Em homenagem ao meu filho Luan, que me disse: - Mãe, ser patriota está na moda!
Nunca saímos as ruas para
derrubar ex-presidente Collor, que roubou dinheiro das cadernetas de poupanças
da Classe Média. Nunca acampamos na porta do Ministério da Educação, para
combater as sandices do Paulo Renato, FHC e companhia- quando tentaram vender nossas Universidades
Públicas à estrangeiros.
Sim fizemos isso. O Brasil nunca
dormiu. Mas, sempre mostramos nossas caras e nossa bandeiras, por que temos a
certeza da legitimidades de nossos atos.
Os filhos do Impeachment Collor
apreenderam a palavra corrupção no governo Lula, através da uma mídia
tendenciosa e sem compromisso com a informação, em um país onde a educação é
falha e não há memória histórica.
Há se tivéssemos abertos os
arquivos da ditadura e ensinado a turma
de anônimos, nossa história, há se tivéssemos regulamentado o financiamento
público aos meios de comunicação. Culpa nossa!
Não. Eu não vou à primavera Árabe
ou Paris, para entender o que está acontecendo. Eu pintei a cara e fui às ruas
na década de 90. Passei fome e muito perrengue lutando por uma Educação pública
de qualidade, apanhei de Polícia e queimei
bandeira dos Estados Unidos por diversas vezes. Eu fico na história do
povo brasileiro, para dizer o que está acontecendo.
Qualquer análise superficial
nesse momento, pode demonstrar pequenez de pensamento,
os atos e passeatas tinham como
eixo, desde o seu início, a luta pela redução das tarifas do transporte urbano,
num quadro em que esse transporte é caro e de péssima qualidade, a
reivindicação calou fundo e alcançou enorme adesão popular. Essa “bandeira” é
do país, das trabalhadoras e trabalhadores.
Mas por estímulo da mídia a
serviço de interesses individuais e de centros de poder que se mantêm ocultos e
atuando por meio de algumas redes sociais na internet, as manifestações, em
alguns casos, foram infiltradas por grupos de provocadores, que recorrem à
violência, aterrorizando a população, depredando ou tentando invadir sedes de
ministérios, prefeituras, bancos e estabelecimentos comerciais.
O que poderia ser uma festa
cívica e democrática está sendo transformado em crise política e social.
Mobilizar o povo em atos organizados para exigir direitos e reformas
estruturais no país é algo indispensável e tarefa dos partidos de esquerda e
das organizações do movimento social, que corresponde aos interesses e
aspirações do povo brasileiro a uma vida digna, à democracia ampla e participativa
e ao progresso social.
Deturpar estas aspirações,
transformando justos protestos sociais em ações violentas para atirar o país no
caos, serve a interesses antinacionais. O povo quer avançar na construção da democracia.
Continuará na luta por seus direitos e rejeitará as manobras golpistas da direita.
Sumayra Oliveira
Ex-líder estudantil, ativista e
com muito orgulho Presidente de um partido de esquerda. - PCdoB
Bibliografia.
Editorial do Site www.vermelho.org.br
acessado em 23/06/13.









.jpg)



.jpg)