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domingo, 23 de junho de 2013

Os filhos do Impeachment Collor

Em homenagem ao meu filho Luan, que me disse: - Mãe, ser patriota está na moda!

O Brasil acordou. Nunca houve Conjuração Baiana, Insurreição Pernambucana e ou a Inconfidência Mineira. Nunca houve a Revolta de 30 e 32. Nunca houve Ditadura Militar, onde milhares de brasileiros morreram para que pudéssemos nos organizar livremente em Partidos Políticos, entidades, sindicatos e ter o direto à manifestarmos livremente.

Nunca saímos as ruas para derrubar ex-presidente Collor, que roubou dinheiro das cadernetas de poupanças da Classe Média. Nunca acampamos na porta do Ministério da Educação, para combater as sandices do Paulo Renato, FHC e companhia-  quando tentaram vender nossas Universidades Públicas à estrangeiros.

Sim fizemos isso. O Brasil nunca dormiu. Mas, sempre mostramos nossas caras e nossa bandeiras, por que temos a certeza da legitimidades de nossos atos.

Os filhos do Impeachment Collor apreenderam a palavra corrupção no governo Lula, através da uma mídia tendenciosa e sem compromisso com a informação, em um país onde a educação é falha e não há memória histórica.

Há se tivéssemos abertos os arquivos da ditadura  e ensinado a turma de anônimos, nossa história, há se tivéssemos regulamentado o financiamento público aos meios de comunicação. Culpa nossa!

Não. Eu não vou à primavera Árabe ou Paris, para entender o que está acontecendo. Eu pintei a cara e fui às ruas na década de 90. Passei fome e muito perrengue lutando por uma Educação pública de qualidade, apanhei de Polícia e queimei  bandeira dos Estados Unidos por diversas vezes. Eu fico na história do povo brasileiro, para dizer o que está acontecendo.

Qualquer análise superficial nesse momento, pode demonstrar pequenez de pensamento,
os atos e passeatas tinham como eixo, desde o seu início, a luta pela redução das tarifas do transporte urbano, num quadro em que esse transporte é caro e de péssima qualidade, a reivindicação calou fundo e alcançou enorme adesão popular. Essa “bandeira” é do país, das trabalhadoras e trabalhadores.

Mas por estímulo da mídia a serviço de interesses individuais e de centros de poder que se mantêm ocultos e atuando por meio de algumas redes sociais na internet, as manifestações, em alguns casos, foram infiltradas por grupos de provocadores, que recorrem à violência, aterrorizando a população, depredando ou tentando invadir sedes de ministérios, prefeituras, bancos e estabelecimentos comerciais. 

O que poderia ser uma festa cívica e democrática está sendo transformado em crise política e social. Mobilizar o povo em atos organizados para exigir direitos e reformas estruturais no país é algo indispensável e tarefa dos partidos de esquerda e das organizações do movimento social, que corresponde aos interesses e aspirações do povo brasileiro a uma vida digna, à democracia ampla e participativa e ao progresso social. 

Deturpar estas aspirações, transformando justos protestos sociais em ações violentas para atirar o país no caos, serve a interesses antinacionais. O povo quer avançar na construção da democracia. Continuará na luta por seus direitos e rejeitará as manobras golpistas da direita. 

Sumayra Oliveira
Ex-líder estudantil, ativista e com muito orgulho Presidente de um partido de esquerda. - PCdoB


Bibliografia.

Editorial do Site www.vermelho.org.br acessado em 23/06/13.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Primeiro Palhaço Negro do Brasil



Benjamim de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil. Nascido em 1870 na cidade de Pará de Minas, é considerado o criador do circo-teatro brasileiro.  Patrono da Cia Burlantis, sua vida e sua arte são a inspiração para a Mostra que a companhia apresenta de novembro a março na Funarte MG. A ilustração aparece no livro “Circo-teatro – Benjamim de Oliveira e a teatralidade no Brasil”, de  Ermínia Silva, disponível no site da Funarte. Homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

Fonte: Boletim  Teia Cultural Minas

domingo, 23 de setembro de 2012

23 de setembro - da prisão de Olga Benário a morte de Neruda

Os principais fatos que aconteceram em 23 de setembro pelo mundo:

1850:
Morre aos 86 anos, no exílio em Assunção, José Artigas, herói da independência do Uruguai e das Américas.
             
1900:
5º Congresso da 2ª Internacional, em Paris. A única delegação latino-americana é a argentina.
             
1934:
Semana Antiguerreira, de conteúdo antifascista.

1936 :
Olga Benário, judia alemã e militante comunista, 28 anos, grávida de 7 meses, é entregue à Gestapo nazista em meio à onda repressiva pós-1935. Terá a filha Anita Leocádia em um cárcere alemão e morrerá, na câmara de gás, em 1942.
             
1948:
Congresso do DF (Rio) em Defesa do Petróleo. Termina em repressão policial.
             
1950:
Aprovada nos EUA a lei McCarthy. Início da “caça às bruxas” anticomunista.
             
1966:
Massacre da Praia Vermelha. A PM invade a Fac. de Medicina e espanca estudantes no Rio.
             
1973:
A Argentina elege Perón, que se exilara durante a ditadura.
             
1973:
Morre, 12 dias após o golpe de Pinochet, o poeta e comunista chileno Pablo Neruda.     
           
1991:
Greve geral nos 54 portos brasileiros.
             
1996:
Começam os protestos palestinos contra o túnel sob a mesquita de Al-Aksa; 60 mortos.
             
2005:
Morre no Rio Apolônio de Carvalho, 93, o Herói das 3 Pátrias: Brasil (levante de 35), Espanha (Guerra Civil) e França (Resistência antinazista).   

terça-feira, 24 de julho de 2012

Museu Oscar Niemeyer eleito um dos 20 museus mais bonitos do mundo pelo site norte-americano Flavorwire.


Especializado em cultura e crítica de arte, o portal é responsável também pela edição, na internet, do guia cultural Flavorpill. O MON (Museu Oscar Niemeyer ), que em 2012 completa dez anos, é a única instituição latino-americana a entrar nesse ranking.

Com mais de 15 mil visitantes por mês, provenientes de diversas partes mundo, o Museu Oscar Niemeyer leva a Curitiba importantes mostras nacionais e internacionais. Em seus mais de 17 mil metros quadrados, o espaço já recebeu obras de Roy Lichtenstein, Candido Portinari, Frida Kahlo, Martin Chambi, Antanas Sutkus, Antoni Tàpies, Salvador Dalí, Marc Riboud, Brassaï, Fernando Botero, Tarsila do Amaral, Pablo Picasso, Di Cavalcanti, entre outros. 

No dia 26 de julho deste ano o museu abrirá a exposição “Modigliani, imagens de uma vida”, com 59 obras do artista italiano Amedeo Modigliani.

O MON também realiza ações educativas, abriga a Reserva Técnica e o Laboratório de Conservação e Restauro, onde as obras são armazenadas seguindo critérios internacionais. Possui ainda o setor de Documentação e Referência com cerca de 5 mil publicações e 1.300 periódicos para pesquisa. 

Fonte: Carlos Renato Fernandes

Livro que vale a pena: "Justa Causa pro Patrão"



A editora Multifoco acaba de lançar o livro “Justa Causa pro Patrão” de autoria da socióloga comunista Luisa Barbosa Pereira. Trata-se de um interessante estudo de caso envolvendo operários da indústria naval, o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, a Justiça do Trabalho e o Estado brasileiro.

Segundo a autora,  o livro tem "como objeto central entender que maneira esse sindicato tem buscado novas estratégias nos anos recentes para garantir os direitos dos trabalhadores e a proteção social do Estado."

O livro traz ainda um ganho adicional que é fornecer uma análise não só do quadro sócio-econômico dos anos 1980 e 1990, mas também das formas de resposta sindical utilizada pelos trabalhadores

Para o professor da UFRJ, Ivan Alemão, “Justa Causa pro Patrão" é um trabalho que não pode deixar de ser lido (...), pois trata-se de um estudo que revela uma revolta bem espelhada na palavra de ordem dos metalúrgicos do estaleiro Ishikawagima, que inspirou o título deste livro.


A indignação com os desmandos do capital aqui relatada é gradualmente analisada de forma científica. Os fatos da narrativa vão sugerindo temas e hipóteses que são respondidas passo a passo, a partir de métodos modernos de interpretação da luta de classes”. E conclui: “A expressão “justa causa” é utilizada para demitir o trabalhador faltoso, mas, neste caso, quem estará sentado no banco dos réus é o patrão”.

A autora é cientista social e mestre em Sociologia e Antropologia pela UFRJ e Pesquisadora do Arquivo da Memória Operária.

Fonte: Vermelho

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Eleito o 1º Vereador Comunista em Uberaba (MG)


Em 11 de janeiro de 1925, o já então comunista Alexandre Barbosa é, novamente, eleito vereador com 1.510 votos e juntamente com ele Lucas Borges de Araújo, ambos pela Coligação Uberabense. Porém, são cassados, em março, por interferência do governo do estado, dirigido por Fernando de Melo Viana, do Partido Republicano Mineiro, em apoio ao aliado, o vice-presidente da Câmara, Geraldino Rodrigues da Cunha, que era o então vice-presidente.
Travou-se uma seria disputa entre Geraldino/Governo de Estado (Fernando de Melo Viana) e Leopoldino de Oliveira então agente executivo (Prefeito) que defende Alexandre Barbosa. Melo Viana intervém ilegalmente no município e o batalhão da polícia cerca a Câmara, arrombam á porta e assumem a Câmara.



O Instituto de Zootecnia difunde o Pensamento Anarquista em Uberaba (MG)


As aulas do Instituto de Zootecnia foram iniciadas em julho de 1897, e entre os professores destacava-se Amedée Cellier, recém-chegado da França, contratado pelo governo do estado para ministrar a disciplina de veterinária. Cellier – que jamais conseguira falar português - tornou-se amigo de Alexandre Barbosa, que falava francês fluentemente. Por meio dele, passou a ter acesso aos anarquistas daquele país.Segundo Molinar, na Chácara das Mangueiras de Alexandre Barbosa situada na hoje avenida que leva seu nome, se cantava A Internacional, o hino comunista. A letra e a partitura foram recebidas da França, na década de 1910, por meio do jornal l’Humanité, do Partido Comunista daquele país, com o qual seu Barbosa colaborava financeiramente

Partido Operário elege vereador Anarquista em Uberaba



O Clube 20 de março passa a se denominar a Liga Operária de Uberaba e em 09 de março de 1920, funda o Partido Republicano Popular Federativo, conhecido como “Partido Operário” devido à sua origem. O anarquista Alexandre Barbosa é eleito vereador {1920-1923} pelo Partido Operário, em 24 de outubro de 1920.
O Partido Operário lança o semanário O Operário {1920-1921}. Entre os anos de 1880 e 1920, foi lançando quatro periódicos de esquerda. Juiz de Fora e Belo Horizonte têm três publicações cada, enquanto Minas soma 14, que equivale a 11% dos títulos da imprensa operária no país.


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Rede Saúde e Cultura lança blog em MG para divulgar ações


A Representação Regional Minas Gerais do Ministério da Cultura lançou no mês de maio um blog para divulgar as ações da Rede Saúde e Cultura em Minas Gerais. Além de informar sobre as diretrizes da Rede e disponibilizar o cadastro para os interessados, o blog traz notícias sobre as ações na interface saúde e cultura e um espaço de destaque para as iniciativas que têm foco no assunto, dentre outras sessões. Uma dessas iniciativas é o projeto Farmácia Viva, do Instituto Kairós, entidade responsável pelo Ponto de Cultura Kairós, Cultura Oral e Novas Tecnologias, que recebeu o Prêmio Cultura e Saúde 2008. O endereço do blog é http://www.redesaudeculturamg.blogspot.com.br/.Cadastre-se para receber a newsletter da Rede Saúde e Cultura: envie um email para redesaudeculturamg@cultura.gov.br ou acesse a seção Cadastre-se na nossa newsletter em nosso blog. Mais informações: (31)3055-5908 e (31)3055-5911.

domingo, 20 de maio de 2012

James Brown e o show após a morte de Luther King

 Esse show foi realizado 1 dia após o assassinato de Martin Luther King. Neste dia, diversas cidades norte-americanas eram alvo de distúrbios em razão da revolta provocada por essa terrível tragédia.  


Em Boston, ativistas negros já tinham marcado atos de protesto para aquela noite. O clima era o pior possível. Foi então que o prefeito Kevin  White, aproveitando que James Brown estava em turnê na cidade naquela semana, pediu para que Brown "acalmasse" a população. 


O show foi transmitido pela tv ao vivo. O próprio prefeito, antes do show começar, faz um belo discurso lembrando dos ideais de Paz do Rev. King. A performance do Godfather of Soul foi brilhante como sempre. 


Ainda hoje é perceptível o clima de tensão que transcorre durante a apresentação, especialmente na parte final, quando jovens negros tentam subir no palco e são repelidos com certa brutalidade pelos policiais brancos que faziam a segurança do show. James Brown segurou a onda. Nada aconteceu em Boston naquela noite e nos dias seguintes. 


 Do, Luis Nassif.



quinta-feira, 26 de abril de 2012

Relíquias que ficaram do Jornal Lavoura e Comércio

Essas preciosidades (fotos abaixo) estão ao relento após o casarão do Jornal Lavoura e Comércio ter vindo ao chão, nesse ultimo final de semana. Segundo o fotografo da Câmara Municipal  de Uberaba, Lindomar, essas máquinas eram da Gráfica Jardim.  Aproveitamos para sugerir que o Poder Executivo retire os maquinário de lá, e encaminhem ao futuro Memorial dos Jornalistas.




segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aconteceu em 9 de abril no Mundo.



  
 Fortaleza de Sta. Cruz, uma das redações do Sentinela 
 1823 - Dia do Sentinela da Liberdade 
 Surge no Recife o jornai Sentinela da Liberdade, democrata-radical, patriótico, filo-republicano. Seu redator, Cipriano Barata, revolucionário da Conjuração Baiana, muitas vezes irá escrevê-lo de dentro do cárcere. 
 
1834:
2ª rebelião dos tecelões de Lyon, França: 3 dias de barricadas.
  
1836:
Começa a ofensiva militar imperial contra a Cabanagem, na Amazônia.
  
1864:
Morre Antônio Borges da Fonseca, ex-líder da Revolução Praieira (PE, 1848-49).
  
1865:
Rendição do Sul escravista na Guerra Civil dos EUA.
  
1920:
Marines dos EUA desembarcam na Guatemala.
  
1940:
Hitler invade a Noruega e põe no governo o chefe fascista local, Qüisling, cujo nome vira sinônimo de traidor.
  
1952:
Começa a Revolução de 52 na Bolívia; mineiros e camponeses em armas obtêm a reforma agrária e estatizam o estanho.
  
1964:
Ato Institucional nº 1 depõe o pres. Goulart, inicia as cassações, suspende a estabilidade dos funcionários.
  
1983:
O gen. Figueiredo condena em rede de TV o levante dos sem-emprego.
  
1989:
Manifestação de 500 mil em Washington contra a criminalização do aborto.
  
2003:
Os ocupantes americanos tomam Bagdá. Como ícone da vitória, põem abaixo uma estátua de Saddam Hussein, diante de um reduzido grupo de curiosos. É o ponto alto da conturbada ocupação americana.

Fonte: Vermelho

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Visitei essa mostra do Mário Lago no Rio de Janeiro


Em homenagem a este artista completo – que atuou na música, no teatro, no cinema e na escrita – a exposição Lago eu sou – Um homem do século 20 entrou em cartaz , com curadoria de Mário Lago Filho.

Uma foto de Mário Lago fichado pela polícia foi incluída na exposição. “Na mostra, deixamos que Mário Lago se apresente através das frases e versos sobrepostos às fotos”, explica o curador.

O objetivo é mostrar como ele estava inserido na sociedade e como ajudou a construí-la. Como ele mesmo costumava dizer: “o que importa é minha moldura... eu só existo com os lugares em que me inseri”.

Mário Filho sintetiza o trabalho: “Conduzimos a montagem em diferentes níveis sensoriais – afetivo, político, linha do tempo – de forma que as pessoas estejam livres para compreendê-lo. Não queremos induzir o visitante a interpretações, até porque eu já tenho uma imagem do meu pai. Quero que o público me diga o que entende do Mário Lago”.

sábado, 24 de março de 2012

Festa de 90 anos do PCdoB em Uberaba - uma festa vermelha, verde e amarelo



As comemorações do aniversário de 90 anos do PCdoB em Uberaba, contaram com Deputados, vereadores, mais de 100 participantes e 11 homenageados - uma festa que entrou para a história de Uberaba.

A noite começou com apresentação da Cia. Rogê, um grupo de teatro de Uberaba, que em honra aos 90 anos do Partido Comunista do Brasil, apresentou um pequeno trecho do espetáculo LIBERDADE. Que esteve em cartaz entre 2010 e 2011, acumulando diversos prêmios em Festivais de Teatro - inclusive, sendo considerado por duas vezes, o melhor espetáculo.  Baseado nos movimentos de contracultura, LIBERDADE apresenta um grupo de jovens que acredita num mundo melhor e mais justo. Nada mais oportuno, para a celebração de um partido de 90 anos e ainda jovem.

A mesa das comemorações foi composta pela Presidenta do partido, Sumayra Oliveira, Pelo Deputado Federal Paulo Piau (PMDB), Deputado Estadual Adelmo Carneiro Leão (PT), O presidente da Câmara municipal, o vereador Luiz Humberto Dutra (PDT) e o vereador Lourival dos Santos (PCdoB).

Sumayra  Oliveira iniciou as saudações da noite, lembrando que a história de Uberaba é uma história muito próxima dos comunistas , “a histórias de vida dos homenageados, o público presente se identificará com a historia de uma cidade de luta e ativa nos 90 anos do PCdoB.” Ainda destacou “Novo Projeto Municipal de Desenvolvimento  apresentando pelo partido representará um novo salto em desenvolvimento local, o terceiro na história do Uberaba.”

O Deputado Paulo Piau, trouxe em suas mãos o material que está sendo distribuído na exposição iconográfica no Congresso Nacional e lembrou à história do PCdoB. O Deputado Estadual Adelmo Carneiro Leão disse que o Manifesto Comunista, escrito por Marx e Engels em 1848 é um dos livros mais atuais para compreender a atual conjuntura.

Após ocorreu homenagens ao comunistas uberabenses, ainda um bolo com o slogan dos 90 anos do PCdoB e um coquetel

A lista dos homenageados:



1.                  Afrânio de Azevedo (in memória), na pessoa do seu bisneto Pedro Henrique de Azevedo. Seu bisavô foi presidente de honra da frente antifascista do Comitê Democrático Popular de Uberaba, em julho de 1945. Ele foi candidato, em 1946, à Câmara Federal por Minas, obteve 3.595 votos e foi o segundo mais votado do PCB, ficando atrás de Prestes. No setor Campinas, em Goiânia (GO), uma célula do partido levou seu nome. Elegeu-se com 583 votos deputado estadual, em Goiás, pelo PCB, em 1947. Porém, foi cassado em 1948, juntamente com todos os parlamentares comunistas do país.

Quatro dos cinco filhos de Afrânio, José Olympio, Mário Augusto, Afrânio Marciliano e Martha, viajaram pela Europa em 1957, por quatro meses, dos quais dois pela União Soviética, onde participaram do 6º festival da Juventude, em Moscou. As correspondências enviadas ao pai tornaram-se o livro Cartas de Dois Mundos (Rio de Janeiro: Editora da Itambé/ Editorial Vitória, 1959) Mário foi vice-presidente da secundarista UME (União Metropolitana de Estudante), do Rio, e José Olympio foi pró-reitor de extensão estudantil da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), em 1984. O filho Afrânio Marciliano fez plástica no queixo e nariz de Carlos Lamarca, no inicio de 1970, no Rio de Janeiro (RJ), para despistar da repressão. Foi preso em 6 de abril daquele ano e ficou 73 dias no DOI-codi e na Polícia do Exército.  Hoje Afrânio de Azevedo é a Avenida de umas das Universidades de Uberaba.

2.                  Afrânio de Oliveira e Silva que fundou o PCdoB na época da legalidade em Uberaba, onde sua filha, Sumayra Oliveira, é a atual presidente.

3.                  Alexandre Barbosa (in memoriam), responsável por introduzir em Uberaba, o pensamento comunista no final do século XIX e hoje leva o nome de uma importante Avenida na cidade.

4.                  Barbosa Cauhi (in memoriam), homenageado na pessoa do seu filho José Cauhi. Barbosa em 1964 era funcionário da SUPRA (Superintendência de Políticas Agrárias), do governo federal. Sob acusação de promover abaixo-assinado pela legalização do PCB entre os trabalhadores rurais, foi decretada sua prisão. Refugiou-se durante dois meses, na casa de parentes em Embaúba (SP), mas entregou-se devido à ameaça de que seu pai, José Barbar Cauhi, seria detido como retaliação.

5.                  João Bessim (Boleia), ingressou no partido aos 17 anos e pertenceu à célula Aristóteles Coelho. Sua função era distribui o jornal “Voz Operária” na década de 1960.

6.                  Calixto Rosa Neto, dentista, membro da UJC (União da Juventude Comunista) e dirigente do PCB na década de 1950, em Uberaba. Manteve ligação permanente com o movimento pela reforma agrária nos municípios de Campo Florido e Prata, desde a década de 1950.

7.                  Durval Dias de Abreu  (in memoriam) homenageado na pessoa do seu filho Pablo Dias de Abreu. Durval integrou a FEB (Força Expedicionária Brasileira), que foi à segunda Guerra Mundial, na Itália. Foi secretário-geral da UJC (União da juventude Comunista) nos anos de 1940, quando a sede funcionou em sua residência. Nos anos de 1950, quando foi dirigente municipal do PCB, a célula Alfredo de Paula Jr. reunia-se em sua casa. Seu nome é citado em documentos do Dops de São Paulo, sobre comunistas de Minas. Foi vice – Presidente da Campanha Pró- Imprensa Popular em Uberaba, que pretendia recolher em todo o país 15 milhões de cruzeiro do povo, de Belo Horizonte, entre outros.

8.                  Hélio Gomes Ferreira, exerceu o cargo de secretário da célula  Arlindo Coelho, que se reunia na rua padre Zeferino, 45, que contava em média 20 membros dos quais eram, Licurgo Modesto de Almeida, Geraldo Magalhães e João de Souza -  alfaiates, Euclides Brandão - empresário, João Lúcio e outros.

9.                  Lourival dos Santos, primeiro vereador eleito pela sigla PCdoB, na cidade de Uberaba..

10.               Lucília Rosa Soares (in memoriam ),  foi  uma das 17 primeiras vereadoras de Minas Gerais, eleita aos 35 anos, em 1947, em Campo Florido, no Triângulo Mineiro. Ela pertencia ao PSD (Partido Social Democrático), embora fosse ligada ao então clandestino PCB (Partido Comunista do Brasil) desde os 18 anos. Lucilia Soares Rosa nasceu em Uberaba (MG), em 1912, filha do alfaiate Calisto Rosa e sobrinha do professor e agrimensor Alexandre Barbosa, católicos até a adolescência, ambos tornaram-se anticlericais e anarquistas. Eles exerceram importante influência sobre ela. Seu avô materno, José Severino Soares, o "Juca" Severino, foi respeitável fotógrafo no Brasil Central, entre 1860 a 1917.

11.               Maria Olinda Vaz, ativa no movimento estudantil no período da redemocratização, sendo filiado ao PCB.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Parabéns 192 anos de Uberaba

Vídeo comemorativo dos 192 anos de Uberaba, da Câmara Municipal. 
Vai ao ar amanhã pelas redes de TV locais. Ficou Lindo! 
E amanhã na entrega da Medalha Major Eustáquio ao Zeca Camargo será distribuído o DVD de fotos históricas de Uberaba, que também ficou maravilhoso!


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Na data de hoje, em 1933, Bertolt Brecht fugia da Alemanha.


Bertolt Brecht fugiu da Alemanha nazista em 28 de fevereiro de 1933, um dia após o incêndio do Reichstag. O escritor sabia que logo começaria a caça à esquerda e aos opositores do regime de Hitler.


Brecht
No dia em que o escritor Bertolt Brecht deixou a Alemanha, em 28 de fevereiro de 1933, a notícia nem sequer saiu no jornal. Ele não anunciara que iria deixar o país, e o tema das manchetes do dia era outro: o incêndio do Reichstag, na véspera.

A polícia responsabilizou a esquerda e logo apresentou o suposto autor do incêndio. Os nazistas aproveitaram para prender um grande número de sindicalistas, socialistas e comunistas, que foram enviados aos primeiros campos de concentração, improvisados para esse fim.

Visionário que conhecia o perigo

Como nenhum outro intelectual, Brecht previra a catástrofe iminente, o que aconteceria se os nazistas assumissem o poder na Alemanha. Sua Lied vom SA-Mann (Canção do homem da SA) deixa transparecer toda a sua clarividência.

Nela, ele descreve como a depressão no final da década de 1920, as batalhas de rua e as eternas crises de governo culminariam nas barbáries do Terceiro Reich. "Dormi de fome, com o estômago roncando. Pegando no sono ouvi gritarem: 'Acorda Alemanha'. E vi muitos marcharem gritando 'Vamos ao Terceiro Reich!' Eu não tinha nada a perder e fui com eles, sem me importar para onde."

Em 1933, aconteceu o que se temia e Adolf Hitler tornou-se chanceler do Reich. No mais tardar, após a tenebrosa marcha com tochas pelo Portão de Brandemburgo, em Berlim, em honra ao novo detentor do poder, ficou claro que a sombria intuição de Brecht logo se transformaria em realidade.

O êxodo dos intelectuais

Não demorou muito e começou o êxodo dos intelectuais alemães. Nem todos, porém, quiseram ou puderam fugir a tempo, como o detentor do Prêmio Nobel da Paz Carl von Ossietzky, que foi levado a um campo de concentração e morreu em consequência das torturas.

Outros, como o escritor Erich Kästner, se retiraram da vida pública e assim sobreviveram ao "reino de mil anos" que Hitler pretendia instituir. A história, contudo, se lembra mais dos que quiseram conseguiram escapar: Albert Einstein, os escritores Lion Feuchtwanger, Thomas Mann, Erich Maria Remarque, os músicos Kleiber, Busch, Klemperer e muitos outros.

Brecht foi um dos primeiros a deixar o país, por saber o que o aguardava quando o partido de Hitler começasse a colocar em prática suas ameaças. Num poema em prosa, ele expôs as razões de sua perseguição: "Quando me forçaram ao exílio, os jornais publicaram que foi por uma poesia minha, ridicularizando o soldado da Primeira Guerra Mundial. Agora, quando eles preparam uma nova guerra mundial, decididos a superar as monstruosidades da última, é quando se persegue ou se mata gente como eu, por delatar os seus atentados".

A lenda do soldado morto

A poesia a que Brecht se refere, que teria inspirado o ódio dos nazistas, é Legende vom toten Soldaten (Lenda do soldado morto), um poema pacifista que se refere à Primeira Guerra Mundial.

Como faltassem soldados ao exército do Império Alemão, decidiu-se desenterrar um soldado que morrera, vesti-lo com um novo uniforme e arranjá-lo para que passasse pelo exame médico e fosse mandado de volta ao front. Sob os aplausos do clero e dos representantes do grande capital, o defunto foi enviado ao campo de batalha para morrer como herói.

Os nazistas não odiavam apenas o poeta Bertolt Brecht, odiavam também o seu pacifismo e o fato de ele ser comunista. Na sua Balada da árvore e dos galhos, de 1931, Brecht antecipou o comportamento assassino das hordas nazistas, no dia em que pudessem agir livremente.

Fuga para a Dinamarca

Com sua visão, Brecht decidiu fugir assim que soube do incêndio do prédio do Reichstag. Um dia depois, na manhã de 28 de fevereiro de 1933, deixava Berlim em direção a Praga. Da capital da então Tchecoslováquia foi a Viena, de lá até a Suíça e a seguir para a Dinamarca, onde se radicou por alguns anos.

O exílio o levaria ainda à Finlândia e aos Estados Unidos. O autor de A Ópera dos três vinténs e de outras obras inesquecíveis conseguiu escapar de Berlim antes de começar a primeira onda de prisões do novo regime, que afundaria a Alemanha e o mundo numa guerra sem precedentes.


Por Dirk Kaufmann (ns)
 Fonte: DEutsche Welle

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

História do Carnaval em Uberaba




   [1]Uberaba já teve magníficos e esplêndidos carnavais de rua. Como todas as cidades brasileiras, conheceu essa festa, nos fins do século retrasado e nos primeiros anos do passado.  Foi época dos “limões de cheiro”, de muitas cores e formatos, que eram atirados pelas janelas ou aos que passavam pelas ruas. Época das “bisnagas” feitas de latas ou borracha, dos esguichos feitos com gomos de bambus
.
Muitas vezes, os que passavam sob uma janela recebiam verdadeiros banhos de baldes de água, farinha de trigo, borra de café, polvilho, fubá...  Os foliões isolados entravam pelas casas, praticando tropelias e assustando os moradores.

Só mais tarde, no fim do século, apareceram os confetes e serpentinas.  Surgiu, em primeiro lugar, o “Clube dos filhos de Jó”, com Rafael Vannucci, Candinho Pintor, Terêncio Pereira, Antoninho do Porto, Horácio Luís França, Janjão Pinheiro e outros. As “críticas” (muitas vezes ferinas, satíricas), que apresentava, muito bem escritas e representadas, despertavam bom humor e alegria no povo.

Em 1885, O Major João Gonçalves Teodoro de Oliveira fundou o “Clube dos Valetes de Ouro”, que por muito tempo, foi o mais importante da cidade. Havia lindos desfiles, passeatas, flores atiradas às damas nas janelas.
E depois vieram os carros carnavalescos, puxados por bois ou em carroças. Os Uberabenses os aplaudiam, com o mais vibrante entusiasmo. Muitos desses carros eram, realmente, lindos, apresentando ricas alegorias.
Seus pintores e cenógrafos foram Joaquim Gasparino, Candinho Pintor, Ernesto Pella, Messias Montezuma, Horácio Luis França, Terêncio Pereira,  Vitor Ornelas, Antônio e Lino Gasparino, Mauro Savastano, Manuel Dedé, os irmãos Paim, José Gulacci, Rodolfo Mosella, Francisco Andrande, Luís Basaga Júnior.

As músicas tinham versos de Artur Lobo, Gaspar da Silva (depois, Visconde de São Boaventura, em Portugual), Desidério Ferreira de Melo, Dr. Egídio de Sousa Andrade, Moisés Santana, Antônio Cesário da Silva e Oliveira, Dr. João Caetano de Sousa e Silva, Professor César Ribeiro, Manuel Filipe de Sousa, José Avelino, Atanásio Saltão, Artur Costa, Lafaite de Toledo, Cândido de Cássia e outros.

 Com o ocorrer dos tempos muitos clubes foram surgindo e desaparecendo: Filhos de Plutão, Filhos das trevas, Sargento do Diabo, Pedro sem, Clubes dos Alegres, Clube dos Fenianos, Fantoches Carnavalescos, Clube Democráticos, Cuspo Grosso, Tenentes do Diabo, Marajas da Folia, Grupo Regional São Benedito, Bambas do Fabrício, etc.

Dos blocos que permaneceram após da década de 30, segundo do Professor Antônio Carlos Marques[2],  são: Os felinos que saiam do Bairro São Benedito; O Pedro Cem, reunindo-se na praça da Gameleira; a Banda Maria Giriza, mais próxima do espírito carnavalesco em sua origem, com o ritmo único dos instrumentos em desusos – violões sem cordas, cornetas desafinadas, sanfonas velhas, além da percussão com bumbos e frigideiras e pinicos.

E ainda segundo Marques, a saída do “Cordão dos Roceiros”, lá na esquina do “Enjeitei”, acompanhada pela passeata de automóveis enfeitados, conduzindo os foliões, saudando com alegria e brincadeiras os transeuntes.

E desta forma, dos blocos carnavalescos surgem as escolas de samba nos bairros, cada qual com a sua história, construindo o carnaval uberabense. Uma das escolas mais antigas de Uberaba, segundo o professor Carlos Marques é a Associação Carnavalesca Bambas do Fabrício (1935), que teve como criado o Senhor Nelson Garcia, mas conhecido como Tio Nelson.

Do outro lado da cidade, nascia a Escola de Samba Grêmio Clube Recreativo e Cultural Uberabense, seu Fundador e diretor foi Senhor Osvaldo Francisco Leal e após o carnaval na Avenida Leopoldino de Oliveira, o clube abrigava os foliões em sua sede e era o único clube que permitia a entrada de negros.

Marques escreve que o Grêmio, localizado no bairro São Benedito, foi elevado a condição de Escola de Samba em 1969, e dificilmente perdia o título de campeã, por essa ocasião, contava com especial colaboração do decorador  e arquiteto  Demilton Dib.

Nas décadas de 70 e 80 outras escolas foram surgindo: Império da Abadia, Brasil Moreno, Unidos da Vila, Unidos da Boa Vista, Acadêmicos da Santa Maria, Rosa de Ouro, Preciosa do Leblon, bem como os blocos dos Palhaços, dos Universitários e Maria Ximbica. E em 1983, O Barracão do Samba localizado à Rua Manoel Borges, onde hoje é a loja têxtil, deu origem à Associação das Escolas de Samba, permanecendo ali até 1985.

Entre tantos orgulhos que o Uberabense há de ter do carnaval local, está o Senhor Joubert de Carvalho, médico é compositor, que entre tantas composições escreveu  a famosa marchinha Ta-hi, cantada por Carmem Miranda e amplamente ouvida por foliões de todo o Brasil:

Despeço-me com Ta-hi:

“Tahi
Eu fiz tudo
Pra você gostar de mim
Oh! Meu bem
Faz assim comigo não
Você tem você tem
Que me dar seu coração.”




[1] Transcrevo o que José Mendonça escreveu em 1974, no seu livro “Historia de Uberaba, sobre o carnaval da cidade.
[2] Transcrição do artigo produzido pelo Antônio Carlos Marques e publicado em fevereiro de 1990.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Seis projetos estão com inscrições abertas no Instituto Agronelli


O Instituto Agronelli de Desenvolvimento Social – IADES abriu na terça-feira, 7, as inscrições para seis editais com vagas para estágios, voluntariado e participação nos projetos socioculturais e ambientais 2012. As ações dos projetos são realizadas em parceria com diversas instituições de ensino, públicas, empresas privadas e institutos sociais da cidade.
O edital com vagas para estagiários e voluntariado abrangem os cursos de Comunicação, Ciências Sociais, Ambiental, Administração, Educação e Secretariado Executivo. As informações sobre processo de seleção, funções e atividades, horas de estágio por semana, entre outros, podem ser conferidas no próprio edital: 01/2012 – Estágio.
No dia 28 de fevereiro, o Instituto Agronelli fará no auditório da FIEMG, em Uberaba uma apresentação de todos os projetos com o intuito de tirar dúvidas. Professores, gestores institucionais, parceiros e imprensa estão convidados para conhecer de perto as ações que serão desenvolvidas.
O período para inscrições nos editais é de 7 de fevereiro a 10 de março.

Os interessados podem acessar o site http://www.institutoagronelli.org.br/informativo.asp 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Memórias de Uberaba: Artigos Internacionais século XIX


Em 1883, foi publicado o artigo: “Rainfall of Uberaba, Provience of Minas Gerais, Brasil”, de Orville Adalbert Derby, na revista Science, Vol. 1, nº 10, Cambridge/Massachusetts, EEUU.

E em 1890, publicado o texto “Uberaba, 1ª Princesa do Sertão, Comme I´Appelent Avec Orgueil sés Habitants”, de Alfred Marc, no livro  Le Brésil: Excursion à Travers sés 20 Pronvices. Paris M.J.G. d´Argollo Ferrão, editor, vol.2.