Muito cansada. Não to reclamando! Gosto de trabalhar e agradeço por ter várias funções e me sentir útil ajudando um tanto de gente. Gosto disso e de desafios profissionais, fazer o que nunca fiz e fazer bem feito. Ser sempre solicitada receber novas demandas de trabalho.
Mas to muito cansada e com dor no corpo de estresse. Disso eu não gosto. Ninguém gosta eu sei, mas o que me deixa assim não é o trabalho, mas inércia ou aquela perversidade competitiva, a maldade, o puxar o tapete, a incerteza da ação humana, a vaidade, a arrogância. Comigo até hoje nada disso aconteceu em via de fato, acho que a lei do retorno ou coisa assim.
Antes que acontece, não quero respirar essa atmosfera. Por isso to começando a rever meus objetivos de vida. Que eram coisas assim: tornar-me uma professora e cientista universitária super conceituada, ser a mais requisitada em convenções e palestras, ser uma espécie de conselheira para segmentos importantes da sociedade na área da política, sociologia, antropologia e memória.
Mas hoje o que eu mais quero é o amor simples e puro, dos meus amigos, dos meus pais, do meu filho, dos meus irmãos e se puder de alguém que me ache sensacional sem maquiagem, salto e roupas elegantes. O mar, uma cabana, peixe e o amor... Podem rir e achar que é filme da sessão da tarde. Mas digam se esse não é o verdadeiro sucesso da vida?
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