sábado, 30 de janeiro de 2010

Anfibológica

Amo o não-presente
E o presente diz me amar

Quero o não-presente
Ser dele, e ele ser só meu
Meu corpo quando junto é como alma a transbordar

Meu corpo separado é como alma a navegar
Cruza sozinho e desprovido
O mundo encantado do amor iluminado

Iluminado é o presente
Que insiste em dizer me amar

Insisto amar o não-presente
Confusa
Será acerto ou erro?

O não-presente é amor?
É recusa
É paixão
É querer
Por não me querer em alma?

Mas sozinha, o presente permanece a me acompanhar
Sábado a noite é o presente que está
Futebol em família é o presente a ficar
Domingo com pequi é o presente a compartilhar

Será meu Deus que estou a perambular
Ah! Confusa e a chorar

Estava só e hoje o não-presente me enche de querer
É  melhor dos melhores
É desejo em corpo, alma, e o que mais querer
Sou sua e desejo você ser.

E o presente é a presença em companhia
Declarado seu ombro amigo
Sua felicidade para o meu estar não-presente.
Confessado apoio a minha ausência em inclinação.
Será este meu Deus, o verdadeiro amor, então?

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