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terça-feira, 24 de julho de 2012

Livro que vale a pena: "Justa Causa pro Patrão"



A editora Multifoco acaba de lançar o livro “Justa Causa pro Patrão” de autoria da socióloga comunista Luisa Barbosa Pereira. Trata-se de um interessante estudo de caso envolvendo operários da indústria naval, o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, a Justiça do Trabalho e o Estado brasileiro.

Segundo a autora,  o livro tem "como objeto central entender que maneira esse sindicato tem buscado novas estratégias nos anos recentes para garantir os direitos dos trabalhadores e a proteção social do Estado."

O livro traz ainda um ganho adicional que é fornecer uma análise não só do quadro sócio-econômico dos anos 1980 e 1990, mas também das formas de resposta sindical utilizada pelos trabalhadores

Para o professor da UFRJ, Ivan Alemão, “Justa Causa pro Patrão" é um trabalho que não pode deixar de ser lido (...), pois trata-se de um estudo que revela uma revolta bem espelhada na palavra de ordem dos metalúrgicos do estaleiro Ishikawagima, que inspirou o título deste livro.


A indignação com os desmandos do capital aqui relatada é gradualmente analisada de forma científica. Os fatos da narrativa vão sugerindo temas e hipóteses que são respondidas passo a passo, a partir de métodos modernos de interpretação da luta de classes”. E conclui: “A expressão “justa causa” é utilizada para demitir o trabalhador faltoso, mas, neste caso, quem estará sentado no banco dos réus é o patrão”.

A autora é cientista social e mestre em Sociologia e Antropologia pela UFRJ e Pesquisadora do Arquivo da Memória Operária.

Fonte: Vermelho

quinta-feira, 17 de maio de 2012

I Encontro Regional de Professores e Licenciandos de Sociologia


I Encontro Regional de Professores e Licenciandos de Sociologia será promovido pelo PIBID de Sociologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

O evento ocorrerá no dia 19 de maio de 2012, no campus Santa Mônica, Bloco 5O F, à partir das 08:30h.

O intuito será discutir a importância da Sociologia no Ensino Médio e suas implicações enquanto disciplina.

O encontro contará com a participação da Profa. Dra. Ileizi Fiorelli (UEL) e, também, da Profa. Dra. Elisabeth Guimarães (INCIS/UFU), seguida de mesas coordenadas.

Para participar é necessário se inscrever por meio do endereço eletrônico que se segue abaixo:


Haverá emissão de certificado!

Contamos com sua presença!

Lilian S. Pinto
PIBID/Sociologia/UFU
7 ° Período - Ciências Sociais 

Encontro Internacional de Ciências Sociais


O Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais - UFPel convida a comunidade científica – instituições de ensino superior, de pesquisa, e de extensão, públicas ou privadas, para participarem do* III-EICS-* Encontro

Internacional de Ciências Sociais. O Evento tem ocorrido a cada dois anos, desde o segundo ano da fundação do Programa de Mestrado da UFPel - Pelotas.


ATENÇÃO: As chamadas para GT's estarão abertas até o dia 11 de junho.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Georges Gastaud: Badiou e Zizek - Portal Vermelho

Eles nunca me convenceram. Muito menos os grandes estudiosos marxistas.

Como fica claro nesse artigo publicado no Vermelho: "...Nem em Badiou nem em Zizek... estas duas versões do neocomunismo, provindas na verdade do socialismo utópico, e tendendo mesmo – com toda a sinceridade – a maquiar de vermelho o altermundialismo e o altercapitalismo, ou seja, o reformismo sem reformas típico da nossa época contrarrevolucionária..."



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Entendo Engels

A mais elevada das condições sociais atuais é a república democrática,  única forma de Estado sob a qual pode ser travada a batalha definitiva do proletariado e a burguesia. Na América tem o exemplo, da aliança entre governo e a Bolsa, além do sufrágio universal como forma de dominação, na medida em que a classe proletária auto-emancipa, constitui um partido independente e elege seus próprios representantes. O Sufrágio universal é o índice de amadurecimento da classe operária, chegando ao poder saberão o que deve fazer





domingo, 13 de novembro de 2011

I SEMINÁRIO NIEPHES: TEMPO, ESPAÇO E SOCIEDADE

"O Seminário tem por finalidade construir um espaço de discussões e atividades que possibilitem contribuir para construção do conhecimento. Seus principais objetivos são constituir-se como espaço de reunião de pesquisadores do NIEPHES e outros pesquisadores, bem como ser momento de profunda troca de experiências e saberes, contribuindo para o avanço do debate interdisciplinar tanto na universidade como em toda a sociedade".

DATA: 21 A 23 DE NOVEMBRO DE 2011
LOCAL: CEA/UFTM
INSCRIÇÃO: GRATUITA (NO LOCAL)

21 DE NOVEMBRO 14h - I Mostra de vídeos do NIEPHES
Filme: Utopia e Barbárie
Debatedores:
Prof. Dr. Clayton Romano
Prof. Dr. Fábio Fonseca
Prof. Dr. Flávio Saldanha
Mediador: Prof. Ms. Alex Degan

19h - Conferência
Paisagens brasileiras: tempo e espaço em construções imaginárias
Prof.ª Dr.ª Márcia Naxara - UNESP/Franca

22 DE NOVEMBRO
14h - I Mostra de vídeos do NIEPHES
Filme: Estamira
Debatedores:
Profa. Dra. Celeste Barbosa
Prof. Dr. Marcos Matushima
Prof. Ms. Tito Flávio Bellini
Mediador: Prof. Dr. Wagner Teixeira

19h - Conferência
Governo Lula, o momento político atual e suas relações com a sociedade brasileira
Prof. Dr. Leonardo Barbosa e Silva - UFU

23 DE NOVEMBRO
14h - I Mostra de vídeos do NIEPHES
Filme: Gattaca
Debatedores:
Profa. Dra. Amanda Gonçalves
Profa. Dra. Rogéria Isobe
Prof. Ms. José Henrique Néspoli
Mediadora: Profa. Dra. Glaura Teixeira Nogueira Lima

19h - Conferência
Urbanização e cidades: tempo e espaço
Prof.ª Dr.ª Maria Encarnação Beltrão Sposito - UNESP/Presidente Prudente

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Palestra do Ricardo Antunes (UNICAMP) na UFTM

No dia 13/10/11, quinta-feira, às 19:00h, no auditório A do CEA, o Prof. Ricardo Antunes, Unicamp, dará uma palestra - AS NOVAS RELAÇÕES DE TRABALHO E AS LUTAS SOCIAIS HOJE - e lançará o seu mais recente livro: O CONTINENTE DO LABOR.


É uma realização do DFICS, NIEPHES e PET Ciências Sociais e da Natureza.

A presença de vocês será uma grande honra e um prazer para nós. Solicitamos a cada um que nos ajude na divulgação. Segue em anexo o cartaz para divulgação nas suas listas de e-mails e para informar alunos e amigos.


Um grande abraço,


Prof. Dr. Fábio César da Fonseca

Departamento de Filosofia e Ciências Sociais - (34) 3318-5967

PET Ciências Sociais e da Natureza

segunda-feira, 11 de julho de 2011

XV Congresso Brasileiro de Sociologia

A Sociedade Brasileira de Sociologia convida a comunidade acadêmica para participação no XV Congresso Brasileiro de Sociologia, a ser realizado no período de 26 a 29 de julho, no campus da UFPR, em Curitiba (PR), Brasil. Prazo final para inscrições antecipadas: 15 de julho de 2011.

Informações: http://www.sbs2011.sbsociologia.com.br/


 

terça-feira, 7 de junho de 2011

UBM disponibiliza programação e teses do 8º congresso nacional da entidade

Participação Política da Mulher e o Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento”. Este é o tema central do VIII Congresso Nacional da União Brasileira de Mulheres, que será realizado na cidade de Praia Grande, em São Paulo, nos dias 10,11 e 12 de junho de 2011. O evento definirá ainda as estratégias de luta e elegerá a nova direção nacional para o triênio de 2011 a 2014.

Na ocasião, as ubemistas de todo o país discutirão o tema central e dos subtemas que estão presentes no regimento do Congresso da UBM. Entre os assuntos que serão debatidos nacionalmente estão os desafios das mulheres no enfrentamento das desigualdades sociais, bem como a participação política, a luta pela valorização do trabalho, a saúde e nos direitos sexuais e reprodutivos, a luta contra a violência doméstica e familiar contra as mulheres, reforma urbana e meio ambiente e cultura, gênero e mídia.

Link: http://www.ubmulheres.org.br/component/content/article/1-noticias/185-tesescongresso.html

sábado, 28 de maio de 2011

Um outro olhar sobre a 11º Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto – 1ª Parte*


Faremos uma reflexão, sobre como a Feira Nacional do Livro surgiu no cenário da cidade de Ribeirão Preto e, como esta de se relaciona com o evento. A Feira acontece desde 2001, quando era realizada pela Câmara Brasileira do Livro e pela Impressa Oficial. Na sua segunda edição à Impressa Oficial não compõem mais o quadro de organizadora e entra a Associação Nacional de Livrarias.

E foi na terceira edição (2003), que Prefeitura até então, não participava nem como patrocinadora nem apoiadora entra na realização do evento, o que é salutar e bem vinda à participação dos órgãos públicos em ações desta importância para uma comunidade, com um detalhe, surge o Instituto do Livro como organizadora da Feira. Nesta edição, a Feira, conta com um Projeto chamado Cheque-Livro. (tratarei desde Projeto na 3° parte deste artigo).

E assim, seguiu até a sexta edição, quando todas as organizações não-governamentais deixam quadro de organizadoras e surge aqui a Fundação Feira do Livro, que tem como Presidente a senhora Isabel de Faria e vice a senhora Heliana da Silva Palocci, que recebeu do seu cunhado Antonio Palocci em 2008, um emenda de R$ 250 mil reais.

A fundação é mantida com recursos públicos e privados. A Câmara municipal de Ribeirão Preto, a partir de denúncias de malversação da verba municipal em  2009,  instalou uma Comissão Especial de Estudos (CEE) e, com o andamento dos trabalhos dos membros parlamentares da CEE,  onde foi apresentada uma lista de irregularidades que se mostraram ilegalidades irrefutáveis, a CEE passou a ser CPI  - Comissão Parlamentar de Inquérito -  devido principalmente há a ocultação da prestação de contas em nível Estadual e Federal, em meio a ilegalidades gritantes que se fazem factuais.

O fato é que a “Fundação Feira do Livro” desrespeitou a competência da CPI e dos seus membros, assim como da população, pois através de trâmites processuais os indiciados não compareceram às convocações, e muito menos  esclareceram as dúvidas sobre os gastos dúbios com pagamento de cachês, viagens e hospedagens, superfaturamento de palco e stands.  E tão pouco esclareceram as dúvidas sobre possíveis notas espelhadas e a monta de verba federal não constante no balancete apresentado à Prefeitura.

E assim  CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Feira do Livro foi encerrada no mesmo ano que abriu, com alegação por parte dos vereadores de falta de depoimentos e documentos por parte da Fundação Feira do Livro, que emperrou o andamento da investigação.  Com dez votos, o pedido de urgência do projeto da revogação da lei que autoriza a entidade a organizar a feira também não entrou na pauta. Foi a segunda vez que o pedido foi rejeitado pelos vereadores. Mas o relatório foi enviado a vários órgãos de fiscalização - Receita Federal, Tribunal de Contas do Estado e União, Ministério Público, além dos deputados que liberaram recursos através de emendas e da prefeita Dárcy Vera (DEM). 

Mas, como em terra de famílias poderosas que mandam na cidade e uma maioria que busca através do consumo de bens materiais, se manterem em um status quo riberão pretano, onde o carro do ano, condomínios e fazendas valem mais que a ética. Seu povo se instalou em um vazio com relação à Feira e a com a cidade, pela busca diária da manutenção do status quo e pelo capital excludente que circula na Ribeirão Preto, que coloca à margem jovens e adolescentes, mulheres e homens, Pretos e Pobres.

Para a cidade, a Feira Nacional do Livro não tem à importância noticiada em jornais de grandes de circulação, que recebem a pauta pronta dos órgãos organizadores e publicam como um grande espetáculo da “Capital Cultural”. Muitos moradores nem participam. Apesar das atividades serem bem organizadas e de alta qualidade, não atraem os excluídos, que continuam mais excluídos durante o evento – Por ordem dos organizadores, a Policia Militar não deixa nenhum adolescente preto e pobre ficar parado na Feira: “Circulando, circulando” - diz uma PM empurrando brutalmente uma turma de menores (entre 16 e 17 anos) enquanto os entrevistava. Mas esse assunto fica para segunda parte de artigo - o olhar dos adolescentes sobre a Feira nacional do Livro.

*Sumayra Oliveira de Ribeirão Preto

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Um outro olhar sobre a 11º Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto – Introdução*

Primeira mulher blogueira a cobrir da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto e, com uma abordagem diferenciada das coberturas oficiais do evento. A proposta deste trabalho não é focar em entrevistas com artistas, políticos ou escritores, mas buscar um olhar do público sobre o evento e como este se relaciona com a estrela da Feira – o livro.

Esta matéria será apresentada em três partes, uma da construção da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto e como a cidade se relaciona com o evento, o olhar dos adolescentes sobre a Feira e, o caminho inverso, o olhar da Feira sobre o público jovem.

Tentaremos responder algumas perguntas que surgem no caminhar pelas ruas e praças de Ribeirão Preto, será este um projeto de impacto junto aos adolescentes, que crescem em uma cidade apelidada pelos outsiders, de “Califórnia brasileira”? Será um projeto de status quo contra a “má fama” desta importante cidade no cenário econômico paulista? Há algum impacto social, econômico ou cultural direto nos jovens, por meio das ações da Feira Nacional do Livro?

Aqui abriremos um debate para o encontro de blogueiros de Minas Gerais nos dias 10 e 11 de julho, incidências das matérias prontas de grande circulação sobre a 11º Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto e esta reportagem feita com o cuidado de uma socióloga, em manter um distanciamento dos fatos, informando para cuidar da informação e principalmente da memória nacional, que vai se formando a partir dos contextos noticiados, com a pressa das redações e estúdios para fechar suas matérias.

Prezados, amigos, blogueiros, impressa das terras de minas, peço que acompanhem este crédulo olhar feminino frente a este evento de denominação nacional. Estou caminhando pelas praças, teatros, ruas, palcos, coxias e stands da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, conversando com anônimos ou nem tanto. Nas próximas matérias as revelações de uma blogueira mineira em terras paulista ou na essência, uma amiga do livro, da cultura e do Brasil.

* Sumayra Oliveira de Ribeirão Preto.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Seminário e Mostra Cultural discutem a(s) Estética(s) da Periferia

Entre os dias 2 e 8 de maio acontece em São Paulo, o Seminário e Mostra Cultural Estética da Periferia: arte e cultura nas bordas da Metrópole. O seminário e a mostra reúnem artistas, pesquisadores, acadêmicos, gestores, pensadores da cultura, jornalistas, promotores culturais e ativistas que atuam direta ou indiretamente com a cultura da periferia. O objetivo é fazer uma profunda reflexão sobre a arte produzida no entorno das metrópoles brasileiras.

Conhecimento da periferia
Historicamente, as ações e os programas desenvolvidos pela Ação Educativa têm como uma de suas bases – além da atuação junto a grupos e da intervenção nas políticas públicas – a produção de conhecimento. Isso não poderia ser diferente no caso da cultura produzida na periferia. É assim, com a premissa de garantir o acesso à produção de conhecimento e também de produzi-lo, que se criou o Blog do Seminário e Mostra Cultural Estética da Periferia. Lá estão disponibilizadas 293 dissertações e teses sobre cultura de periferia, além de textos produzidos para o Seminário e outros artigos dos debatedores e outras pessoas.

Fonte: Ação Educativa

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Seminário Regional sobre Memória no Poder Legislativo

 A Universidade Federal do Triangulo Mineiro, Prefeitura Municipal de Uberaba e Câmara Municipal de Uberaba, convidam:



Dia: 29/04/2011
Hora: 14h às 21h30
Local: Plenário da Câmara Municipal de Uberaba, localizado na Rua Coronel Manoel Borges, 41 - Centro em Uberaba, MG.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Liberdade: um dia de reflexão em prol da evolução humana

Dia Internacional de Histórias de Vida

Neste ano comemoraremos a 4ª edição do Dia Internacional de Histórias de Vida. A data, comemorada em 16 de maio de 2011,tem por objetivo sensibilizar e mobilizar organizações e pessoas de todo o mundo para a utilização de histórias de vida como um instrumento de promoção da diversidade e do diálogo na sociedade.

O Dia Internacional de Histórias de Vida já mostrou seu potencial em outras edições: em 2008, com a participação de cerca de 100 organizações em diversos países, que programaram eventos para celebrar o 1º Dia Internacional de Histórias de Vida e 2009, com aproximadamente 200 instituições que realizaram atividades para a data.

Apesar do sucesso da campanha nestes dois anos, o ano de 2010 foi um período especialmente difícil para o Museu da Pessoa e para o Center For Digital Storytelling, mobilizadores da iniciativa. Não pudemos dar continuidade à campanha da forma como aconteceu nas edições anteriores.

Com base nisso, queremos que a 4ª edição do Dia Internacional de Histórias de Vida tenha uma grande adesão e participação das organizações, em especial daquelas que já conhecem e apóiam nosso trabalho.

Assim, gostaríamos de poder contar com o seu apoio, pois acreditamos muito no potencial desta mobilização como ferramenta de democratização e transformação da sociedade.

Aproveite a data para contar, ouvir e compartilhar histórias de vida.

Estamos esperando pela sua!

 
Ps.: O blog http://www.ausculti.org/ está em manutenção e pretendemos torná-lo disponível para postagens sobre atividades na próxima semana. Agradecemos a compreensão!


EQUIPE DIA INTERNACIONAL DE HISTÓRIAS DE VIDA 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Economias 'criativas' resistem mais a crises

Enquanto comércio internacional caiu 12% em 2008, exportações de bens e serviços criativos subiram 14% e dobraram volume em 6 anos

Investimentos em bens e serviços criativos – aqueles cuja matéria-prima é a criatividade – ajudaram os países em desenvolvimento a enfrentar melhor os choques da crise financeira mundial de 2008, desencadeada pela falência do banco norte-americano Lehman Brothers, afirma o Relatório de Economia Criativa de 2010, lançado pelo PNUD e pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Site traz biblioteca sobre desenvolvimento

O PNUD lançou uma biblioteca on-line de textos sobre temas sociais e econômicos. Chamado Centro de Documentação de Desenvolvimento Humano, esse banco de dados reúne mais de 500 publicações, como artigos de divulgação, papers científicos, relatórios e estudos, a maioria feita por escritórios da agência na América Latina e no Caribe.

Leia mais: http://www.pnud.org.br/educacao/reportagens/index.php?id01=3711&lay=ecu

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Universidade Popular, convida: sábado‏

Um novo encontro: de vida e alegria. Novamente, na estrada, iremos caminhar buscando a linha do horizonte, a utopia e vida, a liberdade e a cidadania... Dia 9 de abril, às 13 horas, na Rua Capitão Domingos, 1079, reuniremos para continuar nosso processo de construção da Universidade Popular Juvenal Arduini (Upop-JA).

Convidamos a todos...Um espaço livre para a produção e a criatividade, para tecermos juntos uma arte de viver, terna e solidária; e, também, um jeito de intervir libertário, insurgente, que nos viabilize os sonhos de liberdade, vida de direitos humanos e de direito à diferença, vida de inclusão social e vida de cuidado terno e amoroso... Participe, multiplique esta convocatória... Deixemos este canto de esperança renovar, em nós e na vida, o desejo de lutar e crescer, partilhar e seguir, junto com a vida, afirmando-a alegria e paz, justiça social e uma nova suavidade...

O próximo encontro terá como atividades:

- de 13 às 14 hs: espaços de produção coletiva - 1. Cuidado e Produção de Vida / 2. Arte e Produção de Vida

- de 14 às 15 hs: espaços coletivos de produção- 3. Ecologia e Produção de Vida / 4. Práticas Sociais e Produção de Vida

- Intervalo: de 15 às 15:30...

- de 15:30 às 17 hs. Trabalho Coletivo. O que estamos fazendo de nós? - no trabalho - no amor - na vida de cidadão - na família - na comunidade - no lazer - na vida...

- de 17 às 18 hs. Plenária de avaliação e construção da Upop-JA

***

Sempre nos perguntam: quem pode participar? todos que tenham o desejo e o sonho de vier, aprender, ensinar, criar, reinventar-se e sonhar... Enfim, todos que queiram a vida.

***

A Universidade Popular é um projeto público não-estatal, gratuito, solidário e autogestivo e autoanalítico. Um processo instituinte que será construído na própria caminhada...

Assim, chamamos a todos: trabalhadores, intelectuais, artistas, jovens, militantes sociais...

Ela é de todos e para todos...

O que a guia?

- Direitos Humanos e Cidadania; direito à diferença, humanização do cuidado e da vida, solidariedade e ecologia, ética libertária e inclusão social...

- Uma nova pedagogia: de experimentação, transversal, democrática e dialógica...

- A produção de saberes e fazeres vinculados à luta pela superação da exploração, da opressão e da mistificação, pela reinvenção da vida e pela transformação do mundo ( transformar o mundo, mudar a vida)...

- Um espaço de produção e trocas de conhecimento não-hierarquizado, não burocratizado, inventivo e militante: um outro mundo é possível...

... Uma utopia ativa... Uma sociedade de amigos...

***

Estejamos juntos nesta caminhada; busquemos o sol de primavera do nascer de um novo tempo.

"podemos formar uma muralha com nossos corpos de sonhos e margaridas" F Gullar

venha, participe, divulgue... dia 9 de abril de 2011, às 13 hs: universidade popular... hora de alvorecer...


UNIVERSIDADE POPULAR, UM ESTRADEIRO OUSAR...

A Universidade Popular não é um espaço de institucionalização dos poderes e saberes hegemônicos... Um instrumento, uma ponte... dos oprimidos e dos excluídos e dos que com eles sonham e lutam para a construção de um novo mundo possível e necessário...

A escola-instituição é reprodutora da opressão, da exloração e da mistificação... Uma serviçal da racionalidade técnico-instrumental e da formação para o mercado, para o individualismo e para a manutenção do status quo.

Ela é uma fonte de alienação e forma ( deforma) trabalhadores desinstrumentalizados para o cuidado e a inclusão, para as práticas solidárias e de mudança.

A Universidade Popular ( Upop-JA) caminha noutra direção...

A Upop-JA é nômade, estradeira, potencializa o que pode um corpo... Assim, se desenvolve nos caminhos da criatividade, do diálogo e da escuta, das trocas, do virtual e do devir, do novo, do que paira no ar...

Não busca a verdade única; crê na diversidade, pluralidade e no novo inesperado... Porisso e para isso, se materializa como espaço liso, instituinte, de autogestão e autoanálise; democrática e popular... Uma insurgente libertária...

Possui ela uma ética:de afirmação da vida e do cuidado, da inclusão social e da produção de relações de solidariedade, ternura e suavidade, da sustentabilidade ecológica e da humanização da vida e do mundo.

É uma máquina de guerra não-bélica... um dispositivo de subjetivações livres... uma contra-instituição... uma militante da vida e da libertação...

Tupiniquin... De brasilidade e mineiridade... Sem exclusão de nada: autores, opiniões, valores; técnicas, conhecimentos...

Uma sociedade de amigos, uma ilha de liberdade num mundo de opressão e desamor...

Nela, caminhamos e juntos no caminho, aprendemos, ensinamos, intervimos, inventamos...

Muitos dirão que é um sonho; diríamos uma utopia ativa... Uma aurora que buscaremos e teceremos com nossos próprios corpos e com os nossos sonhos mais belos...

Por que vamos construi-la?... Estamos construindo pela vida que clama e lamenta a realidade de exclusãoe violência; exploraçãoe desamor; morte civil e estgmatização; aquecimento global e intolerância social... O novo, um dia, era uma opção... Hoje, olhando a natureza e a sociedade, vemos que ele se tornou uma urgente necessidade...

Ela - Upop-JA - nasce das lágrimas do mundo para construir uma eterna primavera... Uma alegria e uma paz, que andam desapareciadas... A constriremos para que mundo possa florir...


email - utopiaativa@netsite.com.br

dia 9 de abril, sábado, às 13hs:
atividades da Universidade Popular Juvenal Arduini...
Rua Capitão Domingos, 1079. Abadia - Uberaba...
venha... participe...divulgue...
atividades abertas
"um mais um é sempre mais dois;
para construir a vida
e só repartir melhor o pão"



Texto e Convite: Jorge Bichuetti


quarta-feira, 16 de março de 2011

A Cultura e os Valores Humanos*

A cultura como sabemos não se manifesta apenas nas produções materiais. As formas de comportamento, os usos e os costumes, os sistemas de valores, as formas de expressão, as normas políticas, religiosas e morais, a concepção de mundo e de morte, o conjunto dos saberes organizados nas ciências, a organização social constituem a cultura. É na capacidade de o ser humano se adaptar ao meio e de transmitir à gerações seguintes as suas conquistas, é na sua capacidade de aprender que reside a linha que distingue o ser humano do animal.

Edgar Morin diz que Cultura não é um mero suplemento de que usufruem as sociedades humanas por contraste com as sociedades animais. É ela que institui as regras - normas que organizam a sociedade e governam os comportamentos dos indivíduos; constitui o capital coletivo dos conhecimentos adquiridos, dos saberes práticos aprendidos, das experiências vividas, da memória histórico-mítica, da própria identidade de uma sociedade.

Assim, cultura é um conjunto de formas de comportamento adquiridas por um grupo, transmitidas através da educação e interiorizadas ao longo da vida. Logo podemos afirmar que não existe homem sem cultura, pois a cultura engloba tudo aquilo que movimenta sua consciência real: crenças, valores, rituais, regras; e é ela que molda o Homem. Assim o homem só consegue desenvolver-se por meio da cultura. Então concluímos que a Cultura não é senão a realização dos valores, afirmamos que toda a cultura é os valores humanos em praticas.

Os seus principais elementos são: as crenças (religião, ideais políticos, etc.); os valores (educação, respeito, etc.); normas (regras) e tabus. O processo de aculturação (transformação cultural por meio de influências de outras culturas) permite-nos evoluir na mudança da nossa cultura. Recebemos informações de culturas diferentes, um dos fatores preponderante nos tempos atuais desde processo é a comunicação unipolar que devido á facilidade de comunicação (televisão, Internet, rádio…).

A cultura varia de sociedade para sociedade. Não temos todos os mesmos ideais, as mesmas crenças, valores e padrões de comportamento. As várias e diferentes culturas permitem-nos ter uma grande diversidade cultural. Assim somos relativistas culturais, contrapondo o etnocentrismo que é a tendência para sobrevalorizar uma dada cultura, considerando os seus padrões culturais como medida daquilo que é desejável e estimável para todos, onde pode-se conduzir facilmente ao racismo, á xenofobia e ao genocídio. Encontra-se na maioria dos indivíduos quer estes mostrem ou não, e é resultado do processo de enculturação. É considerado como um fator de ajustamento e de integração do individuo, por reforçar a sua identificação com o grupo do qual faz parte, com as formas de conduta aprovadas e consideradas como boas por esse mesmo grupo.

E o relativismo cultural é a atitude de respeito pelas outras culturas, aceitando cada forma própria de entender e relacionar-se com o mundo. Defende que os padrões de comportamento e os sistemas de valores dos povos com os quais se entra em contacto sejam julgados e avaliados sem referência a padrões absolutos; defende a necessidade de tolerância pelas diferenças e de respeito pelas outras culturas; critica a tendência para julgar como inferior, irracional e bizarro tudo o que é diferente dos próprios costumes.

Mesmo assim indicamos limites ao relativismo cultural. o primeiro é que para o relativismo tudo é cultura, desde que pertença a um determinado povo, e apareça como uma expressão da cultura dele. O segundo limite é que tudo se equivale, porque se faz parte da tradição de um povo, então é uma boa maneira de defendê-la. O relativismo cultural leva ao relativismo moral que por sua vez leva ao relativismo político, porque não se pode agir contra algo de uma determinada cultura, já que faz parte da cultura deles. O terceiro limite é que o relativismo cultural não leva em conta que em qualquer sociedade, em qualquer momento da história, existem contradições dentro dessa sociedade dentro dessa cultura.

O valor supremo que pode permitir ultrapassar os limites do relativismo é a dignidade humana. Devemos respeitar todas as culturas, mas não podemos aceitar práticas culturais que não respeitem a dignidade humana, porque primeiro somos seres humanos e só depois é que somos europeus, asiáticos, brancos, negros, cristãos, judeus. Assim a hiper valorização dos valores humanos, que é cultura propriamente dita, é o indicativo de exercício que compreende a diversidade cultural e é a saída para um mundo que caminha, com o avanço das repressões psíquicas a partir de um comportamento padronizado midiático, para o respeito às diferenças, para construção da paz e de uma sociedade mais justa.

*Sumayra Oliveira



REFERÊNCIAS

BERGER, Peter Berger. Perspectivas Sociológicas. Petrópolis:Vozes, 1977.

BOURDIEU, Pierre. Meditações Pascalianas. São Paulo: Bertrand Brasil, 2001.

BRYM, Robert J. et alli. Sociologia: sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Thompson, 2006.

ELIAS, Nobert. A Civilização como Transformação do Comportamento Humano. O processo civilizador: uma história dos costumes. V. 1. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1994. p. 65-202.

FALCON, Francisco José Calazans. “Tempos Modernos: a cultura humanista”

In:_________ e RODRIGUES, Antônio Edmilson M. Tempos modernos: ensaios de história cultural. Rio de Janeiro: Civ. Brasileira, 2000. p. 21-48.

MORIN, Edgar. Sociologia. Tradução Maria Gabriela de Bragança. Portugal: Publicações Europa-América, 1984.

______. et al. O Problema Epistemológico da Complexidade. Lisboa: Publicações Europa-América, 1983.

______. Introdução ao Pensamento complexo. Lisboa: Instituto Piaget, 1991.


_____. A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.