terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mudanças no Programa Cultura viva


Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), do dia 31 de dezembro, Portaria do Ministério da Cultura (MinC) de nº 118, reformulando o Programa Cultura Viva. O documento amplia a área de abrangência incluindo os temas da diversidade cultural do Brasil no escopo das ações do programa, altera as formas de apoio aos projetos culturais e inclui estados, municípios e o Distrito Federal aos grupos de parceiros da Rede Cultura Viva, entre outras coisas.


A portaria formaliza a consolidação do Pacto Federativo em torno do Programa Cultura Viva, compartilhando responsabilidades entre a União, estados, municípios e o Distrito Federal mediante a institucionalização de mecanismos de fiscalização e de gestão compartilhada entre os entes federados. O nome do programa foi modificado para Programa Nacional de Promoção da Cidadania e da Diversidade Cultural – Cultura Viva.

Entre as principais mudanças que a portaria traz está o reconhecimento como Pontos de Cultura de grupos e coletivos sem personalidade jurídica, que desenvolvam atividades culturais em suas comunidades. Esta decisão permitirá ampliar significativamente a base de beneficiários do programa, considerando que muitos grupos culturais não possuem CNPJ, tais como comunidades quilombolas, comunidades indígenas e os grupos de cultura popular e tradicional.

As formas de fomento aos projetos culturais foram ampliadas e incluem o lançamento de editais de Prêmios de Reconhecimentos e concessão de Bolsas de Apoio de iniciativas dos governos federal, estadual e municipal/distrital. As Redes de Pontos e Pontões de Cultura passam a ser reconhecidas no âmbito do Sistema Nacional de Cultura (SNC), como unidades culturais de base comunitária.

O programa incorpora como público alvo de ações prioritárias amplos segmentos da diversidade cultural do Brasil, tais como: comunidades indígenas e quilombolas, grupos LGBT, pessoas com deficiência, população sem teto, pessoas privadas de liberdade, pessoas em sofrimento psíquico, entre tanto outros.

Veja no Portal do MinC, a Portaria nº 118.

Fonte: MinC

domingo, 5 de janeiro de 2014

Sonho?

Estive em um lugar mágico. Quando cheguei disse sem pensar, já sonhei com esse lugar. Sem certeza não afirmei. Mas era tão forte a lembrança do sonho, como pude sonhar e depois conhecer o mesmo lugar? 
Por aqui há um centro Espírita com nome de Batuíra, uma pousada "Nova Alvorada", uma casa de jardim perfeito com flores no caminho paredes em tons laranjas e com janelas azuis. Um pouco antes três casinhas juntas e algumas fazendinhas com pôneis e boizinhos pequenos. Logo perdi a certeza. Não havia sonhado com nada disso, o lugar por si só é um sonho transcendental. 
Mas e a estrada? Era com ela que havia sonhado e chegado a uma porção de água no final, sensação boa e ruim ao mesmo tempo. Quando avistei na primeira cachoeira um lago, desisti de saber se havia realmente sonhando. Afinal estava nele! E o melhor, acordada!
Obrigada as pessoas que preservam esses espaços e quem desprendido de coisa ruins nos leva neste caminho. As vezes com pouco de pressa para saber se houve sonho mas, com paciência sonharemos novamente porque o que fica é sensação eterna deste lugar dentro do meu coração.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Em 2014

Desejo que em 2014 possamos...

nos despojar:
- das mágoas que insistimos em guardar;
- das pequenas mesquinharias que nos aprisionam;
- dos sorrisos forçados que, muitas vezes, escondem nossos reais sentimentos;
- dos falsos amigos que nos bajulam;
- das rodas de fofocas vazias;
- das maldades pequenas e grandes;
- e da terrível tentação das pequenas reclamações cotidianas...


E que possamos, ainda...

intensificar:
- os sorrisos;
- as brincadeiras;
- as emoções;
-  a espiritualidade;
- a leitura prazerosa;
- os exercícios físicos estimulantes e relaxantes;
- o convívio com quem amamos;
-e, principalmente, todo e qualquer gesto de amor..

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natal da Gente

  Quero dividir que este foi um dos melhores e mais importantes natais da minha vida. Sim foi e está sendo. Realizei o“Natal da Gente” com uma equipe fantástica de trabalho, hoje são como uma família para mim. Foram muitos meses planejando e trabalhando. 


Buscamos em Francisco de Assis a inspiração para o “Natal da Gente” que dizia que devemos compreender mais que ser compreendidos.

Nunca passei vésperas de natal tão bem, com tanta alegria, energia, equilíbrio. Trabalhei, cantei muito “Noite feliz”, me permiti, ergui os braços, elevei a alma, tudo na hora e no tempo certo.

Ajudei crianças a tirar fotos com Papai Noel. Enxuguei lágrimas das que não conseguiram e segurei no colo como se fossem meus filhos. Vi olhos brilharem de todas as idades e cores. Vi sorrisos sinceros e fiz novas amizades. Muito Obrigada aos que participaram do“Natal da Gente”.

É bom ser melhor a cada dia! E para isso não precisa falar mal de ninguém, de fazer fofoca, intrigas ou pisar nas pessoas. O segredo? Amor pela vida! Viva a benção da vida e do Natal, que de forma alguma necessita de presentes caros, basta ser sincero e ter amor em sua volta.

Estou Feliz demais! Espero que tenham gostado do “Natal da Gente” como gostei de realizá-lo. Desejo do fundo do meu coração que nesse Natal, a admiração e o respeito possa criar um “lugar comum”, onde venceremos as barreiras da comunicação, ouvindo com o coração e escutando com toda a nossa alma. Nesse lugar, o cheiro do amor e a amizade são plenamente possíveis e assim seus sonhos se realizarão.


Obrigada Uberaba e Feliz Natal!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Ser assim é uma delícia... De outro jeito dá preguiça

Ser assim é uma delícia
Desse jeito como eu sou
De outro jeito dá preguiça
Sou assim pronto e acabou
A comida de costume
Como bem e não regulo
Mas tem sempre alguns legumes
Que eu não sei como eu engulo
Brincadeira, choradeira,
Pra quem vive uma vida inteira
Mentirinha, falsidade,
Pra quem vive só pela metade
Quando alguém me desaponta
Paro tudo e dou um tempo
Dali a pouco eu me dou conta
Que ninguém é cem por cento
Seja um príncipe ou um sapo
Seja um bicho ou uma pessoa
Até mesmo um pé-de-nabo
Tem alguma coisa boa

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Alvará de demolição

“O que precisa nascer
tem sua raiz em
chão de casa velha.
À sua necessidade...
o piso cede, estalam rachaduras
nas paredes,
os caixões de janela se desprendem.
O que precisa nascer aparece no sonho
Buscando frinchas no teto,
Réstias de luz e ar.
Sei muito bem
Do que este sonho fala
E a quem pode me dar
Peço coragem.”

Adélia Prado 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A Coragem

Não sejas nunca medroso!
Fraco embora, tem coragem!
Para fazer a viagem
Da vida, sem hesitar,

É preciso, de alma forte,
Sem ostentar valentia,
Dominar a covardia,
Para o perigo enfrentar.

O medo é próprio do pérfido,
Do pecador, do malvado:
Quem não se entrega ao pecado
Não receia a punição.

Não tem medo quem caminha
Com a consciência tranqüila,
Quem o inimigo aniquila
Com a força da razão!

Não abuses da bravura;
Não afrontes o inimigo;
Não procures o perigo;
Prega o amor! e prega a paz!

Mas, se isso for impossível,
Não fujas! cai batalhando!
E, se morreres lutando,
Morre! feliz morrerás.

Olavo Bilac

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Poema na Audiência

Escutar, ouvir, falar
Fazer a quem escutar
A quem se fala ouvir
Fazer, discutir, rever
Ouvir
Impasse
Escutar, ouvir, falar, votar
A quem participar
Democratizar
Coletivizar
E como aprender a andar
Basta começar

Poema feito na audiência pública, Prefeitura no bairro - Valim de Melo. Na Escola Joubert de Carvalho.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

12/11/2013

Longe de casa. dia de lida. Todos falam de amor. Chove. Enquanto espero o jantar estudo minha apresentação. Um argentino na mesa ao lado hablando alto e sem parar, nem mesmo quando está com boca cheia, atrapalha. Raiva. Mudança de foco. A noite está cinza. Notícias da Princesa do Sertão. Anjo que conheci aparece em foto estampada. Os mortos revivem em notícias. Adiaram a justiça. Lembro que perdi um pouco da esperança na humanidade. Marx lembra que não. Engels pondera. Lembro das pessoas que matam em carne e alma. Coração aperta. Lágrimas. Envelhecer significa acreditar menos? Significa amar menos? As pessoas não são mais boas em fé e alma. Ele não podia ter partido. Partiram com ele. Então é verdade, os bons morrem cedo.

Saudade do anjo que conheci na terra. Paz ao amigo André Colli!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Viva Cecília Meireles

Cecília Meireles nasceu assim como Ary Barroso, na data de hoje.

"Não vou deixar a porta entre aberta. Vou escancará-la ou fecha-la de vez. Porque pelos vãos, brechas e fendas... passam semiventos, meias verdades e muita insensatez.” Cecília Meireles 

É preciso amar as pessoas e usar as coisas e não, amar as coisas e usar as pessoas” .Cecília


Viva Ary Barroso

Ary Barroso se tivesse vivo faria hoje 110 anos, até Garota de Ipanema nascer, Aquarela do Brasil foi a música brasileira mais tocada e gravada no exterior.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Déjà vu - Em a perda da alma

Hoje tive um Déjà vu de apertar e doer fundo. A história era com algo que perdi mas, não quero nunca mais achar. Foi tão ruim lembrar que perdi meu tênis semana passada que vou comprar outro mais colorido, alegre e cheio de formosuras para só ter bons Déjà vu. Não sei se perdi ou se junto com a minha alma foram roubados. 

A mais temida entre as maldades cometidas pelos espíritos da floresta, para os indígenas, era o roubo de alma, pois ela extraía do guerreiro sua principal arma: a identidade. Se a alma existe e se ela se resume em nossa mente e em nossos sentimentos, penso que os tais espíritos das florestas, hoje habitam os corpos de vários seres humanos tornando-os ladrões de almas.

Estes espíritos no formato de agressividade, intolerância, impaciência, falsidade, maldade, desonestidade, desrespeito, inveja, traição; roubam a alma não só do corpo que os hospedam, mas também daqueles outros seres ao seu redor.
Jung cita em “O Homem e Seus Símbolos”: “… um dos acidentes mentais mais comuns entre os povos primitivos é o que eles chamam de “a perda da alma” – que significa, como bem indica o nome, uma ruptura ou, mais tecnicamente, uma dissociação da consciência. Isso significa que a psique do indivíduo pode fragmentar-se facilmente diante de emoções incontidas”.
Segundo Léa Lima, pedagoga e psicoterapeuta, essa fragmentação ocorre diante de fatos da nossa vida que, por serem traumáticos, resistimos em enfrentá-los e, dessa forma, cindimos a nossa energia vital tornando-nos fracos e desanimados.
No instante em que lembrei do tênis  senti que foi dizimada a última parte da minha alma que ainda persistia em lutar por uma vida mais justa e mais honesta. Persistia em lutar para ser amada e respeitada.
O que será que estes espíritos tão inquietos buscam nos dias de hoje? O que eles ganham aprisionando a alma alheia? Uma das maiores injustiças é o roubo da alma, do espírito e dos sentimentos de alguém.
Os indígenas para devolver a essência, a alma, que fora subtraída do guerreiro, se enlaçavam em torno do corpo vazio e faziam um ritual de rememoração, em que a vida, as crenças e os sentimentos do guerreiro eram repassados ininterruptamente até que a sua alma fosse devolvida. 
Vou fazer o meu ritual de rememoração até que a minha alma seja devolvida, até que eu recupere a minha identidade, até que meu corpo seja preenchido com o calor do amor próprio - sou Sibila  peço licença e entro no mar os que me jogam para trás convenço-os até me deixarem reinar em seus deuses.Tomo banho de tempestade, renovam meu corpo. Brinco de abrir cachoeiras. Faço brotar flores e fechar estradas em relvas. Profetizo o amanhã. Sou Sibila, Deuses falam: Sou bondade e sou maldade, força e fraqueza, dou vida eterna e retiro, faço brilhar estrelas e desfaço-as, Sou Sibila!

sábado, 2 de novembro de 2013

Preciosidade: A Princesa do Mistério Intacto.

Então ela sorria. Como se sorrir fosse em si um objetivo. Tudo isso aconteceria se tivesse a sorte de "ninguém olhar". Séria como uma missionária tinham medo que a olhassem muito. Na gravidade da boca fechada havia a grande suplica: respeitassem-na. Mais que isso. Como se tivesse prestado voto, era obrigada a ser venerada, e, enquanto por dentro o coração batia de medo, também ela se venerava, ela a depositária de um ritmo. No chão a enorme sombra de moça sem homem, cristalizável elemento incerto que faria parte da monótona geometria das grandes cerimônias públicas.

Cada vez mais se tornava inteligente. Aprendera a pensar, O sacrifício necessário: "assim ninguém tinha coragem." Ela se concentrava ausente, guiada pela avidez do ideal.

Melancolia da liberdade, com o horizonte ainda tão longe. Dera-se ao horizonte, mas com a nostalgia do presente. O aprendizado da paciência, o juramento da espera. Do qual talvez não soubesse jamais se livrar. Desesperada por que, vigorosa, livre, não estava mais a mercê. Perdera a fé.

Era do que parecia ter sido avisada: enquanto executasse um mundo clássico, enquanto fosse impessoal, seria filha dos deuses, e assistida pelo que tem que ser feito. Mas, tendo visto o que os olhos, ao verem, diminuem, arriscara-se a ser um ela-mesma que a tradição não amparava. Por que um instante hesitou toda, perdida de um rumo. Mas, era tarde demais para recuar. 

E assim como um passe de mágica, ela deixou, sem saber por que processo, de ser a preciosa princesa do mistério intacto.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dum

Aperta bem apertado
Nó sem dó
Faz dum-dum sem tamborim
Há de parar
De muito apertar
Quem aperta?
Sem nota
Quem toca?
Sem maestro para ensinar
Toca de doer de tanto apertar
Achei que ia parar
dum-dum- dum
Doer não rima
Mas faz dum -dum apertado ficar

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Três poeminhas para brincar


Hoje acordei AZUL

bolinhas de sabão para tentar

Dormi dor de LARANJA

E sonhei VERMELHO de amar

Vou dormir CINZAS

Para acordar colorida
E ver a dor passar.


Desejo

Vontade

Quanto mais com você
Desejo

Com a vontade
De ficar quanto mais
Com vontade de desejo

 a mais
 Por você


*O amor, então, 
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei é que transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva
ou rima.

*De, Menina Pereba.




sábado, 7 de setembro de 2013

Vale- Cultura, valendo!

Os trabalhadores que receberem de suas empresas o vale-cultura poderão usar o benefício de R$ 50 mensais para pagar a mensalidade de cursos de artes, dança, audiovisual, circo, fotografia, música, teatro e literatura. A autorização consta de uma instrução normativa publicada nesta sexta-feira (6), no Diário Oficial da União (DOU).


A Instrução Normativa define os procedimentos de funcionamento do Programa Vale-Cultura, complementando o decreto presidencial que foi publicado no último dia 27 e regulamentou programa.

Os R$ 50 serão concedidos a trabalhadores contratados pelo Regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por empresas que aderirem voluntariamente ao programa em troca de descontos no Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). A expectativa das autoridades é que o Vale-Cultura beneficie até 42 milhões de trabalhadores celetistas, podendo injetar até R$ 25 bilhões anuais no setor.

Deverão ser beneficiados preferencialmente os empregados que ganham até cinco salários mínimos - R$ 3.390. Os que recebem salários acima do valor também poderão ser contemplados, desde que suas empresas já tenham garantido o benefício a todos os funcionários do grupo preferencial. Para os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, os descontos sobre os R$ 50 variam de 2% a 10%, conforme a faixa de ganhos. Já para os que, atualmente, recebem mais que R$ 3.390, os percentuais de descontos serão maiores, de 20% a 90%.

O benefício mensal não tem prazo de validade, podendo ser acumulado para gastos maiores. Pela instrução publicada na sexta (06), além de pagar cursos de artes, o beneficiário poderá gastar o recurso para adquirir ingressos para cinemas, exposições, teatros, circos, festas populares e espetáculos musicais e de dança.

Os R$ 50 também poderão ser gastos na compra de equipamentos e de instrumentos musicais, bem como na aquisição de livros, peças de artesanato, esculturas, discos de CD e de DVD. O benefício também poderá ser gasto com jornais e revistas em bancas e livrarias credenciadas ao programa.

As empresas que interessadas em conceder o vale-cultura aos seus trabalhadores deverão se inscrever na Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), vinculada ao ministério, responsável por administrar o Programa de Cultura do Trabalhador. A inscrição deverá ser solicitada por meio do site www.cultura.gov.br, a partir de 7 de outubro. Já no momento da inscrição, a interessada deverá indicar a empresa operadora de cartões benefícios credenciados ao Ministério da Cultura de sua preferência e o número de empregados aptos a receber os R$ 50, conforme a faixa de renda mensal.

A instrução normativa ainda estabelece que o Programa de Cultura do Trabalhador e consequentemente o Vale-Cultura deverá ser permanentemente avaliado a fim de que seja verificado se seus objetivos estão sendo cumpridos, com os resultados para a economia da cultura do país.

Fonte: vermelho.org

domingo, 25 de agosto de 2013

Por que tanto medo dos médicos cubanos?

A direita ultra-conservadora está com medo dos médicos cubanos, porque a medicina de Cuba não é ultra-dependente de duas grandes máfias industriais: a dos diagnósticos e a farmacêutica.

A discussão sobre ideologias médicas não é nova e foi trazida para o Brasil pelo  Sérgio Arouca, a partir de Canguilhem. Nenhum dos dois está vivo, mas a discussão continua, no meio acadêmico, na crítica severa à medicamentação excessiva dos sujeitos, o que produz enormes lucros das farmacêuticas.

Outra discussão em curso e que também não encontra voz no senso comum e na mídia é a substituição da escuta e do diálogo pela intermediação, por vezes desnecessária, pelos aparatos tecnológicos: uma indústria que movimenta bilhões de dólares (e que alimenta gigantes da mídia, como a Sony e a MGM, que tem braços empresariais no setor das diagnoimagens) e é vendida sem que se esclareça sua determinação pelo lucro. É uma verdadeira "tirania" das máquinas de diagnóstico, que se transformou em febre das taxonomias médicas.

A medicina cubana não tem grandes recursos. Teve que se virar com o que tem. E o que tem é gente. Afinal, e no final das contas, quando vamos ao médico queremos, em primeiro lugar, ser ouvidos. E remédios não escutam. Máquinas não confortam.