Em sociologia usamos sempre o termo “campo” (nomeadamente em
campo político), e nos ocorre à memória o nome de Pierre Bourdieu, que tão bem
especificou as noções de espaço social e de campos sociais.
Segundo Boudieu, campo político é simultaneamente um campo de
forças e um campo de lutas
permanentes. O objetivo
primordial daqueles que atuam no campo político é alterar a sua estrutura
dirigente, sendo que a vontade de atingir o poder se
assume como central.
No que diz respeita à análise do político,
Jean François Bayart fornece uma imagem feliz do modo como devem ser analisados
os sistemas políticos. O político só adquire sentido enquanto produto de
relações sociais. E só através das relações
sociais é que ele pode ser analisado, do ponto de vista dos atores
que nele participam, das redes que estabelecem, das interações que mantêm
quotidianamente.
Estou dizendo isso, porque li a revista do Deputado Paulo Piau
distribuída por toda Uberaba, (ontem o elogiei neste espaço e não retiro minhas
palavras), mas ficou uma dúvida que surge nas demonstrações fotográficas de sua
rede de relação naquele material publicitário.
Começando pela casa, muitas daquelas
conquistas tiveram gente do meu partido envolvida (PCdoB), gente de outros
sambas, como do PT e do próprio PMDB, que nem sequer são citadas. Aparecem por
lá políticos desaparecidos da cena, e na sua maioria do lado de lá do samba. Afinal
Deputado, de que lado você samba? Ou melhor dizendo, qual é o seu campo?
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