Ataques, agressões e discussões nominalistas. Esse é o clima
nas redes sociais e nas rodas de conversas sobre política em Uberaba. Um purismo
cheio de várias intenções, regendo o debate aquela velha máxima - “Esse é bom porque é de esquerda,
e esse é mal porque é de direita” - Mas, Uberaba? E os projetos, os programas? Não discuto nomes! E não me chamem para purismos disfarçados de
interesses individuais.
Quando entrei no movimento estudantil pela UJS, nós
combatíamos o governo Fernando Henrique. E tinha uma turma que defendia que só
podia combater o governo Fernando Henrique quem fosse de esquerda, quem fosse
puro. Nós, sempre dissemos o contrário.
Havia muitos aliados que tinham objetivos em comum e que não
eram de esquerda. Lembro do programa Creduc, no qual a maior parte da
militância de esquerda via a privatização da educação superior, mas foi embrião
do ProUni, lançado no governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Mantenho intacto os sonhos que me fizeram assinar a ficha de
filiação à UJS. O meu sonho era acabar com a injustiça. A nossa caminhada é
mais longa do que governos que têm tempo para acabar. Por isso, apesar de
combater o governo Fernando Henrique, não fui contra o Creduc, porque
beneficiava jovens que precisavam trabalhar e estudar.
O debate eleitoral deve ser entorno do melhor Projeto para
Uberaba. Não enfrentarmos adversários, realizamos sonhos. O Sonho
de uma cidade cada vez melhor, e nesse rumo, não há purismos de direita ou
esquerda, e sim o que vamos fazer para que a cidade seja a única vencedora
nestas eleições.
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