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sábado, 7 de setembro de 2013

Vale- Cultura, valendo!

Os trabalhadores que receberem de suas empresas o vale-cultura poderão usar o benefício de R$ 50 mensais para pagar a mensalidade de cursos de artes, dança, audiovisual, circo, fotografia, música, teatro e literatura. A autorização consta de uma instrução normativa publicada nesta sexta-feira (6), no Diário Oficial da União (DOU).


A Instrução Normativa define os procedimentos de funcionamento do Programa Vale-Cultura, complementando o decreto presidencial que foi publicado no último dia 27 e regulamentou programa.

Os R$ 50 serão concedidos a trabalhadores contratados pelo Regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por empresas que aderirem voluntariamente ao programa em troca de descontos no Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). A expectativa das autoridades é que o Vale-Cultura beneficie até 42 milhões de trabalhadores celetistas, podendo injetar até R$ 25 bilhões anuais no setor.

Deverão ser beneficiados preferencialmente os empregados que ganham até cinco salários mínimos - R$ 3.390. Os que recebem salários acima do valor também poderão ser contemplados, desde que suas empresas já tenham garantido o benefício a todos os funcionários do grupo preferencial. Para os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, os descontos sobre os R$ 50 variam de 2% a 10%, conforme a faixa de ganhos. Já para os que, atualmente, recebem mais que R$ 3.390, os percentuais de descontos serão maiores, de 20% a 90%.

O benefício mensal não tem prazo de validade, podendo ser acumulado para gastos maiores. Pela instrução publicada na sexta (06), além de pagar cursos de artes, o beneficiário poderá gastar o recurso para adquirir ingressos para cinemas, exposições, teatros, circos, festas populares e espetáculos musicais e de dança.

Os R$ 50 também poderão ser gastos na compra de equipamentos e de instrumentos musicais, bem como na aquisição de livros, peças de artesanato, esculturas, discos de CD e de DVD. O benefício também poderá ser gasto com jornais e revistas em bancas e livrarias credenciadas ao programa.

As empresas que interessadas em conceder o vale-cultura aos seus trabalhadores deverão se inscrever na Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), vinculada ao ministério, responsável por administrar o Programa de Cultura do Trabalhador. A inscrição deverá ser solicitada por meio do site www.cultura.gov.br, a partir de 7 de outubro. Já no momento da inscrição, a interessada deverá indicar a empresa operadora de cartões benefícios credenciados ao Ministério da Cultura de sua preferência e o número de empregados aptos a receber os R$ 50, conforme a faixa de renda mensal.

A instrução normativa ainda estabelece que o Programa de Cultura do Trabalhador e consequentemente o Vale-Cultura deverá ser permanentemente avaliado a fim de que seja verificado se seus objetivos estão sendo cumpridos, com os resultados para a economia da cultura do país.

Fonte: vermelho.org

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O sonho de uma cidade mais humana, com um Projeto Humano.


Posso dizer que a vida me trouxe até aqui, percebendo que o “sonho” é o primeiro passo para desenhar uma grande realização. O imaginário e a subjetividade fazem parte de um importante registro para as nossas ações,  as idéias são visões imaginativas originais, não somente porque elas envolvem imagens particulares, mas no sentido de que envolvem mudanças na nossa visão de mundo, a forma geral pela qual percebemos a vida. Por exemplo, a imagem da máquina, transformou a visão de mundo durante a Renascença e com certeza os criadores a imaginaram antes que existisse de fato (Vecchiatti, 2004). Aqui a prerrogativa é válida mais uma vez. Hoje sonhamos alto. Com uma cidade que queremos. 
Amanhã (02), faço visita de campo para definir os espaços de um grande Projeto Estruturante, com objetivo de ampliar as possibilidades de compreensão e colaborar para um melhor entendimento entre os cidadãos, formar novos agentes e atores culturais, novos públicos e contribuir para uma geração de jovens, que possam através da arte, em seus múltiplos entendimentos,  construir uma cidade mais humana. 

domingo, 31 de março de 2013

Avaliação - Um olhar de 100 dias na Cultura – Uberaba (MG).

Este texto tem por objetivo, apresentar um olhar e alguns dados dos 100 primeiros dias de governo no campo da cultura. O trabalho consolida informações provenientes de um conjunto de instrumentos da pesquisa avaliativa, sendo, a análise histórica, a observação participante e alguns quadros comparativos.
Os dados, indicadores e interpretações apresentados abrem espaço para apreciar parte da realidade complexa que constitui e envolve o orgão gestor – A Fundação Cultural de Uberaba. Permitindo consolidar hipóteses para a reflexão sobre o desenho e a implementação de políticas públicas, alimentando o debate a respeito dos significados das políticas culturais, seus desafios e limites. Isto em um quadro no qual a cultura deva, estabelece profundas relações com o desenvolvimento social, a democracia e a proteção e promoção da diversidade cultural.
Para tanto, o estudo conta com duas partes. A parte 1 apresenta a pesquisa, seu desenho teórico, objetivos, instrumentos e resultados para a interpretação enquanto política pública de cultura e circuitos cultruais.  A parte 2 programas estruturantes e a instância organizacional.

1.       Políticas Públicas Culturais e os objetivos da avaliação

A atual gestão, da Fundação Cultural de Uberaba compreende as políticas culturais em programas referentes a problemas locais. Para eles são elaborados enunciados que delimitam um campo de questões, estratégias e ações suficientes para enfrentá-los, resolvê-los ou minimizá-los. A este conjunto de proposições denomina-se teoria do planejamento de gestão, que orienta as ações, dando coerência conceitual ao conjunto de operações e resultados do programa municipal de cultura.
De sua parte, a Fundação Cultural de Uberaba incentiva a produção artística e trabalha com programas de proteção ao patrimônio cultural, por intermédio do Conselho de Patrimônio, Histórico e Artisitico de Uberaba (CONPHAU) e com outros ou dois programas estruturantes (serão tratados mais à frente), no sentido de formar novos agentes culturais, artistas e produtores, com ações diretas com a comunidade.

Pesquisa
O foco aqui será dado às instâncias organizacionais (Fundação Cultural de Uberaba (FCU), mercado e comunidades) e às suas capacidades de coordenar e proporcionar articulações políticas entre os agentes culturais de forma a atingir os fins almejados. A ênfase recairá sobre o poder público, em particular a FCU, que exerce certa governabilidade sobre recursos estratégicos e sobre a sociedade artística da cidade. E os promotores de circuitos que vão associam sistematicamente agentes culturais e a FCU, que regulam a comunicação entre esses autores.
O importante é que a comunicação deve ser vista como um processo de coordenação do fluxo das ações e informações. A diversidade dos circuitos culturais indica a necessidade de uma multiplicidade de ações de políticas culturais, cada uma delas com desenhos e formas de ação específicas, a par de arranjos institucionais variados.
Os incentivos à consolidação dos circuitos implicam, adicionalmente:
a. valorizar a diversidade e reconhecer atores no jogo político e cultural;
b. incentivar a comunicação dos agentes culturais entre si; e
c. estimular a comunicação com a FCU,

A questão central da avaliação de políticas públicas, que envolve padrões de ação, coordenação e comunicação entre os agentes, é saber da qualidade dos padrões de comunicação. Há que se afirmar que a resposta a essas questões deve ser dada em dois níveis. Primeiramente, responde-se no âmbito dos valores políticos mais amplos, o que requer relacionar a política cultural ao campo dos valores democráticos. O segundo nível relaciona-se a um espaço de questões específicas, referentes à realização das políticas e ações propriamente ditas.
A reformulação do site culturauberaba, com um cadastro online dos artistas estabelencendo assim uma comunicação externa, onde o acesso é aberto diretamente com a FCU, no sentido de elaborar editais de demandas reais da produção local, mas principalmente junto das associações periféricas e comunitárias que, sem políticas deste tipo, não ganhariam visibilidade nem receberiam apoio público. É o caminho para solucionar o campo de diálogo democratico.

1.1   Circuitos culturais, espetáculos e produções: direitos, democracia e diversidade cultural
Nesta avaliação, o objeto de ação das políticas culturais é constituído pelos circuitos culturais. A intenção ou objetivo das políticas culturais relaciona-se com a democracia política e social. As políticas culturais não têm uma finalidade em si, mas visam a processos mais amplos relacionados aos valores políticos e à igual dignidade conferida à vida de cada um. Portanto, ligam-se a processos e valores mais gerais de desenvolvimento social. Enfim, as políticas culturais relacionam-se com a cultura política.
É possível definir as políticas culturais por sua conformação em processos de democratização de acesso a bens tradicionais ou legítimos, a exemplo da disseminação da música, do balé ou do teatro. Entretanto, aqui se diz que estes são um subconjunto do objetivo da política cultural, porquanto esta intenção é apenas uma possibilidade entre outras.
Em relação às políticas, deve-se dizer que, especialmente no âmbito cultural, não devem ser reduzidas a mecanismos instrumentais e burocráticos com o escopo de “integração”, como ocorreu nos períodos autoritários, ou de “criar hegemonias ou contra-hegemonias”, “desenvolver ou levar consciência ao povo”, como pretenderam diversos atores políticos e grupos culturais no Brasil. Longe de se limitarem aos seus objetivos gerais, como democracia cultural e promoção da diversidade, as políticas culturais devem traduzir seus objetivos em ações e processos específicos, os quais são chamados de circuitos culturais.
O uso do conceito de circuitos culturais, mais operacional que o de cultura, tem um desdobramento. Leva à necessidade de considerar que, em vez de “cultura”, enquanto objeto físico ou conjunto de crenças capturável, existem circuitos culturais, caracterizados pela capilaridade, mobilidade, descentralização e multiplicidade em suas articulações e interdependências.
Ações desenvolvidas nesses 100 dias foram:
a.       Carnaval de Marchinhas, e descetralizado, onde objetivou contar a história do carnaval de Uberaba e garantir a festa popular, movimentou um público de 10 a 15 mil pessoas dias, com um gasto em cerca de R$ 200 mil reais;
b.      Mostra de Jazz e Musica Intrumental, em parceria de agentes e produtores locais e internacionais, movimentamos diversos locais da cidade e contemplou o projeto de revitalização da Praça Afonso Pena – Conha Acustica;
c.       Aniversário da Cidade de Uberaba, dois dias de eventos com apresentações regionais e nacionais, desde varal de poesia até show com a banda Babado Novo e a Velha Guarda da Mangueira, que também abriu a discussão sobre novas formas de financiamento as escolas de sambas.  
d.      Integração no bairro, em parceria com a rede integração no bairro São Benedito;
e.      Semana Municipal do Artesanato, uma forma de repensar o desenvolvimento local, atráves do estimulo da produção de artesanato e valorização dos artesãos.
f.        Lançamento do Edital do Festival Nacional de Catira, para contratação da equipe de pesquisa e trabalho, na formatação do festival que visa valorizar e produzir um documentário dos 450 anos de catira.

1.2 Instâncias organizativas: estado, mercado e sociedade civil (comunidades)
As políticas culturais têm como objeto os circuitos culturais, formas de organização social que associam sistematicamente agentes culturais e instituições que regulam sua comunicação, ou seja, produção, transmissão e recepção (consumo ou reconhecimento).
Com efeito, os macrocircuitos culturais estão expressos no texto da CF de 1988, que indica a necessidade de implementar políticas culturais na educação, nas comunicações de massa, na indústria e nos mercados culturais (livros, imprensa, indústria fonográfica, televisão, cinema, serviços audiovisuais, fotografia, publicidade), e também, obviamente, nas artes, assim como políticas que promovam as ações de proteção das condições de desenvolvimento de comunidades tradicionais. Estas atividades acionam circuitos diversos, que se inter-relacionam, se articulam, se movem e se cruzam em vários pontos.
O objetivo de dinamização dos circuitos culturais responde claramente à ideia de democracia cultural, pois envolve respeito pelo diverso em toda a sua extensão (produção, recepção, transmissão e reconhecimento) e admite a existência de uma multiplicidade de agentes culturais que efetivamente produzem e usam instrumentos e bens culturais no dia a dia.
As políticas públicas culturais envolvem programas públicos que coordenam as ações de agentes culturais, e estes podem ter como instâncias organizativas os mercados, a própria administração pública ou as comunidades (sociedade civil).
Assim, é dever do Estado garantir e proteger os direitos culturais. Deve-se reconhecer que o Estado pode tanto executar quanto incentivar e reconhecer formas culturais relacionadas a dinamismos de mercado ou comunitários.
Além disso, pode-se dizer que os mercados e comunidades, enquanto instâncias reguladoras, planejam ações e realizam suas políticas culturais, pois associam agentes culturais a circuitos. Não interessa aqui esta acepção ampliada de política cultural; apenas se afirma que o conceito de circuito cultural é compatível com a leitura do que está exposto na CF de 1988, nos artigos culturais e no conjunto do texto. Dessa maneira, a CF é referência para o conceito aqui disposto.
Consoante esse entendimento, o conceito de circuitos culturais não se confunde com o de cultura, isto é, a cultura é a constelação ou configuração de múltiplos circuitos, móveis, fluidos, que se encadeiam e se relacionam de forma complexa entre si e com instâncias organizativas. Estes circuitos podem ser tomados em diferentes escalas: local, regional, nacional ou transnacional.
Sua interpenetração nas diferentes escalas, inclusive na escala transnacional, pode ser observada tanto na influência da recepção de conteúdos audiovisuais no comportamento de produção da cultural local, como nos reflexos do uso de técnicas de produção cultural regionais em circuitos de transmissão e consumo nacionais, e assim por diante. Claro está, portanto, que o objeto das políticas culturais são os circuitos culturais, e que estes envolvem agentes culturais em processos de produção, recepção, transmissão e reconhecimento.
  
2.       Programas estruturantes e instância organizacional
2.1   Instância organizacional

A Fundação Cultural de Uberaba (FCU) é o principal orgão articulador da sociedade no meio cultural e tem conseguido, com certo êxito, proporcionar o acesso destes agentes a recursos públicos.
De qualquer forma, deve-se enfatizar que a política pública propriamente dita refere-se às ações e ao uso de mecanismos variados de coordenação disponíveis:
a. prestar informações claras a respeito dos critérios de funcionamento da FCU ;
b. estabelecer marcos regulatórios que facilitem as ações, sem descuido da transparência desejável no uso dos recursos públicos;
c. qualificar as ações administrativas realizadas pelas associações e comunidades (cursos, oficinas, capacitações em temas diversos, inclusive gestão e prestação de contas); e
d. incentivar as ações por meio de repasses financeiros e equipamentos.

Nessas dimensões, a obervação-participante demonstrou que há problemas nas condições  estruturais da administração da entidade em relação à inadequação dos marcos legais e a falta de  de Projetos estruturantes, segue os indicativos em andamento:
a.       Reforma adminsitrativa, modernização do conceito de gestão pública;
b.      Gestão em parceria com os Conselhos de Cultural, deliberativo e o Fiscal;
c.       Reformulação da Lei de Incentivo Fiscal;
d.      Em parceria com o PRONATEC, capacitação profissional para os agentes culturais, artisitas e produtores;
e.      Edital de chamamento público para carteira de projetos e apoios culturais, 2014;
f.        Reestruturação do Circo do Povo e da administração dos Teatros- Teatro Experimental de Uberaba e Teatro Vera Cruz;
g.       Reformuação
h.      Projetos estruturantes na area de cultura (topico seguinte).

2.1- Projetos estruturantes
Foram encaminhados ao Plano Plurianual (PPA) do município e estão em fase de cosntrução, os projetos estruturantes da Fundação Cultural de Uberaba:
a.                  Escola de arte:
A arte tem um poder expressivo de representar idéias através de linguagens particulares, como a literatura, a dança, a música, o teatro, a arquitetura, a fotografia, o desenho, a pintura entre outras formas expressivas que a arte assume em nosso dia a dia. A arte faz com que o ser humano possa conhecer um pouco da sua história, dos processos criativos de cada uma das linguagens artísticas, o significado de novas formas de utilizá-la, sempre se aprimorando no decorrer dos anos. Ensinar arte para crianças e adolescentes torna-se importante para o desenvolvimento cognitivo dos alunos, pois o conhecimento em arte amplia as possibilidades de compreensão do mundo e colabora para um melhor entendimento dos conteúdos relacionados a outras áreas do conhecimento, tais como matemática, língua, história e geografia. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional (Lei nº 9.394/96), no artigo 26, inciso 2º, dispõe que “o ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. Os Parâmetros Curriculares (PCN,1997) dão à área de arte uma grande abrangência, propondo quatro modalidades artísticas: 1ª - Artes visuais: com maior amplitude que artes plásticas, englobando artes gráficas, vídeo, cinema, fotografia e as novas tecnologias, como arte em computador. 2º - Música 3º - Teatro 4º - Dança, que é demarcada como uma modalidade específica.

b.      Orquestra de Música:
Uma Orquestra Municipal se justifica pelo incentivo a difusão cultural da arte e objetiva atrair estudantes para seu aperfeiçoamento musical, com prática de música em grupo e intercâmbios. Snyders (1992), em seu livro “A escola pode ensinar as alegrias da música” questiona: a escola pode ensinar a alegria cultural? Mas há outra coisa a ser ensinada na escola além da alegria cultural? Segundo o autor, o ensino da música destina-se a fazer com que os alunos encontrem mais alegria na música, e tem sua justificativa no fato de existirem obras muito mais bonitas do que as que ouvimos no dia-a-dia. Esta tarefa não é impossível, diz ele, pois na alegria musical existem elementos de continuidade em face das rupturas da obra prima: os sentimentos musicais e os sentimentos do dia-a-dia são, de certa forma, os mesmos, embora no caso da obra-prima estejam estilizados, delimitados, medidos – e não mais emaranhados. É possível fazer os alunos perceberem as semelhanças e diferenças entre essas experiências e, a partir disso a escola poderá tornar mais firme, alargar e levar à plenitude a consciência estética e as alegrias musicais vividas pelos alunos.
  
 Referências
IPEA. Avaliação do Programa Educação Cultura e Cidadania: Cultura Viva. Brasília: IPEA/FUNDAJ, Relatório, 2009.
LAHIRE, B. Crenças coletivas e desigualdades culturais, Educação e Sociedade. Campinas, Vol. 24, número 84, p. 983-995, setembro de 2003
SARAVIA, S. R. Introdução à análise de políticas públicas. In: SARAIVA, E.; FERRAREZI, E. Políticas Públicas. Brasília: ENAP, Volume 1, 2006.






quinta-feira, 17 de maio de 2012

As inscrições para participação no Festival de Inverno da UFMG estão prorrogadas até o dia 18 de maio, sexta feira, às 24h.


Gostaríamos de chamar a atenção de todos para o motivo da escolha deste Festival como evento de participação dos Pontos de Cultura de Minas Gerais. O Festival de Inverno da UFMG solicitou a participação dos Pontos devido à proximidade das propostas do Festival e do Programa Cultura Viva. A proposta do Cultura Viva de potencializar os trabalhos já existentes, nos vários segmentos da cultura, dando força e divulgando os vários saberes e suas formas de transmissão, vão ao encontro da proposta do Festival, com as suas várias Casas que abrigam os diversos grupos de trabalho. Por isso, insistimos que os Pontos de Cultura têm potencial de saberes e projetos para se inserirem nesse diálogo dentro das Casas do Festival.

Leiam com atenção o email já enviado, que segue abaixo.

Destacamos, como exemplo, uma parte do projeto do Festival, que explica:
"O 'comum' de uma comunidade, portanto, diz do 'aparecer' dos sujeitos na esfera de visibilidade pública como interlocutores dignos de respeito e estima. Gostaríamos, assim, de imaginar o Festival de Inverno como espaço de troca e circulação não hierarquizada de saberes e práticas, promovendo as mediações entre diferentes iniciativas, coletivos culturais e grupos artísticos, ao mesmo tempo, acolhendo e escutando como interlocutores sujeitos que tradicionalmente se vêem excluídos desse evento."

Continuamos à disposição para eventuais dúvidas.

Mais informações: manuella.machado@cultura.mg.gov.br ou pelos telefones (31) 3915-2690, (31) 3055-5903 e (31) 3055-5911.



AOS PONTOS, PONTÕES E REDES DE PONTOS DE CULTURA DE MINAS GERAIS

Prezados Gestores,

Segue abaixo a proposta para a participação de todos os Pontos , Pontões e Redes de Pontos de Cultura de MG no 44º Festival de Inverno da UFMG-Diamantina 2012.
Participem!
Abraços

Participação dos Pontos de Cultura de Minas Gerais no 44º Festival de Inverno da UFMG
 Inscrição para Seleção


A Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com o Ministério da Cultura, a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC-MG) e a Comissão Estadual dos Pontos de Cultura de Minas Gerais, convida os Pontos de Cultura das redes do Estado de Minas Gerais a se inscreverem na seleção para participarem do 44º Festival de Inverno da UFMG, que se realizará em Diamantina entre os dias 15 e 26 de julho de 2012.

Cada Ponto de Cultura poderá inscrever até 02 (dois) representantes para concorrer às 42 (quarenta e duas) vagas disponíveis. A seleção será feita por representante, segundo os critérios abaixo.

1º - Disponibilidade para participar impreterivelmente dos 10 (dez) dias do evento (de 15 de julho a 25 de julho). Isso porque as atividades das Casas se darão de forma contínua durante esse período, e os Pontos participarão de todas as etapas do grupo de trabalho.
2º - Currículo e área de atuação afinada com a proposta das Casas (leia abaixo)
3º - Dentre os classificados pelas duas análises acima, a Comissão buscará garantir a participação do maior número de Pontos possível.

Os representantes dos Pontos de Cultura serão integrados aos grupos de trabalho de cada Casa, sendo que sua participação se dará de forma ativa, como sujeitos, por meio do compartilhamento de reflexões e experiências culturais afinadas com os temas das Casas.

A comissão de seleção será composta por representantes do Ministério da Cultura, Secretaria de Estado de Cultura – SEC-MG, Comissão Estadual dos Pontos de Cultura de Minas Gerais e UFMG.

Aos 42 selecionados será oferecida hospedagem, alimentação e transporte. Destaca-se que os selecionados deverão assinar um termo com a SEC-MG no qual se comprometem a participar dos 10 dias do evento (estadia inferior a este período implica que o selecionado pague as diárias restantes). As hospedagens serão em quartos duplos, a alimentação via ticket refeição e o transporte por meio de ressarcimento posterior.

As inscrições estão abertas até o dia 16 de maio de 2012 (até as 24h) no link http://bit.ly/FestivalUFMG.Não serão aceitas inscrições realizadas após o prazo. Mais informações: manuella.machado@cultura.mg.gov.br ou pelos telefones (31) 3915-2690 e (31) 3055-5903.

O 44º Festival de Inverno da UFMG será uma ocasião privilegiada para a troca de experiências entre os diferentes saberes (acadêmicos e tradicionais) e práticas (materiais e simbólicas), de tal modo que a Universidade abrigue outros sujeitos e outras formas de conhecimento, provenientes, por exemplo, das culturas afro-descendentes e indígenas, bem como das várias práticas e saberes que povoam a cidade: desenvolvidos pelas instituições (museus, escolas, institutos), resguardados pela cultura popular e inventados pela vivência cotidiana nos espaços públicos.

Assim, o Festival pretende criar espaços descentralizados para a formação e experiência compartilhada entre os sujeitos interessados em diferentes domínios da criação artística cultural, por meio de ambientes e iniciativas que estimulem a invenção, a aprendizagem e a reflexão crítica. Serão espaços também de troca e circulação não hierarquizada de saberes e práticas, promovendo mediações entre diferentes iniciativas, coletivas culturais e grupos artísticos e, ao mesmo tempo, acolhendo e escutando como interlocutores sujeitos que tradicionalmente se vêem excluídos desse evento, como aqueles vinculados aos saberes e práticas tradicionais das culturas indígena, afro-descendentes e popular.

Com esse objetivos foram distribuídos seis núcleos, chamados Casas:

Casa dos Cantos e da Escuta: abrigará os mestres (xamãs), aprendizes e cantores de diferentes grupos indígenas (Guarani-Kaiowá, Mbyá-Guarani, Krahô, Maxacali e Baniwa), com seus saberes, rituais, cantos e músicas.

Casa da Memória “Chica da Silva”: reunirá atividades ligadas à cultura dos afrodescentes (congados, reinados, candomblé), valendo-se da literatura africana em Língua Portuguesa, dança contemporânea inspirada em matrizes corporais nigerianas, cantos ritualísticos africanos e música instrumental (kora, tambores e outros instrumentos).

Casa das Imagens: espaço para se pensar a criação e circulação de imagens, estreitamento articuladas à experiência dos grupos e saberes envolvidos no Festival. Envolverá a criação de video-documentários e de intervenções audiovisuais em parceria com as Casas do Canto e da Escuta e da Memória; organizará mostras e exibições de filmes (vinculados às temáticas das demais Casas) em espaços públicos.

Casa da Cidade: reunirá sujeitos interessados em pensar e em intervir no espaço público da cidade de Diamantina, levando em contra o patrimônio material e imaterial, as localidades e vizinhança, para propor experiências conjuntas de ocupação e recriação dos espaços comuns, tais como quadras, praças, lagos, campinhos de futebol, ruas e jardins

Casa das Artes Corporais: será o espaço de iniciação à Capoeira e às danças e cantos afro-brasileiros existentes na região de Diamantina (como Candombe e os Vissungos). Sediará também uma colônia de férias para as crianças da cidade.

Casa da Palavra: fará da comunicação um processo estruturante das atividades do Festival, por meio da exploração de processos populares de expressão presentes na cidade; da edição da revista colaborativa do Festival; da criação de programas de rádio com a participação dos alunos das escolas públicas e também de produtos audiovisuais vinculados à mobilização juvenil.


Cláudia Houara de Castro
Assessora de Programas e Projetos
RRMG/MINC
Ministério da Cultura
31-3055-5903/5900

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Relíquias que ficaram do Jornal Lavoura e Comércio

Essas preciosidades (fotos abaixo) estão ao relento após o casarão do Jornal Lavoura e Comércio ter vindo ao chão, nesse ultimo final de semana. Segundo o fotografo da Câmara Municipal  de Uberaba, Lindomar, essas máquinas eram da Gráfica Jardim.  Aproveitamos para sugerir que o Poder Executivo retire os maquinário de lá, e encaminhem ao futuro Memorial dos Jornalistas.




sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cultura brasileira pode fortalecer economia via ‘soft power’


O Brasil pode estar desperdiçando uma oportunidade única de fortalecer o chamado “soft power” no cenário internacional, com impacto positivo na sua economia, aproveitando o corrente interesse por sua produção cultural.

Essa é a opinião de especialistas ouvidos pela BBC Brasil, que dizem que esse interesse tem aumentado nos últimos anos, em parte pela projeção do país como nova potência econômica, mas também turbinado por ações isoladas de setores ligados ao governo e de grupos privados.

Enquanto o governo instala bibliotecas de fronteira e incentiva o lançamento de escritores brasileiros em outras línguas, agentes privados levam ao exterior eventos antes só disponíveis no Brasil, caso do festival Back2Black, uma das mais de dez grandes atrações brasileiras a desembarcar em Londres até os Jogos Olímpicos.

Mas especialistas alertam: se estas iniciativas não forem coordenadas e representarem uma estratégia deliberada, os benefícios que a crescente economia brasileira teria por meio da exportação e poder de sedução de seus valores – o chamado soft power – podem ser limitados.

“Soft Power” é um conceito elaborado pelo professor norte-americano Joseph Nye para definir a capacidade de países influenciarem relações internacionais e intensificarem trocas comerciais através da sedução de produtos como filmes, música, moda, mídia e turismo. A economia dos Estados Unidos, por exemplo, se beneficia da ampla exposição de seus produtos por meio dos filmes de Hollywood.

O termo se contrapõe ao chamado “hard power”, que define ações militares e bloqueios comerciais, por exemplo. ”O Brasil exerce naturalmente o soft power”, diz Nye em entrevista à BBC Brasil. “Se você observar a cultura brasileira e seu impacto, verá que a imagem do país é originalmente positiva, mesmo antes do avanço econômico recente. Pode ser que isso tenha a ver com o futebol, mas o fato é que há uma percepção de que o Brasil lidou bem com questões caras a outros países, como a racial. Ou seja, é portador de valores como tolerância. E isso é importante”, resume.

Mais artistas brasileiros

Nye e outros especialistas alertam para o fato de que, para funcionar, o soft power requer capacidade de articulação entre agentes públicos e privados, o que muitas vezes pode exigir a criação e uma entidade específica.

"Não é essencial, mas ajudaria muito. O British Council (órgão de promoção da cultura britânica no exterior), por exemplo, é muito bem sucedido e prova que não é preciso gastar muito, mas apenas coordenar ações, para se obter grande impacto", exemplifica Nye, antes de lembrar que os setores cultural, de mídia e de entretenimento tendem a ser os primeiros a se beneficiar. "Mas isso depois se espalha por toda a economia".

Além da Grã Bretanha, países como França, com a Aliança Francesa, Alemanha, com o Instituto Goethe, e a emergente China, com o Instituto Confúcio, optaram por este tipo de organização. ”É preciso notar, porém, uma diferença histórica. Os poderes coloniais montaram estas instituições quando estavam em declínio e precisavam aumentar trocas comerciais. O caso do Brasil é diferente, porque o país está em ascensão”, pondera o professor de História Econômica da América Latina Colin Lews, da London School of Economics.

"Como o país está mais afluente e confiante, há uma pressão natural por institucionalizar a ação de soft power. E, de fato, é preciso haver um espaço institucional. O Itamaraty sempre teve uma postura independente – até mesmo dos governos, civis ou militares – e sabia onde queria ver o país. Mas agora a ação brasileira se tornou mais extracontinental", diz Colin.

O crescimento da procura por produtos brasileiros no mercado internacional de arte e entretenimento é claro. “Há mais artistas vindo do que nunca. Neste ano, há eventos com brasileiros em todos os grandes centros culturais britânicos”, sublinha Jude Kelly, diretora artística do gigante Southbank Centre, à beira do rio Tâmisa, em Londres.

Com nove viagens ao Brasil carimbadas no passaporte, Kelly promoveu há dois anos um festival de um mês integralmente dedicado a mostrar “como a cultura brasileira está sendo usada para transformar comunidades”. Neste ano, o Southbank sedia o espetáculo “Hotel Medea”, que Kelly assistiu no Festival Internacional de Edimburgo do ano passado, e a instalação “aMAZEme”.

‘Nova Bossa Nova’

Envolvido há quase duas décadas com produções teatrais no Brasil e na Grã-Bretanha, o produtor inglês Paul Heritage diz que, no passado, levava mais ingleses ao Brasil do que o contrário. Hoje, diz, há interesse e movimentação semelhante – e crescente – nos dois lados.

"O Brasil tem que aproveitar este momento. O país tem usado com sucesso uma tecnologia social das artes muito particular. O Ministério da Cultura investiu muito nas redes e criou um mercado alternativo ao capitalismo que vem ajudando as comunidades. E esta tecnologia, única, pode ser exportada. A Inglaterra, por exemplo, não tem", diz Heritage. "Esta tecnologia social das artes é a nova Bossa Nova", compara o produtor, responsável pela vinda de grupos como o Afro Reggae, Galpão e Nós do Morro à Grã-Bretanha.

Para Heritage, a área cultural do Itamaraty não está afinada com o crescimento da demanda por produtos artísticos do país. “É preciso mais coordenação, porque em um mundo de poucos recursos, é necessário haver mais diálogo. Está na hora de criar um novo órgão. O British Council, por exemplo, une forças”, exemplifica Heritage.

Organizadora do festival Back2Black, que há duas edições vem estabelecendo a ponte entre a música brasileira e seus semelhantes na África e nos Estados Unidos, Connie Lopes concorda com o colega britânico. ”É a hora de o Brasil ter seu instituto cultural permanente para representar interesses e divulgar valores que são comungados por artistas, produtores e empresas que apoiam estes eventos. Nós, de forma geral, nos articulamos, mas seria bom uma ação coordenada”, pontua ela, à frente do segundo festival brasileiro a chegar ao exterior – o primeiro foi o Rock in Rio, com versões em Portugal e na Espanha. “A partir da gestão do Gilberto Gil no Ministério da Cultura, o setor se profissionalizou muito e requer nos níveis de organização”, defende.

O Itamaraty não nega que a conjuntura mudou. “Há espaço para interação (entre agentes econômicos e poder público) mais lógica, sim. Não há uma unidade”, reconhece o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tovar Nunes da Silva. “Mas não necessariamente haverá um novo organismo, especificamente destinado a cuidar das ações de soft power”, adianta.
Nunes da Silva afirma que o Brasil é o único país emergente que “só tem soft power”. “Optamos conscientemente pela não militarização. Basta ver que somos um dos poucos países do mundo em que o herói nacional é um diplomata (Barão do Rio Branco) e não um general. Não temos escolha, nossa história é de soft power”.

‘Ocidental plus’

O porta-voz cita organismos como os Centros de Estudos Brasileiros e a Agência Brasileira de Cooperação como exemplos de institucionalização do soft power. No entanto, defende diversidade na condução das ações públicas e privadas. “Somos um país ‘ocidental plus’. Ocidental não é suficiente para classificar o Brasil. Os modelos dos países desenvolvidos talvez não satisfaçam esta alma meio solta, que é parte do que somos. Há um processo de sofisticação que talvez demande que este país seja representado de mais de uma forma. Não há um kit Brasil”, diz.

Em meio ao crescimento constante da procura por produtos (muitos dos quais culturais) brasileiros na Grã-Bretanha, o embaixador Roberto Jaguaribe concorda com Nunes da Silva. O diplomata diz que a imagem brasileira está mudando “do alegórico, festivo, para o da potência econômica, ambiental, democrática e capaz de incluir socialmente”. “No entanto, pessoalmente acho que uma organização específica não é a melhor forma de articular esforços. Buscar homogeneidade em tudo limita um universo mais amplo de representação”, reforça.

"Sem uma instituição, de fato há mais diversidade", concorda o professor Colin Lewis, da London Schoool of Economics. "Mas corre-se o risco de se perder o foco".

Além da Grã-Bretanha, onde, segundo Jaguaribe, há crescimento do interesse pela produção brasileira nos últimos 20 anos, as artes brasileiras são destaque na Alemanha, na Colômbia e em Nova York, onde o Sesc acaba de assinar um acordo com o selo Nublu e o festival Globalfest para garantir destaque permanente a artistas brasileiros no evento, que acontece todo mês de janeiro. Acordos também estão sendo fechados no Leste Europeu e na Ásia, sempre com ação pública e privada.

Fonte: Correio do Brasil

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Descentralizar o Plano de Cultura é destaque de encontro no RS, avalia diretor da fundação


A descentralização e democratização das diretrizes das ações do Plano Nacional de Cultura caracterizou o Encontro de Gestores das Redes Estaduais e Municipais dos Pontos de Cultura, realizado em Porto Alegre (RS), nos dias 22 e 23 de janeiro. 

O diretor de Relações Institucionais da Fundação Cultural de Uberaba, Wellington Félix Cornélio, o “Zuzu”, participou do evento e destacou “que esta foi a primeira vez que o Ministério da Cultura, no governo Dilma [Rousseff], chamou os gestores para compartilhar as diretrizes, trocar experiências, ouvir nossas dificuldades e saber do cotidiano dos pontos de cultura".

O Sistema Nacional de Cultura e o projeto PEC (Praças de Esporte e Cultura) - do qual uma das unidades está prevista para ser inaugurada em julho, no Residencial 2000, em Uberaba -, entre outros planejamentos foram debatidos no encontro. O evento foi promovido pela Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, do governo federal.  


Luiz Alberto Molinar – Matrícula Sindical nº 2.906
Assessor de Comunicação da Fundação Cultural de Uberaba
3331-9219 – 9661-5298

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais

convida para o diálogo e o aprofundamento das questões relativas à Política de Cultura para uma economia criativa e de fomento às artes. O Fórum pretende aproximar governos municipais, estadual e federal com o objetivo de instituir o Sistema Nacional de Cultura. Os Encontros mensais serão abertos a todos os interessados e contarão com a presença de palestrantes convidados.1º Tema - Políticas de Cultura para uma economia criativa e de fomento às artes

Convidados:
Cláudia Souza Leitão - Secretária de Economia Criativa - MinC                         
Antônio Grassi - Presidente da Fundação Nacional de Artes - MinC                         
Eliane Parreiras - Secretária de Estado de Cultura - MG

Mediador:    
Rodrigo Barroso - Diretor de Ação Cultural - Fundação Municipal de Cultura/PBH

Data: 20 de setembro de 2011
Horário: 14 às 17h
Local: Galpão 3 - Funarte/MG (Rua Januária, 68, Floresta - Belo Horizonte/MG)

Cláudia Leitão - Secretária da Economia CriativaDoutora em Sociologia pela Université de Paris V, é professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará (UECE), onde lidera o Grupo de Pesquisa sobre Políticas Públicas e Indústrias Criativas. Foi Secretária da Cultura do Estado do Ceará no período de 2003 a 2006.

Antonio Grassi - Presidente da Fundação Nacional das ArtesAtor, diretor e produtor, cursou Ciências Sociais na UFMG. Foi secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, além de presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro e presidente da Funarte. Atuou como assessor especial do Governo do Estado de Minas Gerais. Ocupou o cargo de gerente executivo regional da TV Brasil no Rio de Janeiro.

Eliane Parreiras – Secretária de Estado de Cultura de Minas GeraisFormada em Comunicação Social, pela PUC-MG, é pós-graduada em Gestão em Marketing, pela Fundação Getúlio Vargas, e em Gestão Cultural, pelo IEC – Instituto de Educação Continuada. Atua nas áreas de gestão e produção cultural há mais de 15 anos, em instituições públicas e privadas com ampla experiência na gestão de espaços culturais e em marketing cultural, como: Museu de Arte da Pampulha, Fundação Clóvis Salgado, Instituto Cultural Usiminas, Circuito Cultural Praça da Liberdade. Como professora, ministrou diversos cursos, inclusive em pós-graduações, nas áreas de gestão cultural, marketing cultural, produção cultural e patrimônio cultural. Realizou estágio internacional no Japão em importantes instituições culturais de Tokyo e Kyoto, além de coordenar a Comissão Mineira para a Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

Obs.: O local possui 120 lugares. Gentileza confirmar presença, envie: nome, instituição, telefone para contato e endereço eletrônico para o e-mail: claudia.castro@cultura.gov.br

sábado, 28 de maio de 2011

Um outro olhar sobre a 11º Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto – 1ª Parte*


Faremos uma reflexão, sobre como a Feira Nacional do Livro surgiu no cenário da cidade de Ribeirão Preto e, como esta de se relaciona com o evento. A Feira acontece desde 2001, quando era realizada pela Câmara Brasileira do Livro e pela Impressa Oficial. Na sua segunda edição à Impressa Oficial não compõem mais o quadro de organizadora e entra a Associação Nacional de Livrarias.

E foi na terceira edição (2003), que Prefeitura até então, não participava nem como patrocinadora nem apoiadora entra na realização do evento, o que é salutar e bem vinda à participação dos órgãos públicos em ações desta importância para uma comunidade, com um detalhe, surge o Instituto do Livro como organizadora da Feira. Nesta edição, a Feira, conta com um Projeto chamado Cheque-Livro. (tratarei desde Projeto na 3° parte deste artigo).

E assim, seguiu até a sexta edição, quando todas as organizações não-governamentais deixam quadro de organizadoras e surge aqui a Fundação Feira do Livro, que tem como Presidente a senhora Isabel de Faria e vice a senhora Heliana da Silva Palocci, que recebeu do seu cunhado Antonio Palocci em 2008, um emenda de R$ 250 mil reais.

A fundação é mantida com recursos públicos e privados. A Câmara municipal de Ribeirão Preto, a partir de denúncias de malversação da verba municipal em  2009,  instalou uma Comissão Especial de Estudos (CEE) e, com o andamento dos trabalhos dos membros parlamentares da CEE,  onde foi apresentada uma lista de irregularidades que se mostraram ilegalidades irrefutáveis, a CEE passou a ser CPI  - Comissão Parlamentar de Inquérito -  devido principalmente há a ocultação da prestação de contas em nível Estadual e Federal, em meio a ilegalidades gritantes que se fazem factuais.

O fato é que a “Fundação Feira do Livro” desrespeitou a competência da CPI e dos seus membros, assim como da população, pois através de trâmites processuais os indiciados não compareceram às convocações, e muito menos  esclareceram as dúvidas sobre os gastos dúbios com pagamento de cachês, viagens e hospedagens, superfaturamento de palco e stands.  E tão pouco esclareceram as dúvidas sobre possíveis notas espelhadas e a monta de verba federal não constante no balancete apresentado à Prefeitura.

E assim  CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Feira do Livro foi encerrada no mesmo ano que abriu, com alegação por parte dos vereadores de falta de depoimentos e documentos por parte da Fundação Feira do Livro, que emperrou o andamento da investigação.  Com dez votos, o pedido de urgência do projeto da revogação da lei que autoriza a entidade a organizar a feira também não entrou na pauta. Foi a segunda vez que o pedido foi rejeitado pelos vereadores. Mas o relatório foi enviado a vários órgãos de fiscalização - Receita Federal, Tribunal de Contas do Estado e União, Ministério Público, além dos deputados que liberaram recursos através de emendas e da prefeita Dárcy Vera (DEM). 

Mas, como em terra de famílias poderosas que mandam na cidade e uma maioria que busca através do consumo de bens materiais, se manterem em um status quo riberão pretano, onde o carro do ano, condomínios e fazendas valem mais que a ética. Seu povo se instalou em um vazio com relação à Feira e a com a cidade, pela busca diária da manutenção do status quo e pelo capital excludente que circula na Ribeirão Preto, que coloca à margem jovens e adolescentes, mulheres e homens, Pretos e Pobres.

Para a cidade, a Feira Nacional do Livro não tem à importância noticiada em jornais de grandes de circulação, que recebem a pauta pronta dos órgãos organizadores e publicam como um grande espetáculo da “Capital Cultural”. Muitos moradores nem participam. Apesar das atividades serem bem organizadas e de alta qualidade, não atraem os excluídos, que continuam mais excluídos durante o evento – Por ordem dos organizadores, a Policia Militar não deixa nenhum adolescente preto e pobre ficar parado na Feira: “Circulando, circulando” - diz uma PM empurrando brutalmente uma turma de menores (entre 16 e 17 anos) enquanto os entrevistava. Mas esse assunto fica para segunda parte de artigo - o olhar dos adolescentes sobre a Feira nacional do Livro.

*Sumayra Oliveira de Ribeirão Preto