O autor, cantor,
compositor, andava pelos domingos solitários no Rio cruzando com conhecidos
desejando boa sorte, e ela chegou, na figura de uma talentosa cantora e
compositora, Thais Gulin. A moça o fez navegar nos mares desconhecidos da
internet e lhe apresentou o rap, ele lhe ensinou o baião. Os dois ensaiaram e
confessaram em dueto: “se eu soubesse não saía à rua, nem cantaria que te amo
demais se fosse capaz”.
Por Christiane
Marcondes
Thais e Gulin e Chico
Buarque
Tudo mentira! Verdade
que a jovem de pele branca e cabelo cor de abóbora é de outro planeta, mas o
“mané” de cabelo cinza sabe percorrer rios e mundos para chegar a qualquer
mulher, que dirá à amada.
Eu me arrisco a pensar
que se conheceram em uma festa junina, onde ele viu tremeluzir seu vestido
através da fogueira. Se assim foi, neste mês, quem sabe neste dia 19, a dupla
completa um ano da descoberta do amor e ele, 68 de vida, número histórico como
o histórico ano de rebeldes e hippies que jamais terminará.
O homem teme, sente
que vai penar com a pequena, mas já valeu a pena, jura e sorri na turnê mais
apaixonada que já se viu. Quem duvida que o amor pode estar logo ali, virando a
esquina, como canta Nina Simone, outra musa dos enamorados? Eu não!
Não sei por que esse
amor nessa hora...reclamam, mas dão a receita: é algo “tipo um baião”

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