domingo, 23 de junho de 2013

Os filhos do Impeachment Collor

Em homenagem ao meu filho Luan, que me disse: - Mãe, ser patriota está na moda!

O Brasil acordou. Nunca houve Conjuração Baiana, Insurreição Pernambucana e ou a Inconfidência Mineira. Nunca houve a Revolta de 30 e 32. Nunca houve Ditadura Militar, onde milhares de brasileiros morreram para que pudéssemos nos organizar livremente em Partidos Políticos, entidades, sindicatos e ter o direto à manifestarmos livremente.

Nunca saímos as ruas para derrubar ex-presidente Collor, que roubou dinheiro das cadernetas de poupanças da Classe Média. Nunca acampamos na porta do Ministério da Educação, para combater as sandices do Paulo Renato, FHC e companhia-  quando tentaram vender nossas Universidades Públicas à estrangeiros.

Sim fizemos isso. O Brasil nunca dormiu. Mas, sempre mostramos nossas caras e nossa bandeiras, por que temos a certeza da legitimidades de nossos atos.

Os filhos do Impeachment Collor apreenderam a palavra corrupção no governo Lula, através da uma mídia tendenciosa e sem compromisso com a informação, em um país onde a educação é falha e não há memória histórica.

Há se tivéssemos abertos os arquivos da ditadura  e ensinado a turma de anônimos, nossa história, há se tivéssemos regulamentado o financiamento público aos meios de comunicação. Culpa nossa!

Não. Eu não vou à primavera Árabe ou Paris, para entender o que está acontecendo. Eu pintei a cara e fui às ruas na década de 90. Passei fome e muito perrengue lutando por uma Educação pública de qualidade, apanhei de Polícia e queimei  bandeira dos Estados Unidos por diversas vezes. Eu fico na história do povo brasileiro, para dizer o que está acontecendo.

Qualquer análise superficial nesse momento, pode demonstrar pequenez de pensamento,
os atos e passeatas tinham como eixo, desde o seu início, a luta pela redução das tarifas do transporte urbano, num quadro em que esse transporte é caro e de péssima qualidade, a reivindicação calou fundo e alcançou enorme adesão popular. Essa “bandeira” é do país, das trabalhadoras e trabalhadores.

Mas por estímulo da mídia a serviço de interesses individuais e de centros de poder que se mantêm ocultos e atuando por meio de algumas redes sociais na internet, as manifestações, em alguns casos, foram infiltradas por grupos de provocadores, que recorrem à violência, aterrorizando a população, depredando ou tentando invadir sedes de ministérios, prefeituras, bancos e estabelecimentos comerciais. 

O que poderia ser uma festa cívica e democrática está sendo transformado em crise política e social. Mobilizar o povo em atos organizados para exigir direitos e reformas estruturais no país é algo indispensável e tarefa dos partidos de esquerda e das organizações do movimento social, que corresponde aos interesses e aspirações do povo brasileiro a uma vida digna, à democracia ampla e participativa e ao progresso social. 

Deturpar estas aspirações, transformando justos protestos sociais em ações violentas para atirar o país no caos, serve a interesses antinacionais. O povo quer avançar na construção da democracia. Continuará na luta por seus direitos e rejeitará as manobras golpistas da direita. 

Sumayra Oliveira
Ex-líder estudantil, ativista e com muito orgulho Presidente de um partido de esquerda. - PCdoB


Bibliografia.

Editorial do Site www.vermelho.org.br acessado em 23/06/13.

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