segunda-feira, 26 de agosto de 2013
domingo, 25 de agosto de 2013
Por que tanto medo dos médicos cubanos?
A direita ultra-conservadora está com medo dos médicos cubanos, porque a medicina de Cuba não é ultra-dependente de duas grandes máfias industriais: a dos diagnósticos e a farmacêutica.
A discussão sobre ideologias médicas não é nova e foi trazida para o Brasil pelo Sérgio Arouca, a partir de Canguilhem. Nenhum dos dois está vivo, mas a discussão continua, no meio acadêmico, na crítica severa à medicamentação excessiva dos sujeitos, o que produz enormes lucros das farmacêuticas.
Outra discussão em curso e que também não encontra voz no senso comum e na mídia é a substituição da escuta e do diálogo pela intermediação, por vezes desnecessária, pelos aparatos tecnológicos: uma indústria que movimenta bilhões de dólares (e que alimenta gigantes da mídia, como a Sony e a MGM, que tem braços empresariais no setor das diagnoimagens) e é vendida sem que se esclareça sua determinação pelo lucro. É uma verdadeira "tirania" das máquinas de diagnóstico, que se transformou em febre das taxonomias médicas.
A medicina cubana não tem grandes recursos. Teve que se virar com o que tem. E o que tem é gente. Afinal, e no final das contas, quando vamos ao médico queremos, em primeiro lugar, ser ouvidos. E remédios não escutam. Máquinas não confortam.
domingo, 18 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
Solidão Conectada X Coletividade Desconectada
Estamos cada vez mais sozinhos. Temos
a cada dia mais canais de comunicação que dá intenção de uma coletividade, cada
vez mais conectada. Será? Temos milhares de amigos em redes sociais, agendas
telefônicas gigantescas, listas diferenciadas para cada assunto de mensagem e
grupo de pessoas para quem queremos enviar. Estamos o dia inteiro ao celular,
na rede, e mesmo nos bares, nas baladas, nos shows, na vida social agitadíssima
que precisamos ter para podermos encontrar todos os nossos amigos.
Mas estamos cada vez mais
sozinhos. Nossos inúmeros amigos não suportam ouvir nossos desabafos quando
precisamos. Eles nos querem alegres e felizes sempre, para aproveitarmos tudo
da vida. Isso é aproveitar?
Os consultórios dos psicólogos
estão cada dia mais cheios, mais concorridos. E isso ocorre na época em que
estamos mais conectado com o mundo inteiro. Mas não temos tempo para passar o
tempo, para conversar sobre a vida, para ver o pôr-do-sol, para fazer nada, mas
nada mesmo.
Quando éramos desconectados, tínhamos
pouquíssimos amigos. Mas eles sempre estavam por perto quando precisávamos.
Sim, estes amigos ainda existem. Mas todos nós temos cada vez menos tempo para
a vida real; para os amigos reais. Na rede, amigos reais e amigos ocasionais,
ou simplesmente alguns que adicionamos porque são gente boa, todos têm o mesmo
status de amigos. Mas isso não corresponde à verdade. É até injusto com os
amigos leais, aqueles poucos que realmente nos suportam nos momentos difíceis.
São amigos matemáticos, onde quanto mais, melhor. Quanto mais, maior sua
popularidade nas redes.
Assinar:
Postagens (Atom)