para esse fim.

Visionário que conhecia o perigo

Como nenhum outro intelectual, Brecht previra a catástrofe iminente, o que aconteceria se os nazistas assumissem o poder na Alemanha. Sua Lied vom SA-Mann (Canção do homem da SA) deixa transparecer toda a sua clarividência.

Nela, ele descreve como a depressão no final da década de 1920, as batalhas de rua e as eternas crises de governo culminariam nas barbáries do Terceiro Reich. "Dormi de fome, com o estômago roncando. Pegando no sono ouvi gritarem: 'Acorda Alemanha'. E vi muitos marcharem gritando 'Vamos ao Terceiro Reich!' Eu não tinha nada a perder e fui com eles, sem me importar para onde."

Em 1933, aconteceu o que se temia e Adolf Hitler tornou-se chanceler do Reich. No mais tardar, após a tenebrosa marcha com tochas pelo Portão de Brandemburgo, em Berlim, em honra ao novo detentor do poder, ficou claro que a sombria intuição de Brecht logo se transformaria em realidade.

O êxodo dos intelectuais

Não demorou muito e começou o êxodo dos intelectuais alemães. Nem todos, porém, quiseram ou puderam fugir a tempo, como o detentor do Prêmio Nobel da Paz Carl von Ossietzky, que foi levado a um campo de concentração e morreu em consequência das torturas.

Outros, como o escritor Erich Kästner, se retiraram da vida pública e assim sobreviveram ao "reino de mil anos" que Hitler pretendia instituir. A história, contudo, se lembra mais dos que quiseram conseguiram escapar: Albert Einstein, os escritores Lion Feuchtwanger, Thomas Mann, Erich Maria Remarque, os músicos Kleiber, Busch, Klemperer e muitos outros.

Brecht foi um dos primeiros a deixar o país, por saber o que o aguardava quando o partido de Hitler começasse a colocar em prática suas ameaças. Num poema em prosa, ele expôs as razões de sua perseguição: "Quando me forçaram ao exílio, os jornais publicaram que foi por uma poesia minha, ridicularizando o soldado da Primeira Guerra Mundial. Agora, quando eles preparam uma nova guerra mundial, decididos a superar as monstruosidades da última, é quando se persegue ou se mata gente como eu, por delatar os seus atentados".

A lenda do soldado morto

A poesia a que Brecht se refere, que teria inspirado o ódio dos nazistas, é Legende vom toten Soldaten (Lenda do soldado morto), um poema pacifista que se refere à Primeira Guerra Mundial.

Como faltassem soldados ao exército do Império Alemão, decidiu-se desenterrar um soldado que morrera, vesti-lo com um novo uniforme e arranjá-lo para que passasse pelo exame médico e fosse mandado de volta ao front. Sob os aplausos do clero e dos representantes do grande capital, o defunto foi enviado ao campo de batalha para morrer como herói.

Os nazistas não odiavam apenas o poeta Bertolt Brecht, odiavam também o seu pacifismo e o fato de ele ser comunista. Na sua Balada da árvore e dos galhos, de 1931, Brecht antecipou o comportamento assassino das hordas nazistas, no dia em que pudessem agir livremente.

Fuga para a Dinamarca

Com sua visão, Brecht decidiu fugir assim que soube do incêndio do prédio do Reichstag. Um dia depois, na manhã de 28 de fevereiro de 1933, deixava Berlim em direção a Praga. Da capital da então Tchecoslováquia foi a Viena, de lá até a Suíça e a seguir para a Dinamarca, onde se radicou por alguns anos.

O exílio o levaria ainda à Finlândia e aos Estados Unidos. O autor de A Ópera dos três vinténs e de outras obras inesquecíveis conseguiu escapar de Berlim antes de começar a primeira onda de prisões do novo regime, que afundaria a Alemanha e o mundo numa guerra sem precedentes.


Por Dirk Kaufmann (ns)
 Fonte: DEutsche Welle

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Balanço do Fórum Social Temático


A reportagem produzida pela TVT conversou com lideranças dos mais diversos movimentos sociais presentes ao Fórum Social Temático, encerrado neste domingo (29) em Porto Alegre (RS). Eles traçaram um breve balanço do Fórum e as perspectivas das lutas para 2012. O próximo Fórum será em 2014. Entre os destaques está o lançamento do livro "Latifúndio Midiota", de Leonardo Severo. Nesta terça-feira (7), às 18h30 o livro será lançado na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, em São Paulo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Bem que Uberaba podia entrar nessa


Ministério do Turismo criou três comissões para acelerar o processo de análise de projeto de trens turísticos e culturais no País. Os grupos vão tratar das questões relacionadas à destinação do patrimônio da extinta Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA) e à operação dos trechos ferroviários. A decisão foi tomada pelo Grupo de Trabalho (GT) de Turismo Ferroviário durante reunião, em Brasília dia 17 de janeiro.

Saiba mais sobre turismo ferroviário: http://www.brasil.gov.br/navegue_por/mapas/mapas/

 No que se refere à operação, serão tratadas questões como regulamentação dos serviços, incentivos, composição de tarifas, investimentos públicos e privados, entre outros. O GT busca também meios de facilitar o repasse, por meio de instrumentos legais, do patrimônio móvel e imóvel da RFFSA, tais como vagões, locomotivas, móveis, estações ferroviárias, entre outros.

A próxima reunião do GT, ainda sem data definida, será realizada no Rio de Janeiro, onde opera um dos trens turísticos de maior movimentação de passageiros do Brasil. O Trem do Corcovado (concessão federal) transporta quase 300 pessoas por hora e vai ampliar sua capacidade para 615 passageiros por hora com investimentos de R$ 64 milhões.

GT de Turismo Ferroviário

O GT de Turismo Ferroviário tem sob análise, no momento, cerca de 50 projetos de prefeituras e entidades privadas sem fins lucrativos. Número que poderá ser ampliado, segundo o Ministério do Turismo, à medida que os projetos em carteira forem sendo implantados.

O grupo tem como atribuição desenvolver uma política de fomento do turismo ferroviário no País nos segmentos de trens turísticos e culturais. A finalidade é recuperar, requalificar e preservar trechos o patrimônio ferroviário.

Integram o GT, representantes do Ministério dos Transportes, da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e inventariança da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de representantes de entidades de classes do setor.

Unesco, Brasil e Estados Unidos lançam projeto para ensinar respeito na escola


O projeto Ensinando o Respeito para Todos, resultado de cooperação entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), os Estados Unidos e o Brasil, foi lançado dia 18 deste mês, em Paris, França. Esse é o primeiro passo de um processo com duração de três anos, cujo objetivo é desenvolver currículos que promovam o aprendizado da convivência na escola.

Coordenado pela Unesco e financiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, o projeto reconhece o papel fundamental das escolas no combate à discriminação racial e étnica. O objetivo da primeira fase do projeto é rever os currículos escolares, as legislações e as políticas de educação para a tolerância a fim de identificar as melhores práticas nessa área.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Provas de seleção para a escola Internacional de Cinema e TV de Cuba serão realizadas em cinco cidades brasileiras em março


A Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba (EICTV) abrirá, a partir de 25 de janeiro, processo seletivo para brasileiros interessados em participar do Curso Regular (período 2012-2015).  As inscrições poderão ser feitas até o dia 10 de março. As provas serão realizadas  nos dias 16 e 17 de março, em cinco capitais brasileiras:  Belo Horizonte, Florianópolis, Recife, Goiânia e Belém. O início do curso está previsto para o mês de setembro e o término será em julho de 2015.  Os candidatos deverão ter idade entre 22 e 29 anos. Os alunos selecionados vão cursar o primeiro ano de polivalência e o segundo e terceiro anos de especialização. A matrícula para os três anos tem um custo de cinco mil euros por ano. O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, subsidia parte do valor da matrícula dos alunos brasileiros,  sendo que o restante é pago pelo aluno.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

PCdoB apresenta o Novo Projeto Municipal de Desenvolvimento (NPMD) para o Prefeito Anderson Adauto


A executiva do PCdoB reuniu-se com Prefeito Municipal Anderson Adauto na segunda (19), e apresentou o Novo Projeto Municipal de Desenvolvimento (NPMD).
  
Passando por uma análise histórica dês dos primeiros conquistadores que pisaram nas terras do Triângulo Mineiro, indicando os desafios da contemporaneidade, as contradições estruturais e fundamentais da realidade municipal, que exigem uma resposta consequente para superar, por exemplo, a condição de Projetos eleitorais “sem expressão”.

 A Presidenta do PCdoB de Uberaba, Sumayra Oliveira, afirmou que “o verdadeiro fortalecimento municipal exige sustentação popular baseada no avanço democrático e de um projeto mais coletivo”

Outro destaque do Novo Projeto Municipal de Desenvolvimento (NPMD) é sobre as tarefas, conteúdo, principais bandeiras municipais. Entre nove itens listados, foi destacado a necessidade de atingir um patamar de município desenvolvido, com progresso da ciência, da tecnologia e da inovação, sendo necessário optar por um Planejamento Estratégico de Desenvolvimento.

No que se refere ao processo Eleitoral de 2012, a executiva do PCdoB reafirmou sua independência, e seguirá discutindo com os partidos políticos fora da base do governo. seu Projeto para Uberaba.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Série perfis parlamentares: João Amazonas

A Câmara dos Deputados apresenta as contribuições de João Amazonas de Souza Pedroso  no âmbito do Congresso Nacional bem como na esfera dos movimentos sociais, intelectuais e políticos brasileiros. O parlamentar ficou conhecido como João Amazonas na história da luta pelo socialismo, pela democracia, pela liberdade, pela soberania nacional e pelos direitos dos trabalhadores no Brasil. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

UNESCO declara acervo do Museu da Música de Mariana

Nesta sexta feira, 2 de dezembro, na Ilha Fiscal, no Rio de Janeiro, o Museu da Música de Mariana da Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese (FUNDARQ) receberá, do Programa Memória do Mundo da UNESCO, o Diploma do Registro Regional para a América Latina e o Caribe (MOWLAC), em reconhecimento à importância de seu acervo de manuscritos musicais.

O Museu da Música é um dos mais importantes acervos latinoamericanos de música sacra manuscrita, com mais de 2 mil partituras. Por meio de projetos desenvolvidos, muitas obras foram salvas pelo trabalho de restauração, já que estavam em estado precário de conservação. Foi recuperada a estrutura original das partituras tal como concebidas por seus autores.

Compositores respeitados como Lobo de Mesquita, José Maurício Nunes Garcia e João de Deus de Castro Lobo tiveram novas peças reveladas. Outros, como Miguel Teodoro Ferreira, Frutuoso de Matos Couto e Manuel Dias de Oliveira começaram a ter sua memória resgatada, com a identificação de criações importantes, anteriormente desconhecidas.

Para o Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, “este Diploma concedido pela UNESCO ao Museu da Música de Mariana é o coroamento de muitos anos de trabalho de pessoas que se dedicaram a preservar esta preciosidade de valor incalculável, fruto daqueles que, nos séculos 18 e 19, produziram o que de melhor na música o Brasil conheceu. Por isso, não podemos esquecer personalidades como Dom Oscar de Oliveira, o engenheiro Francisco Noronha e Dom Luciano Mendes. A Arquidiocese de Mariana se sente feliz com esta honrosa premiação e parabeniza sua Fundação Cultural responsável pelo Museu da Música e que realizou o importante projeto de restauração e preservação dessas milhares de partituras”.

O Instituto Memória do Mundo, da UNESCO, é a memória coletiva e documentada dos povos – seu patrimônio documental - que, por sua vez, representa boa parte do patrimônio cultural mundial. Ela traça a evolução do pensamento, dos descobrimentos e das conquistas da sociedade humana. É o legado do passado para a comunidade mundial presente e futura.

A Memória do Mundo se encontra em grande medida em bibliotecas, arquivos e museus existentes em todo o planeta e uma grande porcentagem dela corre perigo atualmente. O patrimônio documental de numerosos povos tem se dispersado devido ao deslocamento acidental ou deliberado de fundos arquivísticos e coleções, aos “estragos das guerras” ou a outras circunstâncias históricas. Às vezes, obstáculos práticos ou políticos dificultam o acesso a ele, enquanto, em outros casos, deterioração ou destruição são a ameaça.

“A concepção do Programa Memória do Mundo da UNESCO - MOW [Memory of the World Program] é que o patrimônio documental mundial pertence a todos, deveria ser plenamente preservado e protegido para todos e, com o devido respeito aos hábitos e práticas culturais, deveria ser acessível a todos de maneira permanente e sem obstáculos”, afirma o consultor da UNESCO, Ray Edmondson.

Segundo o diretor executivo da FUNDARQ, prof. Roque Camêllo “o reconhecimento do Museu da Música pela UNESCO como um dos mais importantes acervos latinoamericanos de música sacra coloca o Brasil no patamar mais elevado entre as nações civilizadas quando o tema é a cultura musical e evidencia a efervescência intelectual dos séculos 18 e 19 em Minas Gerais e particularmente na Região de Mariana. Cuidar do patrimônio cultural não é tarefa fácil, além de dispendiosa. No entanto, é dever patriótico fazê-lo porque esta ação preserva a memória e a identidade de nosso povo. Este título não pertencerá apenas a Mariana e a Minas, mas ao Brasil”, concluiu Camêllo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dia da Consciência Negra será comemorado no Domingo Cultural, no Mercado Municipal


O Dia da Consciência Negra será comemorado com atividades artísticas no próximo Domingo Cultural, das 10h às 15h, no Mercado Municipal. O projeto denominado Kizomba, que significa em português festa da raça, apresentará um conjunto integrado por 12 músicos profissionais da cidade e de membros da Banda do 4º Batalhão da Polícia Militar. Serão interpretadas músicas de autores negros, entre eles Tim Maia, Djavan, Milton Nascimento, Martinho da Vila e Jamelão. A promoção é da Fundação Cultural de Uberaba.

As danças angolanas akundun e jongo serão apresentadas pelos alunos da Escola Estadual Minas Gerais e o cantor Marcelo Tainara interpretará músicas de congada, espetáculo mostrado por ele na última quinta-feira, na Assembléia Legislativa de Minas, em evento comemorativo da Consciência Negra.        

“Não Deixe o Samba Acabar”, de autoria da cantora Alcione, e “Sonho Meu”, de Ivone Lara, contará com a interpretação de Aracelle Fernandes, enquanto a cantora Janice Lopes apresentará o “Canto das Três Raças”, de Paulo César Pinheiro, e que ficou conhecida por meio da voz de Clara Nunes.     

Nos intervalos dos números musicais será encenada a peça teatral “Contos das Gerais”, por alunos e servidores do IFTM (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro), hip hop, com o grupo Sintonia Louka, além de dança com W. Assis Promoções.

Luiz Alberto Molinar – Matrícula Sindical nº 2.906 - Assessor de Comunicação da Fundação Cultural de Uberaba



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ontem conheci a Raquel

A atriz cubana Raquel Revuelta,  interpretou inúmeros personagens no teatro e no cinema, mas ficou definitivamente marcada como Dona Bárbara, do romance de Rómulo Gallegos, e Lucía, na primeira das três partes do filme de mesmo nome.

Em 1941, Revuelta fundou o Teatro Popular e, em 1958, o grupo Teatro Estúdio, onde se manteve trabalhando como diretora-geral até poucos dias antes de sua morte, em janeiro de 2004.

A atriz, que nasceu em Havana em 14 de novembro de 1925, recebeu vários prêmios por seu trabalho, entre eles o Prêmio Nacional de Teatro em 1999, a Distinção pela Cultura Nacional, a Medalha Alejo Carpentier e a Ordem Félix Varela.

Segue um vídeo da atriz: